A banda campineira Drákula ataca novamente com o novo EP 7
polegadas, em vinil, denominado “Death Surf”. Podemos dizer que as quatro
canções que compõem o novo rebento do quarteto seria a trilha sonora perfeita
para surfar nos rios poluídos de qualquer cidade brasileira.
A mistura surf music, punk e garage rock soa cada vez mais
suja, no mais que bom sentido da palavra, e pesada. As guitarras soam
cortantes, com ótimas linhas de baixo e bateria precisa, simples, mas com muita
pegada. Atrás dos tambores a banda tem novamente o comando de Lobisomem que
retorna após período sabático.
E o retorno de Lobisomem deu nova energia para banda. Os
shows estão diferentes e no estúdio a pegada também soa com ares nostálgicos
mas totalmente vibrante. A primeira faixa do lado A, como é bom escrever dessa
maneira, “Death surf”, é uma mistura de tudo que dissemos e mostra do que os
caras estão a fim, rock, punk, surf, sujeira e diversão.
A segunda faixa deste lado, “Massacre a meia-noite”, que
havia sido lançada ano passado na coletânea virtual da Motim Records, em vinil
soa ainda mais sinistra e roqueira. O peso também é outro. No lado B tem “Shake
me your bones” que não deixa o esqueleto parado e faz o ouvinte sair se mexendo
freneticamente. E ainda neste lado, como diz Daniel ETE, tem o clássico de
Barão Geraldo, “de quando Barão Geraldo era Barão Geraldo”, a faixa “Lado de
fora”, clássico da banda Grease, para fechar o EP com chave de diamante.
Além das músicas, é preciso destacar o lindo trabalho de ETE
na capa e contra do EP e também a gravação. Instrumentos totalmente audíveis,
esqueça aqueles registros onde um instrumento cobre o outro, aqui o fã ouve
tudo de maneira como deve ser um disco de rock como o Drákula se propõe a
fazer. Nota 10.
Gritando HC será a banda responsável pelo encerramento do evento. Foto: Canibal Vegetariano
Gritando HC, Fistt e Chuva Negra são algumas das atrações da festa
deste sábado
No sábado (29), Jundiaí recebe mais uma edição da Oba! Fest,
que traz as bandas Gritando HC, Fistt, Chuva Negra, Sallys Home, Amnésia e The
Guantanameros, além da discotecagem do DJ Chello. A festa que será realizada no
Aldeia Bar tem início às 20h.
A Guantanameros, primeira banda a subir ao palco, tem
vocalista argentino e com seus amigos brasileiros apresentam clássicos do punk
rock em versões latinas bem animadas! Em seguida, a jundiaiense Sallys Home toca
o álbum Melody Station e a Amnésia, de Cascavel (PR), toca músicas autorais de
hardcore.
A festa fica completa com Chuva Negra, que apesar de ter
membros de bandas conhecidas da cena paulistana, é uma das grandes revelações
do hardcore nacional atual. Já os encerramentos são comemorativos! A banda
jundiaiense Fistt traz sucessos dos 21 anos de carreira completados em agosto e
a Gritando HC, que ganhou fama com a música “Velho Punk”, sobe ao palco para
marcar os 15 anos do lançamento do álbum “Ande de Skate e Destrua”.
O evento ainda terá promoções especiais de bebidas com
realização da Oba! Records e Oba!Shop. Há também apoio de Pride Skate, TheRocks
Xstorex, Metal No Pombal Produções Espetaculares e Rock Jundiaí.
Serviço:
Atrações: Gritando HC, Fistt, Chuva Negra, Sallys Home,
Amnésia e The Guantanameros, DJ Chello
Quando: sábado, 29 de agosto, às 20h.
Onde: Aldeia Bar – rua do Retiro, 279
Quanto: R$ 15 até 22h, após R$20
Censura: Menores de 18 anos apenas acompanhados pelos
responsáveis.
Drákula, apresentação enérgica no lançamento do novo EP. Fotos: Canibal Vegetariano
O Auto Rock Campinas 2015 chegou ao final na tarde/noite de
domingo (23) na Estação Cultura. Em meio à “linha do trem”, uma grande estrutura
foi armada para o fechamento de mais uma edição de um dos maiores festivais
independentes do Brasil.
A primeira atração do último dia foi a banda F3. Os caras
fizeram som no próprio chão, ao lado do palco principal. Esta foi uma grande
sacada da organização, pois não houve intervalo entre as bandas, assim que
encerrava-se uma apresentação, vinha outra logo em seguida. Os campineiros
mandaram bem em sua apresentação e atraiu bom público para acompanhá-los.
Logo em seguida foi a vez da Bad Taste. No “palco principal”,
os caras mandaram muito bem seu hardcore e mostrou todas suas músicas próprias
que cativaram os presentes. Os caras ainda fizeram algumas homenagens ao Ratos
de Porão.
Fim do show da Bad Taste, voltamos atenção para o “não palco”.
E a banda Porrada Solicitada foi a bola da vez e com uma mistura de punk com
hardcore, fez a galera abrir rodas e ainda muitos fãs cantarem junto com seu
vocalista.
Fábio Mozine, vocalista e guitarrista do Merda
De volta ao palco, os caras do Statues on Fire foram os
responsáveis pelo agito da galera. Não conseguimos acompanhar esta apresentação
devido à necessidade de comer, beber e visitar a feira de vinil e outras
barraquinhas que ofereciam diversos produtos. Este foi outro ponto positivo da
atração.
Fim do show, fim do rolê e a banda RND se apresentou no solo
mas não conseguimos acompanhar devido ao encontro com antigos companheiros de
som e precisamos conversar na tentativa de pôr os assuntos em dia. Mas pelo que
notamos, a banda fez grande sucesso entre os presentes.
O tempo passou e quem subiu ao palco foram os capixabas do
Conjunto de Música Rock Merda, ou simplesmente Merda. Mozine, Japa e Alex assim
que liberados mandaram ver no hardcore e levou o público ao êxtase, ainda mais
com os clássicos “Maradona”, “Nem todo brasileiro que gosta de futebol gosta do
Neymar”, “Efedrina”, duas novas que estão no Split lançado recentemente com Os
Estudantes, “A fonte da Coca Cola” e “Vou cagar em cima de você”, que
funcionaram muito bem ao vivo.
Mas o ápice da apresentação foi mesmo “Punk crente”, cantada
em coro pelo público e muitos que acompanhavam o show, subiam ao palco para dar
mosh. Dos shows que já acompanhei do Merda, todos foram bons, mas este no Auto
Rock foi melhor que os demais e os caras demonstraram que estavam a fim de se
divertirem e divertirem o público.
Bad Taste, foi a segunda banda a se apresentar
Após uma apresentação sensacional do Merda, a vez era do Drákula
que se apresentaria no chão. Este seria o primeiro show após o lançamento do
Vinil 7’ Death Surf. E os caras simplesmente arrasaram. Acompanhamos o Drákula
há anos e nunca havia visto tanta energia concentrada para uma apresentação. Os
caras estavam realmente com “fome de rock” e simplesmente detonaram.
