terça-feira, 13 de julho de 2010

Daniel ETE fala sobre o novo CD da Muzzarelas e também de seus projetos paralelos

Aproveitando a deixa do lançamento do novo disco da banda campineira Muzzarelas, nós do zine/blog Canibal Vegetariano conversamos em uma noite de outono, no estacionamento do Bar do Zé, com o baixista da banda, Daniel ETE, para que ele comentasse o lançamento do novo disco e falasse também sobre seus vários projetos, entre eles, programa de TV, banda paralela, arte, política, bandas de rock, entre outros assuntos. Esta entrevista está na íntegra. Na edição impressa ela foi editada devido a quantidade de páginas.

Canibal Vegetariano: A banda Muzzarelas está lançando o disco "We rock you suck!". Após quase duas décadas de trabalho, de onde vem inspiração para compor músicas e o que mudou desde o início da banda?
Daniel ETE:
Nossa inspiração vem de filmes, conversas, piadas e quando todo mundo se reúne e começa a falar merda, os caras têm um grande repertório de besteiras, e acabam contando estórias de filmes de maneira errada e isso acaba virando tema de letra. Existe também a influência, na hora de escrever, de revistas em quadrinhos, algo que leio bastante, filmes vagabundos e todo tipo de cultura que não presta. Em relação às mudanças, é que no início não havia Internet, myspace, download, era fita K7 e enviávamos nosso material por correspondência, mas tem coisa que não muda, o desinteresse do público por novidade não muda, banda sem vergonha não muda, promotor picareta não muda, o respeito com as bandas ruins não muda, mudaram os meios, mas as pessoas não. Quem era ruim continua ruim e as pessoas boas continuam boas. Antes não havia referência, hoje, as pessoas têm tudo sobre as bandas que elas gostam, não tínhamos tantas referências de como fazer a parada naquela época. Quando começamos, eu tinha entre 16 e 17 anos, gostávamos de Dorsal Atlântica e odiávamos o RPM. Hoje o pessoal que gosta de Violator, odeia Cine. Eu penso que hoje o pessoal é um pouco menos apaixonado.


Daniel falando ao zine/blog Canibal Vegetariano

CV: Como é tocar há quase duas décadas com a mesma banda e ser influência, principalmente no interior, para muita banda que toca atualmente? Como que é para a banda ser considerada como uma referência?
ETE:
Nunca havia pensado nisso cara. Mas sei lá, é que tocamos muito na primeira metade dadécada de 90, do século XX, não tínhamos nada para fazer e a melhor coisa do mundo era tocar. Fim de semana era sexta-feira, sábado e domingo tocando por aí. Tocamos em muitos lugares que muita gente nem imaginava. Não havia grandes shows e fomos desbravando nosso espaço. Havia banda de metal, punk, hardcore e banda de pop bosta. E nós pendíamos um pouco para o punk, mas não éramos punks. Em muitos locais, fomos uma referência entre o underground e o mainstream. Mas somos undergrond. Da geração 90 fomos uma das primeiras bandas a fazer pequenas turnês. Tocamos em locais em que só se apresentavam bandas covers e nós fomos as primeiras a aparecer com material próprio.

CV: Agora uma pergunta pessoal. O que mudou da época dos seus 17 anos para a atualidade. E hoje, já passando dos 30, muita coisa mudou. Como você, e os outros integrantes da banda, conseguem se manter no underground, com tantas mudanças na vida pessoal. Pois hoje tem pessoas que passam cinco anos em uma banda e desistem. E você, nem o Muzza, desistem, qual a explicação?
ETE:
É que somos chatos e nosso estilo é assim porque não sabemos fazer outra coisa, não adianta querer tocar ska, rap, melódico. Só sei tocar isso e o Muzza só sabe fazer isso, misturar, punk, metal, hardocre. E para mim, o que mudou foi que fiquei um pouco surdo do ouvido esquerdo, tenho dores no ombro direito o lance físico é foda, não sou mais menino. Atualmente não tocamos tanto, pois alguns caras têm filho pequeno, trabalho, mas continuamos dando um jeito de continuar com a banda. Tem uns "véio" que diz que vai pescar e vai fazer troca troca no mato e nós vamos tocar. Tem nego que tira 15 dias para ir até o Mato Grosso fazer troca troca e nós vamos tocar. Tem cara que sai para jogar futebol e nós saímos para tocar rock. Nós não vivemos da banda, mas conseguimos mantê-la por ela mesma. A banda se paga, às vezes não precisamos gastar dinheiro com ensaio, com manutenção de instrumentos, mas não ganhamos grana com isso. A banda é um grande prazer para mim. Não sei se fomos nós que escolhemos isso ou teria que ser assim.

