______Versão on-line do zine Canibal Vegetariano______

Somos loucos apaixonados por rock, buscando sempre divulgá-lo de forma independente, sem jabá e amarras.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

O rock dará seu grito em Bragança Paulista



 Grito Rock Bragança Paulista 2013
Conectando 300 cidades de 30 países, o Festival Grito Rock se torna global

Produzido de forma colaborativa desde 2005, o Grito Rock foi criado como uma alternativa ao carnaval tradicional e este ano acontece entre o período de 01 de fevereiro a 03 de março. 

A cidade de Bragança Paulista abriga o evento há 4 anos, e neste ano, integrando a programação do Festival, teremos as bandas Tigre Dente de Sabre e a lendária Los Crudos, diretamente de Chicago.

Junto a essas duas atrações, e com o intuito de incentivar os diversos coletivos culturais da cidade, a curadoria musical foi realizada colaborativamente por alguns pontos dessa rede cultural bragantina: Edith Cultura, Casa 30, Bragança Rock City, Cadillac Box e Som das 9.

Duas vagas também foram disponibilizadas na plataforma Toque no Brasil, completando a programação do Festival.

Além disso, haverá, ainda, uma mesa redonda especial com nomes importantes da cena underground, debatendo sobre a influência dos Ramones em seus trabalhos.

Toda a programação é gratuita e acontece no Ciles do Lavapés, que fica na Av. dos Imigrantes, 3237. 

Sexta, 08 de março - 19h
Exibição do documentário “End of the Century – The History of Ramones” + mesa redonda com Tatá Aeroplano, Daniel ET e Zé X sobre o tema “Como o Ramones mudou a minha vida”

Sábado, 09 de março - 16h
Shows com Los Crudos, Prole, Remanescente, Desvio de Conduta e Futuro

 Divulgação
Domingo, 10 de março – 16h
Shows com Tigre Dente de Sabre, Luno, Matéria Rã, Bacantes e Avoid This Trio

Apoio: Prefeitura Municipal de Bragança Paulista / Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Bragança Paulista / Secretaria Municipal de Esporte e Lazer de Bragança Paulista / TNB – Toque no Brasil

Realização: Edith Cultura / Casa 30 / Espacial / Som das 9 / Bragança Rock City / Coletivo Cadillac / Fora do Eixo

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

'Gibi, Ramones e Motörhead'


Essa entrevista é de responsabilidade de Roger Da Silva João. Nós do Canibal Vegetariano agradecemos por ceder um trabalho muito bacana.
"Essa entrevista na verdade foi feita em 2010 num período de um mês, mais ou menos, quando troquei e-mails com Nardwuar. O que me motivou a realizar a entrevista foi curiosidade de fã mesmo, eu já adorava as entrevistas que ele fazia tanto no programa de rádio dele quanto no canal de youtube. Nunca tive onde botar essa entrevista antes, e apesar de meio datada (o MoAM? foi entrevistado recentemente por ele, hehehe) ainda tenho um pequeno orgulho do resultado. É um prazer ceder esse texto ao Canibal Vegetariano, e espero que quem ler goste. Abraço, e aproveitem os links!"
No Banda Desenhada teve um dia que eu resolvi escrever sobre o Nardwuar. Na época mandei um e-mail pra ele, parabenizando pelo programa de rádio e pelas entrevistas. E aproveitei pra perguntar se eu poderia entrevistá-lo também, por que não? Ele aceitou, e durante os meses de Agosto e Setembro, troquei e-mails com ele que resultaram na entrevista que segue adiante. Espero que gostem, e espero que virem fãs do Nardwuar também.

Reprodução Internet

João: Por quê Nardwuar the Human Serviette?
Nardwuar: Um nome burro e estúpido. Como Sting ou Sebadoh ou Sinbad. "Human" em homenagem à música "Human Fly" do The Cramps. "Serviette" = eles não têm serviettes nos EUA, só guardanapos! (*serviette é como os canadenses chamam guardanapos)

J: Como você descreveria seu perfil musical? Você parece ser um sujeito bem eclético?
N: Fui presidente do meu Conselho Estudantil, então pude organizar um monte de shows punks pros garotos! É onde eu aprendi sobre música. Nossa escola era bem legal! Uma das bandas que tocou lá foi a The Enigmas com Paul Mckenzie que hoje em dia toca no Real Mckenzies.