Além de novas músicas, versão do Grease, os caras mandaram
vários clássicos da banda como “Cidade Assassina”, “Gorila Perez”, “Comando
fantasma”, “Medo de psiquiatra”, entre outras belas canções, mas com pegada
diferente e mais aceleradas do que o costumeiro. O show mostrou também que
Lobisomem na bateria está em forma e o quarteto fez uma apresentação nota 10,
com direto a idas para galera e espumas de carnaval.
A noite seria encerrada com Garage Fuzz, mas como precisamos
“cair” na estrada, não foi possível acompanhá-los. Mas o público estava muito a
fim de vê-los. Infelizmente não conseguimos acompanhar outros shows do Auto
Rock, mas pelo seu encerramento, acreditamos que foi uma edição histórica. Que venham
os próximos, nós agradecemos!
O power trio insano capixaba, conhecido carinhosamente como
Conjunto de Música Rock Merda, lançou recentemente mais um Split em vinil 7
polegadas, desta vez em parceria com os cariocas d’Os Estudantes.
O vinil tem três sons do Merda do lado vermelho e do lado
amarelo da força o ouvinte terá cinco petardos do quarteto carioca. Cada banda
gravou em um estúdio mas isto não interfere na qualidade das gravações. Bandas
com muito de tempo de estrada e com vários discos lançados conhecem o caminho
das pedras.
Sobre o Merda, o trio formado por Mozine (vocais e
guitarra), Japa (vocais e baixo) e Alex (vocais e bateria), apresenta três
“porradas” simples e direta. A faixa de abertura chama-se “A fonte da Coca-Cola”.
Nesta letra os caras ironizam a própria banda por alguém aparecer na MTV com
uma camiseta e dizem que devido a este fato são mainstream e por isso o uso da
fonte.
A segunda faixa “Eu vou cagar em cima de você” tem vocais
alternados entre Mozine e Japa e a “tiração” de sarro continua, como sempre
ocorre nos sons do trio. A terceira e derradeira música que fecha o lado Merda
do disco “Quem nunca?” é um relato de uma noite em que um sujeito sai sem rumo
e deixa tudo rolar. O legal desta faixa é o vocal totalmente “rasgado” de
Mozine onde o ouvinte para entender o que é cantado precisa ler a capa.
ESTUDANTES
O quarteto carioca, formado por Vitão (vocais), Diogo
(bateria), Manfrini (guitarra) e Dony (baixo), gravou cinco faixas e todas no
melhor estilo hardcore. Letras e músicas diretas com algumas críticas em meio a
algumas letras que beiram ao absurdo. A faixa de abertura é a “Menino peixe I”,
que tem refrãos “grudentos” como: “mas ele vai cair, um dia vai sumir”.
A segunda faixa é a continuação de “Menino peixe”, agora com
sua segunda parte onde Vitão, vocalista, nos chama para “aplaudir e zombar” o
“menino peixe”. E a pancadaria, no mais que bom sentido da palavra segue nas
três faixas seguintes, como Luz, onde a banda fala sobre uma possível luz no
fim do túnel, que para eles nada mais é do que um trem em direção contrária. O
lado amarelo dos cariocas encerra-se com “Olhos azuis” e “Alívio da dor” duas
ótimas faixas que também trazem conteúdo crítico, principalmente ao ser humano.
Além das boas músicas, o que chama atenção neste lançamento
das bandas são as capas que não existem. Uma é somente um pano com os nomes e a
outra é o que conhecemos como encarte, onde estão as letras e ficha técnica.
Mas como Merda e Os Estudantes são geniais, o que vale mesmo é a música, sempre
de altíssima qualidade. Compre seu Split e ouça no volume máximo! Se o som
estiver alto, é porque você está ficando velho.
A pedido dos amigos do zine/blog Canibal Vegetariano, fui
cobrir o Festival de Inverno em Bragança Paulista, no sábado (18). A ocasião
era vertente metal, celebrando quatro bandas representativas no círculo. Em
pouco tempo, o local (Ciles do Lavapés), foi tomado pelo público headbanger. O Ciles para quem não conhece abriga praticamente todos os
eventos relacionados ao rock na gestão de Luis Henrique Duarte, o Quique Brown,
e desta vez não seria diferente para que a plateia comparecesse.
Na abertura vieram os "velhos" conhecidos da nova
geração da cidade, o Kollision, após dividir palco com muitas bandas da região
e também gringas, foram convocados para esta ocasião. O intuito era tocar
canções do seu álbum recém lançado "The stage of death", as
composições influenciadas por videogames e etc, mostram um pouco da identidade
da banda.
A segunda banda foi o quinteto do Sardonic Impious, o black
metal prevalecia nesse momento no Ciles, acompanhados de vários fãs e amigos, o
Sardonic entoou satanismo aos presentes. Com uma banda afiadíssima, agradou a
todos que admiram o som pesado.
O quarteto carioca do Confronto trouxe a Bragança sua viagem
pelo metalcore, hardcore, ou mesmo death metal. Eles são uma banda que faz
disso um caldeirão de influências, entre riffs e bateria agressiva, o vocalista
Felipe Ribeiro girava o palco atrás de agitar o público que até então, estava
atônito, mas depois da metade do show, causou mais empolgação. Chamaram
Bragança para o “circle pit” e entusiasmaram os espectadores.
KRISIUN
A chave de ouro era entregue ao Krisiun, o que dizer do
Krisiun, nada, seria medíocre da nossa parte declarar algo sobre a insanidade
provocada por uma banda que está no mais alto escalão do Death Mundial.
O setlist privilegiou muitas fases do trio gaúcho, o som
estava alinhado e ora ensurdecedor para o tremendo peso que eles provocam ao
vivo. Escolheram duas músicas do novo álbum para tocar. Talvez "Conquerors
of armagedom" tenha feito falta, mas houve death metal para todos os
gostos, fazendo qualquer um ficar de queixo caído com a banda. Enfim encerraram
com Motorhead "No Class'. Simplesmente uma aula!
Três projetos receberão
ajuda financeira e técnica para sair do papel
No sábado (4), durante a terceira edição da "Feira de Ideias, o Instituto
Entrando em Cena" entregou, mais uma vez, o "Prêmio Entrando em Cena no Mundo" aos projetos desenvolvidos por
jovens que participaram de oficinas de empreendedorismo sociocultural. Foram
sete projetos inscritos, seis apresentados ao público e três premiados, que
receberão ajuda financeira e técnica para sair do papel.
Durante quatro meses, esses jovens
participaram das oficinas do Entrando em
Cena no Mundo, projeto que tem como objetivo formar agentes multiplicadores
capazes de se tornarem protagonistas de ações culturais e/ou sociais
transformadoras. Para isso os participantes foram estimulados a identificar
seus potenciais através das próprias histórias de vida, identificar e avaliar
criticamente as insatisfações sociais e criar projetos capazes de promover
transformações nas comunidades em que vivem, além de serem instrumentalizados
para desenvolver e gerir tais projetos, buscando alternativas para uma vida
plena de cidadania cultural em uma sociedade democrática de fato.
A avaliação foi feita por uma
comissão julgadora convidada, formada por 21 pessoas, representantes das áreas
social, cultural, educacional, artes cênicas, artes plásticas, arte de rua,
literatura, produção cultural, comunicação, arte-educação, direito e meio
ambiente. O juri votou nos quesitos “redação dos projetos”, “potencial de
transformação”, “criatividade da iniciativa”, “capacidade de realização” e
“planejamento financeiro”. O público presente teve a oportunidade votar no quesito “apresentação”. No total foram 130
votos computados durante a Feira de Ideias.