CV: Agora voltando ao disco, fale sobre todo o processo de composição. Parece que ele está mais pesado que os anteriores.
ETE:
A produção dele tá melhor. Nós conseguimos uma grana de apoio do Fundo de Investimentos Culturais de Campinas (Ficc) que nos proporcionou fazer um disco com muito mais cuidado do que os outros. Para esta gravação ensaiamos bastante e gravamos em um estúdio legal, além de trabalharmos com nosso camarada, Mauricio Cajueiro, amigo desde que éramos "metaleirinho". Ele morou nos Estados Unidos e estudou muito sobre todo o lance de gravação e tal. Quando ele retornou, montou um estúdio e gravamos com ele. No primeiro disco gravamos músicas que pareciam Misfits, pois pensávamos que só sabíamos fazer isso. Mas no ensaio tocávamos metal, rock, e acabamos perdendo a vergonha e dissemos foda-se. Se alguém vier em nosso show e não gostar de nossas músicas que vá montar uma banda para ele. Não ganhamos dinheiro, não ganhamos nada, então temos que fazer algo que gostamos e não ficarmos preocupados em agradar os outros. Quem se identifica acaba ouvindo, quem não gosta que vá fazer outra coisa ou fazer algo melhor da vida. E esse disco novo tem bastante coisa de metal e algumas coisas que lembram o primeiro, com fortes refrãos, algo que gostamos de fazer. Não vamos tocar forró, nem funk da bundinha, mas se um dia tocar foda-se. Nosso estilo é esse é a banda é a mesma há 19 anos. Somos uma banda de caras que gostam de cerveja, curtem bermuda de calça jeans cortada e camiseta do Ramones. Somos um tipo de gente que habita o interior do Estado de São Paulo.


Capa do novo disco da banda Muzzarelas 'We rock you suck'

CV: E a divulgação do novo disco como está? Com este lançamento, vocês já passaram pelo Rio de Janeiro e Espírito Santo. Fale um pouco dos primeiros shows desta nova fase.
ETE:
A cada disco que sai, a bagagem aumenta e cada vez mais tem mais gente que se identifica com nosso som. Nós fomos para Vitória e Rio de Janeiro. No Rio foi muito legal, o único problema é que fomos assaltados por alguns policiais corruptos, e espero que eles levem "bala". Ser assaltado pela Polícia é a pior coisa que existe. Pois somos nós que pagamos o salário do cara, você paga a pensão da mulher dele e ainda por cima é assaltado. Mas tirando isso foi massa. Encontramos a galera da Estudantes, da Carbona, camaradas há muito tempo. Já em Vitória, apesar de ser capital, me lembrou muito nosso interior, não havia punks montados, carecas fazendo cara de mau e emos fingindo que são moças. Havia pessoas a fim de ouvir um som e ver a banda e curtir o sábado à noite, se divertir, após uma semana foda de trampo. Somos da escola do Kiss, queremos que as pessoas se divirtam, não queremos mudar a vida de ninguém, quem sou eu para querer mudar a vida de alguém? Não consigo nem mudar a minha. O que podemos fazer é levar diversão às pessoas.

