______Versão on-line do zine Canibal Vegetariano______

Somos loucos apaixonados por rock, buscando sempre divulgá-lo de forma independente, sem jabá e amarras.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Mesmo em um ambiente de sol, areia e mar, a Bad Cookies faz um som com clima de cidade fria e chuvosa

Quando se fala em Guarujá, logo vem a cabeça sol, mulheres de biquini, praia, calor e férias. Mas nem só isso existe no local. Lá, tem uma banda chamada Bad Cookies, que faz um rock que em momento algum lembra o clima de pessoas que vivem em uma cidade litorânea. E os caras não limitam-se apenas a tocar seus instrumentos e compor músicas, eles vestiram a camiseta do rock underground e batalham para o crescimento da cena, não apenas no Guarujá e litoral, como em todo o Estado de São Paulo. Para saber mais sobre o trabalho do grupo, nós do zine/blog Canibal Vegetariano, entrevistamos os integrantes desta importante banda que há algum tempo batalha na cena independente.



Canibal Vegetariano: Phábio, vamos começar com apresentação da banda.
Phábiño:
Bom mano Canibal! O Bad Cookies é formado por: Eu, Phábiño voz e guitarra; Brunno Melro, baixo e backing vocals, Max Marcio nos teclados, Willian na batera e o nosso novo integrante; Diego Cabrero guitarra.


Phábiño: guitarrista, vocalista da Bad Cookies e "chefão" do estúdio

CV: Por que Bad Cookies? Desde quando vocês estão juntos e quais as influências da banda?
Phábiño:
Bom, o nome Bad Cookies vem de uma velha história da nossa galerinha que sempre procurou se divertir com o que tínhamos; como não tínhamos nada, o nome não quer dizer nada. Rsrsrs! Brincadeira! Então é o seguinte! Bad Cookies é o nome de uma música da extinta banda Tio Nívio, na qual eu era também o vocalista e guitarrista. Nessa música falávamos de nossas insanidades nas madrugadas, tomando cerveja barata e comendo bolacha de R$ 0,50. Era horrível! E vivíamos também jogando sinuca em um boteco que era do lado de uma igreja evangélica. Aí quando formamos a banda, em 2006, nós herdamos essa música, e aí em uma enquete entre nossos amigos para qual seria o nome da banda, o nome Bad Cookies foi o vencedor! E estamos aí com esse nome meio que irreverente, mais é a nossa cara né?
Já nossas influências são diversas! Cada um de nós seguramente tem muita influência de coisas diversas. Eu mesmo gosto muito de sons de Seattle, e rock alternativo, meio coisas doidas sem pé nem cabeça mesmo. Também gosto muito de metal tipo thrash, coisas com vozes bem rasgadas, drives e tals. Eu me influêncio muito no André vocalista e guitarrista do Soul Mind and Fist! Gosto muito também de vozes femininas, e também de vozes femininas meio agressivas! Ah sei lá! Gosto de muita coisa, mais minha preferência mesmo é rock grunge e minhas composições são bem nessa linha. Algo meio de outro mundo às vezes. Plágios descarados também! Hehe! Às vezes eu digo também que não me influêncio em nada! Pois eu sou a influência! Kkkkkk!
Diego Cabrero: Eu entrei há pouco tempo na banda, mas já acompanho eles desde o inicio, sempre ia em shows da banda e etc..., minhas influências são mais bandas de Hard Rock tipo Whitesnake, Poison, Cinderella, são várias...
Willian: Minhas influências são... eu gosto de vários estilos dentro do rock, porém eu tenho uma grande apreciação... putz cara... Blink 182, The Offspring, Alice in Chains, Pearl Jam, Radiohead, Silverchair, Nirvana... putz cara... Bidê ou Balde, The Strokes, Rock Rocket, Guns’n Roses, Bon Jovi, Scorpions, Helloween, Whithin Temptation... uma porrada de coisa.
Max Marcio: Minhas influências seguem a linha de Rhapsody, Blind Guardian, Sonata Arctica, Stratovarius, Luca Turilli, Angra, Edguy, Dragonforce, Avantasia, Mago de Oz, Visions Divine, Children of Bodon, Dark Moor, Helloween, Masterplan e mais algumas que a gente nunca lembra na hora de responder esse tipo de pergunta.
Brunno Tchonkis Melro: Elas são bem retardadas... Pearl Jam, Alice In Chains, Silverchair, The Offspring, Red Hot Chilli Peppers, Cachorro Grande, Rock Rocket, Bidê Ou Balde, Bob Dylan, Pantera, Metallica, Iron Maiden, Taste Of Sin, Agressão Verbal, Medo Coletivo, Walverdes, Os Vilsos.. No baixo, Almair, Rodrigo(Cazuza), John Entwistle, John Myung, Billy Sheehan, Geddy Lee, Thomas Miller, Mark King entre outros que agora não lembro.


