quinta-feira, 30 de maio de 2013

Hoje a Rádio Blá

por David 'Geffen' Bueno

À 0h45 de 26 de maio deste ano, começava mais uma noite onde o Rock (não) Errou. João Luiz Woerdenbag Filho, vulgo Lobão, sobe ao palco e sem muitas delongas inicia sua apresenação na Virada Cultural, em Jundiaí.
Confesso que ao chegar no Parque da Uva não existiam grandes expectativas quanto ao show da noite, no mais iríamos ver um ícone da música popular brasileira. O ambiente não estava muio favorável, principalmente o clima que ao pensar no nome do local, Parque da Uva, me fez lembrar da produção vinícola das regiões frias da Itália, ou sem precisar de um deslocamento tão grande, da Serra Gaúcha, que com seus vinhos doces não engana os paladares mais aguçados mas traz enorme alegria e satisfação para aqueles que procuram apenas se embebedar.
Assim fomos, crendo que seria como um porre de vinho doce, gostoso, mas poderia ser melhor, e não bastesse o frio, como na maioria dos eventos, a fumaça toma conta, símbolo de liberdade demonstrado nos comercias da Hollywood ou Marlboro, estes que muitos “disseminadores” se quer assistiram. Os disseminadores com seus cabelos, furos e rabiscos, não sei ao certo mas acho que disseminar o PopCult é o que há para se fazer.
O próprio Lobão ao tocar Me Chama (Ronaldo Foi pra Guerra, 1984), demonstrou que a cultura popular da década de 80 ainda reflete nos dias atuais, graças a “seres jovens”, a exemplo um homem de aproximadamente 50 anos que em meio a tantos jovens disseminadores pulava e cantava, estes mesmos seres jovens cantaram aos sons de Decadence Avec Élégance (Decadence Avec Élégance, 1985), Blá Blá Blá... Eu Te Amo (Rádio Blá) (Vida Bandida, 1987) e Vou te Levar (A Vida é Doce, 1999), essa tocou em um dos blocos que o próprio disse ser o mais romântico e antes de contemplarmos com mais este clássico de sua carreira declarou tê-la escrito à sua esposa (Regina).
João Luiz que nos surpreendeu com sua apresentação impecável, apesar de um de nós discordar com o a versão de Help! (The Beatles - Help!, 1965) e preferir que fosse (I Can't Get No) Satisfaction (The Rolling Stones - Out of Our Heads, 1965).
E diferente dele (se ouver alguém de cabelo diferente, piercings e alargadores e tatuagens sem signifcado lendo não se ofenda, procure sua energia interior e vá ouvir o Emo oitentista), pois, nos últimos meses vi e ouvi alguns artistar como: Guilherme Isnard (Banda Zero), Marcelo Nova (Camisa de Vênus), Kid Vinil, Kiko Zambianchi, Ritchie, estes em um mesmo evento em minha terra natal e ouvi também Autoramas, cujo vocalista Gabriel Thomaz, um dos membros fundadores da extinta Little Quail and The Mad Birds, já teve o prazer de compor com outras grandes bandas como Raimundos e Ultraje a Rigor, e estes artistas e bandas me fazem crer que o Rock ainda depende do passado para ser bom no rádio.


Apesar disso, vi e ouvi muita coisa boa fora do rádio assim como a excepicional Topsyturvy, de Mogi das Cruzes, que espero presenciar em novas apresentações. E aos disseminadores da PopCult, peço que compareçam aos shows de bandas como essa que mencionei, pois para que se tornem membros da cultura popular elas só dependem de vocês.

Como Lobão tinha que terminar com algum discurso, ele apareceu com um que eu particularmene adorei (pau no PT) e eu sobre alusões de um jovem Vô que não viveu o tempo que contempla, mas ele antes di discursar fechou de um jeito meio “spank punk violento” com Corações Psicodélicos (Ronaldo Foi pra Guerra, 1984).

PS: Foto retirada do site G1

terça-feira, 21 de maio de 2013

Autoramas detona em Campinas


 Canibal Vegetariano 
Sexta-feira, para muitos dia de sair para curtir, mas para nós do Canibal Vegetariano, além da curtição, fomos para fazer algumas fotos e registrar a apresentação de uma das bandas mais importantes do cenário rock independente do Brasil, o Autoramas, que há mais de uma década faz rock, sem frescuras, músicas diretas e com guitarra limpa e baixo distorcido.
                Só para variar um pouco, a trupe do Canibal saiu atrasada devido aos compromissos profissionais. Mas, mesmo com atraso, deu para papear com conhecidos, trocar ideia sobre a cena independente e também jogar bilhar, enquanto que nas caixas de som do Bar do Zé o rock rolava solto, preparando a galera, que compareceu em bom número, para acompanhar a apresentação da banda.

Canibal Vegetariano 
                Depois do papo, da jogatina, chegou a hora do show. Posicionamento próximo ao palco para conferir de perto todos os detalhes. Já havia visto uma apresentação deles na Virada Cultural em 2010, mas nunca havia ficado tão próximo. E o show foi tudo aquilo que se esperava. Gabriel Thomaz com todas suas coreografias, guitarra limpa e acompanhado pela galera em meio às canções. Flavia Couri, além da beleza, executa muito bem suas performances, com seu baixo distorcido e manda bem nos backing vocals e carisma. E na batera Bacalhau, com pegada precisa e em várias oportunidades levantava de seu kit para participar da coreografia.

Canibal Vegetariano 
                Em mais de uma hora a banda apresentou canções do último lançamento "Música Crocante" e também clássicos de seus outros discos, como "Fale mal de mim", "Carinha triste", "Você sabe", "Caty chorus". Foi um show de rock na medida certa, músicas tocadas com vontade e precisas, o público cantou, dançou, comemorou. Mais rock que isto, impossível. Espero, muito em breve, ver outra apresentação, pois o rock do Autoramas é honesto!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Os Vulcânicos: uma 'erupção' de rock'n'roll


 I Hate Flash
Os Vulcânicos são daquelas bandas que quando você ouve logo lembra de muitas coisas feitas ao longo de décadas e anos, mas mesmo assim, eles conseguem soar com algo novo. A mistura do pós moderno com rock dos tempos de ouro, faz dessa banda ser uma novidade muito bem vinda e quem gosta de rock para agitar e se divertir, nada melhor do que ouvir o som desses caras. Para saber mais sobre esse trabalho, conversamos com o guitarrista e vocalista Dony Escobar, que também ataca no baixo da banda Os Estudantes. Abaixo você confere entrevista na íntegra.