CV: Mas já aconteceu de alguém chegar para você e falar que a Muzzarelas mudou a vida dela?
ETE:
Não sei cara, só se for para pior (risos). Pode ser que alguém chegue um dia e fale. "Depois que ouvi Muzzarelas comecei a bater na minha mãe, fumar crack, votar no PSDB" (mais risos), isso pode foder a vida do cara. Mas tem muito moleque que começou a curtir rock através de nós e hoje tem banda conhecida.

CV: O Forgotten Boys é uma delas?
ETE:
Cara, o finado Arturo e o Chuck quando tocavam iam aos nossos shows. O pessoal da Blind Pigs, Estudantes. Os caras tiram uma da cara do outro, tem uns que dizem: "Você é nova era, ouve a banda da época do Jumentor, eu sou velha guarda, sou do tempo da fita K7". Tem muita gente que começou a tocar devido ao Muzza. Mas tem gente que deve ter parado. "Ah cara, se música é isso eu vou estudar".


Parte dos integrantes da Muzzarelas em apresentação ao vivo

CV: Saindo do Muzza, fale um pouco sobre a Drákula. Como começou e como está o momento atual da banda?
ETE:
Cara, a banda começou quando minha vó morreu e eu fui vender a geladeira dela. Não tinha onde guardar a geladeira. Meu amigo tava montando um estúdio e perguntou se eu queria trocar a geladeira e dois falantes por horas de estúdio. Fiquei com as horas mas não tinha banda. Apareceu um cara na loja, todo o dia ele aparecia, e falava que tocava bateria. Eu acabei chamando ele para ir ao estúdio. Lá, encontramos um guitarrista e começamos a tocar stones, ultraje, tudo mal tocado. Depois disso chamamos o Renan Fattori e fomos ensaiando, fazendo jams no Bar do Zé e quando nos demos conta já havia músicas, e isso foi virando banda. Era zueira, mas depois ficou sério e acabamos gravando dois CD's. Um deles totalmente independente e o segundo saiu pela Laja Records. Atualmente estamos parados, pois nosso batera quebrou o joelho. Mas tocamos em Curitiba, no Psyco Carnival, abrimos o show da Agente Orange, com o Serginho da Leptospirose na batera. Mas em setembro nosso batera, que já operou, retorna e vamos voltar aos shows e trabalhar em músicas inéditas.

CV: Além de você tocar na Drákula, o Stênio (um dos guitarristas da Muzza), toca na Violentures e o Lirão toca com outras bandas. Os outros caras também tocam em outras bandas? E rola ciúme, pois o cara pode pensar que vocês se dedicam mais aos projetos paralelos do que ao Muzza?
ETE:
Essa viadagem sempre rola. Cara fica falando que vai tocar com outra banda e tal, mas levamos na brincadeira. O Stênio é uma puta guitarrista, tem o trampo para ele mostrar sua capacidade, que vai além do que ele faz na Muzzarelas. O Lirão, baterista, além de nós deve tocar em mais quatro ou cinco bandas fazendo as partes de baixo. Nosso vocalista, Alexandre Kiss, tem uma banda de metal, a Edrom que é muito boa. Recentemente eu fiz junto com o outro guitarrista da Muzza, Flávio, e nosso antigo batera, o Naka, a Bad Baduinos e acompanhamos o Simon Chainsow e estamos sempre tocando. Mas no fundo, a banda principal de todos é a Muzzarelas. Às vezes desmarcamos compromissos das outras bandas para nos dedicarmos ao Muzza.