Willian, responsável pelos tambores da banda

CV: Vocês moram no Guarujá, cidade litorânea. Geralmente, pessoas pensam em praia e vem a mente, bandas de pagode. Como é fazer rock no litoral? Como é a cena na região?
M:
Misture com a expansão de estilos ‘modeiros’ como emocore e derivados. Chamam isso de ‘o som da praia’. Se está na moda, dá dinheiro, portanto, os ‘grandes produtores musicais’ da baixada se prendem a planejar agendas lotadas apenas com isso: dinheiro e dinheiro. Esse ano, por exemplo, a banda tocou mais fora da cidade do que dentro! E como dizem: se quer alguma coisa bem feita, faça você mesmo. Foi aí que deram início os festivais dirigidos por Phábio, que abriu as portas do estúdio para que as bandas mostrassem um pouco do seu trabalho SEM VISAR LUCROS!
W: Mesmo sendo uma cidade praiana, aqui tem muito roqueiro, e muita gente querendo fazer um som, claro que não é tão cheio de eventos que nem nas outras cidades, mais aqui tem e da pra nos virar. Aqui não existe muitas bandas que toque alternativo como a gente, a maioria das bandas tocam emocore, e os eventos são mais focados nessas bandas, mais sempre estamos lá tocando, só para nos divertir, fazendo o nosso show.
DC: É como o eles disseram, tem muitos rockeiros só que a maioria são emos (é osso!) a cena aqui na cidade já foi boa. Antigamente havia mais eventos e tal.. agora tá meio parado, enfraqueceu mais. Quem sabe um dia volte a ser como antes para a galera, pois eles estão precisando de um rock de verdade
B: Bom, fazer um rock no litoral não é fácil, assim como não é fácil fazer em outras cidades também, quem sobrevive na música de forma independente nesse país sabe como é. A cena do rock aqui foi tomada pelo emo e o rock juvenil colorido, mais ainda ocorrem eventos que não deixaram o rock morrer!


Max Marcio em muitas das músicas tira um som psicodélico em seu teclado

CV: A Bad Cookies está sempre gravando e soltando músicas inéditas no Myspace. Vocês pretendem lançar álbum, EP ou deixaram as músicas apenas na net?
M:
Essas músicas inéditas que estão no myspace (www.myspace.com/bandabadcookies) já tem seu lugar reservado no próximo demo da banda (Carinha Vermelho), faltando apenas a gravação de algumas faixas para ser concluído. Com essa demo, a banda chega, nesse ano de 2010, a seu 3º demo gravado.
P: Sim! Em 2006 gravamos e lançamos nosso 1º demo, o “Zelito”, em 2008 saiu o nosso 2° demo, o “A Casa Preta” e se Deus quiser, nesse ano de 2010 vocês terão que aguentar o nosso “Carinha Vermelho”. Pretendemos também lançar um documentário em DVD mostrando nossas aventuras pelos nossos shows por aí. Temos algum materialzinho que queríamos aproveitar e lançar pra galera. Tipo algo com cara bem de descontração mesmo, para mostrar como são nossas viagens e shows. É uma ideia que estamos estudando.
BM: Yeah!

