______Versão on-line do zine Canibal Vegetariano______

Somos loucos apaixonados por rock, buscando sempre divulgá-lo de forma independente, sem jabá e amarras.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Muita diversão e Rock'n'Roll no fim de semana

É isso aí galera, este fim de semana promete muitos shows em várias cidades do interior paulista e também no litoral sul do Estado. Na sexta-feira, os campineiros da Get Crazy fazem show de lançamento do primeiro cd da banda, no Bar do Zé. Ainda na sexta, três bandas, de punk hardcore se apresentam no Armazem da Cerveja, em Jundiaí. Em Bragança, no sábado, rola o show de dez anos da Leptospirose, com abertura de Mateus Canteri e a Gangue do Frango que estarão lançando CD. E no Guarujá, o pessoal da Bad Cookies faz lual em uma das praias da cidade para comemorar, ou lamentar, cinco anos de banda. Escolha seu evento e bom divertimento.  Abaixo, cartazes de algumas atrações com horários e preço de entrada.



terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Além das fronteiras do Rock'n'Roll


Ele é jornalista, ama música, mas nem sempre trabalhou, com, e, por ela. Já foi repórter esportivo e atualmente é editor-executivo do portal R7. O zine Canibal Vegetariano conversou com Luiz César Pimentel, que por anos foi editor de uma das revistas mais legais sobre cultura pop já publicadas no Brasil, a Zero. A seguir você acompanha entrevista em que ele falou sobre sua carreira pelo jornalismo musical e outras "viagens".

Arquivo Pessoal

Luiz César Pimentel durante alguns anos foi editor de uma das melhores publicações voltadas para o público que respira e consome "cultura pop"

Canibal Vegetariano: Por favor Luiz, apresente-se aos nossos leitores.
Luiz César Pimental: Trabalho no portal R7 como editor-executivo de Entretenimento. Antes fui diretor de conteúdo do Vírgula e MySpace - trabalhei em Los Angeles na criação da versão brasileira do último. Na carreira, trabalhei também em alguns dos principais veículos do país, como Folha de São Paulo, Editora Abril, revista Trip, os portais UOL, Starmedia e Zip.net, além de ser colaborador de Caros Amigos, Carta Capital, Playboy, Revista da Folha, Rolling Stone, Sexy, Jornal da Tarde, Elle e Superinteressante. Sou autor de Sem Pauta (diários, fotos e reportagens de um jornalista pelo mundo), livro-coletânea do período em que fui correspondente internacional na Ásia.

"Não consigo imaginar uma de minhas filhas daqui alguns anos indo à banca pra ver se saiu a revista tal"

CV: Como pintou o rock em sua vida?
LCP: Tinha 10 pra 11 anos (agora tenho quase 40). Sou vizinho e sócio de um clube muito frequentado por estrangeiros. Meu irmão roubou (tá, eu sei, isso não é bonito) uma fita (K7 mesmo) de um gringo. Era uma coletânea hard rock – Kiss, AC/DC, Black Sabbath. E enlouqueci. Ouvia dia e noite aquilo. Fiquei sabendo da galeria do rock, em São Paulo, quando havia duas ou três lojas lá, apenas – Baratos Afins, Punk Rock e Grilo Falante. E lá foi minha universidade.

Arquivo Pessoal

Da esquerda para direita: Marco Bezzi, Luis Pimentel e Daniel. As publicações da Zero passavam pelo gosto pessoal desses três senhores 

CV: Quando você decidiu ser jornalista e como foi o lance de escrever sobre música?
LCP: Decidi no meio da faculdade. Imaginara que cursaria Comunicação Social para fazer publicidade. Mas no primeiro ano percebi que gostava mais de contar histórias do que de vender. Aliás, percebi que não era vendedor. Então não teve muito jeito.
Escrever sobre música foi natural. Pois música É o que me motiva. Claro que nem sempre pude fazer isso. Comecei como repórter de esporte na Folha de São Paulo, por exemplo. Mas sempre que pude e posso, faço.

"Já era difícil o mercado comportar uma revista desse tipo na época (circunstâncias favoráveis nos ajudaram para que ela durasse tanto tempo). Imagina atualmente"

CV: Quais são suas influências, jornalísticas, musicais entre outras?
LCP: A única referência jornalística que tenho é Nelson Rodrigues, que nem jornalista é – o que gosto nele são as crônicas...na verdade o estilo.
Referências musicais que influenciem na escrita só consigo colocar o punk rock, com toda sua honestidade.

