______Versão on-line do zine Canibal Vegetariano______

Somos loucos apaixonados por rock, buscando sempre divulgá-lo de forma independente, sem jabá e amarras.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

E mais um ano chega ao fim!

O ano de 2009 sai de cena e deixa saudades em algumas partes, pois foi um ano, principalmente em Itatiba, onde aconteceu vários shows de rock e festivais e algumas festas em alguns bares e pub's que enfim, começam a contar com bandas de rock independente entre as atrações, deixando de lado um pouco as bandas que se dedicam somente aos cover's.

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Banda Mão de Vaca durante apresentação no 1º Festival Pró Rock realizado em maio

Entre os destaques fica os dois festivais organizados pela galera da Pró Rock, festas no Celso's Pub, Self Fest e o 2º Grito Urbano, estes dois últimos totalmente voltados para as bandas independentes. Na região de Itatiba, destaques para os festivais Auto Rock em Campinas e Cardápio Underground em Bragança Paulista. Um pouco mais afastado, mas tão importante quanto os festivais da região são as noites de rock que rolam quase todo sábado no Stúdio Phabiño, no Guarujá (abração especial para toda galera de lá) e o festival Insanidade Coletiva, capitaneado pelo nosso camarada Ayuso, em São Paulo.

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Banda Saint Ripper detonando em alguma tarde de agosto no festival realizado no Celso's Pub

Além das saudades dos momentos importantes, ficamos na expectativa de que neste novo ano que começa, a parada aconteça ainda com mais força, apoio de público e patrocinadores e que role com mais frequência, pois nosso povo e parte de nossa juventude anda carente de bons eventos de rock. Este ano também foi muito bom em relação a shows internacionais, várias bandas consagradas tocaram em terras tupiniquins, bandas como Faith no More, AC/DC, Sonic Youth, The Killers entre outras. E 2010 já começa com Metallica, dias 30 e 31 de janeiro em São Paulo, prometendo um novo ano de muito rock'n'roll.

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Galera reunida para eternizar o 1º Self Fest realizado em novembro

DINHEIRO

Mas nem tudo foi uma maravilha, pois como tudo na vida tem dois lados, precisamos lembrar de algumas merdas que aconteceram durante o ano. Uma das cenas mais vexatórias é a cena do governador de Brasília e seus "amiguinhos" escondendo dinheiro em meias e cuecas, mostrando que a politicagem e a picaretagem no Brasil continua como sempre. Quantos foram punidos até o momento?

Google
E os caras tem coragem de dizer que são inocentes. Brasil, País da impunidade

Algo que encheu muito o saco também foi a tal da crise financeira, que não foi nada daquilo que os "especialistas" previam no início de 2009. A gripe suína, que depois foi chamada de nova gripe, também torrou a paciência e como sempre a grande mídia fez um enorme alarde para algo que não foi nem um terço do que eles falavam. E a morte do Michael Jackson? Quase ninguém mais comentava sobre o cara, mas aí ele morreu e de uma hora para outra virou um cara que era meigo, doce, um amor de pessoa e "deus" do pop. Que saco!

NOVA RÁDIO WEB

E o ano encerra-se com um tom de melancolia, pois um dos canais mais legais para a divulgação do rock independente e de informação sem censura, deixou de operar nos primeiros minutos de 29 de dezembro. Após pouco mais de dois anos, a Nova Rádio Web, por decisão de seu diretor Fabio de Oliveira, Boss, deixou de transmitir sua programação. Os motivos que levaram o encerramento das atividades deve-se a falta de incentivo de empresários e comerciantes que ainda não abriram os olhos e não veem que a Internet e as rádios web, não são o futuro, são o presente.
Com isso, o público que acompanhava a programação perde um espaço muito importante para obter informação e cultura e artistas perdem um espaço para divulgação de seus trabalhos. Mas, o Boss não desanima e diz que a parada é somente para tomar um fôlego e retornar com tudo em 2011 ou ainda no fim deste novo ano. Que assim seja!
Voltando as expectativas para este 2010, nós do blog/zine Canibal Vegetariano continuaremos por aqui, entrevistando bandas, resenhando uns discos, falando sobre os shows das bandas independentes, além de algumas novidades que só o tempo dirá se vingarão ou não. O zine também deve ter uma edição impresa logo neste início de janeiro, no mais tardar no início da segunda quinzena.
O programa A HORA DO CANIBAL continuará tocando o bom e velho rock'n'roll dando prioridade para as novas bandas. Ao menos dois programas por mês serão disponibilizados em formato de podcast no site do programa www.ahoradocanibal.podomatic.com. Portanto, se você tem banda e precisa divulgá-la, é só entrar em contato conosco através do e-mail: nkrock@hotmail.com. Com a Nova Rádio Web desativada, quem acessar o site www.novaradioweb.com.br irá encontrar o conteúdo deste blog.

