______Versão on-line do zine Canibal Vegetariano______

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sexta-feira, 12 de abril de 2013

As pedras ainda rolam


Divulgação
Kiko Zambianchi é músico de Ribeirão Preto e fez parte da geração rock 80. Autor de hits que marcaram época, cantor e compositor falou ao Canibal Vegetariano sobre sua carreira de 29 anos, sucesso, as novidades que estão por vir e também sua paixão pelo Santos Futebol Clube. Abaixo você confere entrevista na íntegra e algumas músicas famosas do compositor. 

Canibal Vegetariano: Kiko, como você resume seus 29 anos de carreira? Se pudesse voltar no tempo, mudaria algo?
Kiko Zambianchi: Mudaria várias coisas, mas estou satisfeito com o rumo que a minha carreira tomou. Tive meus altos e baixos mas, sabendo das dificuldades de vencer como artista no Brasil, me considero um vencedor.

" Gostaria que o rock no Brasil fosse mais unido"

CV: Nos anos 80, não havia facilidade para se comunicar. Como foi começar a carreira em Ribeirão Preto?
KZ: Comecei a dar os primeiros passos da minha carreira em Ribeirão mas foi em São Paulo que tudo aconteceu. Em Ribeirão participava de festivais e fiz meus primeiros shows com a banda que tinha chamada "Vida de Rua". Era mais complicado gravar e mostrar o seu trabalho na época, mas tínhamos diretores artísticos e eles faziam uma triagem do que seria lançado no mercado. Essa era a meta de qualquer artista que estivesse começando.

CV: O que te levou a ser músico? Quais são suas principais influências?
KZ: Meu pai sempre me fez escutar música clássica e durante minha infância toda, ouvi todos os compositores clássicos ao mesmo tempo que ouvia nas rádios as primeiras músicas dos Beatles. Depois os Rolling Stones, Secos e Molhados, Rita Lee, Caetano, Gilberto Gil. Toda aquela miscelânea musical dos anos 80 foram influências na minha vida.


CV: Fale um pouco sobre seu trabalho acústico, gravado em Ribeirão. Tem previsão de lançamento? Como rolou a ideia para gravar esse disco?
KZ: Primeiramente, esse disco seria um DVD, mas como tivemos problemas com as imagens, ele virou um CD. Gravei músicas que fizeram parte da minha carreira e algumas inéditas. Foi muito legal gravar esse disco e a ideia apareceu depois que notei que era um dos poucos que não havia lançado um disco acústico.

CV: Depois deste trabalho, você pretende seguir esta linha ou voltará para o "rock'n'roll"?
KZ: Estou louco pra tocar guitarra… acho que nem vou aguentar por muito tempo sem usar a minha 335 nos meus shows. Violão é o meu instrumento, adoro tocá-lo nos shows, mas estou com saudades de fazer mais barulho e o próximo disco vai ter muita guitarra.

CV: Sobre o show que você participará em Itatiba hoje, com vários ícones dos anos 80, como você avalia essa reunião?
KZ: É muito bacana reunir amigos e poder fazer um show dividindo a responsabilidade com eles. Quando comecei a fazer esse tipo de show, achava estranho, mas com o tempo acho que me acostumei com a ideia e hoje gosto bastante. Todos os show que fazemos acabam com uma grande festa e é isso que mais importa para qualquer artista.

CV: O que você pretende apresentar ao público?
KZ: Nesse show toco quatro músicas, às vezes cinco, e faço as minhas mais conhecidas mais um cover da Legião.

CV: A regravação de Hey Jude foi um sucesso enorme no final dos anos 80? Ele estará neste show? Esse sucesso da música, mudou algo para você? O quê?
KZ: Ela foi gravada em 1990 e por essa razão a música não faz parte desse show (risos). Essa música foi gravada para fazer parte da trilha sonora de uma novela da Globo, chamada "Top Model", e para a novela foi melhor do que para mim naquele momento. Preferiria continuar subindo as escadas degrau por degrau, mas essa música foi um sucesso tão grande que desestruturou um pouco minha carreira. Hoje em dia já não tenho tantos problemas em relação a ela, mas na época não gostei de ter gravado e não esperava tanto sucesso.


CV: Quais suas cinco bandas clássicas do rock nacional e o que você tem ouvido atualmente?
KZ: Não tenho ouvido muitas bandas, mas gosto e sou amigo de mais do que cinco bandas, então prefiro deixar em branco essa questão. Gostaria que o rock no Brasil fosse mais unido e voltasse a trabalhar pela música nacional. Estamos precisando de pessoas que tenham essa noção.

"Violão é o meu instrumento, adoro tocá-lo nos shows, mas estou com saudades de fazer mais barulho" 

CV: Uma pergunta sobre futebol. Como você se tornou santista?
KZ: Eu nasci em 1960… tinha jeito de torcer pra outro time? Me tornei santista por que quando era criança meu padrinho levou eu e meu irmão na Vila Belmiro e eu fui recebido pelo Pelé, no meio do campo!! O que mais uma criança precisaria para começar a torcer pelo Santos??

CV: Agradeço pela entrevista e deixo espaço para suas considerações finais.
KZ: Abraço.

Um comentário:

Rose prado disse...

Nos deu um susto outro dia...Excelente cantor,,guitarrista...Conheci o trabalho dele depois que gravou Hey Jude para a novela top model.Parabéns Canibal,como sempre,arrasou!!