CV: Além das bandas, você tem um loja de discos, a Chop Suey. Como é ter uma loja no final da primeira década do século XXI, onde o myspace, youtube e o download estão dominando tudo. Quem compra disco atualmente?
ETE:
Além de discos, eu vendo muita camiseta. O que não vende é CD, CD não vende, a mídia digital é meio "chulé". Eu vendo muito vinil, pois quem compra, gosta do vinil, gosta de por o disco para ouvir, gosta do som, pois depois da fita de rolo, o vinil é campeão de som legal. podem falar o quiser, é legal. O CD tá voltando a vender, principalmente de "podrera", que traz monstros defuntos na capa, tem uma galera que curte muito esse lance e etc.
Também tem gente que gosta de um som e quer ter uma relação de participar e apoiar a banda, tá junto com ela, fazer parte do negócio, pois ele se sente bem apoiando a banda. Eu mesmo sou assim, sou fã para caralho do RKL e descobri que tem um site vendendo camiseta para ajudar os filhos do vocalista, que morreu de overdose, pois os filhos estão precisando de dinheiro e eu quero ajudar. O que dificulta é que muita gente caga e anda para música, enquanto tem gente que lembra da música que ouvia na sétima série. Tenho um cliente que compra discos na minha loja e ele tem 60 anos e compra metal, pois ele quer curtir. E quem gasta grana mesmo é o pessoal mais velho. Mas ainda existem moleques interessados em vinil e querem participar do lance, dar apoio e acaba virando amigo da banda. Eu sou fã da Cólera desde moleque e o hoje sou amigo deles. É muito foda isso.

CV: A loja tem parceria com o Bar do Zé. Como e quando começou esse lance de organizar shows e eventos no local?
ETE:
Começou entre 2002 e 2003. Conheci o Milton (proprietário) no bar e no começo não tinha condições de ter banda tocando lá. Até tinha, mas como havia outros locais, nós íamos lá somente para discotecar e beber. Mas chegou um tempo em que os caras que tomavam conta dos lugares eram uns merdas e todos nossos amigos iam no Bar do Zé. Um dia falei, vamos tocar aqui e ele disse "é pequeno". Virei e disse " se foda, vamos aqui mesmo". E logo começaram os primeiros shows e isso foi rolando. Nas minhas discotecagens comecei encaixar uma banda e mostrar para os outros o que é o rock para nós. Tem cara que pensa que o rock é o Cine, Moptop, The Doors, tem gente que acha que é o Leptospirose, Dwarves. É isso que queremos mostrar. O Cine é rock? Não sei. Nosso rock é esse, queremos mostrar para galera, e é o que temos para vender na loja.


Todos os integrantes da banda Muzzarelas participam de projetos paralelos. Mas de acordo com ETE, a Muzza é o trabalho principal

CV: E os desenhos cara, você é um grande desenhista. Como e quando você começou e quais os principais desenhos que você fez?
ETE:
Desenho desde criança, com 2 ou 3 anos. Não falava, minha família pensava que eu era retardado. Comecei a gostar de rock e fazer desenhos relacionados com essa temática. E quando comecei com a banda, e tinha muita gente que "roubava" para fazer desenhos, eu mesmo comecei a fazer os desenhos da minha banda. E depois fiz para banda de um amigo e de outro e foi crescendo. O trabalho mais recente concluí esses dias, foi um desenho para a banda Zander. Já fiz desenhos para Ratos de Porão, capa para o Periferia SA, Leptospirose. Também desenho cartazes para bandas, shows e alguns para bares.

CV: Além de tudo isso, você também apresenta o programa Valvulado. Hoje nós vimos um programa que o pessoal riu muito. Como pintou esse lance de apresentar o programa e fale desse seu lado mais cômico.
ETE:
É cara, quem não sabe fazer direito faz na palhaçada e tem gente que se identifica com isso. E é assim que sei fazer, não conseguiria fazer tudo direito, se fosse ficaria ridículo. Já que era para fazer ridículo, vamos deitar, rolar e curtir. O Valvulado serve também, assim como outros trabalhos, para mostar nossa visão de rock. Tem o rock do Cine e tem o rock lazarento como o Motosierra. Agora o programa ficou mais popular depois que foi para a Internet. Tem um camarada, o Rafael, que é o cara que mais entende de coisa que não presta, ele é um poço de cultura inútil, ele entende tudo de TVS e SBT. Ele não é o cara do trash cult, ele gosta do trash do povão. Um dia ele chegou e disse que deveríamos usar o satã que temos na loja, que se chamava Fabrício, em homenagem a Fabrício da Garage Fuzz, pois era a cara dele. Aí apelidamos o Fabrício de Nei e ele falou que deveríamos por o Nei, o capeta, no programa para passar dicas de som. Zuamos, fomos no improviso e tá dando certo. Quando cheguei no Rio de Janeiro, já tinha uns caras imitando o Nei, "bebedeira, solidão". Tem gente que quando vê o pior dele? sendo retratado em algum lugar, ela? se diverte. O rock ainda é corrosivo, desgraçado, perigoso, tem o lado podre. Rock não é esse papo de alegria que reina atualmente. Esse papo de que hoje é legal porque não tem a fama de bandido é furada, por isso que tá uma merda. Nós ainda mantemos o espírito de zueira. Há pessoas em outros estilos que gostam de zuar. Sempre tem um lazarento na fita. O rock hoje tá muito bom moço, tipo o Guns, que tem uma rebeldia forçada. Para mim eles são uns yuppies quadradões. Mas pensa no Cramps, no Dwarves, Motorhead.

