terça-feira, 28 de outubro de 2014

Perturba: o limite entre o rock e o punk

Divulgação
A banda Perturba lançou recentemente seu primeiro álbum, intitulado "Veja bem, caralho!". De Várzea, cidade natal do quarteto, formado por Jadilson (voz), Dulino (guitarra), Fabio (bateria) e Xuxu (baixo). Por causa deste lançamento, conversamos com Dulino Perturba, guitarrista, que falou sobre como tudo começou e as metas da banda e claro, do lançamento do primeiro registro. A entrevista na íntegra você confere abaixo.

Canibal Vegetariano: Como surgiu a banda Perturba? Há quanto tempo estão na estrada?
Dulino Perturba: A banda surgiu em 2009, de uma insistência alucinada do nosso ex-vocalista, o Wagão. Toda vez que nos via ele falava: "Cara, vamos montar uma banda, tenho umas letras e preciso tirá-las da cabeça" (risos). Nos venceu pelo cansaço, montamos a banda com o nome de Perturbadores de Silêncio, gravamos com ele a demo "Queima Ele Até Torrá" de 2009, depois  o EP "As Fumaçãs Do Wagão", demos esse nome porque o Wagão havia deixado a banda no ano passado, e as músicas desse EP eram as últimas com a voz dele, daí o nome. Já havíamos chamado o Xuxu pro baixo, então o Jadi assumiu os vocais, e estamos na luta há quase seis anos.

CV: Como vocês definem o som da banda e quais as principais influências?
DP: Não gostamos muito de definir, mas costumamos dizer que é um simples punk rock  básico, três acordes, biruta, até a última dose, com influências de bandas que crescemos ouvindo, como todo mundo, eu acho, tipo Ramones, Nofx, Bad Religion, Toy Dolls, Ratos De Porão, Mukeka Di Rato, Inezita Barroso (risos).

CV: Vocês lançaram recentemente o disco "Veja bem, caralho!". Qual o motivo deste título?
DP: Quando começamos, os primeiros ensaios foram na casa do Jadi, e o pai dele, já falecido, usava muito isso, a cada três palavras que falava tinha um "Eita, Veja Bem Caralho", e nos ensaios ele interagia conosco, dava risada junto, tomávamos umas e surgiu esse refrão nessa época. Só agora decidimos finalizar esse som que acabou dando nome ao disco.

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CV: Como foi a produção deste álbum e como está sendo a divulgação?
DP: Nós trabalhamos nele há bastante tempo, tem músicas que tocamos desde o começo da banda, outras que fizemos há alguns meses, tem um som da minha primeira banda, o Pânkreas de 1992, tem um som do Aerolitos, extinta banda do Jadi e do Xeca, tem um som do Ratos De Porão, que gravamos pra um Tributo ao SUB, que vai sair em breve, mas decidimos incluir também, colocamos a música "Cataratas Num Barril" como bônus , que já havia saído como single e depois como clipe. E estamos na correria de sempre, agora mais do que nunca para divulgar esse trabalho.

CV: Quem é o público da banda Perturba?
DP: Acho que é o pessoal que gosta de rock em geral, punk rock, hardcore, boa parte da galera do metal aparece nos shows também. Fazemos umas misturas loucas que acaba segurando aquele cara ali na frente.

CV: Quais os planos da banda para este final de ano e também para 2015?
DP: Daqui pra frente é divulgar, tocar no maior número de lugares possível, estamos dando andamento no nosso selo, Barata Discos em parceria com o Regredidos Do Macaco e o Gus do Metal No Pombal. A festa de lançamento acontece dia 16 de novembro em Jundiaí, no Aldeia, um domingão, grátis, para todo mundo ir divulgar seu trabalho, trocar CD, fazer contato. A correria começa de verdade a partir de agora e 'tamo' aí.

CV: Qual a avaliação que vocês fazem do cenário independente na região de Várzea Paulista?
DP: Aqui na região a cena independente tá acontecendo, tem bastante gente se mexendo, tem lugares bem legais com estrutura boa, como o Aldeia em Jundiaí. Lá tem a 'Sexta Autoral', organizada pelo Metal No Pombal, e temos o Taverna Snooker Bar, na Várzea, que abre espaço pra quem quiser. As bandas que estiverem realmente afim de tocar, gravar, divulgar seu som, tá bem servido.

CV: Grato pela entrevista e deixo espaço para considerações finais. Abraço.
DP: Eu que agradeço a vocês pelo espaço e apoio, abraço.                                                                                                                                    
Impressões sobre 'Veja bem caralho!'


O primeiro registro da banda Perturba chama atenção pelo capricho que os caras tiveram em fazer um disco bem gravado e com boa arte. A qualidade da gravação é excelente e não deve nada a qualquer grupo que ainda esteja em uma gravadora.
Outro ponto positivo é o trabalho gráfico. O encarte da bolachinha vem todas as letras, informações, agradecimento e informações adicionais sobre as gravações, ou seja, tudo aquilo que um fã de rock gosta quando compra um disco original.
Sobre o som da banda, eles misturam o bom e velho punk com muitas pitadas de rock. Um ponto positivo para banda é que os caras conseguem deixar muito claro a separação destes estilos. As letras são em português e relatam assuntos sobre o cotidiano e também algumas canções de protesto.
"Veja bem caralho!", é um disco que chama atenção e um dos melhores lançamentos deste 2014. A banda Perturba promete e se você ainda não tem essa bolachinha corra para adquirir a sua, a minha está garantida!

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

A HORA DO CANIBAL completa 6 anos e quem ganha presente é você!


 Em 10 de novembro o programa A HORA DO CANIBAL completa seis anos e durante as comemorações desta importante data, quem ganha brindes são os ouvintes e também leitores do fanzine/blog Canibal Vegetariano.
Para participar de nossas promoções, os interessados devem enviar frases toscas para o e-mail: zinecanibal@hotmail.com. Também valem vídeos, fotos, montagens e o que o ouvinte/leitor considerar absurdo, pois os mais criativos e toscos são os vencedores. A quantidade de e-mail é conforme a capacidade do candidato em produzir besteiras. 
Ao enviar o e-mail, o interessado em ganhar os brindes deve escrever nome completo, endereço e o combo pelo qual quer concorrer. Caso algum vencedor não seja de Itatiba, receberá o prêmio no conforto de seu lar, com tudo pago. Serão 4 combos aos interessados.

Combo 1: 1 CD da banda Meivorts (hardcore de Valinhos) e 1 CD da banda Luta Civil (punk rock de São Paulo).







Combo 2: 1 CD da banda Meivorts (hardcore de Valinhos), 1 CD da banda Luta Civil (punk rock de São Paulo) e 1 CD da banda Bad Taste (hardcore de Campinas).










Combo 3: 2 CDs da banda Rosa de Saron (Horizonte Azul ao vivo - O agora e o eterno), 1 CD da banda Teatro Mágico (demo) e um DVD Teatro Mágico (Segundo ato).










Combo 4: 2 CDs da banda Rosa de Saron (Horizonte Azul ao vivo - O agora e o eterno) e 3 CDs da banda Teatro Mágico (Demo, Sociedade do Espetáculo e Segundo ato).

terça-feira, 7 de outubro de 2014

6 anos de muito rock e informação

Canibal Vegetariano
Foi em um dia de outubro de 2008, não lembramos exatamente qual, apenas que foi próximo ao quinto dia útil, que lançamos a primeira edição impressa do Fanzine Canibal Vegetariano. No primeiro número trouxemos entrevistas com Kid Vinil e com a banda Ecos Falsos, além de cobertura de shows, dicas de CDs e textos sobre a cena independente.
O dia que foi lançado era o que menos importava, o que realmente nos deixava felizes àquele momento era a possibilidade de vê-lo impresso e muitas pessoas que solicitavam recebê-lo. Rapidamente foi-se os exemplares e em seguida Vinicius França, camarada de muita labuta neste período, criou o blog.