CV: Vamos falar especificamente sobre a revista Zero, na qual você era editor. Como surgiu esse projeto e qual o motivo da paralisação da circulação, quanto tempo a revista foi publicada? É possível haver um retorno?
LCP: O projeto da Zero era muito simples – só entravam matérias que gostaríamos de ler. Esse era o filtro das reuniões de pauta – se um de nós (Marco, Daniel e eu) dissesse “não, essa matérias eu não leria” estava vetada. O projeto surgiu por isso, pois não encontrávamos essa revista pra ler, então resolvemos fazê-la.
A revista durou de 2001 a 2004. E não, não é possível haver um retorno.
Já era difícil o mercado comportar uma revista desse tipo na época (circunstâncias favoráveis nos ajudaram para que ela durasse tanto tempo). Imagina atualmente. Não vejo o menor espaço para ela no cenário atual.

Arquivo Pessoal

Atualmente Pimentel é editor-executivo do portal R7 e escreve sobre música, principalmente rock, em publicações como Billboard e Rolling Stone

CV: Qual sua opinião sobre o futuro das publicações musicais? Seja em mídia impressa como pela internet.
LCP: Rola uma safra meio confusa agora, dessa migração e mescla impresso-web. Quando as pessoas perceberam que podiam publicar tudo e qualquer coisa via web, todo mundo virou jornalista.Eu venho de uma época e formação em que para se publicar algo tinha que ser (realmente) bom. Publicar era uma conquista. Logo...
O parâmetro mudou. Mas é uma questão de adequação, agora, entre mídias e qualidade. O que vai sobrar é a qualidade. Seja em qual mídia for.

CV: A crise editorial, em sua opinião, atinge somente o Brasil ou é geral e ocorre também em países desenvolvidos?
LCP: Ah, é geral. Crise editorial de impressos você diz? O negócio é que, voltando à pergunta anterior, a web tangencia a gratuidade. E a publicação física, obviamente não. Então, atualmente as revistas são meio que impressas para a minha geração, que se habituou a isso. Se existe crise também existe uma falta de olhar para o futuro – e quando essa geração, em que me incluo, não mais sustentar esse mercado?

CV: O que você pensa sobre as mídias musicais alternativas que ocorrem em vários cantos do país, como zines, e-zines, blogs... rádios webs entre outros...
LCP: Adoro. Mas claro que seleciono o que escuto, leio e vejo.

CV: Você pensa em desenvolver algum outro projeto impresso falando sobre música, principalmente cultura pop? Atualmente, você está trabalhando com música?
LCP: Meu projeto impresso sobre música é continuar escrevendo para revistas – escrevo mensalmente na Elle, e esporadicamente para Rolling Stone, Billboard etc.


CV: Quem são os leitores de revistas musicais atualmente? É possível traçar um perfil de público? E no tempo da Zero? Vamos um pouco mais longe, e no tempo da Bizz?
LCP: Leitor de todas essas é quem foi educado e habituado a ter revista como fonte de informação. Não está sendo criada uma geração que dê continuidade. Não consigo imaginar uma de minhas filhas daqui alguns anos indo à banca pra ver se saiu a revista tal.

CV: Luiz, agradeço pela atenção e deixo espaço para seus comentários finais.
LCP: Eu que espero comentários – meus contatos estão aí: Twitter @luizcesar e /luizcesar serve pra um monte de coisas, facebook, myspace, youtube...Me adiciona! hahahaha.




sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Do sul dos Estados Unidos para o sul do Brasil. Country, rock e rockabilly da Brazilian Cajuns

São seis caras em um palco, fazendo um som que não há possibilidade de definir com exatidão o que se ouve saindo dos auto falantes. A única certeza que temos é que a música é de qualidade e mistura country, rock, rockabilly e um pouco de música francesa. Para saber mais um pouco sobre esta banda, conversamos com os integrantes da Brazilian Cajuns Southern Rebels.
 Canibal Vegetariano
Canibal Vegetariano: Primeiro lance, se apresentem aos leitores de nosso blog. Nomes, instrumentos...
Brazilian Cajuns:
Somos a banda Brazilian Cajuns Southern Rebels e tocamos o que definimos como country’n’billy songs. Fazem parte da banda: Sinner Jack: vocal e washboard; Herbie Nelson: guitarra e vocal; Dirty Joe: gaita e backing vocal; Kinky Lawless: violão e slides; Kid Step Bill: baixo acústico; Billy Boy: bateria.