Canibal Vegetariano: Cara, como surgiu Os Vulcânicos, quem são os integrantes atuais? Houve mudança na formação?
Dony Escobar: Bem, tudo começou em 2009. Tocávamos covers em um bar pé sujo na Lapa (Rio de Janeiro) todas as sextas e sábados. A nossa ideia era tocar coisas legais, que geralmente não se ouve ao vivo em bares. O que chamou atenção das pessoas, acho que foi o fato da gente envenenar esses covers e transformá-los em uma coisa meio nossa. Sem contar também que éramos muito barulhentos e tocávamos muito alto para uma banda de bar.
 Depois de 2 anos metidos nessa roubada, resolvemos compor algumas músicas e logo mais, seria lançado o nosso primeiro EP com 5 músicas. Sendo uma delas versão Surf/Instrumental para o clássico Juízo Final do Nelson Cavaquinho. Começamos como um quarteto. Depois viramos um trio e tínhamos vários bateras “subs” até o Zozio assumir de vez as baquetas. A formação atual é: Eu (guitar/voz), Zozio (bateria/voz) e Filipe Proença (voz/baixo). 
 Patricia Moreira Lima
CV: E essa sonoridade meio garage rock, anos 50, com pitada de punk. Como surgiu essa mistura?
DE: Se você é fã dos Cramps, Sonics, Dick Dale, Johnny Cash e resolve formar uma banda, naturalmente, vai sair algo semelhante. É claro que no começo de tudo você já tenta pensar como sua banda vai soar e tal e rola uma certa preocupação boba. Mas, acabou dando nisso.
CV: Quais são suas influências musicais e como é tocar em uma banda que é muito diferente, você é baixista d'Os Estudantes?
DE: Vixe! Vou pensar em algo que defina o que sou musicalmente sem ficar de blá blá blá. (risos)
Deixa eu ver... "Digamos que Hendrix e Link Wray pararam um dia, sentaram juntos para ouvir Dead Kennedys e resolveram montar um projeto com East Bay Ray. Depois viajaram juntos para o Peru e conheceram os insanos Los Saicos. Depois disso, se juntaram todos para tocar covers dos Pixies e Patife Band no velório do Krist Novoselic". É uma metáfora idiota, mas acho que dá para resumir bem.
Mesmo eu sendo guitarrista, toco baixo n`Os Estudantes já tem mais de 4 anos.Não tem muita diferença. Uma banda faz um barulho rápido, violento e cru. A outra faz um barulho não muito rápido, reverberado e cru.
CV: O que Os Vulcânicos representa para você?
DE: Só amor!! hehe

CV: Como é o trabalho de composição n'Os Vulcânicos? Vocês fazem trabalho em grupo ou é um lance mais individual?
DE: Normalmente, eu crio algum riff e gravo falando alguma merda por cima e envio para o Zozio e para o Filipe. Depois disso, em algum momento, entramos em estúdio ou vamos pro sitio do Zozio no meio do mato lá na cidade de Piraí, jogamos tudo na mesa ao 'vivão' e juntos vamos mudando, encaixando isso, tirando aquilo, até chegar no ponto certo.  
 Marina Marchesan
CV: Qual sua opinião sobre a cena atual do rock e também do underground, não apenas no Rio de Janeiro, mas no Brasil em geral?
DE: A cena aqui no Rio é aquela coisa, né? Tenho coisas ruins e boas para falar. Melhor deixar quieto.
Uma coisa engraçada que rola com Os Vulcânicos é que conseguimos atingir um público grande e muito variado. Se você for em nosso show aqui no Rio, você vai encontrar punks, hippies, rastafaris, anarcopunks, galera indie, galera rockabilly, galerinha rocker, mods, hipsters da Lapa, galera universitária e etc. Não me pergunte o porquê! Acho isso legal para caralho.
Enquanto ao restante do Brasil, vejo várias bandas legais de lugares diferentes que vem se destacando como Os Beach Combers (Rio de Janeiro), Leptospisore (Bragança Paulista), Renegades of Punk (Aracaju), Damn Laser Vampires (Porto alegre) e mais uma porrada de coisas legais. Então isso é sinal de que algo legal acontece em outras cidades desse Brasil.

CV: Quantos trabalhos você lançou com esta banda?
DE: Dony: Foram dois: Os Vulcânicos (EP) 2012 e El Truco (EP) 2013
CV: O que vocês esperam para a banda neste final de 1º semestre e como será o restante do ano?
DE: Em janeiro lançamos um EP com 4 músicas intitulado de “El Truco” gravado no Estúdio Superfuzz (mesmo estúdio onde foram gravados os 4 últimos trabalhos d´ Os Estudantes). Estamos na pilha de fazer um clip para uma dessas 4 músicas ou um vídeo ao vivo com um aúdio maneiro. Gosto mais da segunda opção. Vídeo de banda ao vivo, bem feito e bem produzido é o que há. Assim você ver realmente qualé da banda. Sem frescuras e sem maquiagem!
Queremos sair mais do estado do Rio. Ir mais para São Paulo/interior e futuramente, Sul, Nordeste e etc. Esse ano ainda devemos tocar em Belo Horizonte e São Paulo.
CV: Quais são os espaços que vocês mais se apresentam?
DE: Mesmo com menos de 4 anos de banda... Já fizemos muitos, mas muitos shows mesmo. Creio que mais de 500. Tenha certeza de que somos uma das bandas que mais faz shows nessa cidade. Sempre pegamos um pico fixo para tocar todas as semanas. E vira e mexe, tocamos em festivais como o Mola 2012 no Circo Voador que tocamos junto com O Terno e Mallu Magalhães.
Atualmente tocamos todas as quintas no Pica Pau Cultural da Lapa (Sinuca Tico-Taco). É um evento nosso e sempre levamos outras bandas e artistas.
Ana Schlimovich
CV: Agradeço pela entrevista e deixo espaço para considerações e finais e também mercham. Abraço.
DE: Ouçam “El Truco” nosso segundo EP. Foi lançado no final de janeiro e ainda está fresco. São 4 músicas na pressão que juntas dão exatamente 13:30.
Pra quem quiser baixar nosso EP via Mediafire:
Vai zipado com as 4 músicas em MP3 (320 kbps) + Capa + Ficha Técnica.
Contato para shows: 
Don´t Mind The Fuzz Produções Artísticas
Tel: (21)8170-3199 - Falar c/ Guzz
Email: contato.vulcanicos@gmail.com
Valeuzão!
Abraços.
   