Canibal Vegetariano
Ainda não tínhamos Facebook ou Twitter, somente o MSN e Orkut. Mas a informação pegou e o zine viajou para todo país e também alguns países. Em plena era da informação digital ainda tínhamos material impresso que cruzava fronteiras e oceanos. E desde então, entre crises econômicas, de criatividade, das dificuldades para cobrir a cena que rola, pois é preciso “cair” na estrada, o zine não deixou de circular e o blog sempre foi atualizado.
Em mais de meia década entrevistamos bandas, músicos em carreira solo, escritores, artistas plásticos entre outros profissionais que militam na independência, pessoas que fazem da arte, se não o meio de vida, a sua maneira de viver. Há seis anos o zine e o blog são ferramentas de divulgação para artistas que se propõem ao “faça você mesmo”, pois esperar alguém ou algo para ser reconhecido é impossível.

Canibal Vegetariano

Neste tempo que acompanhamos as bandas, vimos muitas aparecerem e muitas terminarem, vimos ótimas casas de shows e picos que não seriam imaginados, mas havia alguém com coragem suficiente para desbravar novo espaço para que o rock chegasse às pessoas. Nós cobrimos uma pequena parte, mas mostramos nossa maneira de fazer e apresentamos algumas bandas a nossos leitores. Tivemos momentos de muita alegria e também de muita tristeza, mas a vida é assim, cheia de seus altos e baixos. Mas o mais importante nessa história é que a música nunca parou e nem vai parar.  

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Os Vulcânicos: erupções roqueiras em acordes de guitarra

Arquivo Pessoal

Nos dias atuais, quando o tempo parece escorrer pelas mãos, sorte termos pessoas que nos ajudam. O parceiro German, do Raro Zine, no final de agosto fez uma entrevista genial com a banda Os Vulcânicos, do Rio de Janeiro, onde passou a limpo a história dos caras. Como somos fãs do grupo, pedimos licença e com devida autorização do zineiro, apresentamos a vocês, o papo que ele levou com Dony, guitarrista da banda.

Raro Zine: Quando formaram a banda?
Dony Escobar: Formamos a banda em 2009 como um projeto para tocar em bares e tirar algum trocado. No repertório basicamente Stooges, Mc5, Kinks, Who. Tocávamos alto demais e tínhamos contantes problemas com os donos dos bares e com a polícia (risos). No meio de toda essa confusão resolvemos experimentar no meio do set algumas músicas autorais. A coisa funcionou e de lá para cá começamos a gravar nossos “eps” com músicas autorais.

RZ: Como escolheram o nome da banda?
DE: Tínhamos um nome provisório “meia boca” que era inspirado em uma música do Stray Cats, “The Runnaway boys”, mas não pegou. Depois surgiu o nome atual, que tem haver com a intensidade e a energia dos shows. De alguma maneira exprimia melhor o sentimento da banda e do público.

RZ: Como surgiu a ideia de gravar Nelson Cavaquinho?
DE: Nos anos 60 era comum que bandas surf-rock gravassem versões instrumentais de clássicos da música popular de outros estilo musicais que não o rock. No Brasil, o “The Pops” era uma banda que fazia isso muito bem. Mas a ideia em si surgiu de nosso guitarrista em um dos ensaios e nós todos gostamos muito. É um clássico da música brasileira que quebra fronteiras musicais e é fenomenal poder tocar essa figura que tem uma visceralidade em suas composições, músicas que vão direto na veia, sem frescuras e meias palavras. Nesse sentido, Nelson Cavaquinho é um dos caras mais rock'n'roll que existem na música brasileira.



RZ: Como foi a produção do primeiro EP?
DE: Foi uma produção rápida, gravada “na tora”, em um único dia, praticamente ao vivo. Gravamos no “Estúdio 82” em 2012. Foi um momento importante para começarmos a lapidar o trabalho, ouvir, se escutar, ver a repercussão do público do material gravado. Para nós que sempre fomos uma banda “das ruas”, que tocava somente ao vivo, era uma nova etapa se configurando. Temos muito carinho por esse álbum, o nosso “álbum amarelo”.



RZ: O segundo EP soa um pouco mais pesado e rebelde. Qual a diferença entre os dois?
DE: Creio que o “El Truco” é um álbum mais maduro e que já tem um conceito musical e estético mais bem fechado. Já tínhamos mais bem lapidado um caminho a seguir, uma cara mais bem desenhada, um estilo Vulcânicos de tocar e compor, uma linha geral para as músicas e letras. O primeiro ainda era aposta, uma experiência, uma possibilidade. Acho que ambos têm em comum a influência do surf rock dos [anos] 60, mas o segundo está com uma pegada cada vez mais “garageira”, mais sujo, mais pesado e com as guitarras mais “nervosas”.


RZ: Os dois álbuns foram gravados no estúdio Superfuzz. Qual a intenção para o próximo trabalho?
DE: Na verdade o primeiro foi gravado no “Estúdio 82”, na Lapa, um estúdio de uma rapaziada muito bacana onde circulava uma nova geração do rock'n'roll carioca muito promissora, como Beach Combers, Enio Berlota e a Noia, entre outros. O segundo Ep , “El Truco” foi gravado no Superfuzz, estúdio especializado em gravação, onde muita gente “do rock” tem gravado lá: Autoramas, Bnegão, etc. Temos dois projetos em mente, um seria o lançamento em breve de um “single virtual” com uma canção nova, muito provavelmente no mesmo espaço onde era o estúdio 82, atual “coletivo machina”. Um pouco mais para frente pretendemos lançar nosso primeiro material mais longo, saindo do formato EP, algo com cerca de dez ou mais canções.

RZ: Como é o circuito carioca que vocês tocam?
DE: Tocamos nos mais variados lugares e eventos. Já tocamos desde inferninhos ultra underground até palco de grandes festivais como o Aldeia Rock Festival e o Mola, no Circo Voador. Desde abertura do show do Ira!, até festa de final de ano de empresa de hidrometeorologia [risos]. Durante dois anos produzimos em um bar na Lapa os nosso próprios eventos semanalmente. Chamávamos outras bandas, Djs, fazíamos projeções de vídeos, chamávamos artistas plásticos, etc. No Rio, diferente de São Paulo, em que o público geralmente é mais voltado para um único segmento, aqui a coisa é mais variada. Não existe um público grande aqui que seja especifico do “garage” e do surf-rock. Se você fosse em um show nosso no Tico e Taco [o bar que nós tocávamos], ia ver todo tipo de gente: rockabillies, punks, poetas de rua, universitário “cult-bacaninha”, galera de banda “famosinha”, militantes de esquerda, metaleiro e até atriz da Globo [risos].


RZ: Quem foram os responsáveis das capas do disco?
DE: O primeiro quem fez foi o Victor Stephan, vocalista da banda “Os Estudantes”, o segundo foi feito pelo Marcelo Angú, que toca no “Homem elefante”.

RZ: Quais as influências para composição da banda?
DE: Rock de garagem em geral, com uma pitada de surf rock e com uma intensidade de tocar próxima do punk. Tudo que gostamos nos influencia um pouco: Cramps, Los Saicos, Mc5, Stooges, Troggs, etc...

RZ: O que vem pela frente?
DE: Além do “single virtual” e do álbum “longo””, a ideia é viajar para fora do Rio de Janeiro divulgando nosso trabalho. Temos shows marcados em setembro em São Paulo e Campinas. Enfim, meter o pé na estrada e tocar rock alto.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Dez dias de muito rock em Campinas


O festival de música independente AutoRock chega a sua 8° edição e anuncia sua programação entre os dias 11 e 21 de Setembro. A abertura do festival ocorreu na quinta-feira (11). O evento é realizado desde 2003 na cidade de Campinas.