CV: Qual o significado do nome da banda e qual o estilo que vocês tocam?
BCSR:
A expressão Brazilian Cajun veio do título de uma música composta por Sinner Jack, onde ele compara sua história familiar (aí incluindo seus irmãos Dirty Joe e Billy Boy) à dos cajuns da Louisiana. A cultura mineira, a descendência francesa, o gosto musical caipira, são alguns dos elementos que os caras utilizam pra se definir como cajuns brasileiros. Southern Rebels explica a origem dos outros 3 caras da banda (Herbie Nelson, Kinky Lawless e Kid Step Bill): Londrina, no sul do Brasil, e também referencia a própria música rockabilly (a música rebelde do sul dos EUA).

CV: Como surgiu a Brazilian Cajuns?
BCSR:
A banda surgiu em agosto de 2007 em Londrina-PR, formada inicialmente por 2 irmãos vindos do Triângulo Mineiro, Sinner Jack (vocal) e Billy Boy (bateria), e Herbie Nelson (guitarra e vocal), um grande amigo “pé vermelho” dos caras. Logo nos primeiros meses o terceiro irmão dos mineiros, Dirty Joe (gaita e backing vocal), passou a ser o quarto integrante da banda. Em seguida Kinky Lawless (violão e slides), outro companheiro londrinense dos caras, resolveu entrar para o bando, complementando o tipo de som pretendido por estes fora da lei. Mas a trupe só ficou mesmo completa com a entrada de Kid Step Bill e seu baixo acústico, camarada que já vinha há algum tempo acompanhando os shows da Brazilian Cajuns Southern Rebels.

CV: Vocês são em seis na banda, como vocês controlam o ego e como é o trabalho de composição?
BCSR:
Cada um deve fazer sua parte, saber sempre o que é melhor para banda, a hora de cada um dos caras aparecer mais individualmente e a hora de destaque do conjunto. As músicas já são definidas, geralmente, pensando em qual instrumento vai se destacar mais, etc. Há sempre uma tentativa de balanceamento até mesmo pra não ficar tudo parecido. As letras são compostas por Sinner Jack e por Billy Boy, em inglês e português (às vezes até misturado, inclusive com trechos em francês). Muitas das músicas são até escritas em conjunto pelos dois. Bebendo com o avô na calçada, viajando ou simplesmente trocando ideia sobre temas que interessam. Tentamos inserir metáforas que se relacionam com nosso cotidiano e até com nossas pesquisas acadêmicas. Os causos que escutamos, os princípios nos quais acreditamos ou simplesmente uma noitada regada a diversão são o que definem esses temas. Depois, segue-se uma reunião com todo mundo, onde geralmente Herbie Nelson define o corpo da melodia e cada um vai propondo os arranjos conforme seu instrumento.

Canibal Vegetariano
Brazilian Cajuns Southern Rebels ao vivo em noite de sexta-feira, de inverno, chuvosa em Sorocaba

CV: Comentem um pouco sobre a cena de rock independente do Paraná. É muito diferente do que vocês vêem em São Paulo e no resto do país?
BCSR:
Bom, nas cidades em que temos tocado o pessoal sempre tem nos tratado bem, dispensado importância ao nosso trabalho. Em São Paulo sabemos que tem uma cena rocker forte. Já tocamos com a banda Crazy Legs e vimos a galera pirar. Em Salto, por exemplo, percebemos que há uma turma que mantém a cena, mesmo além dos shows, no cotidiano mesmo. Brilhantina, sapatos de camurça, etc. Aliás, no nosso show de lá, teve casais que viajaram de moto cerca de 300 km para participar da festa. Isso é muito bom. Há outras cidades que não têm propriamente uma cena rocker, mas a galera vai aos shows por ser, por exemplo, novidade. Muita gente diz que não conhecia esse tipo de som e que da próxima é para avisar que quer ir novamente, coisas desse tipo. Em Londrina há bastante bandas de rock alternativas, mas há problemas. Tipo essa história de os caras de determinada banda não irem num show porque não foram chamados para tocar. Esse tipo de pensamento. Daí tem uns caras que organizam evento que só chamam determinadas bandas, ou que brigam com o outro que tá fazendo um evento mais firmeza e isso tudo vai enfraquecendo a cena. Aquela união que lota os shows praticamente não existe mais. Parece que vão se esquecendo da ideia transgressora do rock, que uma banda de verdade deve tocar em qualquer lugar independente da grana. Temos nos unido com umas outras 2 ou 3 bandas e tentado fazer esse tipo de coisa: organizar shows onde o que vale é a diversão, sem pensar nos lucros. Não podemos reclamar, porque temos tido um bom público e, além disso, temos sido chamados para tocar em eventos que até nos surpreendem, como o próprio Demo Sul, o das crianças especiais, o do centro de detenção do menor e do festival de cultura negra. Além disso, tem a questão das bandas covers, que vão infestando os bares e gradualmente matando o Rock e a música na cidade. Falta às pessoas entenderem que um verdadeiro roqueiro toca onde a galera estiver mesmo, independente de qualquer outra coisa. Não é o tipo do público do bar que interessa, mas o fato de você estar lá divertindo as pessoas que se dispuseram a estar lá contigo.

