sexta-feira, 12 de abril de 2013

As pedras ainda rolam


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Kiko Zambianchi é músico de Ribeirão Preto e fez parte da geração rock 80. Autor de hits que marcaram época, cantor e compositor falou ao Canibal Vegetariano sobre sua carreira de 29 anos, sucesso, as novidades que estão por vir e também sua paixão pelo Santos Futebol Clube. Abaixo você confere entrevista na íntegra e algumas músicas famosas do compositor. 

Canibal Vegetariano: Kiko, como você resume seus 29 anos de carreira? Se pudesse voltar no tempo, mudaria algo?
Kiko Zambianchi: Mudaria várias coisas, mas estou satisfeito com o rumo que a minha carreira tomou. Tive meus altos e baixos mas, sabendo das dificuldades de vencer como artista no Brasil, me considero um vencedor.

" Gostaria que o rock no Brasil fosse mais unido"

CV: Nos anos 80, não havia facilidade para se comunicar. Como foi começar a carreira em Ribeirão Preto?
KZ: Comecei a dar os primeiros passos da minha carreira em Ribeirão mas foi em São Paulo que tudo aconteceu. Em Ribeirão participava de festivais e fiz meus primeiros shows com a banda que tinha chamada "Vida de Rua". Era mais complicado gravar e mostrar o seu trabalho na época, mas tínhamos diretores artísticos e eles faziam uma triagem do que seria lançado no mercado. Essa era a meta de qualquer artista que estivesse começando.

CV: O que te levou a ser músico? Quais são suas principais influências?
KZ: Meu pai sempre me fez escutar música clássica e durante minha infância toda, ouvi todos os compositores clássicos ao mesmo tempo que ouvia nas rádios as primeiras músicas dos Beatles. Depois os Rolling Stones, Secos e Molhados, Rita Lee, Caetano, Gilberto Gil. Toda aquela miscelânea musical dos anos 80 foram influências na minha vida.


CV: Fale um pouco sobre seu trabalho acústico, gravado em Ribeirão. Tem previsão de lançamento? Como rolou a ideia para gravar esse disco?
KZ: Primeiramente, esse disco seria um DVD, mas como tivemos problemas com as imagens, ele virou um CD. Gravei músicas que fizeram parte da minha carreira e algumas inéditas. Foi muito legal gravar esse disco e a ideia apareceu depois que notei que era um dos poucos que não havia lançado um disco acústico.

CV: Depois deste trabalho, você pretende seguir esta linha ou voltará para o "rock'n'roll"?
KZ: Estou louco pra tocar guitarra… acho que nem vou aguentar por muito tempo sem usar a minha 335 nos meus shows. Violão é o meu instrumento, adoro tocá-lo nos shows, mas estou com saudades de fazer mais barulho e o próximo disco vai ter muita guitarra.

CV: Sobre o show que você participará em Itatiba hoje, com vários ícones dos anos 80, como você avalia essa reunião?
KZ: É muito bacana reunir amigos e poder fazer um show dividindo a responsabilidade com eles. Quando comecei a fazer esse tipo de show, achava estranho, mas com o tempo acho que me acostumei com a ideia e hoje gosto bastante. Todos os show que fazemos acabam com uma grande festa e é isso que mais importa para qualquer artista.

CV: O que você pretende apresentar ao público?
KZ: Nesse show toco quatro músicas, às vezes cinco, e faço as minhas mais conhecidas mais um cover da Legião.

CV: A regravação de Hey Jude foi um sucesso enorme no final dos anos 80? Ele estará neste show? Esse sucesso da música, mudou algo para você? O quê?
KZ: Ela foi gravada em 1990 e por essa razão a música não faz parte desse show (risos). Essa música foi gravada para fazer parte da trilha sonora de uma novela da Globo, chamada "Top Model", e para a novela foi melhor do que para mim naquele momento. Preferiria continuar subindo as escadas degrau por degrau, mas essa música foi um sucesso tão grande que desestruturou um pouco minha carreira. Hoje em dia já não tenho tantos problemas em relação a ela, mas na época não gostei de ter gravado e não esperava tanto sucesso.


