______Versão on-line do zine Canibal Vegetariano______

Somos loucos apaixonados por rock, buscando sempre divulgá-lo de forma independente, sem jabá e amarras.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Leptospirose de Natal

A Leptospirose fez todo mundo agitar e por a cabeleira em
ação. Fotos: Ivan Gomes
Galero, três dias após curtirmos o encerramento do Raro Zine Fest em 2016, voltamos para Bragança Paulista durante à noite de quinta-feira (22), para acompanharmos o segundo e último dia do festival Cardápio Underground, que nesta edição foi realizado no Pub. Devido a compromissos profissionais, não conseguimos participar do primeiro dia, que foi muito especial, com toda programação voltada às mulheres. No encerramento, quinta-feira, além de três shows, assistimos o ótimo documentário “Time will burn”, sobre o rock independente nos anos 90.

A noite foi típica de verão, muito quente! Chegamos em Bragança e na entrada do Pub encontramos vários camaradas. Entre um papo e outro, foi o tempo para o telão estar pronto para assistirmos o documentário que retrata de maneira muito clara o que foram os anos 1990. Na sequência, o artista plástico e músico, Matías Picon, com som experimental.

Deb and the Mentals. Paulistanos
fizeram ótimo show
Na sequência, Fernando Maranho subiu ao palco e mostrou seu trabalho. Nós tivemos problemas com nosso equipamento e não conseguimos registrar de maneira adequada a apresentação, mas a música é de ótima qualidade. Durante o show, ele apresentou músicas de seu álbum “Hipercubo”, entre o rock e uma sonoridade psicodélica. Foi uma apresentação sensacional!

Assim que o bragantino deixou o palco, os paulistanos da Deb and the Mentals assumiram o controle da festa e fizeram muito bonito. Com seu som garageiro, o quarteto não deixou a galera parada e fez todo mundo agitar. O show foi cirúrgico, rápido e preciso. Rock puro, sem mistura nem gelo.

Fernando Maranho e banda apresentaram canções de seu mais
recente trabalho, outro ótimo show da noite
Com todos muito animados, papai Noel passou mais cedo por Bragança e presenteou a todos com o ótimo show dos “donos da casa”, Leptospirose. O power trio formado por Quique Brown (guitarra e vocal), Velhote (baixo) e Serginho (bateria), não deixou pedra sobre pedra. Os caras deram passada por toda carreira de mais de 15 anos e deixou todos ensandecidos, no melhor sentido da palavra. Foi um ótimo show para encerrar 2016 e deixar-nos com esperança de dias menos complicados.

Após mais uma apresentação avassaladora dos bragantinos, só restou-nos dar aquela passada básica nas bancas de material independente, tomar uma água, pois a madrugada estava quente e voltarmos para estrada, pois o esqueleto em determinado horário pede arrego.   

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Duas doses de rock para deixar 2016 para trás

Drákula, como sempre, em mais uma exibição de gala em
terras bragantinas. Fotos: Ivan Gomes
No domingo (18), a galera do Canibal Vegetariano botou o pé na estrada em direção a Bragança Paulista, mais precisamente ao Centro Cultural no Matadouro, onde o responsável pelo Raro Zine, German Martinez, organizava a última edição do Raro Zine Fest, em 2016. Quatro bandas estavam programadas, mas devido a outros dois compromissos anteriores, conseguimos chegar a tempo de ver as duas últimas, Burt Reynolds, de Jundiaí, e os campineiros do Drákula. Infelizmente a Echinochess (Monte Mor) e Sorry For All (Socorro) ficarão para uma próxima.

Apesar de não vermos as duas primeiras bandas, chegamos pouco antes do início da apresentação dos jundiaienses. No início deste mês vimos a banda “jogando” em casa mas mesmo fora, os caras arrebentam e conquistam rapidamente o público. Sem delongas, a banda solta os riffs e põe a “juventude” para dançar e agitar com seu rock entre o moderno e o retrô. Eles deram uma passada em quase três décadas de rock e ainda apresentaram som novo. Mesmo fora de casa, mais uma bela “vitória” da galera do Japi, com direito a goleada.

A Burt Reynolds romou de assalto o palco do Centro
Cultural e fez a galera agitar
E para fechar o ano do Raro Zine, a banda Drákula sobe ao palco com a galera mais do que aquecida e sem dó nem piedade despejou punk rock, surf music e rock’n’roll para que os esqueletos fossem chacoalhados à vontade. Com novo integrante na guitarra, Beto, da Labataria, o quarteto manteve o estilo e rapidamente conquistou o público e fez mais um ótimo show, que faz com que a banda esteja os shows mais interessantes para assistir nos últimos tempos.

Ao final das apresentações, público satisfeito e o gostinho de “quero mais” em 2017. German Martinez acertou na escolha das bandas para fechar o ano e agradeceu a todos que compareceram aos eventos do Raro Zine ao longo de 2016. “Nosso sincero obrigado a todos que contribuíram de alguma forma no decorrer do ano, e que fizeram do Raro Zine Fest uma verdadeira celebração de festa, harmonia, amizade e cooperação. Um obrigado gigantesco a todos.” 

sábado, 3 de dezembro de 2016

Autoramas continua com pé embaixo no acelerador

Gabriel Thomaz e Érica Martins durante show da Autoramas
em Jundiaí. Fotos:Ivan Gomes
A banda carioca Autoramas se apresentou durante noite de sexta-feira (2) no Aldeia Bar, em Jundiaí. Além deles, duas bandas jundiaienses foram responsáveis por abrir a festa rock’n’roll que teve presença de bom público. E nós do Canibal Vegetariano estivemos por lá para xeretar e meter nosso dedo mindinho nesse assunto e escrever o que rolou.