Confira o resultado final da
terceira edição do Prêmio Entrando em
Cena no Mundo:
1º Lugar: "Memórias na Rede", de Nahida Almeida
Ghattas e Alberto Aleixo Maciel, propõe
a promover a interação entre dois grupos diferentes da sociedade, jovens de 12 a 18 anos e idosos moradores de
um asilo. O fruto desse encontro serão textos que serão publicados em um blog
na internet.
2º Lugar: "DiRaiZ Hip Hop", Elvis da Silva Fonseca
e Welton Aparecido Resende Souto, visa realizar oficinas
de rap e grafite para 30 adolescentes da escola estadual Marcos Guimarães, de
Bragança Paulista, utilizando o hip hop como ferramenta de inclusão
sociocultural e empoderamento do jovem.
3º Lugar: "Café no Bullyng", de Gabriel Henrique do
Nascimento, visa
discutir, em escolas de rede pública, por meio de intervenções de
conscientização, esquetes e debate com especialistas o que é de fato o bullying
e quais são suas consequências negativas para quem sofre com isso.
4º Lugar: "Projetando Passado, Revendo Futuro", de
César Augusto Ramalho de Souza, visa promover o incentivo ao
ensino superior através de uma feira, com objetivo de explanar sobre diversos
assuntos voltados ao tema e criar uma plataforma na internet onde as pessoas
possam encontrar informações sobre o assunto.
5º Lugar: "Se eu fosse você, seria você", de Ana
Carolina dos Santos Franco, visa proporcionar
às pessoas uma maneira de aceitar as diferenças, ajudando os dois lados do problema do
bullyng, quem sofre e quem pratica, por meio de vídeos gravados com vítimas.
6º Lugar: "Das Salas ao Palco", de Júlio César
Rocha Santos, tem o intuito de dar a oportunidade para jovens da
escolas de ensino médio de terem contato com as artes cênicas por meio de
oficinas e apresentações, contribuindo, assim, para a formação de público para
esse tipo de espetáculo.
Há alguns meses a banda itatibense Eyes of Gaia lançou seu
primeiro álbum “The power of existence”. Disco gravado de maneira totalmente
independente, os caras botaram a “bolachinha” no mundo e por onde passam chamam
atenção dos apreciadores do estilo. Para saber mais sobre o trabalho dos caras,
conversamos com o guitarrista Bruno Tourino. A entrevista na íntegra você
confere abaixo.
Canibal Vegetariano: Como a banda foi formada, desde quando
estão na estrada? Houve alguma mudança na formação? Aproveitem e apresentem-se
com nomes e instrumentos de cada integrante.
Bruno Tourino: A banda foi formada em 2008 pelo Mário Kohn
(vocalista), Rodolfo Liberato (Baixista) e Flávio Sallin (ex-tecladista). Nessa
época a banda lançou o EP “Final Tears” e também tocou com alguns nomes
importantes como Dragonforce, Glenn Hughes e Almah. Em 2011 houve mudança na
formação com a minha entrada e a do Paulo Virtuoso nas guitarras e a entrada do
Betto Cardoso na bateria. Neste ano houve outra mudança na formação com a
entrada do André Moura na bateria, substituindo Betto. A formação atual do Eyes
Of Gaia é: Mário Kohn (vocal), Bruno Tourino (guitarra), Paulo Virtuoso
(guitarra), Rodolfo Liberato (baixo) e André Moura (bateria).
CV: Como rolou o processo de gravação do álbum? Houve alguma
ajuda financeira ou vocês bancaram tudo?
BT: Começamos a compor no início de 2012 e no meio desse
mesmo ano começamos a pré-produção do álbum. Gravamos em espaços de tempo muito
longos devido a vários contratempos. Basicamente bancamos tudo, tivemos alguns
apoios, mas essencialmente sem nenhum patrocínio maior. Por conta de ser tudo
independente acabou atrasando para ser lançado, só saiu em janeiro deste ano.
CV: A produção do álbum é de Edu Falaschi. Por que vocês
optaram por ele como responsável por este trabalho?
BT: Já conhecíamos o trabalho do Edu como produtor e achamos
que seria a melhor opção naquele momento. Ele tem bastante experiência e acabou
passando muita coisa legal para gente. Aprendemos bastante com ele e gostamos
do resultado final do trabalho.
CV: Como está a procura pelo CD e o processo de divulgação?
BT: O CD está tendo uma boa procura guardadas as devidas
proporções do mercado atual e do nicho do heavy metal. Ele [CD] está sendo
vendido diretamente com a banda e também na loja Die Hard, na Galeria do Rock,
em São Paulo. Divulgamos o CD basicamente pela Internet através das nossas
mídias sociais e sites parceiros que fazem resenhas. Os shows também tem sido uma
ótima forma de divulgação. A procura por CD e camiseta nos shows tem sido boa.
CV: Como as pessoas tem recebido o trabalho?
BT: O feedback tem sido muito positivo! Superando todas as
nossas expectativas. Tivemos uma resenha com nota 9 na revista Roadie Crew, a
maior revista especializada do Brasil. Posteriormente rolou uma entrevista bem
legal na Roadie Crew também, feita pelo Ricardo Batalha, um nome bem respeitado
no meio. Diversos sites especializados também têm feito resenhas bem legais
falando bem do álbum. Sem contar as pessoas que tem vindo elogiar o álbum diretamente
para nós através do Facebook. Outro fato muito importante na carreira da banda
foi a entrevista no programa do Andreas Kisser, na 89 A Rádio Rock. A audiência
do programa é muito grande e fez com quem pessoas de todo o Brasil conhecessem
nosso trabalho!
CV: Quais os planos da banda para o segundo semestre?
BT: No segundo semestre queremos continuar fazendo shows para
divulgar o álbum que é bem recente. Temos algumas datas marcadas em Itapetininga/SP,
com a banda King Of Bones, Pouso Alegre/MG, no festival Tonelada, Itatiba/SP
(nossa cidade) com a banda Project46. E estamos negociando shows em mais
cidades.
CV: Atualmente, quem é o público que ouve sons da banda? E
os espaços para shows, como estão?
BT: O público do Eyes Of Gaia é o público do Heavy Metal, na
sua maioria a galera entre 15 e 30 anos. É um nicho pequeno, bem segmentado
porém exigente. Existem bares e casas de shows que abrem espaço para bandas de
heavy, além de festivais e shows em eventos públicos. É importante a união das
bandas para que o público sempre se multiplique nos shows e as bandas aumentem
seus seguidores.
CV: Grato pelo papo, deixo espaço para considerações finais.
BT: Muito obrigado pelo convite, pela oportunidade para
contar sobre nosso trabalho e parabéns pelo seu excelente trabalho que é
importantíssimo para as bandas independentes e para a cultura do país de uma
maneira geral. Quem quiser conhecer mais sobre o Eyes Of Gaia acessem nossas
mídias sociais:
www.facebook.com/eyesofgaiaofficial
www.youtube.com/eyesofgaiaofficial
www.eyesofgaiaofficial.com
Muito obrigado! Paz e amor!