J: E quanto ao seu programa de rádio. Os canadenses gostam do show do Nardwuar ou isso é mais um lance underground?
N: O programa de rádio Nardwuar the Human Serviette vem sendo exibido desde Outubro de 1987. No entento, poucas pessoas sabem a respeito. Mas agora com a internet pessoas de todos os lugares podem conferir meus shows antigos.

J: Sobre a popularidade do programa, eu meio que já esperava isso: não acho que a maioria das pessoas conseguiria "entender" o quanto o programa é incrível.
N: Meu programa de rádio está na CiTR em Vancouver. A CiTR Radio é a melhor! É a estação de rádio do campus da University of British Columbia e qualquer um pode se filiar -- $20 pra estudantes e $35 pra não estudantes. Na maior parte das estações de rádio você é só um DJ -- te dizem o que você deve tocar. Na CiTR você é um DJ/operador/produtor, e tem controle total podendo tocar qualquer coisa que você quiser. Se eu posso fazer um programa de rádio, qualquer um pode! Aqui vai um tour que eu fiz pela CiTR em 1987.

J: Por que e quando você começou a fazer entrevistas? Você sempre as fez dessa forma? Se não, quando você criou essa persona? E por quê? A personalidade do Nardwuar ainda é um trabalho em andamento?
N: 1986. Meu programa de rádio na verdade é só um programa de variedades idiota. Eu entrevisto qualquer pessoa, pode ser desde o Black Flag, um ator pornô (como Ron Jeremy), bandas locais como o Smugglers ou o Black Mountain, pessoas de Hollywood em evidência como Hilary Duff ou Lady Gaga, velhas bandas punks de Vancouver como o Pointed Sticks e a Painted Ship ou bandas horríveis de metal que agora estão em selos indies como Danger Danger. Qualquer coisa! A primeira entrevista que eu fiz foi em 26 de Setembro de 1985 com Art Bergman, que cantava pra uma ótima banda de punk rock de Vancouver, o Young Canadians. Minha banda, The Evaporators foi formada em 1986, então eu comecei como "entrevistador", mas na verdade foi quase na mesma época. O Evaporators foi formado enquanto eu fazia flexões numa aula de educação física, quando Scott Livingstone, futuro baterista do Evaporators, me perguntou se eu queria formar uma banda com ele. Eu era o presidente do meu conselho de classe então eu conseguia organizar um monte de shows punks pros garotos no colégio, com bandas ótimas como o Enigmas e o Villains. O primeiro show que eu organizei sem relação com a escola foi o "Barbarella Psychadella", e foi em 23 de Agosto de 1987 no Arts Club Lounge na Seymour Street em Vancouver, com participações do Evaporators e de Grant Lawrence com sua primeira banda antes dos Smugglers, The One Eyed Jacks. Voltando às entrevistas, anos atrás eu tinha um objetivo: conseguir entrevistas com Kurt Cobain, Bill Clinton e Neil Young. Desde então eu pude conversar com Cobain, mas perdi a chance de fazer uma pergunta a Bill Clinton já que eu fui removido por agentes durante a cúpula Clinton-Yeltsin em Vancouver em 1993, que pensaram que eu causaria algum tipo de "grande perturbação no local", devido ao fato de que na semana anterior eu tinha dito "Keep on rawkin' in the free world" em russo pro Mikhael Gorbachev e também tinha perguntado pra ele "de todos os lideres mundiais, quem tem as maiores calças?". Então quem me resta é o Neil Young. Por exemplo, você sabia que Neil Young tocou com uma banda chamada Mynah Birds com Rick "Superfreak" James em Toronto durante os anos 60? Neil Young e Rick James juntos! É o tipo de coisa que eu gostaria de saber mais a respeito. Dá pra escutar alguns dos singles do Mynah Birds na caixa "The Complete Motown Singles, Vol. 6: 1966" lançada em 2006.