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Um arrasa quarteirão!


                No dia 27 de abril, a galera de um homem só (mas com amigos) do Canibal Vegetariano, foi até o Bar do Zé para ouvir o som de duas bandas que estavam programadas para aquela noite. Malni, Rio de Janeiro e Topsyturvy, de Mogi das Cruzes, em evento organizado pelo Café In Sônia, do camarada Zazá.
                Logo na chegada, a parada para dar uma "clalibrada" no corpo, pois são quase 40 quilômetros que separam o Canibal de Campinas, e uma pausa para um bilhar e um papo furado com os amigos. Como tudo na vida passa rápido, logo estava na hora da primeira banda se apresentar.
                Formada por músicos que integraram as bandas Noção de Nada e Zander, o power trio Malni foi a primeira a tomar seu espaço no palco do BDZ. Com riffs curtos e rápidos e com uma pegada entre o punk e o pop, os cariocas apresentaram várias canções de seu reportório e fez o público presente agitar. A banda também mostrou versatilidade durante sua apresentação, onde os dois músicos de frente trocaram seus instrumentos. Em pouco mais de meia hora, a banda ganhou a galera que acompanhava a apresentação.
                Mas, a banda incumbida de fechar à noite, Topsyturvy, formada por Alexandre Lima (guitarra e voz), Gustavo Rodrigues (bateria) e Athos (baixo), apresentaram músicas com diversas influências da cena rock'n'roll.
                Em show com menos de uma hora, os caras apresentaram várias canções de seus registros lançados até o momento. Um ponto marcante da banda é que seus músicos executam notas e formatos musicais complexos, mas que aos olhos e ouvidos parece algo tão simples de ser feito.


                Com uma guitarra “suja” e precisa, um baixo que “gritava” linhas mais do precisas e nada lineares, além de um baterista que prima pela pancada sem deixar a técnica e, principalmente, a emoção de lado, a banda fez uma apresentação “arrasa quarteirão”. Quem não conhecia a banda ficou encantado com o que viu no palco, pois ali transpirava-se rock da melhor qualidade e mostra para muitos desacreditados, que o rock vai muito bem, obrigado.
                De queixos caídos e com muito zumbido nos ouvidos, saímos satisfeitos do BDZ, pois não é todo dia que você tem o privilégio de acompanhar a apresentação de duas bandas que apresentam propostas diferentes de rock, mas com tanta qualidade e entrega no palco. Aqui fica um pedido especial dessa pessoa que escreve essas mal traçadas linhas, por favor, Zazá, traga a Topsyturvy novamente.
                Para saber sobre a Malni, acompanhe entrevista que eles concederam ao Café: http://cafeinsonia.com/2013/04/23/malni-em-campinas-entrevistamos-marcelo-cunha/
                Aqui, entrevista com o jovem de bom gosto futebolístico, Alexandre Lima, guitarra e vocal da Topsyturvy, que no sábado se apresentou com uma bela camiseta do Santos Futebol Clube: http://cafeinsonia.com/2013/04/26/topysturvy-sabado-2704-em-campinas-entrevistamos-alexandre-lima/

terça-feira, 23 de abril de 2013

Arte feita com bom humor


Rodrigo Birai
 Hoje nós deixamos um pouco a música de lado para falar com um rapaz que há anos se dedica a arte dos quadrinhos, charge, caricaturas, entre outras expressões artísticas. Cléverton Gomes é o cara que com traços finos e rápidos, faz caricaturas de anônimos e famosos e surfa na onda da ironia e crítica social, com charges sempre relevantes e atuais. Para saber mais sobre este tipo de arte, conversamos rapidamente com o homem da prancheta.

Canibal Vegetariano: Cara, como pintou o desenho em sua vida? Quais são suas influências?
Cléverton Gomes: Desde criança curto muito fazer desenhos em geral. Enquanto a galera jogava futebol, eu desenhava. As influências são as mais diversas que se possa imaginar. Desde Maurício de Souza, Ziraldo, irmãos Caruso, Ique, J. Carlos, Wall Disney, a pintores como Monet, Van Gogh, Da Vinci, Rembrant, Picasso, entre outros. Gosto de arte em geral e procuro variar estilos sempre que posso.

Rodrigo Birai
CV: E o lance das caricaturas, desde quando você as desenha e o que ainda pode ser aperfeiçoado?
CG: As caricaturas surgiram naturalmente. Como falei, entre as diversas tentativas de variar estilos comecei a fazer caricaturas ainda criança e não parei mais. As pessoas que acompanham meu trabalho incentivaram a divulgar esses desenhos que hoje são feitos em menos de um minuto, mas tenho muito o que melhorar, nunca sabemos tudo.

CV: Como é a reação de quem você desenha? Conte algo inusitado que já lhe ocorreu durante seu trabalho.
CG: Já desenhei muita gente, nas mais diversas situações e lugares e ainda pretendo fazer isso o resto da minha vida. É muito legal ver a reação da pessoa desenhada, muitas vezes ela se identifica de tal forma que coloca seu desenho em uma moldura, faz uma camiseta personalizada, entre outras possibilidades. Certa vez participava de um programa de rádio, quando de repente o  locutor falou: "Quem ligar agora ganhará uma caricatura falada", ou seja, uma espécie de retrato falado em forma de caricatura. O ouvinte passou o perfil físico da pessoa e fiz o desenho. Mais tarde a ouvinte foi até a rádio para retirar o desenho e segundo ela, a caricatura ficou parecida com a pessoa.