CV: Quais suas cinco bandas clássicas do rock nacional e o que você tem ouvido atualmente?
KZ: Não tenho ouvido muitas bandas, mas gosto e sou amigo de mais do que cinco bandas, então prefiro deixar em branco essa questão. Gostaria que o rock no Brasil fosse mais unido e voltasse a trabalhar pela música nacional. Estamos precisando de pessoas que tenham essa noção.

"Violão é o meu instrumento, adoro tocá-lo nos shows, mas estou com saudades de fazer mais barulho" 

CV: Uma pergunta sobre futebol. Como você se tornou santista?
KZ: Eu nasci em 1960… tinha jeito de torcer pra outro time? Me tornei santista por que quando era criança meu padrinho levou eu e meu irmão na Vila Belmiro e eu fui recebido pelo Pelé, no meio do campo!! O que mais uma criança precisaria para começar a torcer pelo Santos??

CV: Agradeço pela entrevista e deixo espaço para suas considerações finais.
KZ: Abraço.

terça-feira, 9 de abril de 2013

O eterno 'herói' do Brasil


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Quase cinco anos após sua última apresentação em Itatiba, Kid Vinil volta à cidade para participar de uma jam session com vários músicos que marcaram época nos anos 80, como Kiko Zambianchi, George Israel, Ritchie entre outros. Antes de sua apresentação, ele falou com o Canibal Vegetariano sobre o show com seus amigos, novas bandas, volta da rádio rock entre outros assuntos da cultura pop. Abaixo você confere a entrevista na íntegra.

Canibal Vegetariano: Kid, como será o show ‘ícones dos anos 80’? Quais músicas você apresentará?
Kid Vinil: Nesse show, que funciona como uma jam session, a média de músicas para cada participante vai de 5 a 8 canções. No meu caso serão meus hits, "Sou Boy", "Tic Tic Nervoso", "Comeu" e mais alguns covers como "Até quando esperar" que eu canto com o Mingau, "Será" da Legião Urbana. No bis provavelmente faremos todos, alguma dos Ramones, "Bete Balanço" do Barão Vermelho.

CV: Já rolou algum show deste estilo? Qual sua opinião sobre este evento?
KV: Essas reuniões de galera dos anos 80 (século 20) ocorrem há um bom tempo. Tudo começou há cerca de 10 anos no Morro da Urca, no Rio de Janeiro. O Léo Jaime reuniu um time que tinha Ritchie, a BLitz, o Kiko Zambianchi e eu. Fizemos vários shows com essa formação. Depois fizemos aquele dvd Anos 80 - Multishow, que vendeu mais de cem mil cópias. Continuamos a fazer essas reuniões, mas nem sempre com o mesmo time. Tudo depende da disponibilidade e da agenda de cada um, daí vamos montando o cast. O Mingau atualmente é quem orquestra essas jam sessions. A banda de apoio sempre foi essa galera do Ultraje a Rigor. Já corremos várias cidades pelo Brasil. É um formato que deu certo e resgata muita coisa legal dos 80. Eu particularmente me divirto muito, no palco, fora do palco, trocamos ideias, relembramos acontecimentos. Um exercício muito saudável com músicos altamente competentes, puro prazer!

"Parece que a Internet reduziu um pouco esse interesse em garimpar coisas e obter a informação de fontes confiáveis como sites importantes lá de fora, revistas etc. Aquele trabalho de pesquisa que fazíamos em outras décadas, quando não havia internet, através de revistas, lojas de discos etc., acabou"

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CV: Você esteve em Itatiba em 2008. O que o público verá de diferente em sua apresentação?
KD: Na verdade esse show, como eu disse, é uma jam session de vários intérpretes e músicos. Acho que a diferença está na festa que vamos proporcionar.