Reprodução Internet

J: Diga a sua entrevista favorita ou sua pessoa entrevistada favorita. Ou ambos. Eu adoro a com Wesley Willis, que figura ele era. Diga a pior entrevista ou pessoa entrevistada também.
N: Meu entrevistado favorito provavelmente é o Jello Biafra. Eu já o entrevistei 10 vezes desde 1989. Ele me odiou na primeira vez que eu falei com ele, mas com o passar dos anos ele me deu muito apoio e até colocou minha banda, o Evaporatos em seu selo, em 2004! A pior entrevista? Sebastian Bach da banda especialista em capilância (*valeu Renan), Skid Row! ele ameaçou me "bater só de brincadeira" e ainda por cima roubou meu chapéu favorito! Ele ainda por cima destruiu a fita que eu estava usando pra "capturar" a entrevista. O pior mesmo é que a fita ainda continha entrevistas com o ex-Primeiro Ministro Canadense Pierre Elliott Trudeau, Sandra Berhard e George Clinton.

J: Nossa, não sou fã do Sebastian Bach mas não imaginava que ele fosse tão escroto. Ele te fez perder o George Clinton cara! Isso é triste. Sobre o Jello, na segunda vez que você o entrevistou ele desenhou toda a sua cara com uma caneta, mas você conquistou o respeito dele só por ter tido coragem de aparecer provavelmente. Eu sei também que na sua entrevista com o Transplants você por pouco não apanhou. Você já foi socado pra valer?
N: Antes das entrevistas eu pesquiso na internet, vejo o que meus amigos sabem, leio livros, vou a lojas de discos, leio revistas e malho na academia caso o entrevistado queira me atacar e eu tenha que correr dele! Mas felizmente eu tive sorte e o "Incidente Sebastian Bach" é uma rara excessão onde algo de ruim tenha acontecido.

J: Vi uma entrevista sua com o Butthole Surfers onde você questionava seu valor na cena indie. Em uma outra entrevista com Beck, ele ficou bem perturbado com questões do tipo "por que as pessoas deveriam ligar pra você?" e também de como no Canadá ele apareceu na grande mídia primeiro. Você leva essa credibilidade underground tão a sério assim? Essa é uma pergunta idiota?
N: Eu sempre faço as entrevistas da mesma forma e sempre me divirto. Algumas pessoas entendem, outras não. É a vida. Não me incomoda. Eu adoro bandas underground, overground, qualquer coisa. Algumas pessoas levam tudo muito a sério. Mas eu não as culpo já que eu levo as entrevistas bem a sério também! Em entrevistas, se você não faz uma pesquisa, não há sentido em conduzí-la. Eu detesto ler entrevistas e ver perguntas que já foram feitas várias vezes antes. Então quando eu faço uma entrevista eu fico bem excitado. Desculpaí e tal. Como eu falei, algumas pessoas entendem - outras não! Algumas pessoas que eu posso lembrar aqui que ficaram irritadas são, como você mencionou, Beck, Dennis Miller, Alice Cooper, e Paul "irmão do Liam e do Noel do Oasis" Gallagher. Se você quiser escutar/ler essas entrevistas vá ao meu site no www.nardwuar.com.

Reprodução Internet

J: Sobre a sua banda, The Evaporators. Vocês se vêem como uma banda de punk chiclete inovadora? Vocês têm muitos fãs, ou os seus seguidores são em sua maioria fãs do Nardwuar? E quanto à outra banda, Thee Goblins?
N: Como eu falei antes, o Evaporators foi formado em 1986 e eu venho tanto entrevistando quanto tocando na banda por mais ou menos o mesmo tempo. O que eu noto é que as pessoas que vêem nos nossos shows são pessoas que apenas gostam de músicas divertidas! Agora sobre o Thee Goblins. O Evaporators faz as aberturas de seus próprios shows se apresentando como o Thee Goblins (apenas órgão e bateria). O Thee Goblins se veste com pequenas jaquetas de cheerleader da Universidade de Washington sobre lençois brancos. Depois de algumas músicas, a "Thee Goblins Troupe" magicamente se transforma no Thee Ska-blins, com a adição de um Goblin no trombone, e outro na guitarra. Você pode ver um pouco do Thee Goblins em ação aqui.

