______Versão on-line do zine Canibal Vegetariano______

Somos loucos apaixonados por rock, buscando sempre divulgá-lo de forma independente, sem jabá e amarras.

domingo, 28 de junho de 2015

Luxo no heavy metal

Fotos: Divulgação
Há alguns meses a banda itatibense Eyes of Gaia lançou seu primeiro álbum “The power of existence”. Disco gravado de maneira totalmente independente, os caras botaram a “bolachinha” no mundo e por onde passam chamam atenção dos apreciadores do estilo. Para saber mais sobre o trabalho dos caras, conversamos com o guitarrista Bruno Tourino. A entrevista na íntegra você confere abaixo. 

Canibal Vegetariano: Como a banda foi formada, desde quando estão na estrada? Houve alguma mudança na formação? Aproveitem e apresentem-se com nomes e instrumentos de cada integrante.
Bruno Tourino: A banda foi formada em 2008 pelo Mário Kohn (vocalista), Rodolfo Liberato (Baixista) e Flávio Sallin (ex-tecladista). Nessa época a banda lançou o EP “Final Tears” e também tocou com alguns nomes importantes como Dragonforce, Glenn Hughes e Almah. Em 2011 houve mudança na formação com a minha entrada e a do Paulo Virtuoso nas guitarras e a entrada do Betto Cardoso na bateria. Neste ano houve outra mudança na formação com a entrada do André Moura na bateria, substituindo Betto. A formação atual do Eyes Of Gaia é: Mário Kohn (vocal), Bruno Tourino (guitarra), Paulo Virtuoso (guitarra), Rodolfo Liberato (baixo) e André Moura (bateria).

CV: Como rolou o processo de gravação do álbum? Houve alguma ajuda financeira ou vocês bancaram tudo?
BT: Começamos a compor no início de 2012 e no meio desse mesmo ano começamos a pré-produção do álbum. Gravamos em espaços de tempo muito longos devido a vários contratempos. Basicamente bancamos tudo, tivemos alguns apoios, mas essencialmente sem nenhum patrocínio maior. Por conta de ser tudo independente acabou atrasando para ser lançado, só saiu em janeiro deste ano.

CV: A produção do álbum é de Edu Falaschi. Por que vocês optaram por ele como responsável por este trabalho?
BT: Já conhecíamos o trabalho do Edu como produtor e achamos que seria a melhor opção naquele momento. Ele tem bastante experiência e acabou passando muita coisa legal para gente. Aprendemos bastante com ele e gostamos do resultado final do trabalho.

CV: Como está a procura pelo CD e o processo de divulgação?
BT: O CD está tendo uma boa procura guardadas as devidas proporções do mercado atual e do nicho do heavy metal. Ele [CD] está sendo vendido diretamente com a banda e também na loja Die Hard, na Galeria do Rock, em São Paulo. Divulgamos o CD basicamente pela Internet através das nossas mídias sociais e sites parceiros que fazem resenhas. Os shows também tem sido uma ótima forma de divulgação. A procura por CD e camiseta nos shows tem sido boa.

CV: Como as pessoas tem recebido o trabalho?
BT: O feedback tem sido muito positivo! Superando todas as nossas expectativas. Tivemos uma resenha com nota 9 na revista Roadie Crew, a maior revista especializada do Brasil. Posteriormente rolou uma entrevista bem legal na Roadie Crew também, feita pelo Ricardo Batalha, um nome bem respeitado no meio. Diversos sites especializados também têm feito resenhas bem legais falando bem do álbum. Sem contar as pessoas que tem vindo elogiar o álbum diretamente para nós através do Facebook. Outro fato muito importante na carreira da banda foi a entrevista no programa do Andreas Kisser, na 89 A Rádio Rock. A audiência do programa é muito grande e fez com quem pessoas de todo o Brasil conhecessem nosso trabalho!