A banda Gasoline Special foi a responsável por abrir o festejo. Power trio com vocação para vertente mais pesada do rock, os caras não perderam tempo e soltaram os bichos sobre a galera. Sons mais antigos, músicas que farão parte de novo registro em 2017 e participação de Fabiano Nick, da Fistt, em tributo aos Ramones, marcaram o show dos caras.

Em seguida, outra banda de Jundiaí, essa com quase três décadas de estrada, Burt Reynolds. Quarteto com dois dos fundadores da banda e com uma baixista que chegou recentemente assim como o segundo guitarrista. A mistura dos mais experientes com os mais jovens ficou muito boa e a banda fez uma apresentação rock’n’roll total e botou a galera para cantar, agitar e dançar.

Gasoline Special teve participação de
Fabiano Nick, da Fistt
Com o caminho muito bem pavimentado pelas duas bandas, a Autoramas subiu ao palco com sua recente formação, em quarteto. Ainda não havia visto a banda neste formato, anteriormente apenas como trio.

As mudanças ocorridas na banda não a descaracterizaram. O som ficou mais “pegado” e algumas músicas mais rápidas. Érica Martins, ex-Penélope, manteve os vocais femininos que sempre estiveram presentes e acrescentou segunda guitarra em outras músicas assim como teclados e alguns instrumentos percussivos.

Burt Reynolds em ação. Rock para
espantar os maus espíritos
Gabriel Thomaz continua sendo o principal compositor e grande líder da banda. A performance no palco sempre precisa e neste show estava muito à vontade e contou algumas histórias sobre suas composições.

Durante o show, a banda tocou muitas músicas do disco novo, “O futuro do Autoramas” e de outros discos. Gabriel ainda relembrou sua antiga banda Little Quail and The Mad Birds. Para resumir, show 100% rock e alegria dos fãs ao final da apresentação com muitos gritos, palmas e um pedido de que voltem logo.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Uma noite de muito rock sem mistura nem gelo

A banda uruguaia Gonzo foi a primeira
a subir ao palco do
Echos. Fotos: Ivan Gomes
Que a região Sul do Brasil é uma das que mais tem bandas de qualidade não é novidade para ninguém. Mas o que dizer quando uma banda do Paraná se une a uma do Rio Grande do Sul e junto com elas ainda vem surpresa do Uruguai? Com certeza a resposta é: festa e muito rock’n’roll.

Durante à noite de sexta-feira (18), a galera do Canibal Vegetariano botou as chinelas na estrada e desembarcou em Campinas, mais precisamente no bar Echos, onde estavam previstas apresentações da Gonzo (Uruguai), Motor City Madness (Rio Grande do Sul) e Water Rats (Curitiba).

Por menor que seja o tempo na estrada sempre desperta uma vontade de comer algo. Chegamos cedo e conseguimos experimentar algumas opções de comida e por um pouco do papo em dia enquanto rolava passagem de som.

Com fome de comida saciada, Gonzo foi o primeiro a subir ao palco na tentativa de saciar a fome, sede, chame como quiser, pelo rock. O uruguaio fez uma apresentação rock’n’roll total, com suas músicas próprias em que era possível notar influências de Rolling Stones e AC/DC, mas com detalhe, tudo temperado com a raça uruguaia, estilo Luisito Suárez.

Os gaúchos da Motor City Madness
Gonzo fez apresentação impecável com um power trio de apoio que não deixou a peteca cair por nenhum instante e que “jogou” com a mesma raça e categoria do frontman. Jogo ganho, camisa suada e uma noite aberta com chave de ouro para os brasileiros terminarem de aquecer a amena noite de primavera no interior paulista.

Logo após os uruguaios, os vizinhos gaúchos da Motor City Madness estavam apostos para cuidar bem de nossos ouvidos. Horas antes da apresentação, o quarteto havia se apresentado em Sumaré e chegaram fervendo em Campinas. E o show foi aquilo que esperávamos, som alto, riffs, bateria socada, gritos e suor, no melhor estilo grenal. Entre uma música e outra, o vocalista Sérgio Caldas conseguiu um tempo para tirar um sarro do Internacional que está na zona do rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

Water Rats fechou à noite
Clima de festa total no recinto e para fechar à noite havia os paranaenses da Water Rats. Definir o som que os caras fazem é complicado, foi rock visceral, daquele que faz as cabeleiras irem para lá e para cá, socos no ar e agito. Não havia melhor maneira para encerrar uma noite sensacional que não fosse dessa maneira.

Após os shows, aquela garimpada nas banquinhas com material das bandas, um lanche em algum outro ponto da cidade e mais estrada. Mas tudo muito tranquilo e com sorriso no rosto de quem pode ver que há muita lenha para queimar no mundo rock’n’roll.  

domingo, 6 de novembro de 2016

E nós chegamos a 8 anos

Vinicius França, Ivan Gomes e Fabinho Oliveira (The Boss)
nos primórdios do programa A HORA DO CANIBAL. Fotos:
Canibal Vegetariano
Neste 2016 que finda-se, nós do Canibal Vegetariano, blog, fanzine e do nosso programa de rádio A Hora do Canibal, comemoramos 8 anos de trabalho. O fanzine celebra data em outubro, não me lembro o dia exato em que foi publicada a primeira edição impressa, mas foi no mês citado. O programa teve sua primeira transmissão em 10 de novembro de 2008, na extinta Rádio Nova Web, do nosso eterno boss Fabinho Oliveira.

Se chegamos a oito anos, Fabinho, o Boss, é um dos principais responsáveis. Em outubro de 2008, logo que saiu a primeira edição impressa do Canibal Vegetariano, Boss convidou Vinicius França e eu (Ivan Gomes) para fazermos uma participação em seu programa e pediu para que levássemos algumas músicas de bandas que estariam no zine.