O festival AutoRock, considerado como um dos maiores festivais dedicados à música independente do Brasil, chega a sua 8° edição e apresenta uma programação com apresentações de 51 bandas e a mostra “AutoTrash” com 22 curtas/filmes sob a curadoria do diretor Petter Baiestorf.
Este ano o festival será realizado entre os dias 11 e 21 de Setembro na cidade de Campinas, interior de São Paulo, e como nos últimos anos ocorre em diversas casas de shows, praças e espaços públicos. Ao todo serão 17 eventos distribuídos nos dez dias de festival. Pela quinta vez o festival traz uma atração internacional, nesta edição a convidada é a banda espanhola Belgrado. Desde a sua primeira edição o AutoRock conta com bandas locais, do estado e de outras regiões do Brasil, os destaques desta edição são Dead Fish (ES), Camarones Orquestra Guitarrística (RN), Evil Idols (PR), Os Vulcânicos (RJ), Chuck Violence (SC), Seek Terror, Periferia S.A de São Paulo capital e as locais Muzzarelas e Lisabi.
Confira a programação completa e detalhada do Festival Autorock 2014 e programe-se!
PROGRAMAÇÃO FESTIVAL AUTOROCK 2014 - SHOWS Dia 11/9 — 19h: Abertura da Exposição Autorock, com show com a banda Twinpines Onde: DisORder (Rua General Osório, 1.565, Cambuí, fone: 19 3381-0309) Quanto: Entrada franca — 21h: Show com as bandas The Violentures, Footstep Surf Band e Modulares Onde: Sebastian Bar (Rua Dona Maria Umbelina Couto, 79, Guanabara, fone: 19 3212-1508) Quanto: R$ 12
Dia 12/9 — 21h: Festa SKAndalosa com as bandas Ba Boom e El Kabong Onde: Casa São Jorge (Av. Santa Izabel, 655, Barão Geraldo, fone: 19 3249-1588) Quanto: R$ 20 — 22h: Show com as bandas Beyond the Grave, Violent Ilussion, Cicatrizes do Ódio e Metalizer Onde: Woods Music Bar (Rua Erasmo Braga, 6, Bonfim, fone: 19 3243-5297) Quanto: R$ 15
Dia 13/9 — 16h: Show com as bandas Camarones Orquestra Guitarristica (RN), Evil Idols (PR), Labataria, Os Pontas e Malvo Local: Praça Rui Barbosa (atrás da Catedral, no Centro). Quanto: Entrada franca — 22h: Show com as bandas Ema Stoned e A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante Onde: Bar do Zé (Av. Albino J.B. de Oliveira, 1.325, Barão Geraldo, fone: 19 3289-3159) Quanto: R$ 12 — 22h: Show com as bandas Desenmascarado e Belgrado (Espanha) Onde: Echos (Rua Agostinho Pattaro, 54, Barão Geraldo, fone: 19 3201-8900) Quanto: R$ 15.
Dia 14/9 — 16h: Show com as bandas Seek Terror, Horace Green e Gagged Local: Quintal do Gordo (Rua Sete de Setembro, 553, Vila Industrial) Quanto: R$ 10 Dia 18/9 — 21h: Show com as bandas Topsyturvy e Cheesehead Onde: Barril da Mafia (Rua Dom Pedro I, 390, Guanabara, fone: 19 3241-0982) Quanto: R$ 15 — 22h: Show com as bandas Instrumentalia e Sr. Macaco Onde: Rudá (Av. Santa Izabel, 490, Barão Geraldo, fone: 19 3249-3087) Quanto: R$ 10 (até as 22h) e R$ 15 (após as 22h)

Dia 19/9 — 21h: Show com as bandas F.U.B.E e Fantástica Maddame + Riva Rock nos vinis (Tributo a Jimi Hendrix) Onde: Brazuca (Av. Santa Izabel, 800, Barão Geraldo, fone: 19 3291-9121) Quanto: R$ 15 — 22h: Show com as bandas Kosmica, Hellgrass e Vermoon Onde: Memphis (Av. Andrade Neves, 2.042, Castelo, fone: 3243-8290) Quanto: R$ 10 (até as 22h) e R$ 15 (após as 22h) Dia 20/9 — 15h: Show com as bandas Bad Taste, Atitude!, RND, Cerkelétrika, Drakula e Porrada Solicitada Onde: Praça Integração (Av. João Paulo II, s/n°, Padre Anchieta) Quanto: Entrada franca — 21h: Show com as bandas Os Vulcanicos (RJ) e Chuck Violence (SC) Local: Kabana Bar (Av. Dr. Romeu Tortima, 485 - Barão Geraldo, fone: 19 3201-8216) Quanto: R$ 12 (homem) e R$ 8 (mulher) — 22h: Show com as bandas: Periferia S.A, D.E.R, Filhos Bastardos e VxOxSx Local: Woods Music Bar (Rua Erasmo Braga, 6, Bonfim, fone: 3243-5297) Quanto: R$ 15.
Dia 21/9 — 15h: Show de enceramento com as bandas Dead Fish (ES), Muzzarelas, Lisabi, AQUëLES!, Don Ramón, Iodo, Slag, Dona HxCélia. Onde: Concha Acústica do Parque Portugal - Lagoa do Taquaral (Av. Dr. Heitor Penteado, Portão 2, Taquaral) Quanto: Entrada franca.
PROGRAMAÇÃO DA MOSTRA DE CINEMA AUTOTTRASH Dia 15/9, 19h: — Horário Nobre ou Banquete Para Urubus (Dimitri Kozma, 2012, 20 min.) — Confinópolis (Raphael Genuíno, 2011, 15 min.) — Mal Passado (Júlio Wong, 2013, 20 min.) — O Terno do Zé (Fabiano Soares, 2013, 21 min.) — Matadouro (Carlos Júnior, 2012, 70 min.)
Dia 16/9, 19h: — Gemini (Leandro Lopes, 2013, 5 min.) — Ia Dizer Que Voltei (Matheus Frazão, 2013, 30 min.) — Vamos La Camarada, Aperte a Mão do Coleguinha (Angelo Souza, 2013, 30 min.) — É Campeão (Lud Lower, 2014, 5 min.) — Entrei em Pânico 2 (Felipe M. Guerra, 2011, 82 min.)
Dia 17/9, 19h: — Trailer de Cléopatra 2 (Filmaralho, 2014, 5 min.) — Pressa de te Amar (Gurcius Gewdner, 2014, 3 min.) — AM-SP Punk Rock (Matheus Souza, 2012, 5 min.) — Sede (Cleiner Micceno, 2013, 15 min.) — Hard Rock Zombies (Krishna Shah, 1985, 98 min.)

Dia 18/9, 19h: — Trailer de Zombio 2:Chimarrão Zombies (Petter Baiestorf, 2013, 2 min.) — O Boitatá (Helvécio Parente, 2013, 13 min.) — Freelance Ninjas - Primeira Classe (Mike Klafke, 2013, 30 min.) — O Colírio de Corman (Dick Magoon, 2014, 20 min.) — Pink Narcissus (James Bidgood, 1971, 64 min.) Dia 19/9, 19h: — Six She's And A He (Richard S. Flink, 1963, 47 min.) — La Nave de los Monstruos (Rogelio A. González, 1960, 81 min.) Onde: Museu de Imagem e Som de Campinas - MIS (Rua Regente Feijó, 859, Centro, fone: 19 3733-8800) Quanto: Entrada franca

domingo, 7 de setembro de 2014

De Itatiba para o mundo

Canibal Vegetariano
A banda itatibense Fake Vulgarys lançou recentemente seu primeiro EP "A man who says". Com cinco músicas e gravado de maneira totalmente independente, as músicas do quarteto ganhou projeção internacional e blogs especializados em músicas comentaram muito sobre o EP. Para saber mais sobre esse trabalho, o zine/blog Canibal Vegetariano bateu um papo com os caras para saber mais sobre a banda e também sobre o EP.

Canibal Vegetariano: Por favor, apresentem-se aos nossos leitores: nomes, instrumentos e etc.
Fake Vulgarys: Composto por Rafael Cataldo (Vocal e Guitarra solo), Diego Machado (Guitarra base), Caio Guttner (Baixo) e Eduardo Limas (Bateria). A banda Fake Vulgarys surgiu em meados de 2012, com diversos músicos passando pelo baixo e bateria. Em 2013, Caio assumiu o baixo e a banda começou a gravação do primeiro EP. Durante o processo o baterista Eduardo juntou-se a nós fazendo desta a formação mais longa da banda.

CV: Como surgiu o nome Fake Vulgarys? Tem algum significado ou crítica a algo?
FV: A ideia do nome surgiu a partir de um disco do Queens of The Stone Age, chamado “Era Vulgarys”. A palavra “Vulgarys” gera muita confusão por ter diferentes sentidos. Vulgar significa ordinário, comum e como não nos consideramos parte deste meio, procuramos uma palavra que viesse a contrariar esta ideia. Daí surgiu a palavra “Fake”, termo bem comum na internet nos dias de hoje. Resumindo, o significado por trás do nome “Fake Vulgarys” é o de que todo mundo deve ter senso crítico e não deve seguir cegamente pré-conceitos, que são martelados por inúmeros veículos de comunicação. Apesar de sermos obrigados a viver segundo as regras estipuladas pela sociedade, tentamos na medida do possível, fazer aquilo em que acreditamos através da música.

