______Versão on-line do zine Canibal Vegetariano______

Somos loucos apaixonados por rock, buscando sempre divulgá-lo de forma independente, sem jabá e amarras.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Surf music para rio poluído

A banda campineira Drákula ataca novamente com o novo EP 7 polegadas, em vinil, denominado “Death Surf”. Podemos dizer que as quatro canções que compõem o novo rebento do quarteto seria a trilha sonora perfeita para surfar nos rios poluídos de qualquer cidade brasileira.

A mistura surf music, punk e garage rock soa cada vez mais suja, no mais que bom sentido da palavra, e pesada. As guitarras soam cortantes, com ótimas linhas de baixo e bateria precisa, simples, mas com muita pegada. Atrás dos tambores a banda tem novamente o comando de Lobisomem que retorna após período sabático.

E o retorno de Lobisomem deu nova energia para banda. Os shows estão diferentes e no estúdio a pegada também soa com ares nostálgicos mas totalmente vibrante. A primeira faixa do lado A, como é bom escrever dessa maneira, “Death surf”, é uma mistura de tudo que dissemos e mostra do que os caras estão a fim, rock, punk, surf, sujeira e diversão.

A segunda faixa deste lado, “Massacre a meia-noite”, que havia sido lançada ano passado na coletânea virtual da Motim Records, em vinil soa ainda mais sinistra e roqueira. O peso também é outro. No lado B tem “Shake me your bones” que não deixa o esqueleto parado e faz o ouvinte sair se mexendo freneticamente. E ainda neste lado, como diz Daniel ETE, tem o clássico de Barão Geraldo, “de quando Barão Geraldo era Barão Geraldo”, a faixa “Lado de fora”, clássico da banda Grease, para fechar o EP com chave de diamante.

Além das músicas, é preciso destacar o lindo trabalho de ETE na capa e contra do EP e também a gravação. Instrumentos totalmente audíveis, esqueça aqueles registros onde um instrumento cobre o outro, aqui o fã ouve tudo de maneira como deve ser um disco de rock como o Drákula se propõe a fazer. Nota 10.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Oba! Fest traz bandas renomadas do punk rock nacional para Jundiaí



Gritando HC será a banda responsável pelo encerramento
do evento. Foto: Canibal Vegetariano
Gritando HC, Fistt e Chuva Negra são algumas das atrações da festa deste sábado

No sábado (29), Jundiaí recebe mais uma edição da Oba! Fest, que traz as bandas Gritando HC, Fistt, Chuva Negra, Sallys Home, Amnésia e The Guantanameros, além da discotecagem do DJ Chello. A festa que será realizada no Aldeia Bar tem início às 20h.

A Guantanameros, primeira banda a subir ao palco, tem vocalista argentino e com seus amigos brasileiros apresentam clássicos do punk rock em versões latinas bem animadas! Em seguida, a jundiaiense Sallys Home toca o álbum Melody Station e a Amnésia, de Cascavel (PR), toca músicas autorais de hardcore.

A festa fica completa com Chuva Negra, que apesar de ter membros de bandas conhecidas da cena paulistana, é uma das grandes revelações do hardcore nacional atual. Já os encerramentos são comemorativos! A banda jundiaiense Fistt traz sucessos dos 21 anos de carreira completados em agosto e a Gritando HC, que ganhou fama com a música “Velho Punk”, sobe ao palco para marcar os 15 anos do lançamento do álbum “Ande de Skate e Destrua”.

O evento ainda terá promoções especiais de bebidas com realização da Oba! Records e Oba!Shop. Há também apoio de Pride Skate, TheRocks Xstorex, Metal No Pombal Produções Espetaculares e Rock Jundiaí.