Rodrigo Birai
CV: Você faz muitas caricaturas de artistas, como eles veem esse tipo de arte? E como foi desenhar a galera do 'Ícones dos anos 80'?
CG: É muito bacana ter contato com as pessoas em geral, pois se percebe de imediato como a pessoa se sente ao ver sua imagem em forma de desenho. Quando tenho a possibilidade de desenhar artistas de grande repercussão e se deparam com as mais diversas situações, noto que eles também gostam muito do traço e da rapidez que o trabalho é feito. Normalmente o contato com esses artistas é bem rápido e eles curtem muito a possibilidade de serem  caricaturados ao vivo em segundos e levar essa lembrança para casa. Sobre o pessoal dos anos 80, me senti muito privilegiado em desenhar esses artistas que marcaram época no cenário musical nacional. Cresci ouvindo essas músicas e já os desenhei várias vezes, desde a minha infância, antes de vê-los pessoalmente. Estar frente a frente com Kid Vinil, Kiko Zambianchi, Guilherme Isnard, George Israel entre outros e desenhá-los, foi show! 

CV: Nesse dia, você de caricaturista deixou a prancheta e foi desenhado. Como é a sensação de estar do outro lado? E o Guilherme Isnard, leva jeito para isso?
CG: Cara, foi muito legal. Assim que terminei a caricatura do Isnard, ele pegou a prancheta das minhas mãos e me disse: "agora sou eu que vou desenhá-lo" e assim o fez. É interessante estar do outro lado da prancheta...(risos). Curti demais o desenho e a humildade do Isnard que se mostrou um bom caricaturista.

CV: Como é o mercado de caricaturas no Brasil? Você já esteve no exterior, como é o esquema por lá?
CG: Hoje se popularizou mais as caricaturas no Brasil, após o longo periodo histórico de censura no País, as pessoas vem se simpatizando com esse estilo artístico. Mas ainda tem muito o que melhorar. O Brasil ainda está em atraso nessa área cultural. Outros paises já valorizam a arte muitos anos antes e com certeza veem o valor dessas obras com outros olhos. Eu, como tantos outros profissionais, faço minha parte para que essa linha do humor e arte faça cada vez mais parte de nossas vidas.

CV: Como o brasileiro trata a arte, de maneira geral?
CG: O brasileiro é sensacional se tratando de bom humor e criatividade e isso ajuda demais na criação de trabalhos artísticos, porém a valorização da arte no País ainda é muito banalizada. É interessante que os educadores de maneira geral aplique com mais frequência a importância da arte e não deixe que a população apenas a veja como 'algo bonitinho'. A arte deve ser analisada, interpretada e discutida, pois mostra visões variadas, muitas vezes, de situações que deixamos passar despercebidas.

Rodrigo Birai
CV: E as charges, muitas delas polêmicas, de onde surge ideia para este tipo de 'notícia' resumida com humor e quase sem palavras?
CG: As ideias para montar uma charge surgem de situações diárias. Desde assunto políticos de grande destaque a momentos do dia-a-dia. Histórias contadas pelas pessoas também auxiliam na criação dessas charges. É necessário estar atento aos assuntos variados para elaborar uma charge. E legal ver a satisfação das pessoas ao verem e comentarem esse trabalho de rápida interpretação.

CV: Valeu pelo papo, deixo espaço para suas considerações finais e faça seu merchan.
CG: Gostaria de agradecer ao Canibal Vegetariano pela oportunidade de falar um pouco sobre meu trabalho. E gostaria de aproveitar a oportunidade de convidar a todos para que conheça um pouco mais do trabalho de Cleverton Gomes através do blog: www.clevertoncaricaturas.blogspot.com, também no facebook - Cleverton Gomes e do grupo 'O Cleverton já me desenhou'. Quem curtir vídeos, tem uma page no youtube: www.youtube.com/clevertonnaweb. O telefone para contato é o (11)9 9708-9601. Abraço a todos e até a próxima.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Uma viagem no tempo

Canibal Vegetariano
Sem sair do lugar, público que esteve na Festa do Caqui sexta-feira pode voltar aos anos 80 e curtir grandes hits da época ao som de vários artistas
Canibal Vegetariano

                Vários artistas que fizeram história nos anos 80 se apresentaram durante a quarta noite da 11ª Festa do Caqui, realizada em Itatiba. Sem sair do lugar, o público presente cantou e relembrou canções que marcaram a história do cancioneiro popular.

                Escalados para participar da festa estavam Kid Vinil, Kiko Zambianchi, George Israel, Marcelo Nova, Ritchie e Guilherme Isnard. Os artistas foram acompanhados por músicos que integram as bandas Pato Fu e Ultraje a Rigor, entre os mais conhecidos estava o baixista Mingau, que tocou com nomes importantes do punk brasileiro nos anos 80, como Ratos de Porão, Inocentes e 365.
Canibal Vegetariano

                O primeiro a subir ao palco foi o inglês radicado no Brasil, Ritchie que levou o público ao delírio com suas canções mais conhecidas como “A vida tem dessas coisas” e “Menina veneno”. Na sequência veio Kiko Zambianchi, que com seu bom humor habitual conquistou a galera e fez a galera cantar “Rolam as pedras”, “Primeiros erros” e relembrou músicas de sua autoria regravadas por outras bandas do cenário do rock nacional. Assim que Kiko deixou o palco, foi a vez de Guilherme Isnard tomar conta do microfone principal e trazer a 
lembrança de canções de sua banda Zero, principalmente da música “Quimeras”.
Canibal Vegetariano 

