______Versão on-line do zine Canibal Vegetariano______

Somos loucos apaixonados por rock, buscando sempre divulgá-lo de forma independente, sem jabá e amarras.

terça-feira, 28 de julho de 2009

'Tudo que não foi feito sonoro vai ser barulho'

O que escrever sobre um livro de poesia/poema escrito por um poeta punk? É isso mesmo, as poesias de Marcelo Veronese (Beso) é um apanhado de ideias escritas entre 1993 e 2008 e que em muitas delas expressa bem o sentimento punk além da maneira como foi lançado.
Beso para quem não sabe, participa da Cooperativa Cultural da Periferia (Cooperifa) na zona sul de São Paulo e também ataca de guitarrista e vocalista em uma banda de rock de Campinas, Alcoois. E foi no show dw lançamento do CD demo de sua banda, que nós tivemos a oportunidade de conhecer o lado poeta do guitarrista.
O livro intitulado "Juventude Supersônica" tem 80 páginas que acabam sendo lidas de maneira muito rápida devido ao fato das poesias e poemas serem atraentes e "malucas", você sente que a única preocupação do autor é exclusivamente com sua arte, refletindo o que realmente sentia enquanto "vomitava" palavras no papel. Entre os poemas, é impossível destacar um ou outro, devido a qualidade de todos. Se ficou curioso, procure já o seu exemplar. Para deixar nossos leitores mais curiosos, vamos transcrever um trecho do livro. Lembrando, que um dos poemas Um "A", foi musicado pela banda de Beso e está no CD demo.
"Antes eu remexia nos bolsos
das minhas calças usadas
e encontrava dinheiro;
hoje encontro palavras..."

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Todo dia é dia de Rock

Hoje é comemorado em todo o mundo, o "Dia Mundial do Rock". A data é celebrada desde o dia 13 de julho de 1985, quando vários artistas, não só roqueiros, se reuniram em Londres, Inglaterra e Filadélfia, Estados Unidos, em um evento nomeado de Live Aid, que tinha como objetivo combater a fome na Etiópia, um dos países mais pobres do mundo, que fica localizado no continente africano.
De lá para cá se passaram 24 anos e hoje mais de um bilhão de pessoas morrem de fome, não só na Etiópia, mas em várias regiões do mundo. Além da fome, há doenças, violência, guerras e outras mazelas que privam cerca de um sexto da população mundial de seus direitos básicos para que tenham a dignidade e possam ser chamados de humanos. Os eventos de rock, principalmente hoje, continuam ocorrendo em várias partes do globo terrestre e em muitos casos, sempre são shows beneficentes em busca de arrecadar dinheiro e alimentos que possam contribuir com os mais necessitados.
Quem vive e respira rock 24 horas por dia e 365 dias por ano, sabe que todo dia é dia do rock, e que a solidariedade deve acontecer a todo momento, principalmente quando alguém pede nossa ajuda. E o que temos visto pelo Brasil afora é isso, sempre estão acontecendo shows, principalmente de bandas independentes, em que a entrada é somente um quilo de alimento para que ele seja destinado para alguma instituição de caridade.
Esse senhor que atende pelo nome de Rock'n'Roll tem mais de 50 anos e está cada vez mais jovem e sempre em busca de mudar o mundo. O tempo passa, a música que é a mola propulsora de tudo mudou, mas os ideais continuam sendo os mesmos. O som em alguns momentos ficou mais complexo, mais simples, mais pesado, calmo, mais agressivo, mais contestador, os encontros e desencontros amorosos também são relatados pelo rock, mas apesar disso tudo, o rock continua jovem e divertido. E ele será sempre assim, sempre que houver um jovem com uma guitarra, baixo ou bateria em mãos em uma garagem, sempre haverá a esperança de que o mundo possa ser melhor. A chave para mudar o mundo está em nossas mãos, basta que a cada dia nos tornemos uma pessoa melhor e que além de apontar erros e tecer críticas, busquemos fazer algo. Devemos começar mudando algo em nossas casas, pois depois mudamos na rua, no bairro, na cidade e assim por diante.
Portanto, vamos comemorar não somente hoje, mas todos os dias o dia do rock, vamos a shows, ouvir discos, vamos sempre procurar fazer algo a nós mesmos ou as outras pessoas hoje, e não somente em uma data anunciada (especial). Está a fim de presentear a namorada, mulher, mãe ou que for, presenteie agora, não espere uma data específica para isso, pois essa data pode não chegar. Façamos como dizia o professor, interpretado por Robbin Willians, no filme "Sociedade dos Poetas Mortos", "Aproveite o Dia". Aqui encerramos nossa reflexão com o trecho de uma letra de uma das principais bandas da história do rock, AC/DC. "Para aqueles que curtem rock, nós saudamos vocês".