CV: O som de vocês remete a bandas inglesas e estadunidenses. Quais são as principais influências da banda?
FV: Os integrantes tem influências distintas e que começam lá atrás pelos Beatles & Stones passando por Led Zeppelin, Queen, Sabbath, U2, Red Hot, Nirvana, Oasis, Foo Fighters e Queens of The Stone Age. Não dá para citar todas as bandas pois cada membro tem um gosto bem distinto. O Caio curte mais metal, o Dú e o Diego curtem mais Grunge e o Rafael Brit-Rock e Stoner Rock. As composições acabam por refletir uma mistura de vários elementos dentre estes gêneros com maior influência do rock presente nos anos 90.

CV: Como vocês compõem? 
FV: O processo de composição não segue nenhuma regra. Das 5 músicas do EP, em três o Rafael e o Diego compuseram juntos seja um trazendo um riff e o outro criando as partes dos vocais, seja ajudando na harmonia, etc. Por exemplo, a música “In Any Life with Her” começou com o Diego mostrando uma melodia no teclado e daí o Rafael criou a melodia/ letra, depois o Caio ajudou a criar a parte da ponte, etc.  Como as músicas são em inglês, o Rafael é o responsável pelas letras, mas em alguns sons como Sin City, Diego o ajudou com algumas ideias. Às vezes as músicas já vem com a sua estrutura pronta como “A Man Who Says” e “Fight For Another Day”, que o Rafael trouxe prontas. Nos arranjos criados na pré-produção todos os membros tem a liberdade de opinar e assim vamos acrescentando elementos na música.

Canibal Vegetariano

CV: Falem sobre a gravação do EP. Como ele surgiu, como foi o processo no estúdio?
FV: Montamos um Home Studio e o EP foi concebido totalmente de forma independente onde somente os membros da banda participaram das etapas de produção, gravação, mixagem e masterização. Trabalhamos com muito afinco para encontrar a melhor maneira de obter um bom resultado sem grandes investimentos.  

CV: O EP de vocês têm sido muito bem comentado fora do Brasil. Como vocês avaliam essa informação?
FV: Para ser sincero, esta notícia nos pegou de surpresa. Trabalhamos muito ao longo de 2013 para gravar um EP de qualidade. Sabíamos do potencial das músicas, mas mesmo assim não esperávamos um retorno tão rápido, principalmente, de fora do país, onde conseguimos maior retorno do público. Uma matéria americana nos destacou como uma dentre 7 bandas independentes estrangeiras que você deveria ouvir. Um motivo de muito orgulho foi que éramos a única banda latino-americana a ser citada.

CV: Quais os planos de vocês para o restante deste ano?
FV: Agora estamos nos concentrando em finalizar as músicas para o nosso primeiro CD e estamos fazendo shows para divulgar o nosso EP.

CV: Uma pergunta específica ao Caio. Você sempre tocou em bandas voltadas ao metal. O que te fez mudar e tocar um som mais alternativo?
CG: Minhas principais influências são, com toda a certeza, oriundas do Metal e por um bom tempo só escutava e tocava esse tipo de som. Com o tempo fui conhecendo outros estilos e mudando um pouco minha forma de tocar. Hoje já passei por bandas de Blues, Classic Rock, Punk, Progressivo e Pop Rock. Entrei no Fake, principalmente, por acreditar nas músicas em si e também por ser um desafio a mim como músico, pois nunca havia tocado e composto para esse estilo. Além de também agregar minha experiência a banda pois, notavelmente, ela ficou um pouco mais pesada com a minha entrada.

CV: Agradeço pela entrevista e deixo espaço para considerações finais.
FV: Agradecemos a equipe do Canibal Vegetariano pelo espaço e apoio concedidos para divulgação do nosso trabalho. Para todo mundo que quiser ouvir e acompanhar o nosso trabalho é só entrar em www.fakevulgarys.com que as músicas estão disponíveis via streaming. Quem quiser um EP físico é só entrar em contato com a banda pelo site ou pelo facebook em www.facebook.com/fakevulgarys.

Impressões sobre 'A man who says'


O primeiro EP da banda itatibense Fake Vulgarys chamou muita atenção de blogs gringos devido a qualidade musical apresentada. O disco que os caras gravaram tem cinco músicas e digo que a faixa número 2, "Sin City", é a melhor da "bolachinha". Rock com melodias, boas linhas de guitarra e um baixo com marcação precisa e ainda com "enfeites" que chamam muito atenção, principalmente de quem gosta de ouvir rock executado por bons músicos.
As outras músicas seguem uma mistura do que o pessoal convencionou chamar de "rock clássico" com pegadas de bandas "indies", principalmente dos anos 90, do século passado. As letras são todas em inglês e encaixam perfeitamente às melodias. Além das boas composições, o disco destaca-se pela qualidade de gravação. O ouvinte consegue prestar atenção a cada nota e não há instrumento que encobre outro. Para um primeiro registro, a banda começou muito bem e promete voos maiores.  

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Jornalistas lançam biografia sobre Ronnie Von

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Cantor, conhecido como príncipe, que ameaçou o ‘reinado’ de Roberto Carlos na época da Jovem Guarda, tem sua história relatada em livro
Há duas semanas os jornalistas Antônio Guerreiro e Luiz César Pimentel, lançaram a biografia do cantor e hoje apresentador Ronnie Von, “O príncipe que podia ser rei” (Editora Planeta). Devido ao lançamento, o zine/blog Canibal Vegetariano entrevistou Pimentel para falar mais sobre o livro e como foi relatar a vida de um dos maiores nomes da música brasileira.

Canibal Vegetariano: Como surgiu a ideia de escrever a biografia sobre Ronnie Von?
Luiz César Pimentel: Estranho é que ninguém até hoje, com a história que ele tem, tenha convencido-o a ter a biografia publicada. Na prática, o Guerreiro, que escreveu comigo e trabalhamos juntos, veio há uns três anos me perguntar: “de quem você gostaria de escrever uma biografia?”. Respondi duas. Uma delas, do Ronnie. Ele falou: “então vamos começar a dele, pois era a minha e eu o convenci”.

CV: Qual importância tem o cantor em sua vida?
LCP: Ronnie Von sempre foi presente na minha vida, por meio da música [até os 80, mais ou menos], depois na TV. E minha mãe sempre falava dele, gostava muito dele. Tanto que no final do livro tem um texto bem pessoal sobre essa relação que tenho com o Ronnie por meio da minha mãe. Leia e saberá.

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CV: Você acompanhou a carreira do cantor? E você como roqueiro, como avalia a fase psicodélica de Ronnie?
LCP: Não acompanhei de fato. Pois, quando eu comecei a ouvir música para valer ele estava na fase mais romântica, de “Cachoeira”. Então a [re]descoberta dele veio posteriormente para mim, quando comecei a ouvir os primeiros trabalhos. Os três psicodélicos são inacreditáveis. Sem dúvida estão no Top 10 dos melhores discos brasileiros de todos os tempos, encabeçados pelo meu favorito, “A Máquina Voadora”.

CV: Biografias sempre rendem certa polêmica. Como você avalia esse tipo de publicação e peço que comente sobre ações que alguns escritores sofrem quando alguém não tem a intenção de ter sua vida, ou parte dela, narrada em livro.
LCP: Se o cara fez carreira na música, TV, cinema, uma fama pública, é completamente absurdo que não aceite que sua vida seja exposta em público. Foi o “contrato” que você assinou. Todos têm livre arbítrio para seguir o caminho que quiserem. Mas, ficarem reclamando posteriormente do ônus [no caso, ter a vida contada não considero nem ônus, mas bônus, enfim] é injusto.

CV: Dizem que brasileiro não gosta de ler. Como você analisa esse conceito e como tem sido a procura pelo livro?
LCP: A procura tem sido absurda. Claro que está apenas no começo. O livro está sendo distribuído esta semana, de fato. Mas a tirar pela Fnac, no lançamento... Segundo os organizadores de evento da Fnac foi o maior evento em 15 anos de loja. Isso me leva a entender que foi maior que o Restart, que fez muita gente “xingar muito no twitter” naquela “puta falta de sacanagem”, lembra? #chupaRestart

Divulgação

CV: A bienal que está prestes a começar em São Paulo, ajuda na captação de novos leitores?
LCP: Espero que sim. Estamos marcados para lançar o livro lá, no dia 31, um domingo à tarde. Aproveito e convido os novos leitores por aqui a irem lá.