CV: O single 'Sou Boy' completa 30 anos em 2013. O que mudou nessas três décadas? Sua paixão pela música ainda é a mesma?
KV: A música tornou-se um clássico com o passar dos tempos. As pessoas me reconhecem por causa dessa música e do "Tic Tic Nervoso". Para mim é muito importante ter uma ou mesmo duas músicas que me identifiquem. Acho que a realização de todo artista é um dia ter uma música que seja sucesso em todo pais e que marque para sempre sua carreira. Comigo aconteceu isso e me prevaleço disso até hoje. Tenho o maior prazer sempre que a canto, pois se não fosse essa música eu seria um "zé ninguém".

CV: E a banda Magazine? Tem possibilidade de retorno para comemorar o aniversário do single?
KV: Talvez, conversamos a respeito no ano passado e eles ficaram animados em fazermos alguns shows dos nossos 30 anos. Vamos ver se rola, tudo depende de empresários. Às vezes é mais fácil eu mesmo me vender como Kid Vinil em certos eventos do que encaixar a banda, mas estamos tentando. Acho que merecemos uma comemoração.

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CV: Já pediram para você regravar o hit 'Sou Boy'?
KV: Não, acho que a gravação original é definitiva, jamais regravaria. Tem tudo a ver com uma época e um momento do rock brasileiro. Hoje mesmo regravada e atualizada para moto boy, não faria mais sentido.

CV: E seu programa na Brasil 2000, como você o avalia? Quem é o público que ouve?
KV: O programa é somente pela internet e hoje poucas pessoas têm saco de ouvir programas na Net, infelizmente. Não tenho muita resposta, mesmo pelo facebook e twitter. Me dá impressão de que as pessoas não estão muito interessadas no novo. Perderam um pouco o interesse por boa música, não estou generalizando, tem uma parcela, mesmo que pequena, que ainda gosta de se informar. Parece que a Internet reduziu um pouco esse interesse em garimpar coisas e obter a informação de fontes confiáveis como sites importantes lá de fora, revistas etc. Aquele trabalho de pesquisa que fazíamos em outras décadas, quando não havia internet, através de revistas, lojas de discos etc., acabou. Hoje a informação é pulverizada e confunde muito, se as pessoas não procurarem nos lugares certos.

CV: Mesmo com programa em outra rádio, qual sua opinião sobre o retorno da 89 FM?
KV: Eu adoraria estar por lá fazendo um programa, talvez daí eu conseguisse maior retorno, mas infelizmente não sei se a atual diretoria está a fim disso. De qualquer forma acho importante a volta da rádio rock, pois tínhamos ficado somente com a Kiss FM no ar e faltava outra rádio, uma vez que a Brasil 2000 foi arrendada pela Eldorado e ficaram transmitindo a programação rock apenas pelo site.

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CV: Você é um dos pioneiros do punk no Brasil, como vê o estilo atualmente?
KV: Hoje existem boas bandas influenciadas pelo punk, principalmente na Califórnia. Gosto do OFF!, do Fidlar, no Texas tem o Dikes Of Holland em Nova Yorque tem The Men, no Canada Fucked Up (essa última mais para o hardcore, mas muito boa). A nova geração americana tem muito de punk no seu trabalho, acho isso importante. No Brasil não acompanho muito essa cena, pois fica muito no underground e quase não tenho acesso, mas sei que existem bandas influenciadas pelo punk por aqui.

CV: Qual banda que mais te chamou atenção nesse começo de ano? Por quê?
KV: O disco que mais ouvi nesse inicio de ano foi da banda californiana Fidlar, punk simples, poucos acordes, mas gostoso de ouvir.

"'Sou Boy' tornou-se um clássico com o passar dos tempos. As pessoas me reconhecem por causa dessa música e do 'Tic Tic Nervoso"'

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CV: O que podemos esperar do rock para os próximos anos?
KV: É difícil prever alguma coisa, mas se as coisas continuarem nesse ritmo de bandas novas com qualidade, principalmente na América, acho que teremos uma resposta ao Britpop e ao grunge, que todos esperam há muito tempo.