Todas as imagens foram retiradas do Google

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Carne Moída: um excelente pedido para quem gosta de rock sem firulas

A banda Carne Moída está na estrada há mais de sete anos batalhando no cenário do rock independente nacional, que a cada dia se torna mais concorrido. Para conhecermos um pouco mais sobre o grupo, que já lançou um CD, uma demo e participa de uma coletânea com várias bandas do underground, nós do blog/zine Canibal Vegetariano conversamos com Waldemar, baixista. Além dele, completam o time: Eduardo (voz), Mauro (guitarra) e Luiz Fabiano (bateria).

A banda Carne Moída em ação em um de seus shows pelo interior de São Paulo. Os caras costumam se apresentar com capas de açougueiro

Canibal Vegetariano: Há quanto tempo a banda está na estrada, quem são os integrantes e porque o nome Carne Moída?
Waldemar: Bom na estrada realmente estamos há sete anos, idealizamos a banda em dezembro de 2000, ensaiamos em 2001 e fizemos nosso primeiro som em 2002. Ainda na fase de ensaios, não tínhamos um nome definido, estávamos por optar por nervo exposto, mas foi quando o Sergio (antigo guitarrista) e Eduardo foram ao festival “A um passo do fim do mundo”, que ouviram um cara no palco gritando que nem um louco para o público (Falcão antigo vocalista da banda Excomungados), “ Vocês não podem virar carne moída” , então o Eduardo e o Sergio acharam muito engraçado se houvesse uma banda com esse nome, levaram esse nome pro próximo ensaio e aceitamos na mesma hora achando este nome ideal pra banda, pois não era um nome tão comum, era engraçado, representava que realmente éramos carne moída de nós mesmo extenuados com tudo que já vivenciamos na vida, desgastados pelo sistema e carregados de excesso pelos poros para transmitirmos, tudo que aquilo que sentíamos. Foi aí que passamos a nos autodenominar Carne Moída.

CV: Vocês fazem um som que podemos considerar punk. Quais as principais influências da banda?
W: Na verdade nunca tivemos realmente essa preocupação em soar punks ou simplesmente uma banda de rock’n’roll. Em nossas letras não mencionamos nada que faça apologia a isso ou aquilo, gostamos de rock e o som foi saindo naturalmente como punk rock talvez, mas gostamos de dizer que somos uma banda de rock’n’roll. Cada integrante tem sua influência própria, metal, punk, ska, pop... ouvimos de tudo um pouco, Motorhead, Ramones, The Clash, Sex Pistols, AC/DC, Stooges, MC5, talvez essas bandas sejam as que mais influenciem a banda.