CV: Haverá outros eventos para o lançamento do livro como ocorreu na capital paulista?
LCP: Marcado, temos esse da Bienal. Acho que deve rolar em outros Estados. Mas ainda não sei.

CV: Deixo espaço para considerações finais.
LCP: Obrigado pelo interesse. Faço questão de falar sempre que pedem sobre o livro, pois é muito elogioso ter o interesse de alguém pelo seu trabalho. Espero que tenhamos feito justiça ao cara que é o Ronnie Von nesta biografia, pois ele foi um tremendo cavalheiro, não tentou dificultar em nada o trabalho, nem nos momentos em que tocamos nas coisas e situações mais delicadas de sua vida. Tanto que ele só leu o livro publicado. Não precisa falar mais nada, né?

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Raro Zine apresenta: 'Bragança Resiste'

Arquivo Pessoal
German, uruguauio, mora em Atibaia, fã de rock e está sempre nos principais eventos underground de sua cidade e Bragança Paulista. Ele também é responsável pelo Raro Zine, que diariamente traz novidades sobre a cena independente, com indicação de shows e principalmente entrevistas com bandas de todos os pontos do Brasil. Há alguns dias, ele lançou a coletânea "Bragança Resiste", apenas com bandas que compõem material próprio e são da "terra da linguiça". Para saber mais sobre este lançamento, nós do Canibal Vegetariano trocamos uma ideia com esse camarada de batalha.

Canibal Vegetariano: Como rolou a ideia de fazer uma coletânea com bandas bragantinas?
German: Bom ,a ideia nasceu de não ficar limitado a uma página e sim também poder mostrar a um público maior, o que é feito em Bragança. Isso tomou forma para que pudesse divulgar de modo mais amplo as bandas e que isso alcançasse público de outras localidades que tenham interesse nessas bandas. Hoje com o poder da tecnologia podemos distribuir desse modo,a coletânea "Bragança resiste" remete aos 80, com influências daquelas compilações como o Sub, Ataque Sonoro, Grito Suburbano, tomada as devidas proporções e épocas, no consenso final um registro sonoro de quase uma década de história.

CV: Como foi a escolha de quem entraria nesse disco?
G: A escolha surgiu da admiração e amizade com grande parte das bandas e a presença em shows e carreira de algumas delas, me fez estar mais presente na trajetória delas... Então naturalmente os contatos e convites foram surgindo. Paralelamente as matérias e entrevistas no Rarozine foi baseado em bandas que possuíam material pronto e sem a preocupação de estilos ou algo do tipo, Bragança sempre foi bem alternativa, sendo cada banda com sua identidade sonora sem soar repetitiva.

CV: O que Bragança Paulista representa no cenário musical atual não só do rock como da música independente?
G:Talvez muitos não saibam, mas a cidade é há muitos anos parte do circuito nacional...isso em termos de shows, artes e etc. Grande parte das bandas (uma boa parte) diria já teve sua passagem por aqui. Inúmeras bandas estrangeiras já passaram por aqui, as gerações foram mudando, mas grande parte das pessoas que hoje colabora para esse crescimento musical são as mesmas de anos atrás, que estava com intuito de realmente realizar algo na cidade. Isso também proporcionou muitas voltas destas bandas que já haviam tocado aqui.


CV: Quais os próximos lançamentos do Raro Zine?
G: A princípio a proposta é a sequência com o volume 2, só que agora contando com bandas de Atibaia (onde moro) do cenário metal. Estou finalizando materiais dessas bandas e aguardando algumas para um possível lançamento antes do fim de agosto. Para outubro/novembro uma terceira coletânea agora sem ser regional,contando com bandas que se tornaram amigas do zine e que se prestaram rapidamente a ideia de participar da compilação. Já estamos em andamento com um projeto sobre memórias fotográficas de shows, tanto de Bragança como alguns de Atibaia que contará um pouco da parte visual dessa época, retratado em fotos de alguns profissionais e nós mesmos que estávamos presentes neles (e que vai ter colaboração do próprio Canibal vegetariano) que também poderá ter uma edição virtual, para que todos tenham acesso ao material. E muitas entrevistas que virão, posso adiantar: Cólera, Invasores de Cérebros, Catarro, O inimigo, Periferia S/A e muito mais... algumas entrevistas com bandas que estarão no festival Autorock(Campinas) e estarei cobrindo pela primeira vez como Rarozine, o Cardápio Underground(Bragança Paulista) que logo divulgará sua programação.

CV: Ultimamente muita banda boa tem aparecido em seu zine. Como rola esses contatos?
G: Primeiramente obrigado pelo elogio, fico contente quando as pessoas comentam ou até mesmo divulgam o trabalho; grande porcentagem das bandas que já estiveram no zine são de contatos com os próprios integrantes anteriormente em shows. A partir daí ficou tudo mais viável nas entrevistas e matérias, mas quando não possuo contato, tento me comunicar com a banda, ouvir mais, conhecer mais a banda... a qualidade vem de que atualmente as bandas possuem um compromisso total com a música, por isso tantas bandas boas na ativa...

CV: Que análise você faz das bandas atuais. Muita gente diz que 'o rock morreu', você concorda?
G: "O rock morreu???". Do meu ponto de vista nunca, o que vejo é que há muitos querendo matar ele, mas sinceramente ele está aí para quem quiser apreciar, seja ele instrumental, punk, hardcore, metal, indie, etc.

CV: E temos uma cena em nossa região?
G: Não sei se existe uma cena concreta, unida e que apoie tudo, mas asseguro que na medida do possível as pessoas, as bandas se mobilizam para um contexto final. O público em si é diferenciado e enxergo também tons de insatisfação, de pessoas que somente criticam, mas não ajudam em nada, para um tal fortalecimento da cena, mas as coisas mudaram muito, mas as cidades possuem suas bandas interessantes mesmo com a predominante veia das bandas "covers", cidades como Jundiaí, Campinas, Americana, Sorocaba, Bragança Paulista, Atibaia tem seus nomes relevantes... mas ainda há gente que acredita num propósito da música underground...

CV: German, agradeço pela entrevista e deixo espaço para suas considerações finais.
G: Ao público em si, vejam com bons olhos para música feita no Brasil, o país é um dos maiores celeiros musicais no mundo, basta só procurar... vá em shows, tire fotos, monte uma banda, organize shows, divulgue, essa é a verdadeira proposta de uma cena... um conjunto de pessoas que buscam um só ideal. Quero agradecer todas as bandas que estão na coletânea e principalmente a vocês do Canibal Vegetariano pelo interesse e apoio! Grande abraço.

Impressões sobre 'Bragança Resiste'

Uma coletânea de bandas novas e outras que estão na estrada há algum tempo. O lançamento do Raro Zine traz ao ouvintes ótimas novidades sonoras, pois passa a limpo um pouco do cenário dessa cidade, Bragança Paulista, que há anos é uma das mais ativas no cenário underground e de vanguarda.
Em termos de rock há um pouco de tudo, indie, rock, folk, punk, metal, hardcore, música instrumental. Tem material para todo o gosto e mostra todo ecletismo de uma cidade que respira música, basta ver a quantidade de eventos que são realizados durante o ano. Entre as bandas de destaque desta coletânea temos: Leptospirose, Cheesehead, Framboesas Radioativas, Sonora Scotch e Druques.
Para ouvir ou baixar a coletânea acesse: http://rarozinerecords1.bandcamp.com/releases
Para ler as novidades do Raro Zine: https://m.facebook.com/rarozine