Impressões sobre ‘The power of existence’
O heavy metal é um dos estilos que mais exige de seus
músicos e talento é o que não falta na banda Eyes of Gaia. O primeiro registro
dos caras “The power of existence” mostra toda capacidade individual dos
músicos e também o trabalho que conseguem desenvolver em equipe.
Com dez faixas e produção de Edu e Tito Falaschi, a banda
mostra tudo aquilo que os fãs do estilo adoram. Guitarras altas, solos, bends,
vocais afinados, baixo encorpado e bateria alucinante.
Esse é um álbum que os
amantes da música “pesada” precisam ter em sua discoteca, afinal, não é sempre
que uma banda lança um disco com tanta música boa e de maneira totalmente
independente. Se você ainda não tem o seu, corra para adquiri-lo.
A separação de um casal sempre vem acompanhada de muitos
aborrecimentos. Um deles éa divisão dos discos. Aqueles CDs que vocês compraram
juntos, ouviram juntos e que agora se tornam motivo de discórdia.
Na música “Trocando em miúdos”, Chico Buarque diz para a ex:
- eu fico com o disco do Pixinguinha, o resto é seu. Na música “A Rita”, ele
reclama que a mulher foi embora e além de seu coração, levou também o disco que
mais gostava.
Não há uma receita infalível para uma partilha de CDs. Você
com certeza terá que comprar vários deles novamente. Em compensação, dá para
passar para frente os que ela (e) te deu e você não gostava, mas ficava sem
jeito de falar.
A pessoa também pode sentir vontade de vender todos os
discos que a fazem lembrar da (o) ex, mas aqui vai uma sugestão: espere um
pouco. Depois que a raiva passar, você pode se arrepender. Terminou um namoro?
Brigaram feio? E aqueles CDs que ficaram na casa dela (e)?
Namorados, namorados, negócios à parte. Esqueça os pudores e
vá até lá buscar, mesmo que você tenha sido canalha. Afinal, buscar os discos
na casa do (a) ex pode ser um ótimo motivo para quem quer reconciliação.
André Fiori é dono da maravilhosa loja Velvet CDs, na rua 24
de Maio, Centro de São Paulo. Há pouco mais de 10 anos, Fiori escrevia coluna
que denominada "Atrás do Balcão", na revista Zero, uma das melhores a
aparecer no mercado editorial nacional.
Marcos José Ferraz, mais conhecido como Zé, e Alê Castro,
foram os vencedores da promoção “Em maio todo janta pipoca na minha cidade”,
realizada pelo programa A HORA DO CANIBAL em parceria com o zine/blog Canibal
Vegetariano e Rádio Click Web.
Para vencer a promoção, os jovens enviaram frases toscas. Zé
escreveu: "Escravos
Anões! Porque o trabalho engrandece”, e "Comi pipoca alucinógena, e vi o
Picolo, no pico do Macaco Nikito", por Alex Leco, foram as duas mais
toscas e escolhidas por nosso camarada Délcio Padovani Junior, como as piores e
em nosso programa, as piores são as que vencem.
No
primeiro dia de junho, Alê Castro recebeu seus prêmios das mãos do camarada
César Bernucci, dono da Papelaria 29, parceiro da Rádio Click Web. No sábado
(6) foi a vez de Zé receber os brindes. Cada jovem levou para casa CDs das
bandas: Regredidos do Macaco, Perturba, Eyes of Gaya, Labataria e Bikini
Hunters, esta última banda ainda concedeu duas camisetas para sorteio.
É ruim quando você está atrás de alguma música ou disco que
não sabe qual é. Aquela canção que ouvimos tocar em algum lugar e não sabemos o
nome e nem quem canta. Pode ser um filme, em uma casa noturna, na rua ou no rádio,
sei lá. Aqui na loja, inúmeras vezes nos deparamos com essa situação. Às vezes
é preciso partir do nada. A pessoa começa cantarolar um trecho: “Olha, a música
é assim: lá-ra-lá-lá-ri-lá...”. Nem sempre é possível acertar. Um procedimento
muito comum é o cliente trazer uma fita K7 com a música em questão. Acho muito
legal isso. Dá para sentir como no antigo programa do Silvio Santos: “Maestro
Zezinho, duas notas, qual é a música?”. Na maioria das vezes consegue-se
descobrir.
Uma vez uma moça com uma criança de colo vibrou ao saber que
o que ela procurava era Pixies, “Here comes your man”. Levou dois segundos. Ela
quis saber: “nossa, o cara nem cantou ainda, como adivinhou?”. Bom, essa foi
fácil. O frustrante é quando, apesar dos esforços, não conseguimos descobrir o
que é. Uma vez contei seis pessoas ouvindo uma fita (outros clientes também
ajudaram) e não chegamos a conclusão alguma. Cada um falava uma coisa:
- Ah, isso aí é anos 80.
- Só pode ser banda inglesa e etc.
A cada pessoa que entrava na loja, eu perguntava: “Ei,
amigo, por acaso você sabe o que é isso aqui?”. E rolava a fita novamente.
Mesmo assim nada. Quando o cliente foi embora, ainda pedi: “Olha, quando você
conseguir descobrir o que é, liga para gente e diz, ok?”.
E quando sei o que é, mas não consigo lembrar? Teve uma vez
em que achei que não conseguiria dormir naquela noite caso não lembrasse o nome
da bendita música. O clipe também ajuda bastante: “Olha, estou atrás de uma
música. No clipe, o cara está andando na rua e esbarra em todo mundo”. Essa é
moleza: “Bittersweet symphony”, do The Verve. Um comercial de TV também, às
vezes, pode esclarecer o mistério. Lembra-se de quando “Fake plastic trees”, do
Radiohead, tocava num comercial, onde aparecia um menino deficiente chamado
Carlinhos? No começo, muita gente achava que era U2, outros, Suede. O Radiohead
aumentou bastante sua popularidade devido àquela propaganda. Uma vez uma
senhora entrou na loja e disparou: “Moço, o senhor tem a música do Carlinhos:”.
E eu, distraído: “Que Carlinhos, Carlinhos Brown?”.
André Fiori é dono da maravilhosa loja Velvet CDs, na rua 24 de Maio, Centro de São Paulo. Há pouco mais de 10 anos, Fiori escrevia coluna que denominada "Atrás do Balcão", na revista Zero, uma das melhores a aparecer no mercado editorial nacional.
Há mais de dez anos na estrada, a banda paulistana de
grindcore Hutt se apresentou em Campinas no mês de fevereiro. Nós do Canibal
Vegetariano acompanhamos a apresentação que foi um “arrasa quarteirão”. Dias
após entramos em contato com o vocalista Marcelo Appezzato para fazermos a
entrevista que você lerá a seguir. Além de Apezzato, a banda ainda tem Leandro
na guitarra, André no baixo e Diego (baterista monstruoso) em sua formação.
Durante o papo, falamos da história do quarteto, política e próximos
lançamentos.
Canibal Vegetariano: Desde o início em 2002, houve alguma
mudança na formação? Em caso positivo quais foram e por quê?
Marcelo Appezzato: Começamos o Hutt como um trio, eu, o
Leandro e o Choukri (ex-Presto) na bateria. Sem baixo. Em 2006 o Choukri saiu e
a gente colocou o Diego e o André. Gravamos o Monstruário com essa formação. Em
2010 ou 2011 o Choukri voltou pra banda e o Diego saiu. Em 2013 o Choukri saiu
de novo e o Diego voltou. Ou seja, uma confusão dos infernos.