                George Israel foi o quarto a se apresentar e o saxofonista da banda Kid Abelha fez o público relembrar músicas de bandas como Barão Vermelho, do cantor e compositor Cazuza e também de sua banda, como “Eu tive um sonho”. Antes de sair do palco, o músico dividiu espaço com a quinta atração da noite, Kid Vinil. Juntos, Kid fez a parte de saxofone no mega hit “Tic tic nervoso”.
                Ainda no palco, Kid mandou o maior sucesso de sua carreira “Sou boy”. Ele relembrou um dos maiores hits da década de 80 “Até quando esperar”. Kid também deu início a música “Aluga-se”, de autoria de Raul Seixas, no meio da canção, ele deixou o palco e o final ficou a cargo de Marcelo Nova, vocalista da banda Camisa de Vênus.
Canibal Vegetariano

                Além de “Aluga-se”, “Marceleza” ainda executou “Simca chambord”, “Só o fim” e relembrou uma música sua em parceria com “Raulzito”, “Pastor João e a Igreja invisível”, onde com uma garrafa d’água, fez menção de ser água benta e jogou para abençoar (ou amaldiçoar?) o público. 
Canibal Vegetariano
Ao final, sem Marcelo Nova, os outros cinco nomes voltaram ao palco e juntos relembraram “Ciúme” da banda Ultraje Rigor e fecharam a noite com “Meu erro” dos Paralamas do Sucesso.






sexta-feira, 12 de abril de 2013

As pedras ainda rolam


Divulgação
Kiko Zambianchi é músico de Ribeirão Preto e fez parte da geração rock 80. Autor de hits que marcaram época, cantor e compositor falou ao Canibal Vegetariano sobre sua carreira de 29 anos, sucesso, as novidades que estão por vir e também sua paixão pelo Santos Futebol Clube. Abaixo você confere entrevista na íntegra e algumas músicas famosas do compositor. 

Canibal Vegetariano: Kiko, como você resume seus 29 anos de carreira? Se pudesse voltar no tempo, mudaria algo?
Kiko Zambianchi: Mudaria várias coisas, mas estou satisfeito com o rumo que a minha carreira tomou. Tive meus altos e baixos mas, sabendo das dificuldades de vencer como artista no Brasil, me considero um vencedor.

" Gostaria que o rock no Brasil fosse mais unido"

CV: Nos anos 80, não havia facilidade para se comunicar. Como foi começar a carreira em Ribeirão Preto?
KZ: Comecei a dar os primeiros passos da minha carreira em Ribeirão mas foi em São Paulo que tudo aconteceu. Em Ribeirão participava de festivais e fiz meus primeiros shows com a banda que tinha chamada "Vida de Rua". Era mais complicado gravar e mostrar o seu trabalho na época, mas tínhamos diretores artísticos e eles faziam uma triagem do que seria lançado no mercado. Essa era a meta de qualquer artista que estivesse começando.

CV: O que te levou a ser músico? Quais são suas principais influências?
KZ: Meu pai sempre me fez escutar música clássica e durante minha infância toda, ouvi todos os compositores clássicos ao mesmo tempo que ouvia nas rádios as primeiras músicas dos Beatles. Depois os Rolling Stones, Secos e Molhados, Rita Lee, Caetano, Gilberto Gil. Toda aquela miscelânea musical dos anos 80 foram influências na minha vida.


CV: Fale um pouco sobre seu trabalho acústico, gravado em Ribeirão. Tem previsão de lançamento? Como rolou a ideia para gravar esse disco?
KZ: Primeiramente, esse disco seria um DVD, mas como tivemos problemas com as imagens, ele virou um CD. Gravei músicas que fizeram parte da minha carreira e algumas inéditas. Foi muito legal gravar esse disco e a ideia apareceu depois que notei que era um dos poucos que não havia lançado um disco acústico.

CV: Depois deste trabalho, você pretende seguir esta linha ou voltará para o "rock'n'roll"?
KZ: Estou louco pra tocar guitarra… acho que nem vou aguentar por muito tempo sem usar a minha 335 nos meus shows. Violão é o meu instrumento, adoro tocá-lo nos shows, mas estou com saudades de fazer mais barulho e o próximo disco vai ter muita guitarra.

CV: Sobre o show que você participará em Itatiba hoje, com vários ícones dos anos 80, como você avalia essa reunião?
KZ: É muito bacana reunir amigos e poder fazer um show dividindo a responsabilidade com eles. Quando comecei a fazer esse tipo de show, achava estranho, mas com o tempo acho que me acostumei com a ideia e hoje gosto bastante. Todos os show que fazemos acabam com uma grande festa e é isso que mais importa para qualquer artista.

CV: O que você pretende apresentar ao público?
KZ: Nesse show toco quatro músicas, às vezes cinco, e faço as minhas mais conhecidas mais um cover da Legião.

CV: A regravação de Hey Jude foi um sucesso enorme no final dos anos 80? Ele estará neste show? Esse sucesso da música, mudou algo para você? O quê?
KZ: Ela foi gravada em 1990 e por essa razão a música não faz parte desse show (risos). Essa música foi gravada para fazer parte da trilha sonora de uma novela da Globo, chamada "Top Model", e para a novela foi melhor do que para mim naquele momento. Preferiria continuar subindo as escadas degrau por degrau, mas essa música foi um sucesso tão grande que desestruturou um pouco minha carreira. Hoje em dia já não tenho tantos problemas em relação a ela, mas na época não gostei de ter gravado e não esperava tanto sucesso.


CV: Quais suas cinco bandas clássicas do rock nacional e o que você tem ouvido atualmente?
KZ: Não tenho ouvido muitas bandas, mas gosto e sou amigo de mais do que cinco bandas, então prefiro deixar em branco essa questão. Gostaria que o rock no Brasil fosse mais unido e voltasse a trabalhar pela música nacional. Estamos precisando de pessoas que tenham essa noção.

"Violão é o meu instrumento, adoro tocá-lo nos shows, mas estou com saudades de fazer mais barulho" 

CV: Uma pergunta sobre futebol. Como você se tornou santista?
KZ: Eu nasci em 1960… tinha jeito de torcer pra outro time? Me tornei santista por que quando era criança meu padrinho levou eu e meu irmão na Vila Belmiro e eu fui recebido pelo Pelé, no meio do campo!! O que mais uma criança precisaria para começar a torcer pelo Santos??