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Em agosto a banda Monaural esteve presente nos estúdios da Nova Rádio Web e fez o lançamento da música "Me drogar até morrer"

Então pessoal é isso. 2009 vai, vem 2010, e nada mudará enquanto você ficar sentando apenas reclamando que o mundo e as coisas ao seu redor estão sempre do mesmo jeito. Quer um ano diferente? Reclame menos e faça mais! Rock é atitude e não discurso panfletário. Um bom ano a todos.


Promoção Natal de Saco Cheio, resenha da vencedora

Como prometido nesse blog, estamos divulgando a resenha vencedora da promoção de Natal da Nova Rádio Web em parceria com o blog/zine Canibal Vegetariano. Quem levou o saco cheio de CD’s, DVD’s, camisetas e livro foi a ouvinte Mariana Sesti, de 14 anos. Segue abaixo o texto vencedor.

"Não tenho o que falar, o festival estava demais, assisti a apresentação de todas as bandas e curti demais. Eu adorei, todas tocaram super bem e os integrantes são super legais e simpáticos, garanti o CD de várias delas, não de todas, infelizmente. Indiquei amigos para também entrarem no caminho do rock’n’roll e aproveitarem as melhores bandas independentes.

A banda que eu mais gostei foi a Lunettes. É uma banda super legal e super feminina, só um homem, que engraçado. Já a Mão de Vaca era a mais louca e também tocaram super bem. A Banda Racha Cuca é muito porra louca, já a Drákula não tem nem o que falar, é muito maneira, além do som, eles usuram máscaras. A The Beber’s Operários fez um show empolgante e super legal. A Monaural também tocava super bem e a Sprint 77 fez um som muito massa e teve participação da galera que estava no local.

O evento começou as 14h e foi terminar às 22h30, mais ou menos, eu participei do começo ao fim e amei, podem garantir meu ingresso de qualquer evento dessas bandas, pois gostei muuito e vou sempre que tiver. Bom, enfim quero dizer que amei o evento, as bandas estão de parabéns e espero ganhar o saco cheio, pois acho que mereço. Boas festas".

Mariana Sesti

Mariana Sesti provando que esteve presente no 2º Grito Urbano. Ao fundo, apresentação da banda Mão de Vaca

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Nas trincheiras da cultura, Moacyr Scliar fala sobre sua vida e obras

Para encerrarmos muito bem 2009, nós do blog/zine Canibal Vegetariano, entrevistamos um dos escritores mais famosos e reconhecidos do Brasil. Autor de livros como o "Exército de Um Homem Só", Mês de Cães Danados", "Max e os Felinos" e "Centauro no Jardim", o escritor, médico e professor Moacyr Scliar, falou sobre seus vários trabalhos e contou um pouco sobre seu ponto de vista político.

Canibal Vegetariano: Faça uma apresentação de sua pessoa para nosso leitores.
Moacyr Scliar: Sou porto-alegrense, filho de imigrantes pobres, médico, escritor e uma pessoa extremamente simples.

CV: Com quantos anos o senhor escreveu sua primeira obra? E desde qual idade o senhor é escritor e o motivo que o levou a escrever?
MS:
Escrevo desde a infância, estimulado por uma mãe professora que era grande leitora. Minhas primeiras histórias eram narrativas de criança, mas quando entrei na Faculdade de Medicina surgiu uma nova temática na qual se baseou "Histórias de médico em formação", meu primeiro livro de 1962.