J: Agora Nardwuar, eu ia adorar ver você entrevistando algumas bandas e vou te deixar saber quais: Man or Astro-man, The Aquabats, Supergrass (que terminou, infelizmente), The Beastie Boys, The Dead Milkmen, Fear e... bem, eu acho que são essas. O que você acha dos meus pedidos e quais bandas você espera entrevistar no futuro? Não só bandas, qualquer tipo de pessoa. Viva ou morta. (mas eu prefiro VIVA)
N: Muito obrigado pelas sugestões Roger! Vou ficar atento! Pra sua informação, eu entrevistei o Dead Milkmen no meu programa de rádio na CiTR em Vancouver anos atrás, e eu meio que entrevistei um Aquabat, Travis Barker!

J: Cara, eu tenho que te perguntar isso, você conhece o punk rock brasileiro ou qualquer outro músico brasileiro? Por favor, não diga Mutantes.
N: Sim, minha banda brasileira favorita no momento é a Os Haxixins. Eles são demais! Eu também entrevistei o CSS antes, mas Lovefoxxx não participou da entrevista. Droga! E também, falando de amor (*Lovefoxxx, sacou? essa é uma entrevista traduzida), eu AMO o Ratos de Porão! Jello Biafra me falou a respeito deles!

J: Agora Nardwuar, eu sei que você tem um vídeo onde você aparece vestido como o Guardião da Tropa Alfa, tocando com o Evaporators. Você gosta, ou já gostou de histórias em quadrinhos? De que tipo?
N: O vídeo que você está falando é o Gassy Jack, pelo Evaporators. Um amigo meu me mandou a roupa mas eu não sei de onde veio ou o que é! Eu só a chamo de roupa de "Homem Canadá"! Meu quadrinho favorito é o Captain Canuck!

Entrevista de Nardwar com a banda Veronica Falls



J: Meu amigo Renan não conhece seu trabalho mas tem uma pergunta, baseada em sua aparência. Ele pergunta: cadê a limonada?
R: A venda na minha rua! Kimberly Conrad (que se casou com Hugh Hefner), Douglas Coupland (o cara do livro Geração X)(*não confundir com o quadrinho da Marvel), e Yvonne Decarlo (*a Lily dos Monstros) são todos da minha região. E também, foi em Vancouver que Errol Flynn morreu de uma grande overdose de cocaína!

J: Obrigado pelo seu tempo, eu adoro seu estilo. Continue sendo o Nardwuar e não tenha medo de socos ocasionais!
N: Obrigado Roger, "and Keep on rawkin in the free world! And Doot doola doot doo …"

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Krias de Kafka lançam novo álbum: 'O mundo não acaba nunca'

Adonis Guerra
Os andreenses da Krias de Kafka lançaram há poucas semanas seu novo álbum: 'o mundo não acaba nunca'. Neste novo trabalho, a banda está mais enxuta, pois o que antes era um quinteto, atualmente é um quarteto. A nova formação agradou bastante o vocalista Mateus Novaes que falou sobre o momento da banda e também do mais recente disco.

Canibal Vegetariano: Em maio de 2010 a banda concedeu entrevista para o blog. O que mudou nesses quase três anos? Houve mudanças na formação da banda ou no estilo de tocar?
Mateus Novaes: No geral aprendemos a nos organizar melhor. Estamos ouvindo coisas que não ouviamos antes, e  estamos mais seguros no que fazemos. Em novembro um dos guitarristas saiu por motivos pessoais. Agora somos um quarteto. Já tocamos com a formação "nova" e soou bem. A cada ensaio a coisa está cada vez melhor.

CV: O que é "o mundo não acaba nunca"?
MN: Além de um verso da música "Neu" e o nome do disco, é um tédio de tudo, das repetições, rotinas...Isso fica mais claro no começo de ano: tragédias, mesmices, enchentes. Aí voce pensa: "porra, isso não acaba nunca". Outra leitura possível é a ideia babaca do "bom e velho rock in roll". Essa ideia saudosista, de que só o que passou é legal e tal, ainda é uma coisa recorrente no rock, principalmente entre jovens da nossa região, infelizmente. "O mundo não acaba nunca" também é um jeito da gente mostrar que as coisas continuam,  também por isso gravamos este disco.