CV: Quais as principais influências de vocês?
MA: Cara, vou falar por mim, pois cada um escuta suas
coisas. Eu sempre curti punk/hardcore, crossover, death e thrash metal, pelo
menos no que diz respeito as minhas influências como vocalista. Mas como fã de
música escuto um monte de outras coisas, nem queira saber o quê (risos).
CV: Como é ter uma banda de grindcore no Brasil? Há espaços
para shows, divulgação e venda de discos?
MA: Deve ser a mesma coisa que ter uma banda grind em
qualquer lugar do mundo, cerveja morna como cachê, shows nem sempre lotados,
poucas mulheres e muita roupa preta. A cena é pequena mas forte, e é tocada por
algumas pessoas que fazem a diferença, seja tendo banda, promovendo shows ou
principalmente: comparecendo em shows e comprando o material das bandas.
CV: Vocês estão na estrada há 13 anos. O que mudou de 2002
para cá? As mudanças foram positivas?
MA: Acho que a principal mudança foi na comunicação, por
causa da internet. O público aumentou um pouco também e está mais
diversificado. De resto não vejo muita coisa diferente. Pra gente, como banda,
tá melhor.
CV: O que vocês planejam para o futuro?
MA: Tocar por aí de vez em quando, gravar mais uns
discos, conhecer um monte de lugares e pessoas legais, experimentar uns
aditivos diferentes e, principalmente, não chegar aos 3 maços de cigarro por
dia.
CV: Quem é o público que acompanha o Hutt, é possível
descrevê-lo?
MA: Como eu disse antes, o publico é mais variado
atualmente, mas no geral são pessoas de cabeça aberta, que escutam variados
estilos de música e que usam bermuda numa boa.
CV: Vocês tiveram alguns registros lançados fora do Brasil.
Como rolou esse esquema e ele contribuiu para que vocês ficassem conhecidos no
exterior?
MA: Contribui sim. Mas eu não lembro direito como foram
feitos os contatos. Acho que os caras que lançaram escutaram, curtiram e
quiseram lançar.
CV: Quem acompanha a banda saca que o som de vocês é rápido
e com muito peso. Qual o estímulo após tantos anos de banda para seguir
compondo música?
MA: Estimulantes poderosos (risos). Cara, acho que a vontade
de fazer música juntos impera.
CV: Desses 13 anos, qual a maior furada que a banda se
envolveu e também qual o ponto de maior orgulho. Tocar com algumas bandas
gringas ajudam para crescimento profissional?
MA: A única coisa que tocar com bandas gringas me ensinou é
que nem todos os seus heróis são legais. A gente já entrou em um monte de
roubada, ainda entramos, mas hoje rola menos. Impossível lembrar de uma em
especial.
CV: Qual a opinião de vocês sobre a atual situação política
no Brasil? Isso interfere na música de vocês?
MA: A situação política no Brasil é uma merda desde que eu
me lembro por gente. Tenho 35 anos mano. Duvido que algo vá mudar, pelo menos a
tempo da gente ver. Espero que eu esteja errado. Claro que isso influencia, mas
na maioria das vezes inconscientemente.
CV: Agradeço pela atenção e deixo espaço para considerações
finais e “merchan”.
MA: Valeu pelo espaço mano. Logo mais lançamos o disco novo
e um compacto Split com o Facada. Novidades na pagina do HUTT no Facebook https://www.facebook.com/huttgrind?fref=ts
A banda Garrafa Vazia é de Rio Claro, interior do Estado de São Paulo. Com muitos anos de estrada, a banda lançou recentemente o álbum "Back to Bacana". Devido a este fato, conversamos com os caras para saber mais sobre o trabalho e também como eles veem a atual cena, tanto no interior como no Brasil em geral. O papo na íntegra você confere abaixo.
Canibal Vegetariano: Vamos
começar pela apresentação da banda: nomes, instrumentos, há quanto tempo estão
juntos e houve alguma mudança na formação?
Hebert: O embrião do que viria a ser o Garrafa Vazia começou
em 98, com o Mário Mariones (baixo e voz) e uns camaradas. A banda surgiu
definitivamente em 2009, e em 2011 adotou a formação atual, comigo (Hebert) na
guitarra e vocais e o Vadio comandando o batuque dos infernos.
CV: Quais são as
principais influências da banda?
H: O punk rock 77 dá a tônica ao som da banda, mas cada um
curte uma porrada de sons distintos, de Gories a Guilherme Arantes, e essa
distinção nas influências acabam trazendo um gostinho de quero mais ao nosso
som.
CV: Como rola o
processo de composição das músicas e também das letras?
H: Rola de uma forma bem democrática. Geralmente o Mariones chega
com as letras e melodias, aí nos os ensaios colocamos a “magia” de cada um,
viradinhas malucas, solinhos propositalmente nas coxas e afins.
CV: Comentem sobre a
cena de Rio Claro e cidades da região. Como está o atual momento para shows?
Mário Mariones: A cena de Rio Claro é fértil e 100% chapação.
A cidade tem bandas fodas de punk rock, hardcore, metal, rock and roll. Posso
destacar aqui algumas como Dezakato, Mordeth, Sacristia, Hal 9000, Marsh Gas.
Do pessoal mais recente o Interceptor, Anguere, Funeral Sex, Carniceiro,
Craniana, Coaggula, Head Bones, Delunes, Reagan, Foca Alada, o pessoal que toca
em bandas de outras cercanias, como o Netão do Mullet Monster Mafia e o Matheus
Campos do Krokodil. A cena é densa e prolífica, e o maior festival de Rio Claro
é o Equinócio. Realizado anualmente, ele chega agora em sua décima quarta
edição trazendo o Olho Seco e será uma grande honra para nós mais uma vez fazer
parte do festival.
Já passaram por aqui Korzus, Ratos de Porão (em 2013,
tocamos nesse dia, foi demais), Genocídio, Krisiun, só pra citar algumas. É um
festival de caráter solidário, filantrópico que atrai uma legião de pessoas – e
neste ano a entrada novamente será um litro de leite que será encaminhado ao
Fundo Social de Solidariedade. A Antiga Estação Ferroviária vai tremer dia 9 de
maio a partir da uma da tarde. Outro festival bacana é o Rock Feminino, que em
sua última edição trouxe o Girlschool, com apresentação única e exclusiva no Brasil
por aqui.
As cidades do interior de SP estão pegando fogo. Sabe aquela
coisa de buteco, praça, farmácia e vizinhança na calçada, velhos amigos
trocando ideia, tomando uma, curtindo um som? E é foda não citar São Carlos
como um dos grandes centros catalisadores de toda essa usina - particularmente
para nós do Garrafa. Ponto de encontro de amigos e bandas fudidaças. Inclusive
é lá que estamos gravando nossos últimos trampos, com os irmãos da Pé de Macaco
S/A, uma produtora audiovisual fodida, que faz a diferença.
CV: Como vocês veem o
surgimento de várias bandas, de diversas vertentes do rock, principalmente no
interior. Isso pode contribuir para aumento do público e também de locais para
shows?
MM: Sem dúvida. Muitas bandas do barulho estão surgindo. É o
velho ciclo de gerações em contínua formação e transformação. Quase sempre de
forma solidária e criativa. Como diria o Hugo Brito, do Hippies not Dead: “o
underground é construção”.