CV: Quais os locais que vocês costumam se apresentar?
BCSR:
Já nos apresentamos em praticamente todos os bares e casas de shows de Londrina (incluindo desde os mais “chiques” até aqueles mais sujos, verdadeiros), além de festas de república e os principais eventos culturais como o Demo Sul, Grito Rock e Virada Cultural Londrina, Hellveillon e até Mostra de Cultura Afro. Também já tocamos na Concha Acústica, em escolas, centros de detenção do menor e instituto educacional para crianças especiais. Temos tentado sempre levar o nosso rock caipira onde pudermos, independente da questão financeira. Fora de Londrina já tocamos bastante em Maringá, Presidente Prudente, duas vezes em São Paulo (CB e Inferno), Sorocaba, Salto e gravamos um puta programa de rádio, com apresentação ao vivo, com vocês aí em Itatiba e outro em Apucarana. Começamos tocando no bar do Sinvaldo, botecão mesmo, onde catadores de papel iam tomar cachaça no final da tarde. Depois que começamos o bar acabou ficando conceituado como um local “cool” na cidade e um monte de outras bandas começou a tocar lá também.

Fabinho Boss/Canibal Vegetariano
Os caras em uma noite fria e chuvosa, de sábado, se apresentando no CB Bar em São Paulo

CV: Falem um pouco sobre os shows que vocês realizaram este ano pelo estado de São Paulo e como rolou a participação de vocês no Festival Demo Sul?
BCSR:
O show de São Paulo foi demais. Voltamos à cidade pela segunda vez, sempre contando com a força do Fidellis, nosso cajun paulistano. Primeiro fomos para Itatiba, onde a equipe do Canibal Vegetariano organizou para nós uma entrevista com apresentação ao vivo na rádio e, não satisfeitos, integraram o comboio até Sorocaba, onde tocamos com a banda Bad Motors (caras gente boa para caralho que já estamos aguardando em Londrina). Apesar da chuva, a festa foi animada e só fomos todos embora depois das 5 da manhã, quando o dono do bar pediu licença e fechou o estabelecimento. Daí em Sampa, tocamos no CB, com discotecagem do Focka e de ninguém menos que Niki Nixon (ex vocal da banda S.A.R.). Enchemos a casa apesar do feriado. Muita gente que ainda não nos conhecia veio nos cumprimentar após o show. O ponto alto foi o cover de umas das músicas do S.A.R. que fizemos com a participação do próprio Niki Nixon nos vocais, tudo ali em cima da hora. Já estamos organizando uma gravação com o cara, que se tornou já um dos nossos grandes parceiros. A boa surpresa da noite foi ver novamente a galera de Itatiba lá curtindo até amanhecer, bebendo, dançando, trocando ideia com a gente e ainda documentando tudo. Retornamos cansadaços de kombi para Londrina, mas já com a baita vontade de voltar a tocar aí na região. Aliás, logo após chegarmos a Londrina já corremos para Presidente Prudente para fechar o semestre e a tour pela capital e interior paulista. Umas dez pessoas de Londrina foram de comitiva com a gente para esse show.
Quanto ao Demo Sul, fomos chamados para tocar no Grito Rock Londrina no início de 2010 e acho que o pessoal curtiu a apresentação, já que, quando saiu a chamada para o Demo Sul éramos a única banda da cidade a tocar pela primeira vez sem ter que passar pelas prévias. Nossa participação foi através de convite mesmo, sem ter que passar pela seleção como as outras bandas.