CV: Vocês estão sempre tocando, e recentemente abriram show da banda Rock Rocket. Qual o meio que vocês utilizam para divulgar a banda?
M: Internet, principalmente! Vai meio que na raça, por MSN, Orkut, Myspace, Fotologs e principalmente via rádio, com o programa ‘A Hora do Canibal’, em que nosso amigo "Canibal" nos ajuda e muito, ao dar notícias da banda e mostrar um pouco do nosso trabalho!
W: O nosso meio de divulgação é a Internet. Divulgamos para nossos amigos no MSN, pelo twitter, myspace e Orkut, assim divulgamos os nossos shows e graças a Deus sempre conseguimos encher nossa van e vamos na maior festa.
P: Tudo praticamente pela Internet! Tem gente até de fora do País que já nos ouviu! Para você ter uma ideia, minha guitarra quando fui comprá-la, subi a serra e fui para São Paulo. O carinha da loja me deu um puta desconto porque me conhecia por causa do Bad Cookies! Ele já ouvia nosso som! Me senti “o famoso” nesse dia! Nós já tocamos com bandas legais e com banda famosinhas também vai! Ahauahauaha! Já abrimos o show do Made in Brazil em Guarulhos, foi demais! Também em Ribeirão Pires, tocamos com a banda Vinte; aqui no Guarujá tocamos com o 35 mls e com uma porrada de bandas daqui e de vários lugares do Estado e até de outros Estados. E em Sampa teve esse último com o Rock Rocket, nossa esse foi fodástico! Mais normalmente nós somos a banda principal no palco onde nós tocamos! Somos demais cara! Kkkkkkkkk! Bem, toda nossa parte de divulgação é pela net cara! Orkut, MSN, fotologs da vida. Hoje a Internet é uma das principais ferramentas de divulgação, principalmente de bandas independentes, com a Bad Cookies não poderia ser diferente! Sem a Internet o mundo seria melhor! Pois praticamente ninguém ouviria a Bad Cookies...
BM: Ah, demais!

CV: Saindo um pouco da Bad Cookies, falem um pouco sobre o Stúdio Phabiño.
M:
Não é só um lugar para ensaiar. É praticamente uma segunda casa, à qual os seus ‘hospedes’ são sempre bem recebidos. Seriedade e respeito não só com os clientes.
W: O estúdio é nossa casa, jogamos vídeogame, ficamos na varanda vendo o movimento de um bar que toca pagode, ficamos assistindo TV e o mais importante, lá é nossa fábrica de músicas, é onde criamos nossas músicas, tudo isso com a supervisão do proprietário que é o Phábiño.
P: Eu sempre sonhei em ter um estúdio! O estúdio é o meu local de trabalho, mais também é onde a Bad Cookies e a boa parte das bandas daqui da cidade acontece cara! Meu, muitos veem aqui para se encontrar e trocar ideias musicais e até de outros assuntos, aqui é um lugar onde todos se sentem bem! O estúdio é a casa de todos! Você e o Mão de Vaca com certeza sabem do que estou falando; aqui transpira Rock!
DC: O lugar onde eu fico quase o dia todo! Aqui é onde os amigos sempre estão presentes, fora que é o lugar onde a gente ensaia e tudo mais...
BM: Ah, um estúdio demais! Uma boa sala de ensaio e também a base da Bad Cookies... comemos muito pão com manteiga lá!


Além do baixo, Brunno Melro é responsável pelos backing vocals da banda


CV: Por que vocês mudaram de endereço? E desde quando você organiza os festivais?
P:
Bom, a questão financeira pesou muito! Aqui o aluguel do imóvel é mais barato! Kkkk! Falando sério! Aqui da para se organizar bem mais! E o prédio antigo estava praticamente caindo aos pedaços! Com goteiras terríveis, fora os cupins! Tava duro de ficar lá! Já aqui podemos fazer o estúdio além de tudo com uma cara mais profissional, mais também sem perder a nossa cara! Conseguimos alinhar bem isso! Fazer um local agradável para todos, sem deixar de ser um local de trabalho! Outra coisa! O nosso antigo endereço ficava num bairro residencial, isso atrapalhava bastante! Hoje estamos em um bairro comercial, mais bem localizado, e em cima de um “pagodão” e do lado de um centro de macumba! Pô cara, quer endereço melhor que esse?
W: Esse novo estúdio é muito maior, muito mais agradável “residir” lá. E desde sempre que eu conheço esse pessoal, nós organizamos alguns eventos que atrai algumas bandas e assim fazemos nossas festas.

