______Versão on-line do zine Canibal Vegetariano______

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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Uma noite de muito rock sem mistura nem gelo

A banda uruguaia Gonzo foi a primeira
a subir ao palco do
Echos. Fotos: Ivan Gomes
Que a região Sul do Brasil é uma das que mais tem bandas de qualidade não é novidade para ninguém. Mas o que dizer quando uma banda do Paraná se une a uma do Rio Grande do Sul e junto com elas ainda vem surpresa do Uruguai? Com certeza a resposta é: festa e muito rock’n’roll.

Durante à noite de sexta-feira (18), a galera do Canibal Vegetariano botou as chinelas na estrada e desembarcou em Campinas, mais precisamente no bar Echos, onde estavam previstas apresentações da Gonzo (Uruguai), Motor City Madness (Rio Grande do Sul) e Water Rats (Curitiba).

Por menor que seja o tempo na estrada sempre desperta uma vontade de comer algo. Chegamos cedo e conseguimos experimentar algumas opções de comida e por um pouco do papo em dia enquanto rolava passagem de som.

Com fome de comida saciada, Gonzo foi o primeiro a subir ao palco na tentativa de saciar a fome, sede, chame como quiser, pelo rock. O uruguaio fez uma apresentação rock’n’roll total, com suas músicas próprias em que era possível notar influências de Rolling Stones e AC/DC, mas com detalhe, tudo temperado com a raça uruguaia, estilo Luisito Suárez.

Os gaúchos da Motor City Madness
Gonzo fez apresentação impecável com um power trio de apoio que não deixou a peteca cair por nenhum instante e que “jogou” com a mesma raça e categoria do frontman. Jogo ganho, camisa suada e uma noite aberta com chave de ouro para os brasileiros terminarem de aquecer a amena noite de primavera no interior paulista.

Logo após os uruguaios, os vizinhos gaúchos da Motor City Madness estavam apostos para cuidar bem de nossos ouvidos. Horas antes da apresentação, o quarteto havia se apresentado em Sumaré e chegaram fervendo em Campinas. E o show foi aquilo que esperávamos, som alto, riffs, bateria socada, gritos e suor, no melhor estilo grenal. Entre uma música e outra, o vocalista Sérgio Caldas conseguiu um tempo para tirar um sarro do Internacional que está na zona do rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

Water Rats fechou à noite
Clima de festa total no recinto e para fechar à noite havia os paranaenses da Water Rats. Definir o som que os caras fazem é complicado, foi rock visceral, daquele que faz as cabeleiras irem para lá e para cá, socos no ar e agito. Não havia melhor maneira para encerrar uma noite sensacional que não fosse dessa maneira.

Após os shows, aquela garimpada nas banquinhas com material das bandas, um lanche em algum outro ponto da cidade e mais estrada. Mas tudo muito tranquilo e com sorriso no rosto de quem pode ver que há muita lenha para queimar no mundo rock’n’roll.  

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