CV: Falando neste festival, vocês tocaram com bandas de outros estilos? Como o público mais "rock" recebeu o som da Brazilian?
BCSR:
Sim. Tocamos com uma banda de estilo emo e outra mais hardcore. O público, então, era na maioria da meninada de roupa colorida. Mas tinha a galera que sempre acompanha os shows da banda na cidade. O show foi muito foda, fizemos o nosso público e os coloridos dançarem. Percebemos uma boa recepção. Mais tarde quando fomos ler os comentários dos jornalistas sobre o festival, notamos que nossa banda teve grande destaque. Teve repórter até que disse que tinha que se coordenar para dançar sem perder os detalhes para anotações posteriores. Aliás, agora no final de 2010 já assinamos um documento de anuência para integrarmos o grupo de bandas oficialmente integradas no Projeto Alona (Circuito Fora do Eixo), que é da equipe que organiza o Demo Sul e o Grito Rock Londrina.

 Arquivo Pessoal

A banda se apresentando no Festival Demo Sul, em Londrina/PR, ou seja, "jogando" em casa

CV: Como está o processo de gravação do primeiro álbum? Tem previsão de lançamento? E como será o processo de divulgação?
BCSR:
Acabamos de finalizar a mixagem de 3 músicas (Brazilian Cajun, Depois Daquele Tiro e Um Cavalo Chamado Cavalo) e pretendemos gravar as outras cerca de 10 músicas com composição já finalizada até o final de 2011. Já possuímos mais outras 15 letras aproximadamente e pretendemos iniciar logo o processo de musicalização para um segundo CD. No entanto, a gravação demanda muita grana e tempo, o que tem nos atrasado um pouco. Contamos com o apoio do High Voltage Studio cujo dono, Gustavo, tem nos dado uma tremenda força. O pessoal do Canibal Vegetariano e o grande parceiro Fidellis (batera da Sprint 77) tem nos ajudado bastante com divulgação pela internet mesmo antes das músicas estarem finalizadas.

CV: Quem é o público da banda? É possível haver uma definição?
BCSR:
É difícil definir. Quando tocamos vemos desde grupos vestidos a caráter mesmo, com topete, chapéu e vestido de bolinha, até a molecada de franjinha na testa. Costumamos brincar que nossa banda é a banda da união. Já fizemos skin head dançar ao lado de punks, metaleiros gritarem “yhaaa” e hippies darem chutes pro ar. Em nossas apresentações vemos patricinhas dançarem ao lado da galera do hip hop e, muitas vezes, até pessoas mais velhas dançando de casal. Achamos tudo isso muito bom, porque nos dá a impressão de que nosso som tem agradado as pessoas independente da tribo, classe ou faixa etária. Desde aqueles que estão ali só pra dançar até os que tão afim de ouvir as letras, prestarem atenção. Deve ter a ver com essa coisa do rock em seu estágio inicial mesmo, bruto, e as misturas que adicionamos a isso.

 Arquivo Pessoal
A mistura de sons da Brazilian Cajuns fez a galera de todas as tribos curtirem a apresentação no Festival Demo Sul

CV: Agradeço pela entrevista e deixo o espaço para vocês, valeu!!
BCSR:
Nós é que agradecemos a oportunidade, o interesse pela banda e a força que você tem nos dado. Gostaríamos de agradecer a vocês do Canibal Vegetariano e parabenizá-los pelo trabalho que vêm fazendo referente à divulgação do rock alternativo brasileiro. Estamos sempre recebendo os zines impressos e os distribuídos aqui em Londrina, em Minas Gerais e pelas cidades por onde passamos. Gostaríamos também de agradecer ao Márcio Fidellis pelo trabalho que tem feito com a gente e pela confiança dispensada desde sempre. O cara é verdadeiramente nosso irmão. Por fim, nossos agradecimentos ao Gustavo do High Voltage Studio e ao Marcelo e todo o pessoal da organização do Festival Demo Sul (Alona). Um grande abraço ao pessoal de Itatiba e a todos os que acompanham o programa de rádio e o zine Canibal Vegetariano. Esperamos em breve estar por aí tocando mais uma vez não apenas na rádio mas com uma apresentação também na praça, bar, salão paroquial ou qualquer outro lugar (talvez até em alguma possível casa da luz vermelha) da cidade. Mais uma vez, muito obrigado.
Brazilian Cajuns – Southern Rebels
P.S.: Seguem links de alguns vídeos no youtube do show do Demo Sul e do blog do evento com as reportagens sobre a banda.

Vídeos:
Vidinha Rock’n’Roll
http://www.youtube.com/watch?v=hz8vffLtfh8&feature=player_embedded

Balada de um Bandoleiro
http://www.youtube.com/watch?v=HjBrmsHVZWQ

Entrevista
http://www.youtube.com/watch?v=g0xReP5afmo

Blogspot Demo Sul:
http://demosul.blogspot.com/search/label/The%20Brazilian%20Cajuns%20Southern%20Rebels