______Versão on-line do zine Canibal Vegetariano______

Somos loucos apaixonados por rock, buscando sempre divulgá-lo de forma independente, sem jabá e amarras.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Infante lança versão alternativa do disco '1991'

A banda lança material inédito para comemora um ano de 
lançamento do álbum '1991'. Foto: Divulgação 
Quarteto de rock jundiaiense, a Infante conquistou muitas oportunidades após lançamento do disco de estreia “1991”, uma delas, foi ter participado recentemente Festival Amplifica, realizado no Sesc Jundiaí, em junho desse ano e no Dia da Música 2017, além de outros festivais pelo interior de São Paulo.

Para comemorar o primeiro aniversário do álbum que trouxe bons frutos, o quarteto preparou lançamento especial: uma compilação com versões iniciais de algumas músicas do disco + faixas "inéditas" que não entraram para a versão final.

"Temos o costume [especialmente o Caio] de gravar muitas ideias que no fim acabam abandonadas em um HD externo," comenta Danilo Guarniero, baterista da banda. "Fizemos uma compilação das primeiras versões de algumas músicas que estão no CD e também botamos músicas que não entraram por falta de espaço ou porque achamos que não encaixariam."

"Essas que nunca foram lançadas são músicas velhas, algumas até de 2015, ou antes, mas novas para o público. A ideia foi liberar alguma coisa interessante para fechar esse ciclo que começamos com o disco," concluiu Danilo.

TRACKLIST:

1. Jimi (versão demo) 03:41
2. Lunático (versão demo) 03:16
3. Nostalgia (versão demo) - 03:43
4. Em Paz (versão demo) - 03:22
5. Café Gelado (versão demo) - 04:04
6. Ao Som do Nada (versão demo) - 02:54
7. De Novo, Outra Vez (versão demo) - 01:59
8. Limbo (versão demo) - 03:01
9. Seguindo (versão demo) - 02:43
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10. Riff gostoso (nunca lançada) - 03:19
11. Folky (nunca lançada) - 02:16
12. Essa não tem nome (nunca lançada) - 03:45
13. punk6.mp3 (nunca lançada) - 01:52
14. Bússola (nunca lançada) - 04:41
15. Vem e vai (nunca lançada) - 01:46
16. 2009 (nunca lançada) - 04:36

Ouça na íntegra: https://infante1.bandcamp.com/album/1991-demos-b-sides

Ouça gratuitamente no Bandcamp as 16 faixas da versão demo de 1991: 
https://infante1.bandcamp.com/album/1991-demos-b-sides

Ouça a versão oficial do disco "1991" aqui: http://smarturl.it/infante1991

sexta-feira, 21 de julho de 2017

O som que vem do caos!

As garotas capixabas fazem um tremendo som e estão prontas
para detonar seus ouvidos, no bom sentido. Fotos: Divulgação
Quando ouvi pela primeira o som desse power trio capixaba formado por três mulheres foi um choque! Não é todo dia, infelizmente, que você sente uma banda cheia de energia, raiva ou sei lá o que, que usa a música para por tudo isso para fora. Com pouco mais de um ano, a Whatever Happened to Baby Jane, formada por Lorena Bona (guitarra), Ignez Capovilla (baixo) e Vanessa Labuto (bateria) lançou no último dia 21 o primeiro EP digital com quatro sons. Para saber mais sobre esse som muito promissor, batemos um papo com o trio.

Segundo as garotas, as principais influências do trio são “a vida e os acontecimentos que nos cercam, além das bandas de rock, punk, pós punk, e outros tantos estilos musicais. Joy Division, Ostra Brains, Dominatrix, Mukeka de Rato, Dead Fish, Mercenárias, Nirvana, Sleater kinney, Bikini Kill, Le Tigre, assim como tantas musicas que conhecemos a cada dia, que compõem a nossa vida. Abaixo você acompanha a entrevista na íntegra.

Canibal Vegetariano: Como o nome Whatever Happened to Baby Jane foi escolhido para banda e como rolou o lance de vocês a criarem?
Whatever Happened to Baby Jane : O nome da banda é inspirado no filme de 1962 ‘What Ever Happened to Baby Jane?’ de Robert Aldrich, um thriller–horror que é marcado pela força de atuação de Bette Davis e Joan Crawford. O nome da banda difere do nome original do filme de ‘O que será que aconteceu a Baby Jane?’ um entendimento de passado, de ocorrido, e passa a ser ‘O que quer que tenha acontecido a Baby Jane’, trazendo Baby Jane pra uma nova atmosfera contemporânea, desterritorializada. Imagine uma criança extraviada para a América Latina, que cresce ao som de rock no Espírito Santo, Brasil. Esta é Whtbj.