CV: Quais os planos da banda para o segundo semestre?
BT: No segundo semestre queremos continuar fazendo shows para divulgar o álbum que é bem recente. Temos algumas datas marcadas em Itapetininga/SP, com a banda King Of Bones, Pouso Alegre/MG, no festival Tonelada, Itatiba/SP (nossa cidade) com a banda Project46. E estamos negociando shows em mais cidades.

CV: Atualmente, quem é o público que ouve sons da banda? E os espaços para shows, como estão?
BT: O público do Eyes Of Gaia é o público do Heavy Metal, na sua maioria a galera entre 15 e 30 anos. É um nicho pequeno, bem segmentado porém exigente. Existem bares e casas de shows que abrem espaço para bandas de heavy, além de festivais e shows em eventos públicos. É importante a união das bandas para que o público sempre se multiplique nos shows e as bandas aumentem seus seguidores.

CV: Grato pelo papo, deixo espaço para considerações finais.
BT: Muito obrigado pelo convite, pela oportunidade para contar sobre nosso trabalho e parabéns pelo seu excelente trabalho que é importantíssimo para as bandas independentes e para a cultura do país de uma maneira geral. Quem quiser conhecer mais sobre o Eyes Of Gaia acessem nossas mídias sociais:
www.facebook.com/eyesofgaiaofficial
www.youtube.com/eyesofgaiaofficial
www.eyesofgaiaofficial.com
Muito obrigado! Paz e amor!

Impressões sobre ‘The power of existence’

O heavy metal é um dos estilos que mais exige de seus músicos e talento é o que não falta na banda Eyes of Gaia. O primeiro registro dos caras “The power of existence” mostra toda capacidade individual dos músicos e também o trabalho que conseguem desenvolver em equipe.
Com dez faixas e produção de Edu e Tito Falaschi, a banda mostra tudo aquilo que os fãs do estilo adoram. Guitarras altas, solos, bends, vocais afinados, baixo encorpado e bateria alucinante. 
Esse é um álbum que os amantes da música “pesada” precisam ter em sua discoteca, afinal, não é sempre que uma banda lança um disco com tanta música boa e de maneira totalmente independente. Se você ainda não tem o seu, corra para adquiri-lo.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

A partilha

Reprodução internet
Por André Fiori

A separação de um casal sempre vem acompanhada de muitos aborrecimentos. Um deles éa divisão dos discos. Aqueles CDs que vocês compraram juntos, ouviram juntos e que agora se tornam motivo de discórdia.

Na música “Trocando em miúdos”, Chico Buarque diz para a ex: - eu fico com o disco do Pixinguinha, o resto é seu. Na música “A Rita”, ele reclama que a mulher foi embora e além de seu coração, levou também o disco que mais gostava.

Não há uma receita infalível para uma partilha de CDs. Você com certeza terá que comprar vários deles novamente. Em compensação, dá para passar para frente os que ela (e) te deu e você não gostava, mas ficava sem jeito de falar.

A pessoa também pode sentir vontade de vender todos os discos que a fazem lembrar da (o) ex, mas aqui vai uma sugestão: espere um pouco. Depois que a raiva passar, você pode se arrepender. Terminou um namoro? Brigaram feio? E aqueles CDs que ficaram na casa dela (e)?
Namorados, namorados, negócios à parte. Esqueça os pudores e vá até lá buscar, mesmo que você tenha sido canalha. Afinal, buscar os discos na casa do (a) ex pode ser um ótimo motivo para quem quer reconciliação.

André Fiori é dono da maravilhosa loja Velvet CDs, na rua 24 de Maio, Centro de São Paulo. Há pouco mais de 10 anos, Fiori escrevia coluna que denominada "Atrás do Balcão", na revista Zero, uma das melhores a aparecer no mercado editorial nacional.


domingo, 7 de junho de 2015

Vencedores da promoção ‘Em maio todo janta pipoca na minha cidade’ recebem prêmios

Fotos: Canibal Vegetariano
Marcos José Ferraz, mais conhecido como Zé, e Alê Castro, foram os vencedores da promoção “Em maio todo janta pipoca na minha cidade”, realizada pelo programa A HORA DO CANIBAL em parceria com o zine/blog Canibal Vegetariano e Rádio Click Web. 
Para vencer a promoção, os jovens enviaram frases toscas. Zé escreveu: "Escravos Anões! Porque o trabalho engrandece”, e "Comi pipoca alucinógena, e vi o Picolo, no pico do Macaco Nikito", por Alex Leco, foram as duas mais toscas e escolhidas por nosso camarada Délcio Padovani Junior, como as piores e em nosso programa, as piores são as que vencem.