Serviço:

Atrações: Gritando HC, Fistt, Chuva Negra, Sallys Home, Amnésia e The Guantanameros, DJ Chello
Quando: sábado, 29 de agosto, às 20h.
Onde: Aldeia Bar – rua do Retiro, 279
Quanto: R$ 15 até 22h, após R$20

Censura: Menores de 18 anos apenas acompanhados pelos responsáveis.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Rock nos trilhos do trem

Drákula, apresentação enérgica no lançamento do
novo EP. Fotos: Canibal Vegetariano
O Auto Rock Campinas 2015 chegou ao final na tarde/noite de domingo (23) na Estação Cultura. Em meio à “linha do trem”, uma grande estrutura foi armada para o fechamento de mais uma edição de um dos maiores festivais independentes do Brasil.

A primeira atração do último dia foi a banda F3. Os caras fizeram som no próprio chão, ao lado do palco principal. Esta foi uma grande sacada da organização, pois não houve intervalo entre as bandas, assim que encerrava-se uma apresentação, vinha outra logo em seguida. Os campineiros mandaram bem em sua apresentação e atraiu bom público para acompanhá-los.

Logo em seguida foi a vez da Bad Taste. No “palco principal”, os caras mandaram muito bem seu hardcore e mostrou todas suas músicas próprias que cativaram os presentes. Os caras ainda fizeram algumas homenagens ao Ratos de Porão.

Fim do show da Bad Taste, voltamos atenção para o “não palco”. E a banda Porrada Solicitada foi a bola da vez e com uma mistura de punk com hardcore, fez a galera abrir rodas e ainda muitos fãs cantarem junto com seu vocalista.

Fábio Mozine, vocalista e guitarrista do Merda
De volta ao palco, os caras do Statues on Fire foram os responsáveis pelo agito da galera. Não conseguimos acompanhar esta apresentação devido à necessidade de comer, beber e visitar a feira de vinil e outras barraquinhas que ofereciam diversos produtos. Este foi outro ponto positivo da atração.

Fim do show, fim do rolê e a banda RND se apresentou no solo mas não conseguimos acompanhar devido ao encontro com antigos companheiros de som e precisamos conversar na tentativa de pôr os assuntos em dia. Mas pelo que notamos, a banda fez grande sucesso entre os presentes.

O tempo passou e quem subiu ao palco foram os capixabas do Conjunto de Música Rock Merda, ou simplesmente Merda. Mozine, Japa e Alex assim que liberados mandaram ver no hardcore e levou o público ao êxtase, ainda mais com os clássicos “Maradona”, “Nem todo brasileiro que gosta de futebol gosta do Neymar”, “Efedrina”, duas novas que estão no Split lançado recentemente com Os Estudantes, “A fonte da Coca Cola” e “Vou cagar em cima de você”, que funcionaram muito bem ao vivo.

Mas o ápice da apresentação foi mesmo “Punk crente”, cantada em coro pelo público e muitos que acompanhavam o show, subiam ao palco para dar mosh. Dos shows que já acompanhei do Merda, todos foram bons, mas este no Auto Rock foi melhor que os demais e os caras demonstraram que estavam a fim de se divertirem e divertirem o público.

Bad Taste, foi a segunda banda a se apresentar
Após uma apresentação sensacional do Merda, a vez era do Drákula que se apresentaria no chão. Este seria o primeiro show após o lançamento do Vinil 7’ Death Surf. E os caras simplesmente arrasaram. Acompanhamos o Drákula há anos e nunca havia visto tanta energia concentrada para uma apresentação. Os caras estavam realmente com “fome de rock” e simplesmente detonaram.

Além de novas músicas, versão do Grease, os caras mandaram vários clássicos da banda como “Cidade Assassina”, “Gorila Perez”, “Comando fantasma”, “Medo de psiquiatra”, entre outras belas canções, mas com pegada diferente e mais aceleradas do que o costumeiro. O show mostrou também que Lobisomem na bateria está em forma e o quarteto fez uma apresentação nota 10, com direto a idas para galera e espumas de carnaval.

A noite seria encerrada com Garage Fuzz, mas como precisamos “cair” na estrada, não foi possível acompanhá-los. Mas o público estava muito a fim de vê-los. Infelizmente não conseguimos acompanhar outros shows do Auto Rock, mas pelo seu encerramento, acreditamos que foi uma edição histórica. Que venham os próximos, nós agradecemos!