______Versão on-line do zine Canibal Vegetariano______

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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

O som garageiro que vem de Portugal. Conheça The Dirty Coal Train

Os portugueses da Dirty Coal Train estiveram em turnê pelo Brasil.
Foto: Divulgação
Em meio a uma turnê nacional, os portugueses do The Dirty Coal Train, bateram um papo muito massa com o pessoal do RaroZine que nós publicamos agora no Canibal Vegetariano.

Quando surgiu o grupo?
Os The Dirty Coal Train surgiram em meados de 2010 com formações variáveis e nos estabilizamos no formato trio com baterista convidado.

Quando começaram as primeiras canções?
A primeira demo foi gravada ainda em 2010 apenas com esqueletos de canções que oscilavam entre o pós-punk experimental e o garage-punk, acabando a estética da banda por se aproximar desse segundo gênero.

Recentemente vocês lançaram ‘Super Scum”. Como foi trabalhar nesse disco?
O álbum resultou do trabalho de algumas demos minhas [Ricardo] juntamente com alguns temas novos da Beatriz. Alguns dos temas foram trabalhados com o Carlos [dos Twist Connection e ex-Tedio Boys] outros a instrumentação foi toda gravada por mim e pela Bea.

Existe alguma diferença do novo álbum para os anteriores?
Muita. Para além de voltar a marcar o regresso ao estúdio depois de alguns registos mais lo-fi marca os primeiros em estúdio gravados completamente pelo duo.

Como surgiu a gravação no Estúdio Caffeine?

Conhecíamos o Luís pelos Human Trash e quando o Marky Wildstone sugeriu gravarmos no Caffeine foi com entusiasmo que aceitamos por acreditarmos que haveria sensibilidade e pontos comuns nos gostos de todos.

Quem cria as capas dos discos?
Até ao momento tivemos capas da autoria da Beatriz, do Ricardo Reis, do Edgar Raposo e da Catarina Romão. Por vezes trabalhamos a ideia base com o artista por vezes deixamos o critério em aberto, não há formula rígida nisso.

Todos os materiais da banda foram editados em vinil?
Sim. Tirando a primeiro demo, o resto saiu tudo em vinil.

Falem sobre os vídeos da banda.
Fazemos vídeos do mesmo modo que fazemos música: muito amor à estética lo-fi e ao DIY e com os meios que tivermos à mão espreitem por exemplo os vídeos para os temas Malasuerte, Violet black, Ramblin heart, 4 Psalms e Stay hungry. Recentemente tivemos ajuda da Francisca Marvão que filmou um concerto para o vídeo do tema Man in the black leather e da Riviera Videos para o Banzai Karaoke Attack.

Quais os selos que lançam o material da banda?
Até agora para além de edições de autor fomos editados pela Garagem Records, a Groovie Records e a Wildstone. Todas editoras que vale a pena investigar.

Qual é a relação de vocês com a música brasileira?
Relação de consumidores. Desde Ratos de Porão, Cólera, Mutantes, Tom Zé,… eu sei lá… sempre ouvimos bastante música brasileira.

O que motivou vocês a voltarem ao país para outra turnê? E o que vocês esperam desta nova passagem por aqui?
Foi criada uma parceria com a Wildstone e a proposta avançou por aí. Hoje é mais uma amizade que uma parceria. Esperamos nesta nova tour, acima de tudo, rever amizades e fazer algumas novas.

O que vocês planejam para o futuro?
Depois de acabar esta tour no Brasil temos agenda com datas em Espanha, Portugal e UK até final do ano. Depois disso vamos esperar para ver, mas ainda temos mais uns álbuns na gaveta e energia para umas tantas tours mais! Não nos imaginamos sem fazer isso sem dar em malucos!

Fonte: RaroZine