Segundo o Boss, o programa foi muito bem recebido e no dia seguinte fez um convite para que Vinicius e eu apresentássemos um programa, que seria uma continuação do fanzine. Topamos na hora. Rapidamente chegamos ao dia e horário que consideramos ideal, segunda-feira, 22h30. E assim foi.

Após algum tempo, Vinicius precisou mudar-se de Itatiba devido aos compromissos profissionais. Ele disse que eu deveria continuar com o programa enquanto fosse possível. Fiquei e com isso o tempo passou. Boss precisou encerrar as atividades da rádio, houve mudanças no programa. Um convite de uma emissora que transmitia em FM na grande São Paulo, nos fez continuar. Gravávamos o programa no antigo estúdio e deixávamos para download e para ser transmitido.

Monaural, primeira banda de outra
cidade a nos visitar
A parceria chegou a durar curto espaço de tempo, mas foi uma experiência muito interessante. Durante algum tempo, gravei o programa na cozinha da casa da minha mãe e devido a audiência que tínhamos, em um dos programas recebemos as visitas dos amigos bragantinos Quique Brown, guitarrista e vocalista da Leptospirose e também de Matiás Picon, o Perro Locon, artista plástico e músico, que atualmente toca no Sonora Scotch.

Apesar de ser feito de maneira bem tosca e nada produzido, A HORA DO CANIBAL ganhou público cativo e com o tempo angariou novos ouvintes mundo afora. No início de 2012, voltamos para uma emissora de rádio web, a Itatikids. Essa parceria durou mais de um ano e o programa era exibido aos sábados, entre 10h e 12h.

Com o fim dessa parceria, e devido a amizade que remete aos tempos de infância do Osvaldo Bertonha, um dos donos da Rádio Click Web, o programa desembarcou em maio de 2013 nos estúdios desta rádio, onde voltamos ao horário e dia original de transmissão. Essa é nossa parceria mais duradoura, lá se vão bem mais de três anos.

Quique Brown e Matías Picon em pro-
grama gravado na cozinha
Nestes 8 anos de programa, muita zueira rolou. Muitas bandas nos visitaram, inclusive bandas de outros municípios e estado. Todas as visitas são importantes, mas uma das que mais marcaram, foi a dos paranaenses da então Brazilian Cajuns Southern Rebels, em alguma noite de inverno de 2010, quando eles passavam em turnê pelo Estado de São Paulo.

Por meio de amigos, os caras que seguiam para Sorocaba, refizeram rota e desembarcaram nos estúdios da Nova Rádio Web. O que seria apenas um bate papo, tornou-se um show dos caras em Itatiba. Eles ficaram admirados com o tamanho do estúdio e pediram se poderiam tocar algumas canções. Boss e eu dissemos que sim, um violão sempre rolava quando recebíamos convidados.

Mas os caras acharam que o estúdio era grande e com isso colocaram caixa de bateria, prato, baixo acústico, um gaitista, o vocalista, um violonista e um guitarrista, além de mais 2 amigos. Até hoje não sei como todas aquelas pessoas se acomodaram no estúdio, mas rolou um baita som e após a apresentação em nosso programa, os acompanhamos até o show em Sorocaba e no dia seguinte em São Paulo, no CB Bar, na Barra Funda.

Bandas de Itatiba, nossa cidade, do litoral paulista, da capital, de quase todos os estados brasileiros nos enviam material, até hoje. E com isso, o programa segue. Também houve muitas entrevistas gravadas após shows que acompanhamos e tal, na tentativa de sempre se divertir e ouvir o que as pessoas do underground tem a dizer.

Brazilian Cajuns Southern Rebels, direto de Londrina para
A Hora do Canibal
Enquanto isso, nosso blog em 2016, o Canibal Vegetariano, quase não teve matérias como em tempos idos, mas para o próximo pretendemos voltar a abastecê-lo com mais frequência.

E para chegar onde chegamos, aproveitamos o espaço para agradecer a todos que nos acompanham e acompanharam em algum período. Técnicos de som, bandas, ouvintes... nosso corpo jurídico e a todos os amigos que fizemos e encontramos pela estrada. Um agradecimento especial ao nosso camarada de longa data e ouvinte Prude Fabrício, que mesmo sem o conhecermos pessoalmente, é um cara que está sempre conosco, mesmo à distância e também ao grande German Martinez, editor do Raro Zine, que sempre colabora com nosso trabalho.

Agradecemos também a todos os donos de rádio que foram nossos parceiros, em especial ao Boss, que como dissemos, foi quem iniciou essa loucura e a todos da Rádio Click Web que nos aturam há anos e devem nos aturar mais um pouco. Agora, vamos deixar o rock rolar.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

O som garageiro que vem de Portugal. Conheça The Dirty Coal Train

Os portugueses da Dirty Coal Train estiveram em turnê pelo Brasil.
Foto: Divulgação
Em meio a uma turnê nacional, os portugueses do The Dirty Coal Train, bateram um papo muito massa com o pessoal do RaroZine que nós publicamos agora no Canibal Vegetariano.

Quando surgiu o grupo?
Os The Dirty Coal Train surgiram em meados de 2010 com formações variáveis e nos estabilizamos no formato trio com baterista convidado.

Quando começaram as primeiras canções?
A primeira demo foi gravada ainda em 2010 apenas com esqueletos de canções que oscilavam entre o pós-punk experimental e o garage-punk, acabando a estética da banda por se aproximar desse segundo gênero.

Recentemente vocês lançaram ‘Super Scum”. Como foi trabalhar nesse disco?
O álbum resultou do trabalho de algumas demos minhas [Ricardo] juntamente com alguns temas novos da Beatriz. Alguns dos temas foram trabalhados com o Carlos [dos Twist Connection e ex-Tedio Boys] outros a instrumentação foi toda gravada por mim e pela Bea.