CV: Quais as principais bandas que tocaram com vocês aí?
W:
Essa pergunta o Phábio responderia melhor, mais teve Agressão Verbal, Comatra, Teste Of Sin e outras mais.
P: Bom! Meu, vivemos fazendo intercâmbios cara! Várias bandas que conhecemos nos nossos quatro anos de existência, onde já tocamos por várias cidades do Estado, nós fizemos amizades e trouxemos para tocar aqui na nossa caverna! Sempre buscando expandir nosso horizonte! Assim podemos trazer bandas para nossa cidade e também abrir portas para a Bad Cookies tocar em várias outras cidades! Aqui já tocou de todos os estilos de rock! Desde o mais pesado ao mais emo gay, já tivemos um evento de rock gospel cara! Muito louco! Teve de tudo! Bandas de todos os cantos do Estado cara! Aí de Itatiba, veio uma tal de Mão de Vaca, bem louca. Veio bandas de São Paulo, era uma bem interessante, a Chapter Four, teve bandas de Guarulhos, a Distorção Maldita e a Keps, que viraram nossos irmãos. Bandas de Santos vieram um monte! O 100 Ilusões que é uma banda conhecida de hard core, a Black Swan, a banda que abriu pro Il Niño já tocou aqui, teve bandas de Praia Grande, São Vicente. Se eu começar a tentar citar os nomes de todas as cidades e de todas as bandas, aí não cabe em um dia de entrevista!

CV: E quais os planos para o estúdio em 2010 e quais os planos da Bad Cookies?
W:
Para o estúdio temos o plano de montar a segunda sala, que será de gravação que é onde vamos terminar de gravar nosso 3º cd demo “O Carinha Vermelho” e com esse cd demos vamos divulgá-lo bastante já que as 3 músicas gravadas até agora teve uma boa apreciação das pessoas que mostramos esse nosso trabalho.
DC: Vamos terminar de gravar o 3º demo da banda e vamos fazer todo mundo balançar a cabeça com o puro rock'n'roll cabrero que só nós fazemos.
P: Bom! Para o estúdio estamos estudando uma parceria para gravações de uma maneira mais profissional e estamos também voltando com nossa mini produtora de eventos, a Cabrero Produções, e voltaremos a fazer o Felix Rock Festival, bom sei lá... a Bad Cookies toda vez que faz algum plano nunca dá certo, então preferimos deixar as coisas acontecerem pois morremos de medo de planos, curtimos muito as colinas... Kkkkkkk!
BM: Vamos gravar nosso terceiro demo, pretendemos fazer shows e tocar peladões, e vamos assitir o Rei Leão!


Diego Cabrero guitarrista e o mais novo integrante da Bad Cookies

CV: Deixo o espaço para as considerações finais.
M:
Primeiramente, obrigado a todos os outros ‘Bad Cookos’.
W: Obrigado pela a oportunidade de estarmos falando sobre o nosso trabalho. Bad Cookies irá continuar fazendo som, se divertindo, justamente que é por causa de nossa amizade e nossa grande vontade de nos divertir sempre, acho que é por isso que conseguimos ser tão extrovertidos no palco e é assim que conseguimos fazer música com nossa cara.
DC: Agradeço a vocês pela força, aos nossos amigos que estão sempre presentes nos ajudando e curtindo um rock. E eu queria mandar um beijo para minha mãe, para meu pai e especialmente para vocês.
P: Agradeço a todos que sempre nos aguentaram, minha noiva Jacqueline, a minha família, todos nosso amigos, a todos os clientes do estúdio, e principalmente a você mano Canibal, pelo espaço e por sempre apoiar o underground. São por pessoas como você, que o tal do rock nunca morre!
BM: Obrigado primeiramente ao Canibal pelo apoio a Bad Cookies e a cena underground. Agradeço a minha mãe que me ajudou a pagar o baixo, a todos que acreditaram na Bad Cookies e na minha pessoa, Valeu! Viva o Rock!

Todas as fotos são de arquivo pessoal

Links da banda:
www.myspace.com/bandabadcookies MYSPACE
http://badcookiesnews.blogspot.com/ BLOG
http://www.flogao.com.br/badcookies FLOGÃO
http://www.youtube.com/watch?v=WQb6srMrMro BAD COOKIES MENARCA AO VIVO
http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?origin=is&uid=17007254480355675053 ORKUT
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=12377298 COMUNIDADE