CV: Outro dia o Eduardo (vocalista) comentou que vocês já passaram dos 30 anos há algum tempo. O que os motivou a montar a banda e como vocês analisam o cenário independente atual, tanto em São Paulo, como em outras localidades?
W: Bom na época em que resolvemos montar a banda estavam vindo ao Brasil bastante bandas de fora, como UK Subs, GBH, Exploited, o Sergio e o Eduardo iam nestes shows, Sergio e Waldemar, amigos de infância e já haviam tocados juntos nos anos 80 em bandas de Rock, então a vontade veio a tona com a chegada dos anos 2000, por fazer aquilo que estava faltando em nossas vidas, montar realmente uma banda do jeito que queríamos, pois sempre havíamos tocado em bandas já montadas. Quanto ao cenário, hoje temos menos lugares para tocar principalmente aqui em São Paulo, os poucos que têm são sem estrutura nenhuma, ao ponto de um deles não ter nem luz no banheiro para poder usar. Por isso que estamos tocando mais no interior onde somos mais respeitados e encontramos uma realidade diferente mais honesta. Longe principalmente de confusão que enche o saco.

Da esquerda para direita: Waldemar, baixo, Eduardo, vocal e Mauro, guitarra

CV: Como é o espaço em bares e outros locais para shows em São Paulo? Ainda existe briga de gangues em alguns pontos, ou isso ficou no passado?
W: O espaço está cada vez menor como respondi na pergunta anterior, os donos não querem confusão dentro dos bares e quando se fala que é um som punk, pronto, aí que o cara não quer nem saber, pois o punk rock só chega à mídia quando acontecem brigas e mortes, então já viu né. Ninguém vai em um lugar para ver brigas, quer curtir o som das bandas mas as gangues vivem em guerra constantemente e isso atrapalha muito.

CV: Vocês costumam tocar muito no interior, como é a recepção da galera? E os espaços?
W: Ultimamente sim, tem aparecido mais sons no interior gostamos muito de tocar em cidades que tem uma galera que curte o som da banda e nos contagia nos shows, porém os espaços ainda são poucos e os convites também, além das despesas que não são baratas e pagamos tudo do nosso bolso sem ganhar nada. Os espaços, alguns precários, mas os donos respeitam um pouco mais as bandas, não querem ganhar de todos os lados.

CV: Voltando para a música. Como é o trabalho de composição da banda. Em que vocês se inspiram para escrever as letras?
W: Às vezes temos a música e não temos a letra aí fazemos uma letra para aquela música ou vice versa. Não seguimos uma regra, as inspirações vêem do cotidiano, coisas que achamos erradas e colocamos isso nas letras das músicas ou algo que nos incomoda.

CV: Como surgiu o convite para participar da coletânea 'Praga dos Arrabaldes'?
W: Na verdade nós mesmos bolamos essa coletânea e chamamos outras bandas e dividimos o custo, sem cobrar nosso trabalho e horas de correria para que a coletânea saísse. Foi o lance do faça você mesmo.

CV: E como vocês se relacionam com as outras bandas, não só do mesmo estilo, mas de outros, quando se encontram em festivais?
W: Temos bom relacionamento com todas as bandas, não entramos nessa de vaidades e nem estrelismos, já tocamos até com bandas de rap, em Louveira, uma vez. Não escolhemos as bandas pelo estilo, mas sim pela honestidade e respeito mútuo, respeitamos todas e sabemos conviver com as diferenças. Temos algumas bandas como quase irmãs, tipo Esgoto, Irmã Talitha, Racha Cuca, 96ºGL, Menstruação Anárquika, entre outras e até de fora de SP.

A banda já conta com novas composições e em breve pretende lançar um novo disco

CV: Quais são as expectativas para o futuro da banda, shows, lançamentos de CD's e etc?
W: Bom, temos novas músicas que já tocamos nos shows e queremos gravá-las e talvez lançar um novo CD. Queremos fazer shows nos mais variados locais, queremos tocar no interior de São Paulo e fora do Estado também.

CV: Para encerrarmos, gostaria de um comentário sobre o figurino da banda.
W: Hoje estamos tocando de avental de açougueiros, mas já tocamos com vestidos pra homenagear o dia internacional das mulheres. Somos meio malucos mesmo, mas fazemos isso pra alegrar o pessoal que vai nos sons e nos divertimos também.