Existe alguma diferença do novo álbum para os anteriores?
Muita. Para além de voltar a marcar o regresso ao estúdio depois de alguns registos mais lo-fi marca os primeiros em estúdio gravados completamente pelo duo.

Como surgiu a gravação no Estúdio Caffeine?

Conhecíamos o Luís pelos Human Trash e quando o Marky Wildstone sugeriu gravarmos no Caffeine foi com entusiasmo que aceitamos por acreditarmos que haveria sensibilidade e pontos comuns nos gostos de todos.

Quem cria as capas dos discos?
Até ao momento tivemos capas da autoria da Beatriz, do Ricardo Reis, do Edgar Raposo e da Catarina Romão. Por vezes trabalhamos a ideia base com o artista por vezes deixamos o critério em aberto, não há formula rígida nisso.

Todos os materiais da banda foram editados em vinil?
Sim. Tirando a primeiro demo, o resto saiu tudo em vinil.

Falem sobre os vídeos da banda.
Fazemos vídeos do mesmo modo que fazemos música: muito amor à estética lo-fi e ao DIY e com os meios que tivermos à mão espreitem por exemplo os vídeos para os temas Malasuerte, Violet black, Ramblin heart, 4 Psalms e Stay hungry. Recentemente tivemos ajuda da Francisca Marvão que filmou um concerto para o vídeo do tema Man in the black leather e da Riviera Videos para o Banzai Karaoke Attack.

Quais os selos que lançam o material da banda?
Até agora para além de edições de autor fomos editados pela Garagem Records, a Groovie Records e a Wildstone. Todas editoras que vale a pena investigar.

Qual é a relação de vocês com a música brasileira?
Relação de consumidores. Desde Ratos de Porão, Cólera, Mutantes, Tom Zé,… eu sei lá… sempre ouvimos bastante música brasileira.

O que motivou vocês a voltarem ao país para outra turnê? E o que vocês esperam desta nova passagem por aqui?
Foi criada uma parceria com a Wildstone e a proposta avançou por aí. Hoje é mais uma amizade que uma parceria. Esperamos nesta nova tour, acima de tudo, rever amizades e fazer algumas novas.

O que vocês planejam para o futuro?
Depois de acabar esta tour no Brasil temos agenda com datas em Espanha, Portugal e UK até final do ano. Depois disso vamos esperar para ver, mas ainda temos mais uns álbuns na gaveta e energia para umas tantas tours mais! Não nos imaginamos sem fazer isso sem dar em malucos!

Fonte: RaroZine

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Motor City Madness lança vinil com cinco ‘pedradas’

Das profundezas do universo ou de algum ponto de Porto Alegre/RS, eis que surge mais um lançamento da Motor City Madness. Desta vez é o compacto 7 polegadas em vinil "Gravediggers".

O novo petardo dos gaúchos foi gravado em meados de 2015 no 301 Studios, em Sydney, Austrália, durante o Converse Rubber Tracks Worldwide. A “bolachinha” mostra a banda mais uma vez detonando ouvidos e chacoalhando cérebros com cinco “pedradas” cheios de caveira podre, sangue e distorção. Ou como já disseram por aí, "garage-punk-n-roll-stoner motorizado", o famoso “rock de pau duro”, como diz Sérgio Caldas.

Este é o primeiro lançamento da banda em vinil e vem em grande estilo, numa bolacha verde-ranho cheia de classe. Juntamente com o play, estreia o novo videoclipe da banda também, da faixa que dá nome ao disco, "Gravediggers". Sempre bom lembrar, que a capa foi desenhada pelo mestre das caveiras Daniel ETE.

Para dar uma sacada nas músicas, o EP está disponível aqui: http://motorcitymadness.bandcamp.com
Aqui segue o link do vídeoclipe: https://www.youtube.com/watch?v=SoRmr1ApuGQ
Para maiores informações sobre a Motor City Madness:
Facebook: http://www.facebook.com/themotorcitymadness
Youtube: http://www.youtube.com/MCityMadness
Bandcamp: http://motorcitymadness.bandcamp.com
Site: www.motorcitymadness.com.br


terça-feira, 21 de junho de 2016

Ataque Periférico volta à ativa

O Ataque Periférico está de volta aos palcos. A banda se reúne para comemorar dez anos do lançamento do seu segundo disco, 'Caverão', que é considerado manual de sobrevivência nos subúrbios e favelas cariocas. Com formação clássica, com Valcimar Lucas, no vocal; Rafael Parra, na guitarra; Athos Moura, no baixo; e Ricardo Gonçalves, na bateria, o grupo, que não se apresenta desde 2012, prepara turnê.

"Caverão foi um disco produzido com bastante cuidado e com dois intuitos muito claros, que era dar uma pegada mais thrashcore ao nosso som e que as letras sintetizassem toda nossa carioquice suburbana. São dez anos do lançamento desse disco que temos um enorme orgulho de ter produzido e, esse orgulho, foi o start para matarmos a saudade de tocarmos juntos", disse Valcimar.

Durante esse hiato, os integrantes do Ataque Periférico se dedicaram a outras bandas, como o Deus Castiga e Quadrilha Neolatina. As novidades da banda e as datas dos shows podem ser acompanhadas pelas redes sociais do grupo que foram reativadas.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Rock simples e direto, sem misturas nem ‘gelo’: conheça Impatients

Quatro veteranos do rock se reuniram para fazer um som e a partir daí surgiu a banda Impatients. Com mistura de rock com punk, os caras fazem um som direto, sem espaço para frivolidade. Recentemente, lançaram o primeiro álbum e com isso aproveitamos a deixa para bater um papo com Rodrigo Federman, o Abreu (guitarra e voz), que com Bernardo (guitarra e voz), Dumbo (baixo) e Marcelinho (bateria), soltaram um bom disco de rock, para todos os momentos. Abaixo, segue entrevista na íntegra.