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Moacyr Scliar já conquistou vários prêmios de literatura e tem várias de suas obras publicadas em vários países

CV: Como é a vida de escritor no Brasil, um País em que as pessoas não tem o hábito da leitura? E de onde vem a inspiração para suas estórias?
MS: É certo que no Brasil ainda se lê pouco, mas tenho muitos leitores, sobretudo entre o público juvenil. E baseio minha ficção numa variedade de fontes: episódios históricos, notícias de jornal, pessoas que conheci, a Bíblia...

CV: Além de escritor, o senhor é médico e professor universitário. Qual a opinião do senhor, sobre a educação e saúde no Brasil? E o nível cultural das pessoas, o senhor acredita que atualmente é muito diferente de quando começou a publicar seus livros? Melhorou ou piorou?
MS: O Brasil tem muitas deficiências, tanto na área da saúde como na da educação, mas melhorou muito. Os dados mostram que os brasileiros vivem mais, se alimentam mais, lêem mais.

CV: Qual sua opinião sobre o governo Lula? E o que o senhor pensa desses presidentes, como Chaves e Evo Moralez e outros da América do Sul, que defendem a censura, a orgãos de imprensa, entre outras arbitrariedades?
MS:
No presidente Lula admiro sua empatia para com a população, mas acho que às vezes fala de forma precipitada. E como alguém que viveu sob a ditadura, não posso concordar com atitudes anti-liberdade de imprensa, como as de Chavez.


A obra "Mês de Cães Danados", como em muitos textos do escritor, mistura realidade e ficção


CV: Com a cena política atual da América do Sul, o senhor acredita que nós possamos viver novamente um período de autoritarismo como a Europa viveu entre as décadas de 20 e 40 do século passado, com tiranos como Hitler e Mussolini?
MS: Não, não acredito. Acho que aprendemos nossa lição.

CV: Mudando de assunto, o senhor é membro da Academia Brasileira de Letras há quase 10 anos, tem vários livros publicados no Brasil, em vários estilos, tem obras publicadas em mais de 12 linguas diferentes. O senhor acredita que seu trabalho tem o devido reconhecimento em nosso País? E como suas obras foram recebidas pelo público do exterior?
MS: Sou daqueles escritores que não têm do que se queixar: fui, sim, reconhecido em meu País e no exterior. E é muito gratificante viajar para um País como os Estados Unidos e discutir com leitores, sobretudo jovens, literatura brasileira, o que é um aprendizado para eles.

CV: Alguns de seus livros são citados em algumas músicas, principalmente dos Engenheiros do Hawaii, casos como "O Exército de Um Homem Só", que inclusive é o título da canção e tem a música "Descendo a Serra", em que Humberto Gessinger cita "Mês de Cães Danados". Como o senhor se sentiu quando ficou sabendo e ouviu essas citações? E o senhor acredita que música e literatura podem "caminhar" juntas?
MS: Não tenho dúvidas de que literatura e música podem se associar, e no Brasil isto é muito comum. Para mim é motivo de orgulho; acho que um bom compositor é tão importante quanto um bom escritor.


O título do livro é citado pela banda gaúcha Engenheiros do Hawaii, em uma de suas canções e dá nome a ela. A música é uma das mais populares da banda


CV: Exército de Um Homem Só é um de seus livros que foi escrito há quase 40 anos e continua atual até hoje. Como o senhor explica esse fenômeno? E ele é um de seus preferidos, pois o senhor cita-o bastante na obra "Enigmas da Culpa".
MS: Sim, "O Exército" é muito lido, e acho que é por causa do tema: ele fala da revolta contra a injustiça, do desejo de mudar o mundo, coisas que para minha geração eram tremendamente importantes. O nosso sonho desmoronou, mas acho que os ideais atrás dele permanecem válidos.

CV: Falamos sobre música e literatura. Além dos Engenheiros, há várias bandas que gravam discos e músicas baseados em obras literárias, além de músicos que escrevem livros e se manifestam através de outros tipos de arte, um exemplo é o Arnaldo Antunes. Com tudo isso, na sua opinião, qual seria o motivo para termos poucos leitores e novos escritores com obras interessantes?
MS:
O Brasil tem um longo passado de analfabetismo, do qual apenas agora estamos saindo. Mas o número de leitores vem crescendo, e entre os jovens escritores há gente com muito talento.