CV: A banda tem pouco mais de um ano e lança seu EP “Inferno de Vida”. Falem sobre o processo de gravação, inspiração para músicas e letras.
Whtbj: Nós escolhemos quatro músicas do nosso repertório, investimos nas que estavam mais redondas e lançamos nesta sexta-feira, 21 de julho de 2017. Gravamos no estúdio Comanche, em Vila Velha, um estúdio que respeitou a sujeira do som, e deixou a gente bem a vontade. Percebemos como é diferente de tocar ao vivo, acho que gravar fez a gente se ouvir pela primeira vez! [risos]. E gostamos muito do resultado.

CV: Vocês têm letras em português e inglês. Isso é proposital, de olho em um mercado exterior, ou é mera coincidência e surge durante a composição?
Whtbj: Isso é proposital pois percebemos o quão somos bombardeados por essa cultura ocidental que nos molda desde que nos conhecemos por gente. Temos mais influências de bandas gringas do que latinas, por exemplo. Então acaba acontecendo naturalmente.

CV: Como vocês pretendem trabalhar a divulgação desse registro? No futuro poderemos ter a música de vocês no formato físico?
Whtbj: A princípio não pensamos no álbum prensado, pois o mercado de música hoje é voltado pra mp3 e mídias online. Queremos fazer clipes e gravar mais músicas antes de um álbum físico. Mas não é impossível que isso aconteça no próximo ano.

CV: Como está a agenda de shows e quem costuma assistir as apresentações da banda? Tem muito local para rolar um som com boa qualidade?
Whtbj: Estamos fechando um show pra agosto e vamos participar de um tributo ao Bulimia até o fim do ano.  Pretendemos continuar ensaiando, que é nosso ponto forte pra produzir novas músicas.

CV: Como é ter uma banda de rock quase no final da segunda década do século 21 e em um país que vive um momento complicado?
Whtbj: Acho que a gente ter se reunido é mais uma consequência desse momento polarizado e violento, de corte nas partes mais sensíveis da sociedade, como a cultura. Fazemos tudo de maneira independente, e temos conseguido continuar ensaiando. Nosso ponto de partida é o ensaio, pois é o momento de expressão, de fazer vazar tudo o que vivemos nesses momentos de barbárie coletiva. Não podemos deixar que isso fique na gente, transformar as experiências é fundamental.

CV: Recentemente vocês se apresentaram na Laja Festival com várias bandas de grande nome no underground. Como foi essa experiência? Participar de festivais é bom e é possível aprender algo com eles?
Whtbj: Sim, esses momentos de trocas são bem interessantes. Por a Laja ser uma produtora que tem bastante contato com o movimento Underground do país, o pessoal vem bastante animado e contagia! É inspirador ver o que as bandas do Brasil andam produzindo, trocar ideias, é um momento de troca de ânimos. Precisamos disso em toda parte, não só no cenário musical.

CV: Peço que cada integrante indique uma banda que esteja ouvindo no momento.
Vanessa – Ratos de Porão, Dominatrix, Bambix, Sonic Youth
Lorena – Anticorpos, Charlotte matou um cara, 7 Yearbitch, Babes in Toyland, Belgrado
Ignez – Mercenárias, Smiths, Warpaint

Agradeço pela entrevista e deixo espaço para considerações finais e merchan.
Whtbj: Instagram: https://www.instagram.com/whateverhappenedtobabyjane/

Impressões sobre o EP ‘Inferno de Vida’

Mais um lançamento Laja Records. Saiba como ouvir.
Como escrevemos na chamada da entrevista, o som do Whatever Happened to Baby Jane deixa qualquer um embasbacado quando o ouve pela primeira vez, afinal, é muita energia concentrada, em pouco mais de seis minutos de música, isso com a soma de tempo das quatro canções.

EP muito bem gravado, todos os instrumentos estão bem audíveis e como as garotas disseram, o técnico de som respeitou a “sujeira” que elas se propõem a fazer. Com letras em português e inglês, a banda está pronta para alçar voos maiores. Das quatro ótimas canções apresentadas, sempre temos aquela que ouvimos mais, então fica a dica para “Deixa ela em paz”.

Para curtir o som do power trio, acesse: https://lajarex.bandcamp.com/album/inferno-de-vida 

sábado, 13 de maio de 2017

Noite de punk rock para acalentar corações em Jundiaí

A banda Merda mesclou clássicos com músicas do novo
álbum. Fotos: Ivan Gomes
Noite de sexta-feira e o punk rock iria rolar solto no Aldeia Bar em Jundiaí. Mesmo com todas as dificuldades impostas pelo governo golpista há um ano, nós do Canibal Vegetariano não perderíamos essa e fomos conferir as apresentações de Ataque Sonoro, Lomba Raivosa e o do Conjunto de Música Jovem Merda.