Canibal Vegetariano: Como foi a ideia de montar a Impatients e o nome tem alguma influência de Impatient Youth?
Rodrigo Ferdeman: Bicho, particularmente gosto muito de [Impatient] Youth, mas não teve qualquer relação. Na verdade, discutíamos diariamente e nunca chegávamos em um consenso sobre o nome da banda, saca? Até que um dia a gente levantou as principais características de cada um... curiosamente, todos colocaram ‘impacientes, ranzinzas, chatos e reclamões’. Aí, achamos engraçado e muito a ver com a gente. Apenas demos umas ‘estrangeirizada’, por mais que não seja de fácil e simples assimilação fonética hehehe.

CV: Com a citação de Impatient Youth, quais bandas que influenciaram este novo trabalho?
RF: Legal que todos temos gostos parecidos, mas cada um dos quatro com uma particularidade. Uns gostam de metal, outros de pop rock, hard rock, folk, punk rock mais cru. Cito algumas que influenciam bastante o que fazemos: Ramones [sempre], Screeching Weasel, Masked Intruder, Teenage Bottlerocket, Green Day, Face to Face, e por aí vai.

CV: Como foi o processo de gravação do primeiro disco?
RF: Gravamos tudo aqui em Vitória e a mix e master com o Gabriel Zander lá no Rio de Janeiro. Como não estávamos com a banda completa até então, o Bernardo também gravou os baixos do disco. Ao todo, se não fosse a nossa própria enrolação, teria saído ainda mais rápido do que foi. Mas nada a reclamar, pois em uns sete ou oito ensaios chegamos com nove das 11 músicas prontas. As duas que faltaram foi na raça, no olhar e na sede de gravar logo mesmo. Tanto que foi preciso refazê-las um dia depois (risos).

CV: As letras têm muito conteúdo de relacionamentos entre casais. Elas são apenas ficção ou rolou algum problema com quem escreveu?
RF: As letras são pessoais, mas não necessariamente relacionadas a algo que aconteceu especificamente com um de nós, saca? Na verdade, são situações que geralmente todo mundo passa uma vez na vida. Ou seja, tem coisas que aconteceram e um pouco de ficção sim. Até porque, hoje na banda são três casados e um divorciado. Dois têm filhos... isso sem contar que estamos beirando lá os 40 anos [pelo menos dois de nós]... isso é experiências de vida e já foram muitas. Algumas vão para o papel. Outras, não.

CV: Como vocês definem a temática?
RF: A temática é ser livre. Falamos de amor, amizades, de quando éramos mais jovens, das diferenças daquela época para a atual, de complicações na vida e decisões que estão relacionadas a elas e tal. Enfim, todos na banda tem liberdade para colocar o que quiser no papel, desde que, é claro, não tenha qualquer teor preconceituoso [credo, raça, religião, opção sexual, etc.]

CV: E quais os planos para divulgação do disco?
RF: Então, lançamos no início desse ano em todas as mídias e lojas virtuais, seja para download, compras ou streaming. Tocamos duas vezes ao vivo e estamos buscando novas praças e shows. Queremos tocar. É o que fazemos há anos [com nossas outras bandas] e o que gostamos. Portanto, ouçam nosso som, comprem nossos materiais e nos chamem para tocar [risos].

CV: Espaço destinado para vocês citarem algo que consideram importante e não foi perguntado.
RF: Ivan, valeu mesmo por toda a força que está nos dando. Muito legal e importante. Somos gratos e esperamos que todos que leram esse nosso bate papo se interessem em conhecer o Impatients.
Só acessar nosso FB [facebook.com/impatientsoficial] que lá tem informações, fotos, novidades e os links para compras e downloads do nosso disco em todas as plataformas possíveis.
Grato pelo papo.
Obrigado, bicho!!! 

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Drákula e Motor City Madness: duas aulas de rock’n’roll

Os gaúchos iniciaram os trabalhos em Bom Jesus.
Fotos: Canibal Vegetariano
Durante a noite de sexta-feira (6), a equipe do Canibal Vegetariano deslocou-se até Bom Jesus dos Perdões para acompanhar o Raro Zine Fest, que nesta edição apresentaria as bandas: Drákula (Campinas) e Motor City Madness (Porto Alegre), muito conhecidas das pessoas que acompanham os ‘textículos’ que expomos no blog.

A noite de outono brasileiro estava agradável para ver novamente duas das melhores bandas do underground nacional em ação. A primeira a se apresentar no espaço aberto pela lanchonete Zebra Lanches, foi a Motor City Madness.

O quarteto gaúcho fez aquilo que esperávamos: em pouco menos de uma hora apresentaram várias canções de seus dois discos e algumas novidades que em breve serão lançadas em vinil 7 polegadas. Com riffs cortantes e bateria sendo socada impiedosamente, no mais que bom sentido da palavra, os gaúchos deram uma aula de como fazer aquele rock garageiro com tudo que o rock’n’roll pode oferecer. Foi uma apresentação que não deixou pedra sobre pedra.

Durante apresentação da Drákula, teve até levitação
Nem tivemos tempo de nos recuperar da Motor, os campineiros da Drákula iniciaram a segunda aula da noite. A mistura punk rock, garage e surf music do quarteto ficou ainda mais insana com a entrada do baterista Serginho, que também toca na Leptospirose. Os caras passaram pelo repertório de seus dois discos e dois EPs, além de uma versão genial para “Pantanal”, da banda bragantina onde toca Serginho, que em breve será lançada em tributo ao power trio da terra da linguiça.