CV: Agradeço a atenção de vocês e deixo o espaço para divulgarem datas de shows, venda de CD's e outros comentários.
W: O melhor é conferir no fotolog que está sempre atualizado com datas de shows que é www.fotolog.com/carne_moidaaa, lá tem outros vários links do Orkut, myspace, youtube e downloads. Temos uma demo, Pedras contra Tanques, a coletânea Pragas dos Arrabaldes e o CD "A inveja é uma merda". Tudo isso pode ser encontrado nos shows da banda com um dos integrantes. Agradecemos a entrevista e obrigado por divulgar nosso som e espero que venha em um show curtir junto com a gente, valeu um abraço a todos.

Todas as fotos foram retiradas do Orkut da banda com devida autorização de seus integrantes.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Entre crises e cicatrizes

E metade de 2009 ficou para trás. Agora, que venha o segundo semestre e com ele renasce a esperança que dias melhores possam acontecer. Quando um ano se inicia, as pessoas se enchem de esperança, trocas de gentilezas e entre outros votos. Conforme os dias passam e todos retomam suas rotinas, nota-se que nada será diferente e continuam tocando cada um a sua vida.
O cenário musical nesse primeiro semestre teve grandes shows no Brasil, principalmente de nomes considerados importantes no cenário musical. Tivemos por aqui, Iron Maiden, Oasis, Radiohead, Motorhead, Heaven and Hell, Kraftwerk, entre outros. O cenário independente também esteve bastante agitado, com várias bandas lançando discos, fazendo shows ou simplesmente tentando agitar uma cena, ou algum movimento.
O primeiro semestre também foi marcado pela famosa crise mundial, ou a crise do capitalismo (ou seria uma pseudo crise?) que dá mostras cada vez mais nítidas que é um sistema em colapso e mais cedo ou mais tarde virá abaixo deixando poucos órfãos, parasitas que não terão mais sangue para sugar. A crise só veio demonstrar o quanto as pessoas são gananciosas e só se preocupam consigo mesmas e não com outros. Governos injetando milhões e milhões de dólares em bancos privados, em montadoras de automóveis entre outras medidas que não acabaram com a crise e mostrou mais uma vez que o que interessa é produzir, é explorar. Enquanto o governo brasileiro injeta grana na indústria, corta verba da saúde, da segurança da educação. Aí perguntamos: qual o futuro da nação?

Alguém pode estar se perguntando, o que o Rock'n'Roll tem a ver com isso? Tudo. Quantas pessoas perderam seus empregos nesses meses? Quantos estudantes de música deixaram de estudar devido ao desemprego? Quantas pessoas abriram mão de sair aos finais de semana e se divertir devido a falta de dinheiro? Aumento de preço dos discos. O encerramento de pequenos comércios que trabalhavam com música. Quantas revistas especializadas deixaram de ser publicadas? Tudo bem que a crise não foi aquele monstro que se apresentava, mas também não foi a "marolinha" que previa o governo Lula. Por tabela, até nós do blog/zine Canibal Vegetariano fomos atingidos. O zine para ser impresso, depende de seus parceiros e devido ao corte de custos, muitos deixaram de apoiar nosso trabalho nesse primeiro semestre devido a crise. Todavia, só nos restou atualizar o blog, que desde março começou a ser atualizado quinzenalmente e em breve pretendemos atualizá-lo semanalmente. A vantagem de um blog, é que não há custo e para atualizá-lo só depende da vontade de quem se propõe a mantê-lo.

