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Somos loucos apaixonados por rock, buscando sempre divulgá-lo de forma independente, sem jabá e amarras.

domingo, 23 de outubro de 2011

De volta as origens


Canibal Vegetariano
Gabriel falou com exclusividade sobre o novo álbum que chega
no final do mês às lojas de todo país
 A banda Autoramas lança o novo disco "Música Crocante" no dia 29 deste mês pelo selo Coqueiro Verde. Nós do zine/blog Canibal Vegetariano aproveitamos a deixa e conversamos em uma dessas noites de primavera com o guitarrista e vocalista da banda, Gabriel Thomaz, para saber sobre o processo de gravação, turnês, mudanças de formação entre outros assuntos. Abaixo, você confere a entrevista exclusiva que ele concedeu.



Canibal Vegetariano: Por que "Música Crocante"?
Gabriel Thomaz: "Música Crocante" é o que define nosso som nesse momento, onde há uma evolução natural na melhora da qualidade de gravação, nas letras, na música e esse novo álbum reafirma o que é o Autoramas.

CV: Haverá lançamentos de singles, vinis? Por que vocês continuam lançando música em vinil?
GT: Quero lançar vinil, quero lançar singles, haverá música do Autoramas em todos os formatos e para todos os públicos. E nós lançamos em vinil pois é algo muito legal, que gosto bastante e esse lance de vinil ficou esquecido no Brasil, mas no resto do mundo sempre existiu e muitas bandas continuam lançado música nesse formato no exterior. E atualmente o vinil está em crescimento em nosso país com muitas bandas independentes lançando material neste formato.

CV: Como surgiu o novo álbum? E como foi o processo de composição?
GT: Nós nunca paramos de compor e fazer shows, com isso as músicas vão surgindo naturalmente. O processo foi rápido, fizemos uma captação de recursos com nossos fãs e com ajuda deles, que receberão brindes especiais, conseguimos gravar e produzir o álbum de maneira rápida e sincera. E também com esse lançamento mantivemos nosso padrão que é a cada um ano e meio ter material inédito.


CV: E os shows para divulgação desse novo álbum, como serão? Haverá algo de acústico neles, devido ao álbum anterior?
GT: Não, nós encerramos nossa oitava turnê pela Europa recentemente e aproveitamos para testar o novo repertório nos shows. A nova turnê estará bem legal e redonda e não tocaremos mais no formato acústico na turnê do novo disco. Até gravamos uma música no formato acústico neste novo álbum, que na verdade é um bonus track, mas ao vivo teremos apenas guitarras, pois é mais tranquilo viajar levando somente guitarras.

Canibal Vegetariano
Autoramas ao vivo em Mogi das Cruzes em 2010
CV: Como é a receptividade do público europeu com a banda? Quais os locais que vocês costumam se apresentar? 


GT: Sempre fomos muito bem recebidos por lá e a internet ajuda bastante nos contatos com produtores e promotores de shows. Muita gente tem medo de ir para Europa e cantar em português pois pensa que o público não compreende. Mas a galera curte bastante o som. Em relação aos locais, tocamos em lugares pequenos, médios e grandes, inclusive em grandes festivais. Na Europa tivemos o privilégio de tocar com bandas incríveis como Pixies, Pavement, Mudhoney, inclusive no Brasil, The Muffs, entre outras.

CV: Por que o Autoramas gravou um álbum acústico ou desplugado como foi chamado?
GT: Cara, foi um projeto maravilhoso e o aceitamos para experimentar uma sonoridade diferente e sair da zona do conforto. Foi algo muito bom e os últimos shows desta fase foram realizados na Europa.

CV: E o rock no Brasil, como está a cena atual? Você concorda com as pessoas que afirmam que não temos mais rock no país?
GT: De jeito nenhum, o rock está muito vivo e para mim a cena nunca esteve tão legal e democrática. Diminuiu um pouco a quantidade de lançamentos de discos, mas tem muita banda boa e lugares legais para rolar um som. Quanto a esta afirmação, acredito que parte do público que curtia rock e sempre acompanhava em rádio envelheceu, trabalha, estuda, tem esposa e filhos. Isso dificulta para ir aos shows e locais em que está o rock está rolando.

CV: Voltando ao Autoramas, porque houve mudança de baixista e porque vocês sempre escolhem uma mulher para assumir o baixo? E a Flavinha teve participação ativa na composição do novo álbum?
GT: Ela participou ativamente e compôs algumas canções também, foi muito legal. O lance de sempre ter mulher na banda é pelo fato do vocal feminino. e mudanças de formação é algo natural e rola em toda banda.

Canibal Vegetariano
Flavinha compôs músicas para o novo álbum da banda
CV: Estamos no final de 2011. Quais os projetos para o próximo ano?
GT: Cara, nossa vida é tocar, vivemos disso e para isso, então faremos muitos shows pelo Brasil e se rolar, faremos alguns países da América do Sul, afinal já tocamos em vários deles. O que posso dizer é isso. Tocaremos muito em 2012.

CV: E os projetos paralelos?
GT: Toco em um projeto muito bacana que é o Lafayette e os Tremendões e temos alguns shows neste mês de novembro no Rio de Janeiro e Bahia. Estamos por aí, sempre fazendo um som.


CV: Gabriel, agradeço pela entrevista e deixo espaço para suas considerações finais.
GT: Cara, só posso dizer que estamos muito orgulhosos do "Música Crocante" e que pretendemos apresentá-lo para muita gente, valeu.

Canibal Vegetariano
Sob as luzes, Flavinha, nova baixista da banda


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