______Versão on-line do zine Canibal Vegetariano______

Somos loucos apaixonados por rock, buscando sempre divulgá-lo de forma independente, sem jabá e amarras.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Manifestação roqueira no Quintal do Gordo

Fotos: Canibal Vegetariano
Enquanto muita gente saiu às ruas no domingo (12) para pedir a saída de Dilma Rousseff (PT) do governo, nós do Canibal Vegetariano deixamos essa pseudomanifestação de lado e fomos ao Quintal do Gordo, em Campinas, onde haveria apresentação de três ótimas bandas do cenário independente nacional: Drákula (Campinas), Camarones Orquestra Guitarrística (Natal) e Motor City Madness (Porto Alegre).

Antes que alguém escreva bobagens ou ofensas contra nós, deixaremos bem claro que não aprovamos o governo de Dilma mas acreditamos que a saída dela ao invés de melhorar pode piorar ainda mais pois não sabemos as reais intenções de quem está por trás desse manifesto.

Deixemos isso de lado e vamos ao que interessa. Noite de outono muito agradável em Campinas e antes das apresentações da banda, falamos com Sérgio Caldas, vocalista e guitarrista da Motor City Madness, Foca, guitarrista e tecladista da Camarones e com o anfitrião Felipe Gonzales, dono do Quintal do Gordo.

Após entrevistas marotas que rolarão no programa A HORA DO CANIBAL e também neste blog, fomos conferir o rock’n’roll. A primeira banda a se apresentar foi a gaúcha Motor City Madness. Há uma semana os caras lançaram o segundo álbum denominado “Dead city riot”. E o que esperávamos ocorreu. Os caras mandaram em pouco mais de meia hora uma seleção absurda de rocks do novo disco e também da “bolachinha” de estreia. Com muitos riffs, baixo preciso e bateria sendo espancada, os gaúchos foram ainda melhores do que a primeira vez que se apresentaram em Campinas há dois anos.


Depois de uma aula de rock, a segunda banda foi a Camarones. Vimos a apresentação dos potiguares em setembro do ano passado em Bragança, durante o Cardápio Underground, e no domingo o que havia nos surpreendido de maneira positiva desta vez foi ainda mais. O clima no Quintal estava muito quente e o quarteto com seu rock instrumental não deixou a galera parada e mostrou porque os gringos estão de olho neles e passarão muito tempo em turnês pela Europa ainda este ano. Rock com alma e competência, esta é a marca da banda que fez uma apresentação ainda melhor do que vimos há alguns meses.

Após dois shows que nos deixaram de “queixos caídos”, a banda encarregada de encerrar a excelente noite de rock foi a campineira Drákula. Em casa e com torcida/plateia a favor, os campineiros fizeram um show certeiro, com pegada mais punk do que o normal e desfilaram vários sons conhecidos e a música “Massacre a meia noite” que estará no novo álbum que está prestes a ser lançado. Com o flerte entre punk, surf e garage rock, o Drákula é uma das melhores bandas nacionais em ação com a volta de “Lobisomem” atrás dos tambores, o quarteto mascarado, no bom sentido, ficou com um tom nostálgico e ao mesmo tempo um frescor de que o rock dos campineiros tem muitos frutos para dar.

Com três ótimos shows, nosso camarada Eduardo Wish, da banda Regredidos do Macaco, fez um comentário muito feliz ao final das apresentações: “com tanta banda boa que temos, ainda somos obrigados a ouvir que o rock morreu”. Ele tem razão, uma declaração como esta só pode vir de pessoas não acompanham as bandas independentes, pois música boa temos, basta a pessoa ter um pouco de vontade e ir atrás de informações. Ao final, só nos restou voltar para casa e pensar nos próximos shows que virão. 

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