Canibal Vegetariano na TV e mídia impressa

Nas últimas semanas, o zine/blog Canibal Vegetariano foi destaque de dois importantes canais de informação da cidade de Itatiba. Primeiro foi a reportagem da ITV Brasil que mostrou parte de nosso trabalho, que também foi tema de uma coluna publicada no jornal Bom Dia Itatiba. Abaixo é possível você assistir e ler a matéria sobre o zine.


video

sábado, 17 de abril de 2010

Uma opinião sobre dois CDs e um livro


Split CD The Renegades of Punk e Mahatma Gangue

Escrever sobre este split fica difícil, pois o lance é muito louco, e para você entender, é extremamente importante ouvir este disco que reúne as bandas The Renegades of Punk, do Sergipe e Mahatma Gangue, do Rio Grande do Norte. São apenas seis faixas, três de cada banda, mas são petardos maravilhosos de rock, punk, chame do que quiser, o importante é que quando termina de ouvir, você, com certeza, ouvirá muito mais do que uma vez. Além da sonoridade, a qualidade das gravações das músicas estão excelentes e o trabalho gráfico é muito bom, dando uma ideia da filosofia das bandas. Este split mostra que o rock vai muito bem e que as bandas tem um futuro promissor. (IG)



Hell Sakura - Fubuki Sakura EP

Essa banda eu conheci em uma noite do Bar do Zé, em Campinas. Após conferir o show do Hell Sakura, imediatamente fui até a mesa onde estava disponível o material da banda e não resistindo ao poder do som que meus ouvidos acabara de ouvir, comprei duas "bolachinhas" do grupo, sendo que este EP era o mais recente. São seis faixas, mas são seis que não deixam o ouvinte parado, muito menos se ele tiver uma "cabeleira". O disco tem uma pegada rock muito foda, passeando entre influências punk's e Motorhead, isso mesmo, a maior parte das faixas lembra o grupo liderado por Lemmy Kilmister. Se você ainda não ouviu Hell Sakura, não perca mais tempo e "corra" para a Internet para saber como adquirir este disco e os outros que também são sensacionais. (IG)


Livro
Zappa - Detritos Cósmicos - Fábio Massari ed. Conrad

Um dos jornalistas musiciais mais respeitados no Brasil, Fábio Masssari, o respeito é tanto que ele é conhecido como reverendo, e fanático pela obra do mestre Frank Zappa, escreveu um livro que só poderia render um excelente relato sobre o excêntrico guitarrista, que teve a contribuição de outros jornalistas e músicos, entre eles Kid Vinil, em que o tema abordado é Zappa.
Além dos comentários de cada artista sobre o ídolo, o livro ainda trás diversos textos escritos pelo reverendo, publicado em revistas e jornais e duas entrevistas com Zappa, uma delas gravada por Massari na residência do guitarrista. Para quem ainda não conhece a obra zappiana, o livro é uma bela introdução, pois há relatos apaixonados de como uma grande parte dos roqueiros se tornou fã de carteirinha deste iconoclasta musical. (IG)

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Por que estas bandas não estão nas grandes mídias?


Oito Mãos (Vejo Cores nas Coisas)

Este é o primeiro álbum da banda campineira Oito Mãos, lançado há quase um mês o CD começa a chegar aos fãs e pessoas que gostam de ouvir boa música. Lançado de maneira totalmente independente, a bolachinha chama atenção para o profissionalismo e qualidade, tanto sonora quanto estética.
Pela estética, o disco chama atenção por sua bela capa, que retrata bem a ideia do título do álbum (Vejo Cores nas Coisas). Além da capa, o encarte traz informações de toda a parte técnica, fotos e as letras para que o ouvinte possa acompanhar as músicas cantando junto com a banda. Ou seja, o CD dos campineiros é tão profissional que supera a qualidade de muito álbum que é lançado pelas grandes gravadoras.
Mas, o mais importante é a música e nesse ponto a banda também caprichou. O CD conta com 13 faixas que passam de 60 minutos de música. A faixa de abertura é a instrumental "ninguém". Depois dela, jorram canções de rock, com uma boa pegada do bom e velho pop. E os caras acertam em cheio nesta mistura, pois o disco tem alma, boas letras e melodias que fazem o ouvinte parar e prestar atenção ao que está ouvindo.
Mesmo ele sendo um bom disco, ele não conquista o ouvinte de cara, pois ao mesmo tempo que ele mostra as influências dos músicos, ao menos para mim, lembra em muitas passagens algumas bandas da década de 60 do século XX, em outras, eles mostram trechos que estão além do tempo em que estamos vivendo. Mas o disco é um grande conquistador, pois cada vez que você ouvi-lo, ficará ainda mais curioso para ouvir novamente pois, a cada passagem, o ouvinte descobre um lance diferente na melodia, no estilo do vocal, nas ideias das letras. Se você gosta de rock, se você gosta de ouvir boa música, corra e adquira o CD, pois atualmente, nem sempre é possível ouvir pérolas como esta. (IG)