CV: Uma de suas obras, Sonhos Tropicais, foi adaptada para o cinema. Como o senhor vê essas adaptações que são muito comuns no exterior, aqui ainda não, e qual sua opinião sobre o filme. Para o senhor que escreveu, o filme é fiel a suas ideias?
MS: Gostei muito dessa adaptação, como gostei da peça baseada em "A mulher que escreveu a Bíblia", mas nem sempre a transposição para a tela ou para o palco dá certo. De qualquer modo, parto do princípio que o escritor não deve interferir na adaptação.

CV: Além de sua vasta obra, ser membro da academia, o senhor ganhou vários prêmios de literatura. Qual a importância desses troféus para um escritor?
MS: Prêmios são importantes: representam reconhecimento (especialmente no caso do importante Jabuti) e às vezes uma grana não desprezível... Mas o melhor juri é aquele que cada escritor tem dentro de si.

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Mesmo após várias obras publicadas e ser reconhecido no Brasil e no exterior, Moacyr afirma ser uma pessoa simples

CV: Fora os livros, o senhor escreve para vários jornais. Desde que a Internet se popularizou, várias pessoas acreditam que os exemplares impressos de livros e jornais serão extintos. O senhor acredita que isso possa acontecer. Várias editoras já começaram a comercilizar os "e-books". O que o senhor pensa a esse respeito?
MS: A mídia eletrônica veio para ficar, mas o livro ainda tem uma longa sobrevivência. A mim não importa como serei lido; o que importa é que meus textos sejam, literariarmente, os melhores possíveis.

CV: Se possível, cite os seus cinco autores favoritos e as cinco melhores obras que o senhor já leu. E quais são suas principais influências?
MS: Influências: Érico Veríssimo, Franz Kafka, Guimarães Rosa. Cinco grandes obras: Dom Quixote, de Cervantes, A metamorfose de Franz Kafka, O alienista, de Machado de Assis, A hora da estrela, de Clarice Lispector, Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Arregaçando as mangas e botando o pé na estrada. Conheça a banda Keps

Influenciados por várias vertentes do Rock'n'Roll, a banda Keps, do município de Guarulhos, está há alguns anos na estrada, "batalhando" seu espaço entre as principais bandas de rock independente nacional. Para você conhecer mais sobre a banda, nós do zine/blog Canibal Vegetariano, batemos um papo com o guitarrista e vocalista Joey. Confira a entrevista abaixo.

Canibal Vegetariano: Faça um resumo da história da banda.
Joey Keps: Nós surgimos de uma reunião de amigos que tocavam em bandas de som próprio e covers. Numa noite típica de bebedeira da banda eu dei a ideia de fazer um som e deu certo. Ficamos satisfeitos e tornamos isso profissional. Tocando para os amigos e agora para um grupo de pessoas que já curti o nosso som.

CV: Quais as principais influências?
JK: Muita coisa diferente, mas tem desde os Beatles, passando por tudo que imaginar dos anos 60 aos anos 10 do novo século, a gente gosta de música e não tem limites pra ouvir nada... a música é um bem universal e deveria ser apreciado com mais gosto e deixar as diferenças de lado é sempre o melhor começo pra poder apreciá-la.

Capa do single "Jim Wilson", o primeiro lançamento dos caras da banda Keps

CV: O estilo que vocês se propuseram a seguir é o mesmo desde o início?
JK: Estilo é dificil de se dizer: é um punk grunge´roll, um rock sem vergonha, um garagem rock safado. Posso dizer que nosso som é um pouco diferente, mas porque gostamos de mudar as coisas, descobrir sempre algo diferente mas que seja o rock sincero de sempre.