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

FISTT comemora 20 anos com shows especiais

Marina Filippe
O FISTT, que surgiu em Jundiaí (SP) como uma reunião de garotos que queriam tocar Ramones em 1994, agora comemora suas vinte primaveras em um final de semana especial. Isso porque a banda leva um show exclusivo ao Aldeia Bar - em sua cidade natal - no sábado (16), e repete a dose no Hangar 110 no domingo (17). Os eventos terão participações de ex-integrantes e músicas de todos os álbuns, que relembram formações, apresentações marcantes e, claro, histórias boas para contar.
Quem conferir o show ao vivo no Aldeia Bar ou no Hangar 110 poderá curtir de perto os clássicos “Minduim”, “Vinteum” e “Menininha”, além de outras músicas de um setlist que pretende agradar os novos e antigos fãs, que terão uma banda cheia de energia, como o FISTT sempre fez. “Todos esses anos tocamos em inúmeras cidades e nos divertimos muito! Vamos reunir essas melhores lembranças em shows especiais. Afinal, não é sempre que se comemora 20 anos de banda”, diz o vocalista Nick.
No sábado, o evento terá também a banda Pense, que lança o disco Além Daquilo que te Cega, e promoções especiais. Enquanto no domingo participam também as bandas Monday Sucks e The Fingerprints.
Pablo Zanella
Serviço Sábado:16 de agosto, às 22h.
Local: Aldeia Bar – Rua do Retiro, 279 – Jundiaí
Entrada: R$15 com confirmação no evento do facebook e R$20 na porta.
Censura da casa: 18 anos. Menores somente acompanhados pelos pais ou responsáveis
Serviço Domingo: 17 de agosto, às 18h.
Local: Hangar 110 – Rua Rodolfo Miranda, 110 – São Paulo
Entrada: R$15 antecipado e R$ 25 na porta
Censura da casa: 14 anos
Na segunda-feira (18), os caras serão entrevistados no programa mais tosco da web, A HORA DO CANIBAL, a partir das 22h30. Para ouvir acesse: http://www.radioclickweb.com/

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Promoção ‘Grito da Independência’

Galero, o programa A HORA DO CANIBAL em parceria com o fanzine/blog Canibal Vegetariano e a Rádio Click Web traz para você ouvinte/leitor, mais uma promoção tosca, daquelas que dão medo. 
Agora o lance é o “Grito da Independência”. Dois ouvintes/leitores ganharão presentes. Para participar basta o interessado nos prêmios enviar foto, vídeo, frase para zinecanibal@hotmail.com, com algo referente a independência, seja para qualquer tipo de independência. E como sempre, os piores serão os melhores e levarão os brindes.
O primeiro combo tem DVD da banda Teatro Mágico: “Segundo Ato”, CD demo da banda, além de CDs das bandas Meivorts, de Valinhos, e Rosa de Saron, sendo dois; “o agora e o eterno” e também “horizonte distante, ao vivo”.

Combo 1
O segundo combo vai recheado com seis CDs, sendo: 3 do Teatro Mágico: “Segundo Ato”, “A Sociedade do Espetáculo” e “Demo”. Também terá o EP Autocontrole da banda Meivorts e da Rosa de Saron “o agora e o eterno” e também “horizonte distante, ao vivo”.

Combo 2
Então é isso, os interessados podem enviar quantos e-mails quiser e a promoção é válida até 8 de setembro, às 22h, quando os vencedores serão conhecidos no programa A HORA DO CANIBAL, transmitido toda segunda-feira pela Rádio Click Web. Para ouvir acesse: http://radioclickweb.com/


domingo, 10 de agosto de 2014

Festival de Inverno movimenta turismo e promove arte em Bragança Paulista

Canibal Vegetariano
 No dia 18 de julho ocorreu a abertura do 13º Festival de Inverno de Bragança Paulista que este ano terá várias atrações musicais, de todos os estilos, mostras de artes visuais e áudio visual, teatro, dança, programação infantil, debates, reflexões, workshops e serviços. No sábado (19) e domingo (20), a galera do Canibal Vegetariano esteve em terras bragantinas e acompanhou parte do primeiro fim de semana do festival. Durante a visita, Luís Henrique Duarte, o Quique Brown, secretário de Cultura de Bragança, falou sobre os eventos.
“Tudo o que foi planejado foi executado de maneira perfeita nesta primeira etapa. Muita gente compareceu aos eventos, obtivemos grande destaque em vários setores da mídia e isso contribuiu bastante para a presença do público e nosso atendimento foi ‘campeão’, deu tudo certo”, destacou Duarte.
O secretário citou também a importância em investir em arte e cultura. “Cultura é investimento e não gasto. Quanto mais se investe nessa área, mais dinheiro é gerado em outros setores da economia. Quando as pessoas veem para Bragança, elas consomem alimentos, serviços e em outras áreas. E é importante destacar que atualmente é mais fácil criar empregos na área cultural que em indústria, devido ao montante que uma área necessita para operar, enquanto na Cultura o investimento é menor”, afirmou.

DIVULGAÇÃO
Canibal Vegetariano

No segundo dia de festival, vários eventos foram programados para a Praça Central de Bragança. Várias manifestações artísticas ocorreram e também ouve feira de livros, discos, artes e também conscientização ambiental. “Misturamos muita coisa na abertura para divulgar legal o festival e o efeito foi muito positivo”, destacou Duarte.
Duarte disse também que devido a Copa do Mundo, houve atraso no início do festival e muitos que aguardavam temeram pela realização. “A cada nova edição a expectativa aumenta. O festival completa 13 anos, mas há seis que ele realmente cresceu. Com isso, há uma grande espera e expectativa, as pessoas aguardam ansiosamente”, pontuou.
O festival chega a sua 13ª edição e esta é a primeira sob o comando do atual secretário, que afirmou que pretende ampliar o evento. “O trabalho como secretário é muito diferente em comparação ao de vereador. No Legislativo nós fiscalizamos e indicamos, aqui na secretaria fazemos tudo acontecer. E para melhorar ainda mais, pretendo conversar com secretários de outros municípios para saber o que podemos fazer juntos. Isso já foi debatido em Conferência Estadual de Cultura. Essa interação foi muito debatida e penso ser muito importante”, finalizou.

domingo, 3 de agosto de 2014

Jão fala sobre novo álbum dos Ratos de Porão

Canibal Vegetariano
Guitarrista e fundador da banda fala sobre “Século Sinistro”, novo trabalho dos veteranos do hardcore 

A galera do Canibal Vegetariano aproveitou muito o primeiro fim de semana do Festival de Inverno de Bragança Paulista e durante visita ao município vizinho, houve cobertura de vários eventos, dentre eles, o show da banda paulistana Ratos de Porão, que recentemente lançou novo álbum “Século Sinistro”.
Antes de subir ao palco, o guitarrista e fundador da banda, Jão, falou ao jornal sobre este novo trabalho. “Estávamos há muito tempo sem disco de inéditas. Tínhamos algumas músicas prontas, mas ano passado foi que paramos e começamos a compor e trabalhar neste registro. O que atrasou um pouco também foi para conseguirmos um estúdio bacana, onde fosse possível fazer gravação analógica. Quando tudo se encaixou, rolou a gravação”, explicou. “Gostamos do analógico, pois é um som peculiar e o resultado final foi muito positivo”.
Além do som “pesado”, o Ratos sempre é muito comentado por causa das temáticas de suas letras. Jão disse que a banda é como se fosse um jornal e retrata aquilo que ocorre no momento. “A maioria das novas letras vieram dos acontecimentos recentes. Tínhamos algumas bases prontas, sem letras. Mas com tudo que rolou nos últimos meses foi fácil para escrever. E o mais legal de tudo é que este novo disco foi muito bem recebido tanto pelo público quanto crítica. Os fãs elogiaram muito e devido ao tempo que ficamos sem gravar, queríamos muito fazer algo marcante e acredito que conseguimos”, declarou.