CV: Agradeço pela entrevista e deixo espaço para suas considerações finais.
KZ: Abraço.

terça-feira, 9 de abril de 2013

O eterno 'herói' do Brasil


Divulgação
Quase cinco anos após sua última apresentação em Itatiba, Kid Vinil volta à cidade para participar de uma jam session com vários músicos que marcaram época nos anos 80, como Kiko Zambianchi, George Israel, Ritchie entre outros. Antes de sua apresentação, ele falou com o Canibal Vegetariano sobre o show com seus amigos, novas bandas, volta da rádio rock entre outros assuntos da cultura pop. Abaixo você confere a entrevista na íntegra.

Canibal Vegetariano: Kid, como será o show ‘ícones dos anos 80’? Quais músicas você apresentará?
Kid Vinil: Nesse show, que funciona como uma jam session, a média de músicas para cada participante vai de 5 a 8 canções. No meu caso serão meus hits, "Sou Boy", "Tic Tic Nervoso", "Comeu" e mais alguns covers como "Até quando esperar" que eu canto com o Mingau, "Será" da Legião Urbana. No bis provavelmente faremos todos, alguma dos Ramones, "Bete Balanço" do Barão Vermelho.

CV: Já rolou algum show deste estilo? Qual sua opinião sobre este evento?
KV: Essas reuniões de galera dos anos 80 (século 20) ocorrem há um bom tempo. Tudo começou há cerca de 10 anos no Morro da Urca, no Rio de Janeiro. O Léo Jaime reuniu um time que tinha Ritchie, a BLitz, o Kiko Zambianchi e eu. Fizemos vários shows com essa formação. Depois fizemos aquele dvd Anos 80 - Multishow, que vendeu mais de cem mil cópias. Continuamos a fazer essas reuniões, mas nem sempre com o mesmo time. Tudo depende da disponibilidade e da agenda de cada um, daí vamos montando o cast. O Mingau atualmente é quem orquestra essas jam sessions. A banda de apoio sempre foi essa galera do Ultraje a Rigor. Já corremos várias cidades pelo Brasil. É um formato que deu certo e resgata muita coisa legal dos 80. Eu particularmente me divirto muito, no palco, fora do palco, trocamos ideias, relembramos acontecimentos. Um exercício muito saudável com músicos altamente competentes, puro prazer!

"Parece que a Internet reduziu um pouco esse interesse em garimpar coisas e obter a informação de fontes confiáveis como sites importantes lá de fora, revistas etc. Aquele trabalho de pesquisa que fazíamos em outras décadas, quando não havia internet, através de revistas, lojas de discos etc., acabou"

Divulgação
CV: Você esteve em Itatiba em 2008. O que o público verá de diferente em sua apresentação?
KD: Na verdade esse show, como eu disse, é uma jam session de vários intérpretes e músicos. Acho que a diferença está na festa que vamos proporcionar.

CV: O single 'Sou Boy' completa 30 anos em 2013. O que mudou nessas três décadas? Sua paixão pela música ainda é a mesma?
KV: A música tornou-se um clássico com o passar dos tempos. As pessoas me reconhecem por causa dessa música e do "Tic Tic Nervoso". Para mim é muito importante ter uma ou mesmo duas músicas que me identifiquem. Acho que a realização de todo artista é um dia ter uma música que seja sucesso em todo pais e que marque para sempre sua carreira. Comigo aconteceu isso e me prevaleço disso até hoje. Tenho o maior prazer sempre que a canto, pois se não fosse essa música eu seria um "zé ninguém".

CV: E a banda Magazine? Tem possibilidade de retorno para comemorar o aniversário do single?
KV: Talvez, conversamos a respeito no ano passado e eles ficaram animados em fazermos alguns shows dos nossos 30 anos. Vamos ver se rola, tudo depende de empresários. Às vezes é mais fácil eu mesmo me vender como Kid Vinil em certos eventos do que encaixar a banda, mas estamos tentando. Acho que merecemos uma comemoração.

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CV: Já pediram para você regravar o hit 'Sou Boy'?
KV: Não, acho que a gravação original é definitiva, jamais regravaria. Tem tudo a ver com uma época e um momento do rock brasileiro. Hoje mesmo regravada e atualizada para moto boy, não faria mais sentido.

CV: E seu programa na Brasil 2000, como você o avalia? Quem é o público que ouve?
KV: O programa é somente pela internet e hoje poucas pessoas têm saco de ouvir programas na Net, infelizmente. Não tenho muita resposta, mesmo pelo facebook e twitter. Me dá impressão de que as pessoas não estão muito interessadas no novo. Perderam um pouco o interesse por boa música, não estou generalizando, tem uma parcela, mesmo que pequena, que ainda gosta de se informar. Parece que a Internet reduziu um pouco esse interesse em garimpar coisas e obter a informação de fontes confiáveis como sites importantes lá de fora, revistas etc. Aquele trabalho de pesquisa que fazíamos em outras décadas, quando não havia internet, através de revistas, lojas de discos etc., acabou. Hoje a informação é pulverizada e confunde muito, se as pessoas não procurarem nos lugares certos.

CV: Mesmo com programa em outra rádio, qual sua opinião sobre o retorno da 89 FM?
KV: Eu adoraria estar por lá fazendo um programa, talvez daí eu conseguisse maior retorno, mas infelizmente não sei se a atual diretoria está a fim disso. De qualquer forma acho importante a volta da rádio rock, pois tínhamos ficado somente com a Kiss FM no ar e faltava outra rádio, uma vez que a Brasil 2000 foi arrendada pela Eldorado e ficaram transmitindo a programação rock apenas pelo site.

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CV: Você é um dos pioneiros do punk no Brasil, como vê o estilo atualmente?
KV: Hoje existem boas bandas influenciadas pelo punk, principalmente na Califórnia. Gosto do OFF!, do Fidlar, no Texas tem o Dikes Of Holland em Nova Yorque tem The Men, no Canada Fucked Up (essa última mais para o hardcore, mas muito boa). A nova geração americana tem muito de punk no seu trabalho, acho isso importante. No Brasil não acompanho muito essa cena, pois fica muito no underground e quase não tenho acesso, mas sei que existem bandas influenciadas pelo punk por aqui.