No primeiro dia de junho, Alê Castro recebeu seus prêmios das mãos do camarada César Bernucci, dono da Papelaria 29, parceiro da Rádio Click Web. No sábado (6) foi a vez de Zé receber os brindes. Cada jovem levou para casa CDs das bandas: Regredidos do Macaco, Perturba, Eyes of Gaya, Labataria e Bikini Hunters, esta última banda ainda concedeu duas camisetas para sorteio.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Qual é a música?

Arquivo Pessoal
Por André Fiori

É ruim quando você está atrás de alguma música ou disco que não sabe qual é. Aquela canção que ouvimos tocar em algum lugar e não sabemos o nome e nem quem canta. Pode ser um filme, em uma casa noturna, na rua ou no rádio, sei lá. Aqui na loja, inúmeras vezes nos deparamos com essa situação. Às vezes é preciso partir do nada. A pessoa começa cantarolar um trecho: “Olha, a música é assim: lá-ra-lá-lá-ri-lá...”. Nem sempre é possível acertar. Um procedimento muito comum é o cliente trazer uma fita K7 com a música em questão. Acho muito legal isso. Dá para sentir como no antigo programa do Silvio Santos: “Maestro Zezinho, duas notas, qual é a música?”. Na maioria das vezes consegue-se descobrir.
Uma vez uma moça com uma criança de colo vibrou ao saber que o que ela procurava era Pixies, “Here comes your man”. Levou dois segundos. Ela quis saber: “nossa, o cara nem cantou ainda, como adivinhou?”. Bom, essa foi fácil. O frustrante é quando, apesar dos esforços, não conseguimos descobrir o que é. Uma vez contei seis pessoas ouvindo uma fita (outros clientes também ajudaram) e não chegamos a conclusão alguma. Cada um falava uma coisa:
- Ah, isso aí é anos 80.
- Só pode ser banda inglesa e etc.
A cada pessoa que entrava na loja, eu perguntava: “Ei, amigo, por acaso você sabe o que é isso aqui?”. E rolava a fita novamente. Mesmo assim nada. Quando o cliente foi embora, ainda pedi: “Olha, quando você conseguir descobrir o que é, liga para gente e diz, ok?”.
E quando sei o que é, mas não consigo lembrar? Teve uma vez em que achei que não conseguiria dormir naquela noite caso não lembrasse o nome da bendita música. O clipe também ajuda bastante: “Olha, estou atrás de uma música. No clipe, o cara está andando na rua e esbarra em todo mundo”. Essa é moleza: “Bittersweet symphony”, do The Verve. Um comercial de TV também, às vezes, pode esclarecer o mistério. Lembra-se de quando “Fake plastic trees”, do Radiohead, tocava num comercial, onde aparecia um menino deficiente chamado Carlinhos? No começo, muita gente achava que era U2, outros, Suede. O Radiohead aumentou bastante sua popularidade devido àquela propaganda. Uma vez uma senhora entrou na loja e disparou: “Moço, o senhor tem a música do Carlinhos:”. E eu, distraído: “Que Carlinhos, Carlinhos Brown?”.


André Fiori é dono da maravilhosa loja Velvet CDs, na rua 24 de Maio, Centro de São Paulo. Há pouco mais de 10 anos, Fiori escrevia coluna que denominada "Atrás do Balcão", na revista Zero, uma das melhores a aparecer no mercado editorial nacional.