RESENHAS E ENTREVISTAS

Durante os primeiros meses levamos para nossos leitores, entrevistas com várias bandas, resenhas de shows, entre outros assuntos. Mas vamos avisando, não desistimos da edição impressa, vamos batalhar para que seja publicada novamente. Nós podemos apanhar, levar milhões de "nãos", mas continuamos firmes em nossos propósitos, pois como sempre escrevemos, o zine tem a missão de derrubar muros e construir pontes. Não serão as crises e as cicatrizes que nos impedirão de continuarmos com nosso objetivo. Nós lutamos em uma luta que não pedimos para entrar e agora pagamos para não sair, devido ao grande número de pessoas que nos apoiam e como nós, acreditam que uma nova forma de sociedade é possível. Pode parecer utópico, mas acreditamos que seja possível viver em um mundo mais justo, mais humano, em que a arte, não só a música, de uma maneira geral, deixe de ser marginal e que cada vez mais pessoas tenham acesso a ela, seja através de pintura, artesanato, dança, literatura entre outras formas de expressão.

Que os governantes acordem e vejam o quanto é importante não apenas investir em formação profissional, mas em formação de pessoas, investir em cultura e educação é investir em um mundo com mais oportunidades, uma sociedade pensante e culta se torna menos violenta, menos hipócrita. Isso seria um problema para os "donos" do poder, pois pessoas que pensam não se contentam com pão e circo, como se é visto atualmente no Brasil e é uma prática utilizada desde a Roma antiga. Uma sociedade em que pessoas tem acesso a cultura, ela não permite que governantes corruptos se perpetuem no poder, ou fiquem pagando de coitadinhos. Mas enquanto isso não acontece, nós continuamos com o blog, entrevistando pessoas que tenham algo a dizer e que batalham por um mundo melhor, não somente para ela, mas para todos. E o que a maioria da sociedade faz? Exatamente o contrário, ela prefere se fechar em suas bolhas "condomínios" e fazer de conta que o problema do mundo "lá fora" não é problema dela. Como dizia uma canção dos Engenheiros do Hawaii "os muros e as grades nos protegem do nosso próprio mal".
Enquanto mais as pessoas procuram se isolar, nós, os marginais, continuamos aqui, tocando em nossas bandas, correndo atrás de shows, agitando festivais, editando zines e blogs, procurando levar um pouco que seja de diversão e cultura para os outros. Procurando aprender e ensinar, dividir e compartilhar. Em quantos shows não vemos pessoas, às vezes, que nem se conhecem utilizando da mesma caixa de som ou do mesmo instrumento? Pois apesar de estranhos, tem o mesmo objetivo. Quantas amizades são feitas, quantas culturas diferentes conhecemos, porque se negar a fazer parte do mundo? Por que ficar construíndo muros? Nós não devemos nos contentar em ser cidadãos de nossas cidades, ou países e sim cidadãos do mundo, pois como dizia Sartre, "a vida é finita, porém ilimitada".
Esse texto foi escrito como uma forma de desabafo, talvez ele não esteja dizendo nada, mas precisava ser expelido. A crise, ela nunca passará, não enquanto pessoas continuarem a morrer de fome, morrer por falta de atendimento médico, morrer sem ter a oportunidade de ter sido gente. A crise continuará enquanto os humanos continuar com seu egoísmo, vivendo em bolhas, virando as costas para os problemas que eles mesmos criaram. A crise perdurará, até o momento em que os governos continuem investindo em grandes empresas falídas e não nos médios, pequenos e micro empresários, e continue tratando a educação como uma piada e desprezando a cultura. Eles preferem investir milhões em um local falido, do que investir algumas pilas em um evento cultural. Mas nós estamos aqui, podem nos humilhar, virar as costas, nos criticar, mas sempre continuaremos aqui. A crise mostrou que o "mundinho" capitalista ruiu, que os alicerces que o sustentava não tinha nada além de ganância e hipocrisia. Que venha os novos tempos.
Encerramos o desabafo com uma mensagem do maior gênio que já passou por esse mundo.

Encerramos com um texto de Albert Einstein, refletindo sobre os momentos de crise: “Não pretendemos que as coisas mudem se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar 'superado'. Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que as soluções. A verdadeira crise é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se
aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar
para superá-la”.

TODAS AS IMAGENS FORAM RETIRADAS DO GOOGLE