CV: Agradeço pela entrevista e deixo espaço para seus comentários finais.
KD: Um abraço a todos.
   

quarta-feira, 3 de abril de 2013

'Chuva de tijolos' nas caixas de som


Músicas com batidas eletrônicas misturadas com guitarras, belas melodias, linhas de baixo e algumas bases com violão. Este é um resumo simples do disco 'Robsongs'. Vocalista e guitarrista da banda paulistana, The Concept, Robson Gomes aproveitou tempo livre de sua banda e em um estúdio improvisado e caseiro, gravou um EP com quatro músicas. Sobre este lançamento, conversamos com o cantor e compositor para saber mais de sua carreira e planos.

Canibal Vegetariano: Por que Robsongs?
Robson Gomes: Robsongs seria Robson + Gomes + dos Santos, até meu nome é musical (risos).

CV: Desde quando você produz este trabalho solo?
RG: Comecei a aprender e a produzir minhas próprias musicas em 2010. Sabia o que tinha na cabeça, mas ainda não conseguia externar da maneira que eu queria. Fui obrigado a aprender a produzir minhas próprias músicas por necessidade, por falta de recursos financeiros para fazer as captações em estúdios profissionais e também por que sempre quis fazer isso...

CV: Como foi o processo de gravação? Houve participações especiais?
RG: Ligava o computador, montava tudo que era possível aqui no meu quarto, gravava parte por parte, instrumento por instrumento... Os recursos sempre foram os mínimos necessários e tudo isso em um penthium 4. Mas não se engane, o computador não faz nada por você, existem samplers, presets, programas, plug ins, mas nas minhas músicas nada foi sampleado, tudo feito na unha... O computador não toca por você, apenas faz o trabalho que os rolos analógicos faziam e fazem até hoje e facilita a vida de compositores e produtores como eu. Claro que adoraria ter um ótimo estúdio ao meu dispor, mas a realidade é outra e não vou deixar de registrar minhas músicas por romantismo de certos puristas. Para mim, o que importa mesmo é a música e não como ela foi feita. Tudo foi feito e arranjado por mim, sem nenhuma participação e coisas como as vozes e violão tive que gravar no estúdio de um amigo por não ter o silêncio necessário para fazer as captações, pois moro em uma avenida muito barulhenta.

CV: Cara, como você define as músicas que compõe. Esta é para o Robsongs e esta para The Concept?
RG: Com o coração mesmo. Certas estruturas harmônicas acho que cabem melhor em determinado trabalho e também por uma questão sonora e estética mesmo.

CV: Como pretende divulgar este trabalho? Haverá shows solo?
RG: Sim, já fiz duas apresentações solo, com programações e futuramente pretendo também formar uma banda, que sempre foi a ideia primordial.

CV: Discos, dizem que eles estão em baixa, algo que não acredito. Você pretende lançar este trabalho em CD ou vinil, ou apenas em MP3 pela internet?
RG: Os dois primeiros singles estão disponíveis tanto para compra digital, quanto a compra física no site oficial da The Blog That Celebrate Itself Records, no Bandcamp ou através do email:  renatomalizia@hotmail.com. Quanto ao formato em vinil é um sonho que tenho e sim, é muito cogitado. As pessoas que realmente apreciam música, fazem questão de comprar as obras em formato físico e ajudar o artista a continuar produzindo seus trabalhos.

CV: Quais foram suas influências para gravar este EP e como seus companheiros de banda encaram este trabalho solo?
RG: Minhas influências são várias, desde, V.U. a Brian Jonestown Massacre. Meus companheiros de banda me apoiam, pois sabem que tenho necessidade e que sou uma pessoa extremamente prolífera musicalmente...