CV: Qual a principal
“enrascada” que vocês entraram e qual o momento mais positivo de vocês como
banda?
MM: Vixi, rolaram várias. No quesito bad trip: tocamos
algumas vezes em São Paulo e no ABC nesses anos, e numa delas foi um pouco
tenso, com o pessoal falando que uma gangue ia jogar bomba no local do evento,
então o ambiente estava realmente contendo uma apreensão extra (risos). Em
outras praias já rolou de sermos boicotados em festivais, geralmente pelo
pessoal da mesa de som, que dá aquela tesourada no volume, sei lá porque, mas
tudo isso é legal, faz parte. Outra
ocasião engraçada foi de um sujeito que viu a gente tocar num festival bacana e
logo depois a todo custo insistiu que queria “empresariar” a banda e tal, cheio
de conversa que “tinha um escritório e vários contatos”, daí a gente virou e
disse “opa, firmeza”.
Momentos positivos foram alguns, bem agradáveis! Tocar com o
Cólera e o Biohazard no Araraquara Rock em 2010 (conversámos na época com o
Rédson sobre a possibilidade dele produzir um CD do Garrafa, e as conversações
estavam adiantadas), tocar no extinto Porão em São Paulo com os punks cantando
junto e pogando sem parar – ANIMAL - tocar em Santa Gertrudes no Revolution
Pub, num festival organizado pela gente com uma puta galera e o lendário
Excomungados tocando na sequência, tocar em Minas Gerais num festival muito
massa (World Trash, grande festival!) junto com o Hippies not Dead, dividir o
palco com o GBH em Americana, as sonzeras insanas em São Carlos, um bailão
alucinante em São José dos Campos, outro em Avaré (no aniversário de 20 anos
dos brothers do Ratazana) um rolê mágico em Rio Claro na casa de uns amigos, ao
lado do mestres do Retaliatory de Belém fechando a noite, tocar ao lado dos
irmãos destruidores do Shitfun de Petrolina, Pernambuco... são muitos momentos
que a gente guarda com a maior alegria e satisfação. A gente é sem frescura,
tranquilão, o que vale é a intensidade e a broderagem, o chão é nossa casa.
CV: Quem é o público
que os ouve?
MM: Do ouvinte “macro” ao “micro”, e “para todas as idades”.
Penso que é a galera que curte aquele som toscão, divertidão, mas é difícil
rotular: talvez seja o pessoal que ouça rock and roll em geral (ou não), metal,
punk rock, aquele rock cachaça torto, ou que ouve um som mais cru e sem firula.
E tem os doideira lá da gringolândia também.
CV: Quais as metas da
banda para os próximos meses?
MM: Vamos gravar um trampo novo agora em junho. E vamos
soltar mais um split de inéditas ao lado do lendário Hippies not Dead, banda fodida
de São Carlos, irmãos atuantes no underground desde 1995.
CV: Grato pelo papo e
deixo espaço para “merchan”, críticas e o que quiserem falar.
MM e H: Nós que agradecemos, brigadão pelo espaço! Sempre
escutamos o Canibal Vegetariano, queria inclusive aqui deixar um abraço ao
Vareta Baqueta do Ação Tóxica, que foi quem me apresentou (Mariones) esse
grande programa radiofônico que faz a alegria da galera nas noites de segunda. O
blog é bem bacana também, mesclando sonzera com cultura em geral, jornalismo de
prima. E no mais é isso aí capetada: valeu pela força! Ouçam nosso novo disco, “Back
to Bacana”, e aumentem o som que o pogo é o fogo, união e fuleragem sempre!
Abração!
Não é zoeira, a afirmação acima é do jovem Pirocca, de
prenome Arthur, guitarrista e vocalista da banda Bikini Hunters, de
Veranópolis, cidade que fica na serra gaúcha. Além dele, fazem parte do time o
baixista Lenon Peruzzo e o baterista Davi de Lima. Recentemente o power trio
lançou seu primeiro registro e desde então tem chamado atenção das pessoas que
gostam de ouvir bom rock e música honesta. Para saber mais sobre o trabalho
dessa gurizada, conversamos com Arthur, escrever Pirocca pegaria mal, que deu
uma geral na história da banda.
Canibal Vegetariano: Algo que chama atenção na banda é o
nome. Ele tem algum significado?
Arthur Pirocca: Acho que ele fala por si só. Bikini Hunters,
um nome descontraído e que mostra um pouco o nosso lado brega cafajeste. O nome
surgiu quando ainda nem tínhamos ensaiado juntos, veio das nossas influências
da surf music e do bubblegum, mesmo sendo bem difícil ver garotas de biquíni
aqui na serra gaúcha, devido às temperaturas negativas e tudo mais (risos).
CV: Há quanto tempo estão na estrada? Já passaram por alguma
mudança na formação?
AP: Bicho, quando fazem essa pergunta eu até fico meio
tenso, porque já estamos com nove anos de banda. Temos uma demo bem tosca (mas
que temos muito carinho por ela e a galera ainda pede para tocarmos nos shows)
gravada em 2006! Claro que paramos várias vezes, voltamos e até então nunca
tínhamos levado a sério. Posso dizer que a Bikini Hunters começou a existir de
verdade no ano passado, quando decidimos que ou fazíamos algo (um disco,
saíamos tocando por aí e tudo mais) ou nem valia mais a pena ficar tocando só
por tocar. Essa é a terceira formação. Só resta eu da primeira (devo ser chato
afú!). Todo mundo virou gente séria e eu continuo nessa maldição que é o rock. O
primeiro a sair foi o Vini (baterista) que decidiu se tornou aviador e deu
lugar ao Davi. Algum tempo depois o Lenon entrou na banda no lugar do Gordo,
que decidiu deixar a banda para casar, adotar 28 gatos e estudar engenharia.
Coisas da vida. As influências mudaram mas o baile segue.
CV: Vamos falar sobre o disco de vocês. Como rolou o
processo de gravação?
AP: A coisa foi extremamente rápida e divertida. Nosso
mestre, Davi Pacote, chegou a comentar que no ritmo que estávamos indo era um
possível recorde do estúdio. Em um sábado gravamos todas baterias e baixos. No
domingo estávamos de ressaca, chegamos tarde ao Hill Valley Studios mas
gravamos todas guitarras, com algumas participações fundamentais, como a do
próprio Pacote e do Akiro (um grande amigo nosso). No outro fim de semana
estávamos gravando as vozes e aí surgiu o Sérgio (Caldas) da Motor City
Madness. O cara toca em uma das melhores bandas do Brasil e nem por isso deixou
de ser humilde ao extremo. Chegou lá e cantou, deu pitaco, tomou umas quantas
geladas e passou o dia inteiro lá com a gente. Fizemos uma baita parceria e até
tocamos juntos no final do ano passado. Foram três dias de total diversão e que
deixou gostinho de quero mais, fazer um novo álbum para logo!
CV: Quais as influências para composição das músicas e como
surgem os temas para letras?