CV: Já que estamos falando em bandas, quais são suas cinco bandas favoritas, aquelas que você ouve direto, desde moleque e cinco bandas independentes atual.
ETE:
Minhas cinco clássicas são quase as mesmas que as de vocês. Ramones, Black Sabbath, Motorhead, The Clash e Ratos de Porão e mais uma porrada, é a lista das cinco que acaba virando cinquenta. Atualmente, das bandas independentes, as que mais ouço são Leptospirose, Estudantes, Violator, que são fodas demais, Evil Idols. Não sou muito de acompanhar as novidades, mas conheço bastante bandas obscuras que apareceram há cerca de dez anos. Tem muita coisa boa. Hoje para ser cool no rock, o cara tem que saber o que tá acontecendo neste momento e não o que rolou o que houve há algum tempo, isso acaba sendo chato.

CV: Sobre a mídia atual, o que você pensa do que tá rolando no momento. E se o Valvulado fosse para a MTV, como seria na mídia top.
ETE:
Não acredito que alguém nos contrataria, pois teriam dor de cabeça. Como não temos uma grande abragência vai de boa, pois falamos o que pensamos e falamos muito palavrão. Se vai para uma TV aberta pode complicar. Não sei se existiria um intersse. Um cara que conseguiu um espaço legal foi o João Gordo, pois ele é muito ágil e inteligente para caralho, tem os caras que o xingam e ele responde a altura.


Capa da edição nº 3 do Fanzine Canibal Vegetariano. O desenho é um dos vários realizados por Daniel ETE

CV: Qual o conselho que você dá aos adolescentes que estão começando a ouvir rock.
ETE:
Cara, na minha época era a mesma coisa, só mudava os nomes, no meu tempo a porcaria da vez era o RPM, só que nós não éramos legais, éramos os desgraçados. Era uma merda não ter namorada, mas às vezes rola mais tarde. Faça o que você gosta. Não queira fazer parte de um "bagulho" porque todo mudo faz. Não é porque todo mundo usa o cabelo do Chitão que você tem que usar.

CV: Você pensa em entrar para a política?
ETE:
Eu estava lendo o livro "Não devemos nada a você", de Daniel Sinker, em que o Jello Biafra fala que às vezes temos que participar da coisa, pois alguém vai pagar o vereador. Dá medo de entrar e ficar igual aos caras, mas pode não virar. Não sei como funciona isso, não me sinto preparado, por enquanto não entraria nisso. Também acredito que existem políticos sérios, nem todos são uns merdas. Pensar que todos são iguais é meio que tirar o corpo fora, é uma forma de alienação, é legal saber como as coisas funcionam, pois isso faz parte de nosso mundo. Não tenho essa pretensão no momento, mas vai que um dia eu mude de ideia.

CV: Daniel, agradecemos a entrevista e para finalizar, o espaço é seu, fale o que quiser.
ETE:
Estamos lançando a campanha Fábio Mozine presidente do Brasil, Quique Brown vice com Nei, o satã, como ministro da Cultura, então vote em nós. Divirtam-se.

Fotos por Fabinho Boss, Google e FanZine Canibal Vegetariano

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