 Canibal Vegetariano
TURNÊS

A banda é muito respeitada no Brasil e também em países sul americanos e europeus. Perguntado sobre turnê para o exterior, Jão disse que para este ano ainda não tem nada acertado. “O novo álbum será lançado lá fora ainda, principalmente em vinil. Não temos nada certo ainda, mas creio que ano que vem rolará shows em países como Espanha, Portugal, França e Itália”, comentou. “Já a América do Sul pode ser que role ainda este ano uma passagem pela Bolívia, Chile”.
Além do Ratos, Jão também é vocalista e guitarrista na banda Periferia S/A, que também lançou novo álbum recentemente. “Nosso álbum era para ter sido lançado bem antes, mas saiu quase junto com o do Ratos. Agora estamos em turnê para divulgá-lo, mas a prioridade é o Ratos. Mas quando rola de marcar um show bacana para o Periferia, peço para galera dar uma segurada e assim nós vamos”, encerrou.

domingo, 27 de julho de 2014

Ira! volta aos palcos em show com clássicos e lados B

Canibal Vegetariano
A banda paulistana Ira!, com 34 anos de carreira, sete anos parada por brigas internas, voltou há alguns meses aos palcos, com nova formação, mas com a mesma pegada rock de tempos atrás. A turnê de retorno da banda passou por Itatiba no sábado (26 de julho) e os caras não economizaram em hits e também lados B.
Um bom público esteve presente ao Itatiba e a expectativa para rever os paulistanos, que há 10 anos havia se apresentado na cidade, era grande. Quando a banda subiu ao palco foi ovacionada pelo público e após algumas palavras de Nasi, os caras mandaram ver no som. A abertura do show, se não me falha a memória, foi com "Longe de tudo".
Após a primeira música, foi um "desfile" de hits de uma das bandas mais importantes do rock brasileiro. Os caras tocaram "Tarde vazia", "Flores em você", "Envelheço na cidade", "Núcleo base", "Mudança de comportamento", "15 anos", "É assim que me querem", "Tolices". Também executaram músicas que ficaram muito conhecidas quando gravadas no álbum "Acústico MTV", como "Girassol" e "Quero Sempre Mais".
Entre os muitos hits de uma carreira de mais de três décadas, os caras fizeram questão de executar duas músicas de um dos álbuns mais clássicos da banda que ainda é obscuro para muitos, o "Psicoacústica", de 1988. Desse disco, que influenciou muita gente da década de 90, a banda apresentou "Manhãs de domingo" e "Rubro zorro".

Canibal Vegetariano

Também houve espaço para músicas que são consideradas lados B, mas que mesmo assim quem acompanha a banda soube cantar com tranquilidade e ao mesmo tempo ficou espantada pela lembrança, como "Prisão das ruas", "O bom e velho rock'n'roll". Eles também relembraram a ótima versão que fizeram para "Bebendo vinho", grande clássico do gaúcho Wander Wildner.
O show da banda nem parecia de músicos veteranos e consagrados, foi uma apresentação contagiante e também uma viagem no tempo. Os novos músicos e o fato da banda ser um quinteto em nada alterou a proposta sincera das músicas. O destaque negativo foi o princípio de confusão que por alguns segundos interrompeu a apresentação. Nasi aproveitou a deixa, "deu bronca" e pediu para que o produtor da banda ajudasse os seguranças a retirarem os que tentaram, em vão, atrapalhar uma noite de rock'n'roll.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Boka diz que internet é aliada na venda de discos

Will Edu
No domingo 20 de julho, a galera do Canibal Vegetariano invadiu Bragança Paulista para acompanhar o terceiro dia do Festival de Inverno e também o show da banda Ratos de Porão. Antes da apresentação da banda, conversamos com o guitarrista Jão e também com o baterista Boka.
Dono da Pecúlio Discos, o batera falou sobre a tecnologia e disse que a internet é uma aliada na venda de discos, para ele, a tecnologia não o atrapalha. “Essa discussão se atrapalha ou não está muito datada, pois quem compra disco, k7 continuará a fazê-lo, isso está muito bem definido”, comentou.
Boka disse também que a Pecúlio cresceu com a popularidade da web. “Minha loja/selo cresceu conforme o acesso à internet em nosso país cresceu. Consigo comercializar pela internet e também nos shows, em alguns lugares muita gente procura discos, em outros não, mas sempre tem público para isso no rolê”, afirmou o batera.
 Ainda sobre a Pecúlio Discos, Boka comentou que o selo tem dois novos lançamentos. “Relancei o Carniceria Tropical, do Ratos de Porão, e vamos lançar o primeiro álbum do Facada. Neste momento temos feito menos lançamentos pois tenho me dedicado mais à loja”, declarou.

RATOS
Canibal Vegetariano

O batera também comentou sobre o novo álbum, “Século Sinistro”, de sua banda, Ratos de Porão. “Acredito que é um disco com todos os elementos que a banda tem. O pessoal gostou muito, temos muitos shows agendados”, disse Boka. Perguntado sobre se a internet ajudou na divulgação do novo álbum ele acredita que sim. “Esse é o fenômeno. No último álbum de material próprio nem Orkut existia, hoje as redes sociais contribuem muito na divulgação”, apontou.
Mesmo com todos os prós da internet, o batera falou também sobre o lado ruim. “O que acho negativo é que gravar um disco dá muito trabalho, é algo grandioso, tem todo um fundamento e atualmente não há muito reconhecimento por parte do público, que tem um milhão de músicas no Ipod, mas nunca viu uma capa, não tem um disco, esse é o outro lado”, encerrou.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Pode haver cobras na cama, mas teve Ratos em Bragança

Canibal Vegetariano
A banda Ratos de Porão foi a responsável pelo encerramento do primeiro fim de semana do 13º Festival de Inverno de Bragança Paulista, que será realizado até meados de agosto. Com o show do novo álbum "Século Sinistro", os paulistanos fizeram a galera agitar em terras bragantinas.
O show estava marcado para 16h mas o portão abriu pouco depois. Antes dos veteranos do hardcore, houve apresentação de duas bandas, mas a galera do Canibal não acompanhou devido a outros trabalhos. O primeiro foi falar com Jão, guitarrista e um dos fundadores do Ratos para saber como é o novo trabalho da banda. Depois, batemos um papo com Boka, batera do RDP e fechamos o ciclo de conversa com o mestre Quique Brown, secretário de Cultura de Bragança Paulista. Essas entrevistas estarão disponíveis em breve neste blog.
Com o papo em dia, restou-nos posicionarmos à frente do palco para fotografar a apresentação da banda e também curtir o sempre bom repertório recheado de clássicos. Entre músicas de "Século Sinistro" e outras de álbuns anteriores, a banda fez bom show e desta vez a impressão que tivemos é que eles estavam mais para o punk/hardcore do que para o crossover/metal.

Canibal Vegetariano

O público vibrou e cantou a maior parte das músicas. Ao final do show os presentes pediram bis, mas a banda não retornou, pois os caras tocaram por mais de um hora de maneira ininterrupta e não deixaram "pedra sobre pedra". Outro ponto positivo desse terceiro dia foram as bancas de discos e camisetas que espalharam-se pelo Ciles dos Lavapés, que fez muito marmanjo se sentir na Disneylândia.

domingo, 13 de julho de 2014

Meivorts: do sonho juvenil à realidade

Motim Records
A banda valinhense Meivorts está na estrada há 10 anos e para completar uma década, os amigos Vih (vocalista), GC (baixo), Diego Kirk e Gui Trento (guitarras) e Carlos (batera) lançaram o EP Autocontrole. Para saber mais sobre esta novidade, conversamos com Gui Trento e Carlos para que falassem sobre o tempo de estrada, o novo trabalho e a cena da região. Abaixo, você confere o papo na íntegra.

Canibal Vegetariano: De onde vem a inspiração para o nome da banda? Há quanto tempo estão juntos e houve alguma mudança na formação?
Carlos: O nome da banda surgiu através de um amigo do Vih, o Turíbio, que conhecia um Sr. eletricista que tinha o apelido de “meiovort”.  Achamos engraçado, acrescentamos um S no final do nome e ae ficou Meivorts, eu já pensei em mudar este nome , mas depois de tantos anos como Meivorts, se tornou inviável.

Gui Trento: A banda surgiu em 2004, foi a união de amigos que andavam de skate e curtiam um som, aquela velha história, gostávamos das mesmas bandas e tínhamos o sonho juvenil de montar uma banda, adesivar uma van e conquistar o mundo, fazendo shows em todos os lugares possíveis, bueiros sujos e becos escuros! Entre idas e vindas completamos, em Janeiro de 2014, dez anos de Meivorts. A banda já chegou ter vários guitarristas, eu mesmo sai em um período, e outras pessoas passaram pelas guitarras também. Chegamos a  encerrar nossas atividades em 2010 (após a Tour “Hora de Mudar”). Mas a vontade de dar continuidade foi maior que qualquer problema interno, e voltamos a ativa bem rápido. Após esta volta, lançamos em 2012 dois singles, “Coragem” e “Desacordos”, ainda com o Alessandro na guitarra. E agora em 2014 lançamos nosso segundo EP, “Autocontrole”, via Motim Records.