Depois de duas aulas de como fazer esse tal de rock’n’roll, que para nós é mais do que um estilo musical e sim um estilo de vida, só nos restou passar nas banquinhas das bandas, dar aquela garimpada e voltar para casa com sorriso de orelha a orelha, afinal, não é todo dia que temos o privilégio de acompanhar bandas deste tipo e rever os amigos da estrada. 

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Don Ramón lança disco novo e promete retorno triunfal aos palcos

Jovens sedentos de rock se preparam para turnê de lançamento
do segundo álbum da banda. Fotos: Divulgação
O quarteto campineiro Don Ramón formado pelos amigos Artie Oliveira (vocal), Lizard (guitarras), Aquaman (baixo) e Bonifácio (bateria), lançou há uma semana seu segundo álbum 21st Century Reckoning Day. Logo que foi lançado, o Canibal Vegetariano fez resenha do novo registro dos caras e agora conversamos com Artie para saber mais sobre este trabalho que promete muito. Abaixo, entrevista na íntegra.

Canibal Vegetariano: Don Ramón está com novo baterista e novo disco. Ele tem participação nas gravações? Como foi a escolha deste novo integrante?
Artie Oliveira: Temos um ‘novo velho’ baterista na real, saca? O Bruno já tocava com a gente desde 2013 toda vez que o Jão se machucava. Aquela bateria de It’s a Fracture, por sinal, foi ele quem fez. Pro Reckoning Day, quem completou as baterias foi o Marcel Lobizomi, do Muzzarelas e LaBataria.  Quanto ao lance de escolha... Bicho... É bem mais esquema passar a bola pra bico que já conhece o nosso som e eventualmente tocou junto do que abrir teste e ficar mó cota pra escolher alguém.

CV: O novo registro está mais “sujo” e agressivo em comparação com o primeiro álbum. Essa mudança foi proposital? O que influenciou vocês a mudar?
AO: Eu diria que foi mais natural. A gente já tem essa parada de falar sobre frustração nas letras, daí junta que os meninos tão tocando bem melhor e eu passei a ter controle maior sobre minha voz [mesmo sem saber um puto de técnica vocal na teoria]. Nessa, é batata fazer uma parada mais bem ‘trampada’.

CV: Além da música de vocês, o que impressiona é a qualidade da gravação. Quem trabalhou com vocês neste projeto? Ficou da maneira que vocês queriam?
AO: O grande responsável pela porra toda foi o Rogério Guedes, mais conhecido na praça como Mad Dog. A gente rodou o disco no estúdio dele, o Canil Pro-Áudio, que tem nada mais nada menos do que a mesa de som do falecido Studio Arenna, de onde saíram as demotapes dos Muzzarelas, Lethal Charge e de todas as bandas campineiras da década de noventa. Fora que, quem masterizou o disco foi o Tarcísio Jr., chefão do Basement Studio e que gravou pelo menos metade dos discos de bandas daqui que eu morro de amores, tá ligado? Bicho, depois que você fica quase dois anos, entre a concepção e a pós-produção, trampando num material, ele tem que sair foda de um jeito ou de outro. Eu curti pra caralho o resultado final, apesar de toda a dor de cabeça que ele deu na gente.

No segundo disco, Don Ramón mistura hardcore e trash que
resulta em ótimo disco
CV: Haverá shows para divulgação deste novo trabalho?
AO: Como você mesmo comentou lá em cima, a gente acabou de trocar de baterista, o que significa que a gente tá ensaiando o disco com ele. Show de lançamento vai rolar lá pra depois de 15 de Maio, já que o disco, em formato físico, só vai ficar pronto por volta dessa data. Daí pra frente é tour de lançamento e o cacete!

CV: O disco ainda é recente. Mas houve manifestações da galera que ouviu?
AO: Pra quem soltou o play tem quase uma semana, Artie respondeu às perguntas na quarta-feira (27), a recepção tá cabulosa da parte da ‘rapeize’ que acompanha o madruga e eu te digo que esse disco vai longe, ainda mais porque a gente liberou o Reckoning Day em tudo que é plataforma de streaming. Daí já viu, né? Eu tô acompanhando a movimentação de quem tá ouvindo a parada e já achei origem de tráfego vinda da Rússia, Alemanha, EUA e tal. O mais legal disso é que no Streaming, o disco foi classificado como ‘Parental Advisory: Explicit Content! Tem como não ficar feliz?!

CV: Quais os próximos passos da banda?
AO: Tirar atraso de palco que tá desde junho do ano passado e fazer esse disco circular grandão, pois afinal, o Don Ramón não tá de brincadeira por aqui. Como geral já deve ter se ligado, a gente tá puto e com vontade de botar essa frustração toda pra fora em cima do palco!

CV: Deixo espaço para comentário que considera importante, mas não foi questionado. Valeu pelo papo.
AO: Tamo de volta, bigode! 

domingo, 24 de abril de 2016

Os embalos de sábado à tarde!

Banda Rock Phonia fez show de lançamento de seu primeiro
EP no Bar do Celso. Fotos: Canibal Vegetariano
Foi uma tarde de sábado de outono mas com características absurdas de verão. Três bandas se apresentariam no Bar do Celso, em Itatiba, e como terminamos os compromissos profissionais a tempo, conseguimos ir ao local.

Quando chegamos, eram passados 16h, o local estava com bom público e a primeira atração, o trovador Viajante Careta apresentava seu folk. Com influência de Ventania, Viajante apresentou canções de seu repertório de uma amostra de como será seu segundo disco. Ele também revisitou algumas pérolas da música popular brasileira e em certo momento teve apoio de bateria de Alex Flanders.