CV: Qual banda que mais te chamou atenção nesse começo de ano? Por quê?
KV: O disco que mais ouvi nesse inicio de ano foi da banda californiana Fidlar, punk simples, poucos acordes, mas gostoso de ouvir.

"'Sou Boy' tornou-se um clássico com o passar dos tempos. As pessoas me reconhecem por causa dessa música e do 'Tic Tic Nervoso"'

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CV: O que podemos esperar do rock para os próximos anos?
KV: É difícil prever alguma coisa, mas se as coisas continuarem nesse ritmo de bandas novas com qualidade, principalmente na América, acho que teremos uma resposta ao Britpop e ao grunge, que todos esperam há muito tempo.

CV: Agradeço pela entrevista e deixo espaço para seus comentários finais.
KD: Um abraço a todos.
   

quarta-feira, 3 de abril de 2013

'Chuva de tijolos' nas caixas de som


Músicas com batidas eletrônicas misturadas com guitarras, belas melodias, linhas de baixo e algumas bases com violão. Este é um resumo simples do disco 'Robsongs'. Vocalista e guitarrista da banda paulistana, The Concept, Robson Gomes aproveitou tempo livre de sua banda e em um estúdio improvisado e caseiro, gravou um EP com quatro músicas. Sobre este lançamento, conversamos com o cantor e compositor para saber mais de sua carreira e planos.

Canibal Vegetariano: Por que Robsongs?
Robson Gomes: Robsongs seria Robson + Gomes + dos Santos, até meu nome é musical (risos).

CV: Desde quando você produz este trabalho solo?
RG: Comecei a aprender e a produzir minhas próprias musicas em 2010. Sabia o que tinha na cabeça, mas ainda não conseguia externar da maneira que eu queria. Fui obrigado a aprender a produzir minhas próprias músicas por necessidade, por falta de recursos financeiros para fazer as captações em estúdios profissionais e também por que sempre quis fazer isso...

CV: Como foi o processo de gravação? Houve participações especiais?
RG: Ligava o computador, montava tudo que era possível aqui no meu quarto, gravava parte por parte, instrumento por instrumento... Os recursos sempre foram os mínimos necessários e tudo isso em um penthium 4. Mas não se engane, o computador não faz nada por você, existem samplers, presets, programas, plug ins, mas nas minhas músicas nada foi sampleado, tudo feito na unha... O computador não toca por você, apenas faz o trabalho que os rolos analógicos faziam e fazem até hoje e facilita a vida de compositores e produtores como eu. Claro que adoraria ter um ótimo estúdio ao meu dispor, mas a realidade é outra e não vou deixar de registrar minhas músicas por romantismo de certos puristas. Para mim, o que importa mesmo é a música e não como ela foi feita. Tudo foi feito e arranjado por mim, sem nenhuma participação e coisas como as vozes e violão tive que gravar no estúdio de um amigo por não ter o silêncio necessário para fazer as captações, pois moro em uma avenida muito barulhenta.

CV: Cara, como você define as músicas que compõe. Esta é para o Robsongs e esta para The Concept?
RG: Com o coração mesmo. Certas estruturas harmônicas acho que cabem melhor em determinado trabalho e também por uma questão sonora e estética mesmo.

CV: Como pretende divulgar este trabalho? Haverá shows solo?
RG: Sim, já fiz duas apresentações solo, com programações e futuramente pretendo também formar uma banda, que sempre foi a ideia primordial.

CV: Discos, dizem que eles estão em baixa, algo que não acredito. Você pretende lançar este trabalho em CD ou vinil, ou apenas em MP3 pela internet?
RG: Os dois primeiros singles estão disponíveis tanto para compra digital, quanto a compra física no site oficial da The Blog That Celebrate Itself Records, no Bandcamp ou através do email:  renatomalizia@hotmail.com. Quanto ao formato em vinil é um sonho que tenho e sim, é muito cogitado. As pessoas que realmente apreciam música, fazem questão de comprar as obras em formato físico e ajudar o artista a continuar produzindo seus trabalhos.

CV: Quais foram suas influências para gravar este EP e como seus companheiros de banda encaram este trabalho solo?
RG: Minhas influências são várias, desde, V.U. a Brian Jonestown Massacre. Meus companheiros de banda me apoiam, pois sabem que tenho necessidade e que sou uma pessoa extremamente prolífera musicalmente...

CV: Qual sua opinião sobre o momento que vivemos em questões musicais. Como estão as casas de shows, o público e os bares? O que mudou do início da década de 90 para agora?
RG: Acho que finalmente está surgindo uma cena nacional bem consistente, algo que nos anos 90 também existiu e curiosamente, são as pessoas dessa mesma época que estão novamente recriando algo que se perdeu por falta de seriedade e união das bandas. Aqui não houve uma cena e todas as outras bandas eram rivais, ao contrário de muitos outros países que se apoiavam e celebravam uns aos outros.

CV: O que mais o público pode esperar de Robson Gomes para este 2013?
RG: Um novo single que deve sair em breve e até o fim do ano um disco inteiro de novas composições e muitas outras surpresas.

CV: Deixo espaço para suas considerações finais, grato pela entrevista.
RG: Agradeço imensamente o interesse por minhas músicas e as pessoas que vem me apoiando desde o início, especialmente Renato Malizia e Dimitry Uziel e The Blog That Celebrate Itself Records, meus amigos e familiares e essencialmente Deus por existir e me permitir exprimir todos esses sentimentos.  