CV: Como foi o processo de gravação? Como surgiram as letras?
MN: Foi cansativo, talvez por conta da nossa ansiedade e do tempo de cada um da banda. Mas também foi foda, porque descobrimos muita coisa técnica de estúdio, das possibilidades que ele nos dá. Diferente de como gravamos o ep "sessões desenganadas", que foi entrar gravar e pronto. Dessa vez fomos bem mais cuidadosos com o que realmente queriamos do som. E estamos felizes com o resultado.
As letras na maioria das vezes surgem em blocos de texto. Depois vou juntando aqui e ali, buscando mais som que significado nelas.Quando eu acho que está pronto começamos o processo de "encaixe" nas bases. Até hoje tem funcionado. Os temas não fogem muito do que venho fazendo em poesia: sentimentos gerais, cotidianos, com uma certa preocupação estética, mas nada que chegue a um virtuosismo ou qualquer outra babaquice que não nos interessa.

CV: Quando vocês disseram: "estamos criando um disco". E quando vocês definiram..."está pronto".
MN: Nós entramos no estúdio com as músicas definidas. Umas do comecinho das Krias e outras composições mais recentes. Então ele já entrou no estúdio  "pronto". Talvez o próximo seja diferente, já temos canções novas e quem sabe o disco apareça de outra forma.

CV: Como vocês tem trabalhado a divulgação deste novo álbum? Ele será lançado em formato físico? Vocês pretendem fazer mais shows para divulgação?
MN: Por enquanto nas mídias virtuais, correndo aqui, enchendo o saco de alguém ali... essas coisas que todo mundo que tem uma banda que faz tudo sabe bem. O CD está na fábrica e deve chegar na primeira semana de fevereiro. Depois, com ele nas mãos, é correr para fazermos uma caralhada de shows!!! Tocar é o mais legal do processo todo!

Adonis Guerra

CV: Como vocês sentiram a recepção do público em relação a este novo trabalho?
MN: Cara, foi bem legal para uma banda como a gente. Teve alguns blogs falando do disco, os amigos divulgando, gente que a gente não conhecia comentando. Ficamos felizes, mas queremos dominar o mundo!

CV: Quais os planos da banda para 2013?
MN: Tocar bastante, conseguir pagar as dívidas e alcançar o glamour! Pois o outro lado do rock a gente já conhece bem...haha.

CV: Agradeço pela entrevista e deixo espaço para os comentários finais.
MN: Agradeço em nome de toda a banda por mais uma vez dar uma força pra gente.  E como esta na última canção do disco: "...bestas!!!! uma nova era esta a alvorejar!!!...tem seis mil anos pesando em cima de mim!!!!! STRIPTEASE!!! Abraço e boa sorte pra nós todos!

No link abaixo você pode conferir a entrevista que eles concederam ao blog em 2010.
http://canibalvegetariano77.blogspot.com.br/2010/05/krias-de-kafka-rock-literario-e.html



'O mundo não acaba nunca'

Ouvir o novo trabalho da banda Krias de Kafka faz a pessoa que começa ouvi-lo deixar de lado qualquer rótulo sobre a banda. Eles fazem rock, e ponto!

O novo trabalho dos andreenses soa muito coeso. As guitarras estão no volume ideal, o que permite o ouvinte curtir as boas linhas de baixo e a bateria, com boa equalização, não encobre nem instrumentos nem a voz de Mateus Novaes. As letras também são típicas dos caras, em alguns pontos elas tratam do vazio existencial que há dentro de nós.

Com guitarras, ora limpas, ora mais pesadas e sujas, deixam o clima propicio para tensão, mas sem perder aquela pegada rock e um pontos irônicos, tanto nas melodias como nas próprias letras. O novo álbum da Krias mostra que o rock produzido atualmente vai bem, obrigado, o que falta mesmo é espaço para que as bandas apresentem seus trabalhos.

Se ficou a fim de conhecer o novo álbum, você pode acessar: http://kriasdekafka.bandcamp.com/album/o-mundo-n-o-acaba-nunca. Mas o melhor de tudo, é que está previsto para este mês, o lançamento do trabalho em CD. Segue também o vídeo single dos caras, veja acima, intitulado: "Leila".