______Versão on-line do zine Canibal Vegetariano______

Somos loucos apaixonados por rock, buscando sempre divulgá-lo de forma independente, sem jabá e amarras.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Krias de Kafka: Rock literário e viajante

A banda Krias de Kafka está na estrada há alguns anos e já lançou dois EPs de material próprio. Atualmente, eles estão preparando novas canções para o lançamento de mais um EP. A banda, oriunda de Santo André, é formada por Otto Coelho (bateria), André Linardi (guitarra), Hector F. Alves (baixo), Lucas Campos (teclados e guitarra) e Mateus Novaes (vocal). Para saber um pouco mais sobre o trabalho da banda, confira a entrevista que eles concederam ao zine/blog Canibal Vegetariano.


A banda atualmente deu um tempo nas apresentações ao vivo para preparar novas composições

Canibal Vegetariano: Para começarmos, desde quando vocês estão juntos? Houve mudança na formação e qual o significado do nome "Krias de Kafka? Tem alguma influência do escritor Franz Kafka?
Krias de Kafka: Direta e indiretamente. Não há uma preocupação em manter uma linha “literária” na hora de escrever. A técnica é meio visceral. O “Krias de Kafka” é mais pelo universo dele, cheio de incertezas e burocracias. Na verdade a ideia é sermos personagens dele e não sermos ele, e talvez sejamos realmente.

CV: Se há influência do escritor no nome, na hora de escrever vocês tem influências de livros e outros autores? Qual a importância da literatura para vocês?
KK:
A literatura nos acompanha de forma prazerosa, curtimos o que lemos e logo isso nos influencia assim como filmes, músicas, piadas, garotas, álcool e outras coisas.


Com influências de literatura, Jovem Guarda e diversas vertentes do rock, a banda faz um som original

CV: As influências de vocês são diversificadas. Em um show que acompanhei da banda, o vocalista Mateus, estava com uma camiseta do Roberto Carlos, o "Rei". Vocês tem influências dele ou de outros grupos e cantores da Jovem Guarda? Ou a camiseta era uma curtição?
KK:
Do rei e do tremendão principalmente e do despojamento da Jovem Guarda um pouco. Mais o som do que a ideia. Acho que eles fizeram um belo contraponto a alguns artistas que sempre se levaram a sério demais.

CV: Desde que estão juntos, vocês lançaram um EP em 2008. Há outros registros fora este? Quando vocês pretendem lançar um álbum ou outro EP?
KK:
A banda começou em 2004 desde então lançamos um Ep chamado “Ideograma Pop” em 2006 e esse Ep em 2008. Nesse exato momento estamos fazendo a produção de 4 músicas que pretendemos lançar ainda nesse semestre. A ideia é lançar além dessas 4, mais 8 músicas até o final do ano, sempre no formato de EP.


A banda em uma de suas apresentações ao vivo

CV: Shows. Como está a agenda da banda? Qual o local mais louco que já tocaram e, vamos assim dizer, a maior roubada? E quais as dificuldades que enfrentaram para continuar com a banda?
KK:
Agora que estamos gravando paramos um pouco de procurar shows para manter o foco nas músicas, sentimos necessidade de termos esse EP pronto para voltarmos a rotina de shows. O local mais louco foi nosso último show, quando tocamos no Sub Bar em Paranapiacaba no dia 17 de abril, o lugar parece uma caverna e tem uma acústica natural fantástica onde tudo vira uma massa de energia muito rapidamente. Já a maior roubada, de tantas, foi quando fomos tocar em Mauá e assim que chegamos lá percebemos que era um evento de hip-hop, um daqueles mal entendidos clássicos. Como já estávamos lá resolvemos tocar para ver o que aconteceria mas por um problema técnico essa histórica apresentação não aconteceu.Temos as dificuldades que toda banda independente de verdade tem, como dinheiro, lugar pra tocar, divulgação, etc... mas não ligamos para nenhuma delas.

CV: A banda é de Santo André. Quando falamos da cidade, muita gente lembra em carecas do ABC e bandas punks dos anos 80. Como é a cena local atual? Há bastante espaço para o som da Krias?
KK:
A cena punk continua forte no ABC, talvez não tão centralizada como era antes mas as bandas ainda conseguem manter uma boa rotatividade. Chegamos a tocar com algumas bandas punks principalmente por causa dos nossos camaradas do Sentimento Carpete que participam mais dessa cena, mas nosso caminho é outro e no ABC é lamentável a falta de espaço para bandas do nosso estilo, cada show que arranjamos por aqui é depois de muita canseira.


Assim como as bandas do interior, a Krias de Kafka tem dificuldade para encontrar locais para se apresentar

CV: Qual a opinião de vocês sobre a cena independente atual? O que pode melhorar e como fazer para melhorar? Como vocês divulgam o trabalho da banda?
KK:
A cena independente atual é um conjunto de várias pequenas cenas e a questão é a organização disso principalmente através da inevitável Internet e isso eu vejo acontecer, as bandas se juntando e assim fazendo reverberar seu som de uma maneira mais efetiva, a partir daí é a qualidade de cada um que deve fazer a diferença.Nosso esquema de divulgação são os já manjados myspace, fotolog, orkut, twitter e toda aquela rotina de fazer contatos com outras bandas para manter a coisa funcionando.

CV: É isso galera, agradeço pela entrevista e deixo o espaço para considerações finais.
KK:
Opa! Nós que agradecemos, agora é só ficar no aguardo do novo EP e continuar fazendo shows cada vez mais alucinantes. Grande abraço dos Krias e dá-lhe Canibal!

Para ouvir o som da Krias de Kafka, acesse o myspace da banda: http://www.myspace.com/kriasdekafka

Todas as fotos são de arquivo pessoal da banda

3 comentários:

Maira_Ma disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Maira_Ma disse...

O som das Krias de Kafka é muito foda. Vale a pena conferir!!!
Bela matéria Canibal, parabéns pelo espaço para as bandas independentes!!!

Bleffe disse...

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