'Chuva de tijolos' em formato de rock

                'Os dias caem como uma chuva de tijolos', essa é uma parte da canção "Chuva de Tijolos" que abre o disco de RobSongs. Com uma mescla de pop, rock e música eletrônica, Rob faz o ouvinte ficar ligado em suas linhas de baixo entre batidas mecânicas e uma voz que lembra algumas bandas shoegaze.
                O disco de Robson Gomes, guitarrista da banda The Concept, é um EP que mescla o melhor do pop rock "tradicional" com estilos mais modernos e letras que refletem certo desespero social em relação ao tempo, estilo de vida entre outros assuntos existenciais.
                Com músicas gravadas no melhor estilo "Do Yourself" (faça você mesmo), Robson gravou músicas muito pessoais mas que com certeza atingiram em cheio pessoas que estão à busca de novas sonoridades e experimentações. Se você ainda não tem esse EP em sua coleção, entre em contato no endereço citado na entrevista, pois o disco está para ser descoberto por pessoas que não tem pré-conceitos musicais. 

sábado, 30 de março de 2013

Mantendo o ritmo com Ummagma



Você já ouviu falar sobre a banda Ummagma  neste blog, Canibal Vegetariano, com uma entrevista com membros da banda Alexx e Shauna, e sobre a sua colaboração com a banda ucraniana Nameless (UA, Ternopil). Tendo lançado dois álbuns, remixes diversos, um único conjunto, e quase uma dúzia de vídeos de música no passado semestre, não é de admirar que este duo improvável tem sido o foco de mais de 130 artigos de imprensa originais emitidos em mais de 20 países, incluindo um de página inteira na revista Rolling Stone Rússia.

Mais uma vez, os holofotes se voltam para Ummagma graças a vários acontecimentos intrigantes para esta canadense-ucraniana-gênero multi (indie alt-rock dreampop ambiente postrock shoegaze) duo. O primeiro é o novo remix de "Lama" por Jane Woodman, um DIY multi-instrumentista e cineasta cuja própria contribuições musicais são notáveis ​​(nós vamos chegar a isso em um minuto). Em comparação com a versão original do Lama, com sua distinta sensação de sonho torpor olhar-arejado trippy, remix Woodman é notável por sua deliciosa lado sombrio, uma dica para o seu trabalho (e futura) anterior. A faixa mantém o apelo shoegaze mesmo dreampop do original, ao ganhar algo que é claramente mais perto de darkwave, gótico e até mesmo um pouco industrial.

Ambos Ummagma e Jane Woodman são ambos TOP-nos familiares de gráfico de Nova York e o Darkroom Indie Music Chart concorda com Dingus em recente avaliação da Música desta dupla: "Eu não conseguia pensar em uma combinação mais perfeita ou um par melhor para representar a cena musical DIY"

Em seguida, voltar-se para Jane Woodman, um artista solo com sede em San Francisco, que estreou seu primeiro EP "Electronique Poema" há mais de um ano e já nos deu uma prévia do que está por vir de seu próximo álbum "Red Adolescente", produzido por Monte Vallier (A Lua Soft, Weekend, Lentidão). O som dela é um ópio viciante do sonho de indutores de guitarras, vocais sonhadores evasivas, e cama ritmo industrial que envolve em camadas subliminares de shoegaze, gótico, pós-punk e darkwave. Ela recentemente lançou um vinil colorido de 7 "com avant violoncelista Zoe Keating (conhecido por seu tra
balho com Rasputina e Palmer Amanda, ex-Dresden Dolls). Nós temos observado recentemente a atenção significativa em sua direção e é claro o porquê. Como a situação com Ummagma, isso é arte.

Assista vídeos próximos, incluindo um para remixar Jane de "Lama", em um futuro próximo. Enquanto isso, por favor, aproveite o vídeo mais recente Ummagma, mixado pelo cineasta e Uziel arte Dimitry designer com o apoio do blog que comemora Itself Records, que tem, aparentemente, desenvolveu uma relação mútua com Ummagma.



Keeping Pace with Ummagma


You have already heard about the band Ummagma previously on Canibal Vegetariano – an in-depth review of their music, an interview with band members Alexx and Shauna, and about their collaboration with Ukrainian band Nameless (UA, Ternopil). Having released 2 albums, several remixes, one joint single, and nearly a dozen music videos in the past half-year, it’s no wonder that this unlikely duo has been the focus of over 130 unique press articles issued in over 20 countries, including a recent full-page feature in Rolling Stone Russia.

Once again, the spotlight swings back towards Ummagma thanks to several intriguing developments for this Canadian-Ukrainian multi-genre (indie alt-rock dreampop ambient postrock shoegaze) duo. First up is the new remix of “Lama” by Jane Woodman, a DIY multi-instrumentalist and film-maker whose own musical contributions are noteworthy (we’ll get to that in a minute). In comparison to the original version of Lama, with its distinct airy dream-daze-gaze trippy feeling, Woodman's remix is noteworthy for its dark luscious underbelly, a tip-off to her previous (and forthcoming) work. The track retains the same dreampop shoegaze appeal of the original, while gaining something that is clearly closer to darkwave, goth and even slightly industrial.

Both Ummagma and Jane Woodman are both TOP-5 familiars of New York City’s Indie Darkroom Chart and The Scottish New Music Chart. I’d have to agree with Dingus on Music’s recent assessment of this duo: “I couldn’t think of a more perfect combination or a better pair to represent the DIY music scene”
  
Next we turn to Jane Woodman, a solo artist based in San Francisco, who debuted her first EP “Poem Electronique”  over a year ago and has already given us a sneak preview of what’s to come from her forthcoming album “Teenage Red”, produced by Monte Vallier (The Soft Moon, Weekend, Slowness).  Her sound is an addictive opiate of dream-inducing guitars, evasive dreamy vocals, and industrial rhythm bed that wraps you in subliminal layers of shoegaze, goth, post-punk, and darkwave. She recently released a colored vinyl 7” with avant cellist Zoë Keating (known for her work with Rasputina and Amanda Palmer, formerly of Dresden Dolls). We've recently noticed significant attention in her direction and it's clear why. Like the situation with Ummagma, this is ART.

Watch for forthcoming videos, including one for Jane’s remix of “Lama”, in the near future. In the meantime, please enjoy the latest Ummagma video,  mixed by filmmaker and art designer Dimitry Uziel with support from The Blog That Celebrates Itself Records, which has apparently developed a mutual relationship with Ummagma.