Após o folk com voz e violão, foi a vez da guitarra, baixo e bateria dar o tom ao final de tarde início de noite. A banda itatibense Rock Phonia lançou seu primeiro EP e para o show o experiente trio fez apresentação que agrada todas as faixas etárias que ouvem rock’n’roll. A banda fez apresentação apenas com músicas próprias e por várias vezes fez com que a galera agitasse.

Viajante Careta e Alex Flanders que improvisou na batera
Entre as músicas mais aguardadas estavam “Cerveja gelada, bocas quentes”, “Deus ajuda quem cedo madruga”, e o hino que a banda fez em homenagem aos integrantes do Motoclube Atormentados. Fecharam com chave de ouro uma apresentação que mostra aos mais jovens que rock é puro sentimento, não há regras.

Ainda houve a banda Travlling Drunks que apresentou repertório com nove canções próprias e algumas releituras de clássicos do rock. Enquanto eles tocavam, a TV estava ligada e foi possível acompanhar a desclassificação do Corinthians do Campeonato Paulista, mas isso é outra história... 

Simplesmente um colosso!

Finalmente o quarteto campineiro Don Ramón lançou seu segundo álbum “21st Century Reckoning Day”, ainda virtual mas em breve no formato físico, com 14 faixas maravilhosas. E o que dizer deste novo trabalho da banda que traz hardcore com boas pitadas de metal que deixa o disco com ar totalmente crossover? Para isso usamos uma palavra muito proferida pelo vocalista Artie Oliveira: “colosso”!

Esta é a melhor definição para este novo álbum que traz a banda com mais maturidade e com seus músicos ainda mais íntimos de seus instrumentos. Ótimos riffs, bateria sendo maltratada e o baixo parece galopada tresloucada, no mais que bom sentido. Se tudo isso é ótimo, precisam ouvir os vocais de Artie, simplesmente insanos, entre o vocal cristalino aos berros mais doidos que alguém tem capacidade de produzir.

E claro que não podemos deixar de citar a qualidade da gravação. Mesmo com toda sujeira proposta pela banda, o ouvinte consegue ouvir todos os instrumentos, detalhes e todas as pirações de Artie com seus vocais furiosos.

O disco ao todo tem 14 faixas e em uma obra como esta fica difícil citar alguma que mais tenha curtido devido a qualidade do trabalho apresentado, todas nos agradaram mas tem aquelas que você não consegue parar de ouvir, e a repete várias vezes, são elas: “Casca grossa”, “Planos para vida”, “Pancada violenta” e a nova versão de “Sapatênis caramelo, pisante dos infernos”. Disco nota 10! Se ainda não conseguiu ouvir, curta página da banda no Facebook e ouça no volume máximo, a satisfação é garantida!

Para ouvir acesse: http://donramonfuckinrules.bandcamp.com/album/21st-century-reckoning-day

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Impatients: punk rock para quem sofre de amor

Ah, o amor! Esse é o principal tema adotado pela nova banda capixaba, Impatients. A banda é um trabalho de ex-integrantes de bandas como Dead Fish, Supercombo, Auria, Undertow e Teen Lovers. Marcelinho e Abreu também tocam no Os Pedrero.

Na mistura do punk rock com o melhor do hardcore melódico da década de 90 do século passado, a Impatients é trilha perfeita para quem gosta de sair de rolê de skate, dar umas pedaladas sem rumos ou simplesmente caminhar pelo parque.

O amor por uma mulher, as brigas, idas e vindas são temas recorrentes mas sem clichês banais. Ainda no disco é possível um “sarrinho” com os caras que costumam tocar milhares de notas na guitarra. “Eu não sei tocar guitarra como você, e nem quero tentar aprender, do que adianta teoria em uma canção, se as notas não vêm do coração”, diz trecho da letra de “Não tem segredo”.

Outra faixa de destaque é “Bons tempos (que não voltam mais). Ela tanto pode ser dedicada para aquela sua ex ou então para um amigo. Parte da letra é muito atual: “Política, religião, time de futebol, tudo é motivo, para brigar, simplesmente perder mais um amigo”.

Mas a melhor faixa para nós é “Te troco pelo futebol”. Punk rock simples, cru e direto e com uma letra para mandar para aquela mulher que apenas sabe importunar em dia de jogo: “Eu te troco pelo futebol, minhas noites ficam mais legais, sem ninguém pra me atrapalhar. Cerveja gelada, uma picanha e o grito de “gol”. Não vou ter que conversar sobre o meu dia chato no trabalho. Minha atenção será voltada apenas pro gol”. Disco nota 9. 

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Agora é pé na sopa!

Galero, tá rolando geral a promoção “Pé na Sopa” no programa A HORA DO CANIBAL, transmitido toda segunda-feira, das 22h30 à 0h, pela Rádio Click Web. Esta linda promoção é uma parceria entre o programa, a Livraria Toque de Letras, Lanchonete do Renato e Motim Records. Para participar basta o ouvinte ser criativo e enviar quantos e-mails quiser para: zinecanibal@hotmail.com.

O autor da pior frase ou colagem, montagem em word, vídeo, áudio, ganhará um livro, seis CDs, um quilo de pé de frango e duas edições do zine Error 404. Se você não for de Itatiba, receberá os brindes pelos Correios e não pagará nada.

Veja o que você pode ganhar:

1 livro com a biografia da banda New York Dolls;
1 CD da banda La Makina (Benefícios do Ócio);
1 CD com a coletânea Motim Records (Volume 2)
1 CD da banda Labataria (Pedaços de Carne)
1 CD da banda Attero (Contraste)
1 CD da banda Angry Beavis (Resgatando a Coerência)
1 CD da banda One Minute Less (Mute the time)
2 edições do zine Error 404
1 quilo de pé de frango

O vencedor será conhecido no programa que irá ao ar em 21 de março. Você pode enviar seus e-mails até 22h da referida data. E-mails com ofensas serão desclassificados, como sempre ocorre.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

O baile debutante do Leptospirose!