Monaural (Som e Fúria ao vivo)

Outro CD muito massa que foi lançado há pouco tempo é o registro ao vivo dos paulistanos da banda Monaural. A banda que está junto desde 2003, e anteriormente havia soltado um ótimo disco de estúdio (Expurgo), mostra agora aos seus fãs, toda a fúria da banda no palco. Em sete canções, a banda faz jus ao seu logo, "rock sujo e visceral".
A bolachinha foi gravada ao vivo em outubro de 2009 e lançada por um selo francês. No disco, o ouvinte consegue ter uma ideia do que a banda é capaz ao vivo, pois para sacar o que é a banda no palco, só estando presente a algum show deles. Mas voltando ao registro, que por sinal está muito bem gravado, os caras começam mandando um improviso de alguns segundos e na sequência mandam a música "Mundinho de Merda", a partir dela, são sete petardos de rock, com destaque para a música inédita "Me Drogar Até Morrer", que para mim, é uma das melhores composições da banda.
Se você ainda não conhece a banda, este disco pode ser uma boa pedida para te iniciar no som da Monaural. Os caras, que ouvem de tudo que é estilo de rock, na hora de compor, são influenciados diretamente pelo som produzido no início da década de 90, do século passado. Mas vale lembrar, ter influência é uma coisa, ser uma mera cópia é outra. No caso da Monaural, são apenas influências, pois a banda, após anos de batalha no cenário independente, está a cada dia mostrando sua personalidade e seu estilo muito pessoal de fazer e viver a música. (IG)


Espasmos do Braço Mecânico (Volume 1)

Esta banda de São Bernardo do Campo conheci há apenas alguns dias e desde então tenho ouvido o disco dos caras sem parar, fazendo ao menos uma audição por dia.
Primeiro ouvi a banda ao vivo e só depois fui conferir este registro de sete canções da banda. Ao vivo, a Espasmos faz um som que une peso e melodias e faz com que você tenha vontade de começar a pular feito louco em frente ao palco, acompanhando a energia dos caras que mandam ver em seus instrumentos sem dó nem piedade.
Já o registro gravado, mesmo sendo em estúdio, mostra muito bem o potencial da banda e o peso de seu som. Com bons riffs de guitarra e músicas que não te deixam parar os caras conseguem fazer um rock como há muito tempo não ouvia por aí. Gosto de todas as faixas, mas sempre tem aquela chama mais atenção, e no caso do Espamos, foi a música "Quantos tijolos sua cabeça aguenta?". Um lance legal dos caras é a que a cada momento os vocais são dividos entre o guitarrista Rafael Ramos e o baixista Fukuda, fazendo com que as músicas soem com uma identidade única. Um outro destaque da banda é o batera Rodrigo Previato, que soca seus tambores e pratos com técnica e peso.
Se ficou curioso para ouvir, corra para adquirir este registro dos caras, pois bons discos de rock e boas bandas, não aparecem a todo momento. (IG)

domingo, 4 de abril de 2010

500 dias com ela


Por Vinicius França

Rock, mundo pop, amor, comédia, drama, pessoas de carne e osso. Se você se identifica com todas essas coisas não pode perder 500 dias com ela, um ótimo filme que infelizmente passou em poucos cinemas do Brasil.
A história gira em torno do romance de Summer e Tom, um casal fissurado por rock e cheio de complicações. “Mais uma comédia romântica?”, pode pensar o leitor. Sim, é uma comédia romântica, mas que não repete os imensos clichês do gênero. E isso fica claro, por exemplo, no fato do filme não ser linear, ou seja, ele vai e volta no tempo, percorrendo os 500 dias citados no título. Enfim, quer assistir um bom filme e de tabela ouvir uma ótima trilha sonora? 500 dias com ela é a pedida perfeita!