Estamos no outono, clima muito agradável, estrada de regular para ruim, pedágio caro, mas fomos até o município vizinho para acompanhar as apresentações. O aquecimento ficou a cargo dos jundiaienses do Ataque Sonoro. A banda foi formada as pressas para substituir uma outra que ficou sem baterista às vésperas da apresentação devido a compromissos profissionais.

Lomba Raivosa em ação
No palco, os jundiaienses fizeram uma rápida apresentação onde rolaram clássicos do punk rock nacional, nada mal para aquecer à noite. Jadi Araújo, vocalista da Perturba, ao melhor estilo Artie Oliveira, foi chamado ao palco para dar uma palhinha. Enquanto os caras se apresentavam, nós do Canibal ouvíamos o Fábio Mozine, do Merda e César Passa Mal e Testa do Lomba Raivosa. Essas entrevistas serão apresentadas na segunda-feira no programa A HORA DO CANIBAL.

Após os jundiaienses, a Lomba Raivosa mostrou toda fúria de seu som e rolou faixas de seus quatro discos, entre elas, do mais recente álbum lançado, que por enquanto pode ser ouvido apenas no formato digital. O power trio mostrou entrosamento espetacular e mesmo com os integrantes que afirmam que a banda é ruim, quem viu o show pode acompanhar o contrário. Banda rápida, precisa e divertida. Show como tem que ser, direto e reto, sem pausas para frescuras.

O encerramento ficou por conta dos capixabas doo Conjunto de Música Jovem Merda. Com o disco “Descarga Adrenérgica” em mãos, os caras iniciam turnê pelo país e após tocarem em seu estado natal, a banda veio para São Paulo e na primeira apresentação do novo álbum em terras paulistas eles mostraram todo peso e fúria do novo disco aliado a canções de outros registros.

Os jundiaienses do Ataque Sonoro
abriram à noite
As músicas do novo disco encaixaram perfeitamente e a banda está inteiraça! Assim como as bandas anteriores, o público agitou e curtiu o encerramento da noite punk. Antes de partir, o Merda ainda tocou dois grandes clássicos que não podem faltar em seus shows: “Maradona” e “Nem todo brasileiro que gosta de futebol, gosta do Neymar”, essa para encerrar a apresentação com chave de ouro.

Ao final, nos restou pagar a conta, passar na barraquinha para adquirir produtos das bandas e voltar para casa com aquele zumbido fantástico nos ouvidos que somente shows do porte que as bandas apresentaram podem ocasionar.

Impressões sobre 'Descarga Adrenérgica'. Novo disco do Merda

Dizer que o power trio formado por Fábio Mozine (guitarra e vocal), Rogério Japa (baixo e vocal) e Alex Vieira (bateria e vocal), lançam bons registros é chover no molhado. Mas, o novo álbum Descarga Adrenérgica vai muito além de ser um bom disco, é o que podemos chamar de puta álbum! 

Bem gravado, bem produzido, arte muito bem feita, mas as músicas estão no mais alto nível. Com críticas sociais, assuntos nonsenses e tiração de sarro com eles mesmos e com o público, o Merda gravou um dos melhores álbuns de sua carreira.

O disco tem 22 canções executadas em pouco mais de 20 minutos. Tem passadas pelo punk e hardcore. Os destaques são muitos, mas deixamos aqui: “Crise dos 40”, “Turbulência”, “Virou coxinha”, “7 a 1”. “Roqueiro reaça” e “Odeio tudo”. Compre o disco, contribua com as bandas independentes e mantenha a chama do rock acesa. O novo álbum do Merda é também uma boa dica de presente para o Dia dos Namorados, para quem tem bom gosto musical.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Quem quer CDs da banda Fake Vulgarys?

Os dois CDs serão entregues aos ouvintes/leitores do blog
Para concorrer a CDs da banda itatibense basta os ouvintes do programa A HORA DO CANIBAL e leitores deste blog, escreverem para o e-mail zinecanibal@hotmail.com com frases, histórias e pensamentos absurdos ou qualquer outro tipo de tosqueira como foto, vídeo, montagem...

Os vencedores receberão os CDs no conforte de seu lar, independente de qual lugar do planeta estiverem. Escreva quantos e-mails suas ideias toscas suportem. Os vencedores serão conhecidos no programa A HORA DO CANIBAL da próxima segunda-feira (30). Não perca mais tempo e comece a escrever.