AP: As influências musicais são diversas. O Lenon gosta de
sujeira, Motorhead e Nirvana, por exemplo. O Davi gosta de uns hardcores
podreiras, tipo Ratos de Porão, Mukeka di Rato, mas também é bastante ligado ao
rockabilly. E eu sou bem eclético, mas sempre acabo deixando tudo soar com uma
pitadinha de Ramones. Então, a coisa é “bemmm” diversificada sonoramente. Sobre
as letras, chegamos em uma fase muito foda da banda que estamos fazendo muita
coisa juntos. Alguém lança uma ideia ou alguma coisa que aconteceu entre nós e
as coisas vão sendo escritas por nós três (sempre com algumas biritas na
cabeça, mas isso é detalhe). Ainda acontece de um ou outro levar alguma canção
quase pronta, mas no final a gente sempre conclui em conjunto as canções, sem
muito apego para xingar a música do outro ou elogiar.
CV: Como está sendo o trabalho de divulgação deste trabalho?
AP: Acho que isso foi surpreendentemente animador para nós.
Entramos em contato com alguns blogs depois que lançamos o disco e a coisa foi
se tornando uma bola de neve, um blogueiro via o disco no blog do outro e
divulgava e assim sucessivamente, tanto que o disco já saiu há algum tempo e
ainda tem gente falando dele quase toda semana. No soundcloud são
aproximadamente mil plays por mês e querendo ou não, isso anima demais banda. A
internet proporciona essas coisas, faz rádios de lugares onde nem dá para
imaginar tocarem o nosso som, faz pessoas totalmente desconhecidas virem nos
conhecer para bater um papo e dizer que gostam das músicas. Enfim, acho que só
depois do disco estar pronto conseguimos entender uma das coisas mais legais do
rock, que é conhecer muita gente bacana e que gosta de som igual nós.
CV: Aproveitem e comentem como está a atual cena rock não
somente no município de vocês, Veranópolis, mas também no Rio Grande do Sul.
AP: No nosso município o pessoal é chorão e preguiçoso. Uns
reclamam que não têm chance mas nunca gravaram nada realmente relevante, outros
vivem naquela maldita onda de fazer covers para poderem tocar por aí. Acho que
ao mesmo tempo que tem várias portas abertas e é só correr atrás, o pessoal
está um pouco acomodado; nós somos um exemplo disso! Olha quanto tempo ficamos
praticamente “parados”, mas quando começamos a nos mexer as coisas começaram a
acontecer. Bandas boas têm por todo canto aqui no RS, a citada anteriormente,
Motor City Madness, é uma pedrada e estão rolando pelo Brasil todo, a Flanders
72 voltou de turnê na Europa não faz muito tempo, algumas bandas focam mais em
tocar aqui no sul mesmo (Os Horácios, Júlio Igrejas, Os Torto), e vejo que tem várias
bandas legais pra caramba que também estão gravando e correndo atrás, a Estive
Raivoso é um exemplo delas. Enfim, acho que tem muita banda acontecendo e
fazendo um som honesto aqui no Sul (e isso é o mais importante). Mas “eu também
vou reclamar” e dizer que se o rock não rola tanto por aí, é por culpa do
público que não valoriza as bandas “desconhecidas” ou de som autoral; preferem
ver um cover, ou pagar ingressos caros para ver bandas “consagradas”
antigamente e que hoje já não lançam mais nada de legal e fazem shows bem sem
energia.
CV: Quais as próximas metas de vocês?
AP: Cara, deixa a “ceva” gelando que logo, logo estamos por
aí um barulho (risos). Esse papo de nos largarmos por aí fazendo som é uma
constante nos ensaios, deixamos o show redondinho e agora o foco é tocar. O
disco foi uma grata surpresa e nos animou muito. Aquele medinho ou comodismo de
não sair por aí para tocar por ser uma puta função (e acreditem, é!), não está
mais rolando com a gente. Só queremos tocar em todo canto, finalmente
percebemos que funcionamos assim, na pressão, marcando e fazendo as coisas e
depois pensando nas consequências. Nunca botamos muita fé no nosso próprio som
e acho que esse foi um grande erro, o que descreve bem isso, foi um dia que um
de nós da Bikini, não lembro quem, estava com um disco físico nosso (sonho
realizado) na mão e disse: “bichosss... se essa banda não fosse nossa, eu
ouviria ela com certeza!”. Gostamos realmente do que fizemos, estamos felizes
por estarmos tocando com bandas que curtimos para caramba e continuamos compondo
sem parar. Achamos que os novos sons que estão surgindo estão ainda mais
divertidos, têm um jeitão todo nosso (no disco que lançamos ainda dá pra
perceber algumas coisas bem “ramônicas”). Então, queremos tocar sem parar até o
fim do ano, para chegarmos lá e podermos gravar coisas novas e ainda mais
legais.
CV: Agradeço pela atenção e deixo espaço para “merchan” e
considerações finais.
AP: Nós é que agradecemos o apoio de sempre, é um enorme
prestígio a Bikini Hunters ser curtida por um cara que entende tanto de som
quanto tu. Então, vamoooosss ao business:
O Facebook é legal porque a galera dá umas risadas com as
nossas asneiras, anda vindo um pessoal bater papo com a gente (e isso é foda
demais!), têm bandas querendo marcar uns rolês juntos, galera comprando discos
e camisetas, enfim, dá um “like” na “page” que coisa toda acontece lá: www.facebook.com/bikinihunters
E óbvio, aumenta todo o volume do teu som e ouçam a Bikini
Hunters: soundcloud.com/bikinihunters
VAMOOOOSSSSSS NÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓSSSSSSSS!!!!
Impressões sobre o disco 'Bikini Hunters'
São nove canções em 25 minutos, uma mistura de power pop com
punk rock, assim pode ser definido o som do trio da serra gaúcha Bikini
Hunters. Em seu primeiro álbum, a banda mostra várias influências ao longo das faixas
que foram gravadas nos estúdios Hill Valley.
Das faixas que compõem o disco, o destaque vai para “Bárbara”,
que tem os elementos citados acima e a letra é muito boa, os caras falam sobre
uma garota argentina fã de Ramones. Outra que se destaca é “Hot rod king”, com
participação do vocalista e guitarrista da Motor City Madness, Sérgio Caldas.
Ele ainda participa das faixas “Não tive tempo” e “Tudo o que eu queria”. Além
do responsável pela voz do Motor City, Akirão e Pacote também participam do
disco com guitarras e teclado.
Como todo bom registro musical precisa de arte e boa
gravação. A qualidade do trabalho é muito boa assim como a arte da capa mostra
um pouco do perfil da banda, música para diversão. O encarte vem com todas
informações e as letras para que o fã acompanhe junto com a banda as belas
canções ali registradas. Para o primeiro registro feito de maneira
independente, os caras merecem todos os parabéns e nosso respeito.
O 1º de Maio, quando se comemora o ‘Dia do Trabalho’, foi de
descanso e festa para muitos trabalhadores, menos para algumas pessoas que
trabalharam na abertura do “Maio Cultural” em Bragança Paulista ou que foram ao
local para fazer a cobertura do evento, como os casos de nosso camarada Will
Edu e deste que escreve estas mal traçadas linhas.
Final de tarde de outono, temperatura amena e nós na estrada
prontos para ouvir muito rock. Quando chegamos, a primeira banda escalada para
tocar, Lesão Corporal, estava no final de sua apresentação e com isso não
podemos tecer qualquer comentário a respeito da apresentação dos garotos.