Leptospirose em show de comemoração de 15 anos da banda.
Fotos: German Martinez
Por German Martinez

Já que era para comemorar, os bragantinos tiveram a chance de ver quatro bandas durante à noite de domingo (17). A primeira já bem afiada era o Drákula, ícone do garage surf de Campinas, que não poderia ficar de fora, não só pela qualidade do show ou pela amizade com o Leptos, e que agora tem o próprio Serginho na bateria.

A brasa fervia dentro do Farol Bar, com o Drákula que trouxe seu lado horror nas canções em faixas como "Cidade assassina", "Gorila perez", davam aquela agitada no público que achava aquilo desconhecido.

O quarteto francês Alarm, trouxe todo seu potencial do post punk, com ar logicamente europeu, aquele de fazer bater o pé conforme a música e dançar mesmo que fosse sozinho. Faixa como "I Wait" deu uma levantada no astral do recinto.

Os caras do Head Ache com anos de estrada no circuito metal, agora estavam de volta, com algumas mudanças de integrantes. Agradaram os headbangers presentes.

E para fechar a noite, os 15 anos de Leptospirose passaram por inúmeras faixas de toda a carreira. A casa estava com uma boa galera para ouvir a banda disparar canções como "O instrumental vai pro I Shot Cyrus',"Prometo não parir pôneis","Exercise".

Os campineiros do Drákula foram os responsáveis pela
abertura da festa
Enquanto Brown explicava o porquê de muitas canções e do espaço aberto ao show, a velocidade “comia” solta, onde até se abriram rodas de pogo. Destaque total ao pessoal de Campinas que compareceu e cantou muitos sons como Artie Oliveira, vocalista da Don Ramon, em “Aqua Mad Max”, e Zazá na batizada "Bar do Zé"!

O público que veio de várias outras cidades ficou até o fim. O show teve espaço para fechar com Mike, do Kollision, que mandou "Ace of spades".

Parabéns ao Leptospirose e que venham mais noites como essa!

German Martinez é editor do portal de música independente Raro Zine

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Comece 2016 com Merda no som!

Começamos 2016 mas precisamos falar sobre 2015, afinal, foi no final do ano que findou-se há pouco que os capixabas do Merda lançaram mais um Split, desta vez com os estadunidenses do F.O.D. (Flag of Democracy), em vinil 7 polegadas. O que recebi é lindo, vem na cor marrom, que faz jus ao nome da banda brasileira.

Sobre o som, a “bolachinha” traz tudo aquilo que estamos acostumados e gostamos de ouvir. O Merda apresenta cinco músicas, todas daquele jeitão, guitarras e bateria rápidas, baixo marcante e muitos vocais de Rogério Japa e algumas das canções com referências à música japonesa.

Apesar do lançamento ter ocorrido somente em 2015, o Merda fez as gravações das canções em 2013 no Costella Stúdio e com trabalhado capitaneado por Chuck Hipolitho. A capa, de acordo com Mozine, guitarra e vocal do Merda, o desenho foi feito por sua mãe, em algum ano da década de 1970, sem qualquer efeito de drogas.

FOD/ O lado do vinil que pertence aos estadunidenses do F.O.D. tem quatro canções e todas remetem muito ao hardcore que era feito nos Estados Unidos no início dos anos 1980, afinal, a Flag é uma banda com mais de 30 anos de carreira. São músicas curtas, diretas e que com certeza anima qualquer tarde entediante ou festinha com amigos. O lançamento do vinil em sete polegadas é uma parceria entre Läjä Records e SRA Records.   

INOCENTES/ Outro disco adquirido no final de 2015 foi o relançamento do clássico “Miséria e Fome”, dos paulistanos do Inocentes também em vinil 7 polegadas, mas o deles na cor cinza. Com fotos e encarte o disco é um belo relançamento.

O lado A do vinil traz somente a música “Apenas conto o que eu vi (o que senti). Fúria punk em poucos acordes, com apenas a guitarra de Clemente e os vocais de uma grande lenda do punk brasileiro Ariel.

O lado B é diferente e tem três canções. A abertura fica a cargo de “Morte nuclear”. Em seguida vem “Aprendi a odiar”, com flerte dos punks com o hardcore e o disco termina com a maravilhosa “Calado”. Em três faixas rápidas, o ouvinte tem ideia do que era o punk feito nas periferias de São Paulo.

GAROTOS PODRES/ Lançamento de destaque do ano passado foi o CD “Saúde e Trabalho”, da banda Garotos Podres. Sem Mao nos vocais, a banda tem à frente Gildo Constantino. Com voz parecida com a do ex-vocalista, Gildo manda muito bem e o novo trabalho está à altura do que os caras faziam. Além de Gildo, outra novidade na banda é o guitarrista St. Denis Piuí.

Os novos integrantes trouxeram ar jovial à banda e isso é sentido logo nos primeiros segundos da música “Impropriedades”, que abre o disco. O vocal de Gildo é marcante e os backings vocals nas faixas seguintes encaixam-se muito bem com o novo frontman.

Todas as faixas são muito boas, bem gravadas, mas sempre há destaques. Neste álbum a faixa de abertura, citada anteriormente, “Peso nos culhões” e “Saúde e trabalho”, que dá nome ao disco, são obrigatórias. A última faixa, que encerra a “bolachinha”, é regravação de “Rock de subúrbio”, mas no meu disco veio com o nome de “Subúrbio operário”. Isso foi irrelevante perante a qualidade do registro.