CV: Quais as influências de vocês?
GT: Temos influências variadas, mas basicamente gostamos de ouvir rock e todas as suas vertentes: do metal ao punk-hardcore. Gostamos de Metallica, Slayer, Pantera, mas também gostamos de Minor Threat, Descendents, Black Flag, Bad Brains, Stiff Little Fingers, Pennywise, Offspring, Bad Religion e Rancid, e também bandas novas como Belvedere, Rise Against, Satanic Surfers, Pulley, Millencolin, etc, no geral bandas de hardcore melódico ou punkrock da Califórnia anos 90… gosto bastante do Reffer também! E claro, as bandas da região sempre nos inspiram, seja musicalmente, ou mesmo acompanhando a dura batalha de ser independente no interior: Muzzarelas, Labataria, FISTT, etc.
C: Dead Fish, Dilema, Mutação, Fast Falling, Tolerancia 0, Cólera, Porcos Cegos,  August Burns Red, All That Remains.

Divulgação

CV: Falem sobre o novo trabalho. Como foi o sistema de gravação, composição e como avaliam o resultado final?
GT: O EP “Autocontrole” é o resultado do nosso trabalho nos últimos 2 anos. As músicas foram compostas entre 2012/2013, e finalizadas no começo deste ano. Gravamos o disco no Chapola Estúdio, em Jundiaí. Já tínhamos gravado duas outras músicas com o Alexandre Chapola, que é um produtor foda que conhece a banda e sabe o tipo de som que nos agrada, então foi bem bacana trabalhar novamente com ele.
A composição geralmente parte de uma letra do Vih e do Carlos, então tentamos fazer jam sessions nos ensaios, juntando acordes e riffs que achamos legais e tocamos no intervalo de uma música e outra. Então montamos a base da música e tocamos ela um milhão de vezes até encaixar tudo em seu lugar, depois vamos adicionando camadas de riffs e guitarras oitavadas até chegar em um resultado que agrade a todos na banda.
O resultado final é que a evolução é nítida, em relação ao nosso primeiro EP “Hora de Mudar” (lançado em 2010). Antes era mais cru, mais simples e mais direto, tanto o som quanto as letras. Agora, com a entrada de mais um guitarrista, e com as influências de Metal que o Diego trouxe pra banda, certamente as músicas ficaram mais trabalhadas, com várias passagens e viradas, riffs e solos que certamente agradam o público do metal.
Até o momento recebemos vários elogios, tanto sobre a evolução e a qualidade das músicas, quanto à qualidade da gravação. Podemos ser uma banda independente, mas precisamos ter um trabalho de qualidade para divulgar, certo?

CV: Agora que o disco foi lançado, como será o trabalho para divulgação?
GT: O disco foi lançado e está sendo distribuído via Motim Records, que é um selo independente que criamos este ano para auxiliar os artistas e bandas independentes da cidade e também da região. Existe um cronograma de divulgação online, já lançamos via iTunes [é o independente invadindo o mainstream!) e Bandcamp, que é uma excelente plataforma para artistas independentes conseguirem monetizar seu trabalho, tanto para música quanto para o merchandising (camisetas, bonés, etc].
Será distribuído também o disco físico, já estamos enviando para várias pessoas, bandas, blogs e sites conhecidos no ramo musical, selos, zines, gravadoras, etc. Além da venda nos shows da banda. Em breve confirmaremos a Tour Autocontrole 2014, com shows passando por várias cidades, com destaque para Rio de Janeiro, Santos e Curitiba.

Renata Nascimento

CV: Vocês lançaram o disco em formato digital e também em CD. Qual tem tido mais procura?
GT: Tivemos um bom número de plays na primeira semana de lançamento do disco no Bandcamp, mas a procura por CDs também é grande. Muitas pessoas mandaram mensagens pedindo para reservar o CD, com medo que acabasse.  Acho que esse revival por discos de vinil fez com que as pessoas tivessem mais carinho e dedicassem mais tempo a um encarte, a entender o conceito todo do disco, não somente escutar, mas ler a letra e cantar junto, e o CD promove esse fenômeno também.

CV: Sobre nossa região, como vocês analisam a atual cena e locais para tocar?
GT: Não acredito que exista uma cena. Acho que existe sim, principalmente em Campinas, muitas bandas e muitos organizadores comprometidos com a organização de shows. Existe um movimento, um cenário independente alternativo (tanto de artistas plásticos como bandas independentes) que agita culturamente a cidade e mantém a chama acesa. Um bom exemplo é o Hector Vega (Zazá), responsável pelo Café in Sônia, que organiza shows e exposições com frequência. O Quintal do Gordo, que é um excelente local para tocar e encontrar amigos (arrisco dizer: o melhor pico de Campinas e Região). Tem o Daniel ET (Chop Suey/Muzzarelas) e o pessoal da Disorder, que sempre apoia os eventos na cidade, mas saindo de Campinas, a coisa piora. Sabemos que o Léo Dias (Fast Falling) tá fazendo um trabalho bacana lá em Indaiatuba, e o Filipe Furlan (Inesperado) tá agitando as coisas em Jundiaí, e claro, tem vários zines e impressos de qualidade que apoiam esse movimento independente, e o Canibal Vegetariano certamente é um deles. Fora isso, sabemos da existência de alguns coletivos e grupos independentes, mas parece que são grupos e eventos isolados, nada muito homogêneo.
O problema é que as bandas ficam esperando as coisas caírem do céu, chegar o produtor milionário que vai levá-los para a Warped Tour. Isso não vai acontecer. A galera precisa se movimentar, criar eventos, fazer shows nas esquinas, se apropriar dos espaços públicos, não depender tanto do outro, mas apenas de si mesmo. Precisamos de mais pessoas como o Zazá, o Leo e o Filipe, sim, mas precisamos que as bandas se movimentem e não fiquem esperando cair do céu, mas sim fazer as coisas acontecerem.

CV: Como é a cena em Valinhos?
GT: Não existe cena. O que existe são células isoladas organizando eventos isolados. Não existe integração [ainda]. Quem faz um trabalho bacana em Valinhos é o Douglas Araújo, organizador do festival Ponta Urbana, todo ano ele faz o festival e tenta, de alguma maneira, juntar as bandas de Valinhos e região. Existia no passado um movimento bacana em Vinhedo, então as bandas e o público de Valinhos ia todo para lá. O que falta em Valinhos são lugares para tocar [casas de show, bares, etc, como o Orca's e o também falecido Altas Horas Rock Bar, em Vinhedo]. Agora em julho teremos o primeiro Valinhos Rock Festival, organizado pelo Jocimar Camargo, que nada mais é do que uma sequência do árduo trabalho do Douglas, que conseguiu abrir as portas da Prefeitura de Valinhos e da Secretaria de Cultura para o rock independente da cidade. Mas ainda estamos longe de ter uma "cena" homogênea, com artistas e bandas interagindo de uma maneira honesta e verdadeira.
Seguindo o espírito do faça você mesmo, sempre que possível, conseguimos organizar eventos em botecos pequenos e até mesmo em lava-rápido, qualquer lugar que esteja disponível para para vender cerveja e juntar uma galera afim de curtir o bom e velho rock 'n roll.

Link para ouvir o EP Autocontrole: http://motimrecords.bandcamp.com/album/autocontrole

Impressões de 'Autocontrole'

Divulgação
No início desta semana a trupe do Canibal Vegetariano recebeu um pacote com três discos da Meivorts, o novo EP Autocontrole. Ao colocar no toca CD, de cara o ouvinte percebe que a qualidade de gravação não deve em nada para qualquer banda que atualmente "sofre" em alguma gravadora.
As músicas do EP soam hardcore melódico, com muita influências de bandas estadunidenses da década de 90, do século passado. As letras retratam o dia a dia de pessoas que trabalham, estudam, argumentam e têm dúvidas. Outro ponto positivo para gravação é que o ouvinte consegue todos os instrumentos, isso ajuda para sacar e pegada dos caras.
Também precisamos destacar o ótimo trabalho artístico para apresentação do trabalho. Capa simples, mas com uma arte muito bem sacada e que dá uma ideia do que as letras apresentam. Os caras também capricharam na parte interna que vem com encarte com letras e todas as informações sobre a banda. E os caras que colecionam ou utilizam adesivos são brindados com o logo tipo da Meivorts. Trabalho muito bem feito que merece ser apreciado pelos fãs de rock.