E em eventos deste tipo sempre encontramos os camaradas de
show e estrada. Enquanto os jovens bragantinos da banda “Ranho” se
apresentavam, aproveitamos para pôr o papo em dia com German Martinez, do Raro
Zine, e Diego do DuoFox, além dos camaradas do Merda e do Leptospirose. Com o
som dos garotos ao fundo, notamos que a banda é boa e os guris têm jeito para o
lance do “rock pesado”. Rodas e pogos foram vistos durante quase toda
apresentação. Essa é uma banda que precisamos “ficar de olho”, pois promete.
Após apresentações de bandas locais, chegou a vez dos
brasilienses da Galinha Preta. A banda que atualmente é um quinteto subiu e fez
valer a espera de muitos por sua apresentação. Riffs de guitarra, bateria sendo
espancada na medida certa e Frango, o vocalista, mostrou ótima performance como
“band leader”.
Enquanto estiveram no palco os brasilienses fizeram a
alegria de muita gente no Ciles dos Lavapés. Do repertório da banda os caras
mandaram quase todos os sons e não faltaram as clássicas como “Padre baloeiro”,
“Ninguém nesse mundo é porra nenhuma”, “Roubaram meu rim” e “Música de trabalho”,
uma singela homenagem à maioria dos “engravatados” de Brasília que finge que
trabalha. Show nota 10 e como tudo que é bom dura pouco, ficamos insatisfeitos,
no bom sentido, pois queríamos mais sons da Galinha.
Mesmo com o final do show do quinteto, a quase fria noite de
outono ainda prometia mais, afinal, uma das bandas mais clássicas do Brasil e
da história do punk se apresentaria pela primeira vez em terras bragantinas, Olho
Seco, com seus 35 anos de história.
No palco, o quarteto paulistano liderado por Fabião, como é
mais conhecido, matou a sede de punk rock de garotos e pessoas de meia idade
que cresceram ao som da banda. Com o público ensandecido, Fabião deu uma aula
de carisma e a todo momento abaixava-se para deixar as pessoas participarem do
show e cantarem com ele grandes clássicos como “Botas, fuzis, capacetes”, “Nada”,
“Sinto”, “Olho de gato”, “Que vergonha” e o som que todos pediam a todo
momento: “Isto é Olho Seco”.
Após uma avalanche de clássicos, restou-nos apenas pegar um
registro com Frango, vocalista da banda Galinha Preta, que além de entrevista
para o programa A Hora do Canibal, doou três CDs para a galera do Canibal
Vegetariano. Ao final de tudo, estrada e um longo caminho até Itatiba, que cada
dia mais parece uma ilha, pois em nossa cidade não temos eventos como este “Maio
Cultural” que teve apenas seu primeiro dia. Até dia 31, Bragança Paulista terá
shows, oficinas, workshops, debates, palestras, tudo em busca de fortalecimento
de parcerias para que cada vez mais sejam valorizados os coletivos e grupos
culturais daquele município.
Ainda sobre o primeiro dia de evento, é importante frisar
que em um show como este é a qualidade de som, luzes e estrutura para realização
dos shows foram impecáveis. O público compareceu em bom número e o evento foi
muito organizado, tudo estava encerrado antes das 22h e não houve atrasos para
apresentações. E o mais importante, todos se divertiram e não houve qualquer
incidente. Que este festival sirva de exemplo para outros municípios.
Nossa última visita ao Quintal do Gordo, em Campinas, rendeu
ótimos frutos. Além de ouvirmos boa música, entrevistamos duas ótimas bandas
que estavam de passagem pelo Estado de São Paulo. Além da Motor City Madness,
conversamos também com Foca, guitarrista e tecladista da Camarones Orquestra
Guitarrística que recentemente lançou o novo álbum “Rytmus Alucynantis”. Além do
novo disco, falamos sobre turnês e divulgação do novo trabalho. Nas duas
entrevistas tivemos o apoio do nosso sócio Will Edu.
Canibal Vegetariano: Cara, como rolou o processo de gravação
do álbum “Rytmus alucynantis” e como está a divulgação deste trabalho?
Foca: Estamos no início da turnê, fizemos alguns shows de
aquecimento em janeiro antes do lançamento do disco. Em fevereiro, no final do
mês, lançamos o álbum e agora estamos em uma turnê pelo Sudeste. Além destes
shows teremos mais 50 datas e vamos para o Norte, Centro Oeste e Europa. Somos
uma banda de rock instrumental mas brinco que somos mais rock do que
instrumental devido aos elementos que misturamos em nosso som e pelo lado
festivo de nossa música.
CV: Como vocês veem a cena do interior paulista?
F: Hoje deve ser a região de mais fácil circulação durante a
semana. Quando viajamos para cá tocamos todos os dias, segunda, terça quarta...
tem grandes cidades próximas e isso facilita o trabalho e acredito que
atualmente é um dos circuitos mais legais para tocar.
CV: Fale um pouco sobre a turnê que farão pela Europa.
F: Será nossa segunda viagem, em maio do ano passado fizemos
15 shows e este ano triplicou. Desta vez
faremos em duas etapas. Entre maio e junho vamos tocar em vários países mais
dois shows, em Liverpool e Barcelona, são os que mais destacam-se. As datas
estão bem legais e recebemos convites aleatórios para as apresentações. Na
segunda parte, em setembro, faremos Alemanha, França, Suíça e Áustria. Para
esta parte da turnê o convite partiu de nosso selo de Berlim.
CV: Há algum tempo percebemos que as bandas instrumentais
estão em alta no país e vocês são uma prova. Como encara isso?
F: A vantagem de ser instrumental fora é que não teremos a
barreira da língua. Quem canta em português às vezes não consegue espaço fora e
quem toca aqui e canta em inglês às vezes não tem tanto espaço. Mas ser
instrumental também pode ser limitado. Mas fazemos rock e nos últimos anos o
Brasil apresentou inúmeras bandas instrumentais que não saíram do jazz do
erudito e isso contribui com a popularização do som.
Impressões sobre “Rytmus alucynantis”
Pense em um disco que te faça rir, chorar, dançar, agitar e
até mesmo filosofar. Agora, pense que você faz tudo isso sem ouvir uma palavra?
Conseguiu? Se não, é porque ainda não ouviu a pérola que a banda potiguar
Camarones Orquestra Guitarrística lançou em fevereiro deste ano, denominado
““Rytmus alucynantis”.
Com 11 faixas, o quarteto dá uma aula de rock’n’roll em
pouco mais de meia hora de música que vai desde um rock direto e cru até mesmo
a ska com leves pitadas de eletrônica tiradas de um teclado muito doido
utilizado por Foca, que também é um dos guitarristas da banda. No novo álbum,
os músicos mostram bom entrosamento assim como ocorre nos shows e a pegada em
estúdio é muito boa e faz com que eles consigam reproduzi-la muito bem ao vivo.
Dentre as canções, “Silêncio, barulho a vista”, “Apocalypso”, “Rytmus
alucynantis” e “Down the ball” estão entre os destaques.
Assim como todo álbum de banda independente, na atualidade a
qualidade sonora não deve em nada para bandas que sejam de gravadoras. A arte
também é espetacular mas o mais importante de tudo são as canções e elas são
simplesmente sensacionais. Se você ainda não tem, o que está a fazer que não
adquiriu?