______Versão on-line do zine Canibal Vegetariano______

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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Hutt: grindcore em ‘estado bruto’

Fotos: Canibal Vegetariano
Há mais de dez anos na estrada, a banda paulistana de grindcore Hutt se apresentou em Campinas no mês de fevereiro. Nós do Canibal Vegetariano acompanhamos a apresentação que foi um “arrasa quarteirão”. Dias após entramos em contato com o vocalista Marcelo Appezzato para fazermos a entrevista que você lerá a seguir. Além de Apezzato, a banda ainda tem Leandro na guitarra, André no baixo e Diego (baterista monstruoso) em sua formação. Durante o papo, falamos da história do quarteto, política e próximos lançamentos. 

Canibal Vegetariano: Desde o início em 2002, houve alguma mudança na formação? Em caso positivo quais foram e por quê?
Marcelo Appezzato: Começamos o Hutt como um trio, eu, o Leandro e o Choukri (ex-Presto) na bateria. Sem baixo. Em 2006 o Choukri saiu e a gente colocou o Diego e o André. Gravamos o Monstruário com essa formação. Em 2010 ou 2011 o Choukri voltou pra banda e o Diego saiu. Em 2013 o Choukri saiu de novo e o Diego voltou. Ou seja, uma confusão dos infernos.

CV: Quais as principais influências de vocês?
MA: Cara, vou falar por mim, pois cada um escuta suas coisas. Eu sempre curti punk/hardcore, crossover, death e thrash metal, pelo menos no que diz respeito as minhas influências como vocalista. Mas como fã de música escuto um monte de outras coisas, nem queira saber o quê (risos).

CV: Como é ter uma banda de grindcore no Brasil? Há espaços para shows, divulgação e venda de discos?
MA: Deve ser a mesma coisa que ter uma banda grind em qualquer lugar do mundo, cerveja morna como cachê, shows nem sempre lotados, poucas mulheres e muita roupa preta. A cena é pequena mas forte, e é tocada por algumas pessoas que fazem a diferença, seja tendo banda, promovendo shows ou principalmente: comparecendo em shows e comprando o material das bandas.

CV: Vocês estão na estrada há 13 anos. O que mudou de 2002 para cá? As mudanças foram positivas?
MA: Acho que a principal mudança foi na comunicação, por causa da internet. O público aumentou um pouco também e está mais diversificado. De resto não vejo muita coisa diferente. Pra gente, como banda, tá melhor.

CV: O que vocês planejam para o futuro?
MA: Tocar por aí de vez em quando, gravar mais uns discos, conhecer um monte de lugares e pessoas legais, experimentar uns aditivos diferentes e, principalmente, não chegar aos 3 maços de cigarro por dia.

CV: Quem é o público que acompanha o Hutt, é possível descrevê-lo?
MA: Como eu disse antes, o publico é mais variado atualmente, mas no geral são pessoas de cabeça aberta, que escutam variados estilos de música e que usam bermuda numa boa.

CV: Vocês tiveram alguns registros lançados fora do Brasil. Como rolou esse esquema e ele contribuiu para que vocês ficassem conhecidos no exterior?
MA: Contribui sim. Mas eu não lembro direito como foram feitos os contatos. Acho que os caras que lançaram escutaram, curtiram e quiseram lançar.


CV: Quem acompanha a banda saca que o som de vocês é rápido e com muito peso. Qual o estímulo após tantos anos de banda para seguir compondo música?
MA: Estimulantes poderosos (risos). Cara, acho que a vontade de fazer música juntos impera.

CV: Desses 13 anos, qual a maior furada que a banda se envolveu e também qual o ponto de maior orgulho. Tocar com algumas bandas gringas ajudam para crescimento profissional?
MA: A única coisa que tocar com bandas gringas me ensinou é que nem todos os seus heróis são legais. A gente já entrou em um monte de roubada, ainda entramos, mas hoje rola menos. Impossível lembrar de uma em especial.

CV: Qual a opinião de vocês sobre a atual situação política no Brasil? Isso interfere na música de vocês?
MA: A situação política no Brasil é uma merda desde que eu me lembro por gente. Tenho 35 anos mano. Duvido que algo vá mudar, pelo menos a tempo da gente ver. Espero que eu esteja errado. Claro que isso influencia, mas na maioria das vezes inconscientemente.

CV: Agradeço pela atenção e deixo espaço para considerações finais e “merchan”.
MA: Valeu pelo espaço mano. Logo mais lançamos o disco novo e um compacto Split com o Facada. Novidades na pagina do HUTT no Facebook https://www.facebook.com/huttgrind?fref=ts

GRIND ABRAÇO.

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