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sábado, 2 de maio de 2015

Galinha Preta e Olho Seco ‘arrebentam’ na abertura do ‘Maio Cultural’

Fotos: Canibal Vegetariano
O 1º de Maio, quando se comemora o ‘Dia do Trabalho’, foi de descanso e festa para muitos trabalhadores, menos para algumas pessoas que trabalharam na abertura do “Maio Cultural” em Bragança Paulista ou que foram ao local para fazer a cobertura do evento, como os casos de nosso camarada Will Edu e deste que escreve estas mal traçadas linhas.
Final de tarde de outono, temperatura amena e nós na estrada prontos para ouvir muito rock. Quando chegamos, a primeira banda escalada para tocar, Lesão Corporal, estava no final de sua apresentação e com isso não podemos tecer qualquer comentário a respeito da apresentação dos garotos.
E em eventos deste tipo sempre encontramos os camaradas de show e estrada. Enquanto os jovens bragantinos da banda “Ranho” se apresentavam, aproveitamos para pôr o papo em dia com German Martinez, do Raro Zine, e Diego do DuoFox, além dos camaradas do Merda e do Leptospirose. Com o som dos garotos ao fundo, notamos que a banda é boa e os guris têm jeito para o lance do “rock pesado”. Rodas e pogos foram vistos durante quase toda apresentação. Essa é uma banda que precisamos “ficar de olho”, pois promete.
Após apresentações de bandas locais, chegou a vez dos brasilienses da Galinha Preta. A banda que atualmente é um quinteto subiu e fez valer a espera de muitos por sua apresentação. Riffs de guitarra, bateria sendo espancada na medida certa e Frango, o vocalista, mostrou ótima performance como “band leader”.
Enquanto estiveram no palco os brasilienses fizeram a alegria de muita gente no Ciles dos Lavapés. Do repertório da banda os caras mandaram quase todos os sons e não faltaram as clássicas como “Padre baloeiro”, “Ninguém nesse mundo é porra nenhuma”, “Roubaram meu rim” e “Música de trabalho”, uma singela homenagem à maioria dos “engravatados” de Brasília que finge que trabalha. Show nota 10 e como tudo que é bom dura pouco, ficamos insatisfeitos, no bom sentido, pois queríamos mais sons da Galinha.
Mesmo com o final do show do quinteto, a quase fria noite de outono ainda prometia mais, afinal, uma das bandas mais clássicas do Brasil e da história do punk se apresentaria pela primeira vez em terras bragantinas, Olho Seco, com seus 35 anos de história.
No palco, o quarteto paulistano liderado por Fabião, como é mais conhecido, matou a sede de punk rock de garotos e pessoas de meia idade que cresceram ao som da banda. Com o público ensandecido, Fabião deu uma aula de carisma e a todo momento abaixava-se para deixar as pessoas participarem do show e cantarem com ele grandes clássicos como “Botas, fuzis, capacetes”, “Nada”, “Sinto”, “Olho de gato”, “Que vergonha” e o som que todos pediam a todo momento: “Isto é Olho Seco”.
Após uma avalanche de clássicos, restou-nos apenas pegar um registro com Frango, vocalista da banda Galinha Preta, que além de entrevista para o programa A Hora do Canibal, doou três CDs para a galera do Canibal Vegetariano. Ao final de tudo, estrada e um longo caminho até Itatiba, que cada dia mais parece uma ilha, pois em nossa cidade não temos eventos como este “Maio Cultural” que teve apenas seu primeiro dia. Até dia 31, Bragança Paulista terá shows, oficinas, workshops, debates, palestras, tudo em busca de fortalecimento de parcerias para que cada vez mais sejam valorizados os coletivos e grupos culturais daquele município.
Ainda sobre o primeiro dia de evento, é importante frisar que em um show como este é a qualidade de som, luzes e estrutura para realização dos shows foram impecáveis. O público compareceu em bom número e o evento foi muito organizado, tudo estava encerrado antes das 22h e não houve atrasos para apresentações. E o mais importante, todos se divertiram e não houve qualquer incidente. Que este festival sirva de exemplo para outros municípios.

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