CV: Quais as principais dificuldades que vocês enfrentaram e enfrentam até hoje?
JK: Tocar ainda é uma dificuldade, mas muitas portas tem sido abertas para a Keps e convites de pequenos shows. Divulgar graças a Internet é bem mais fácil e barato, mas o maior barato sempre é de mostrar o som para o público certo. Mas claro, senão fosse difícil nao teria tanta graça. O prazer de consquistar essa dificuldade é que torna a coisa mais legal. Agora para quem quer seguir e tem duvidas, não entre nesse caminho, senão pode acabar frustrado.

CV: Como é o espaço para as bandas de Guarulhos apresentarem o seu trabalho? Como é o público na cidade de vocês?
JK: Uma bosta! Aqui você tem que ter um grande nome ou ficar pagando 200 reais para tocar em festivais de bosta. A falta de espaço para a diversidade de música que tem aqui é o que torna a cidade horrível nesse ponto. Tem ótimos lugares para banda TOP, mas nada para o underground, nem há um pico de rock fixo. Mas mudaremos isso! Porque público de rock tem, uma pena que a classe roqueira daqui é financeiramente incapaz de frequentar qualquer casa de rock, mas é bem fiel e as bandas lutam para mostrar seu som através da net mesmo.

Os caras da banda tem o ideal de mudar a cara da "cena" de Guarulhos

CV: Qual o momento mais bacana que vocês tiveram com a banda e qual a maior "furada"? JK: Ah, só 10 meses juntos, aconteceu muita coisa legal, até hoje fizemos tudo que planejamos, abrimos shows pra uma banda foda: ZEFIRINA BOMBA, fomos tocar numa cidade litorânea (Guaruja), fomos convidados para pequenos e ótimos shows, que até que a apresentação não foi tão agradável e as pessoas curtiram e elogiaram principalmente as bandas que tocaram com a gente. Maior furada ainda não teve, mas se ano que vem for igual ao que nós estamos planejando agora, a Keps continuará mostrando seu som para um público maior e mais diferenciado.

CV: Vocês tinham algumas canções gravadas e recentemente vocês regravaram elas. Qual o motivo para regravação? JK: Queriamos lançar um EP, algo pequeno para poder divulgar mas com ótima qualidade de som, daí entramos em estúdio, gravamos o single Jim Wilson e lançamos. Na sequência lançamos o EP "Tem gente", as pessoas queriam o som bem gravado e nós demos isso ao público. É engraçado encontrar pessoas que já foram em um show seu e te elogiar.

CV: Quais os planos da banda para 2010? JK: São segredos...rsrs... Posso dizer que vamos continuar batalhando e tocando, viajar mais e divulgar nosso "roquim rou!" Continuaremos a planejar e gravar o nosso primeiro album e com calma fazer a coisa dar certo.

O vocalista e guitarrista Joey se preparando para fazer "barulho" com sua guitarra

CV: Em festivais de rock, alguns organizadores costumam misturar bandas de vários estilos. O que você pensa sobre isso? Você acredita que está mistura é valida? JK: Concordo, é válida, mas precisa saber fazer isso. Para história da música isso é bom. É bom em festivais grandes, no Brasil infelizmente, as pessoas são muito preconceituosas contra outros estilos, ao contrário da Europa, por isso lá grandes festivais não acabam. E aqui infelizmente, somem cada vez mais. Daí você precisa procuram no interior, nas cidades longe das grandes capitais para achar bons festivais de rock.

CV: Deixo o espaço para divulgação de venda de material, data de shows, contato. Resumindo, o espaço é seu.
JK: Por enquanto a banda fez seu último show esse ano, e só volta a ativa, no ano que vem. Refrescar a cabeça um pouco. Para quem quiser é só procurar myspace da Keps
www.myspace.com/kepsrock
Baixem as músicas e esperem as novas datas de shows já confirmados para o fim de janeiro. Queria agradecer a você Canibal, ao pessoal da Nova Rádio Web que tem nos apoiado e nossos ´pequenos fans', que graças a Deus tem nos divulgado no myspace e outras bandas
que tem nos ajudados nessa jornada foda de shows e contatos. Agradecer a banda Zefirina Bomba, ao Gabriel Thomaz e outras bandas de amigos que curtimos muito. Rock'n'Roll!!

Todas as fotos são de arquivo pessoal, cedidas por Joey