CV: Qual sua opinião sobre o momento que vivemos em questões musicais. Como estão as casas de shows, o público e os bares? O que mudou do início da década de 90 para agora?
RG: Acho que finalmente está surgindo uma cena nacional bem consistente, algo que nos anos 90 também existiu e curiosamente, são as pessoas dessa mesma época que estão novamente recriando algo que se perdeu por falta de seriedade e união das bandas. Aqui não houve uma cena e todas as outras bandas eram rivais, ao contrário de muitos outros países que se apoiavam e celebravam uns aos outros.

CV: O que mais o público pode esperar de Robson Gomes para este 2013?
RG: Um novo single que deve sair em breve e até o fim do ano um disco inteiro de novas composições e muitas outras surpresas.

CV: Deixo espaço para suas considerações finais, grato pela entrevista.
RG: Agradeço imensamente o interesse por minhas músicas e as pessoas que vem me apoiando desde o início, especialmente Renato Malizia e Dimitry Uziel e The Blog That Celebrate Itself Records, meus amigos e familiares e essencialmente Deus por existir e me permitir exprimir todos esses sentimentos.  

'Chuva de tijolos' em formato de rock

                'Os dias caem como uma chuva de tijolos', essa é uma parte da canção "Chuva de Tijolos" que abre o disco de RobSongs. Com uma mescla de pop, rock e música eletrônica, Rob faz o ouvinte ficar ligado em suas linhas de baixo entre batidas mecânicas e uma voz que lembra algumas bandas shoegaze.
                O disco de Robson Gomes, guitarrista da banda The Concept, é um EP que mescla o melhor do pop rock "tradicional" com estilos mais modernos e letras que refletem certo desespero social em relação ao tempo, estilo de vida entre outros assuntos existenciais.
                Com músicas gravadas no melhor estilo "Do Yourself" (faça você mesmo), Robson gravou músicas muito pessoais mas que com certeza atingiram em cheio pessoas que estão à busca de novas sonoridades e experimentações. Se você ainda não tem esse EP em sua coleção, entre em contato no endereço citado na entrevista, pois o disco está para ser descoberto por pessoas que não tem pré-conceitos musicais. 

sábado, 30 de março de 2013

Mantendo o ritmo com Ummagma



Você já ouviu falar sobre a banda Ummagma  neste blog, Canibal Vegetariano, com uma entrevista com membros da banda Alexx e Shauna, e sobre a sua colaboração com a banda ucraniana Nameless (UA, Ternopil). Tendo lançado dois álbuns, remixes diversos, um único conjunto, e quase uma dúzia de vídeos de música no passado semestre, não é de admirar que este duo improvável tem sido o foco de mais de 130 artigos de imprensa originais emitidos em mais de 20 países, incluindo um de página inteira na revista Rolling Stone Rússia.

Mais uma vez, os holofotes se voltam para Ummagma graças a vários acontecimentos intrigantes para esta canadense-ucraniana-gênero multi (indie alt-rock dreampop ambiente postrock shoegaze) duo. O primeiro é o novo remix de "Lama" por Jane Woodman, um DIY multi-instrumentista e cineasta cuja própria contribuições musicais são notáveis ​​(nós vamos chegar a isso em um minuto). Em comparação com a versão original do Lama, com sua distinta sensação de sonho torpor olhar-arejado trippy, remix Woodman é notável por sua deliciosa lado sombrio, uma dica para o seu trabalho (e futura) anterior. A faixa mantém o apelo shoegaze mesmo dreampop do original, ao ganhar algo que é claramente mais perto de darkwave, gótico e até mesmo um pouco industrial.

Ambos Ummagma e Jane Woodman são ambos TOP-nos familiares de gráfico de Nova York e o Darkroom Indie Music Chart concorda com Dingus em recente avaliação da Música desta dupla: "Eu não conseguia pensar em uma combinação mais perfeita ou um par melhor para representar a cena musical DIY"

Em seguida, voltar-se para Jane Woodman, um artista solo com sede em San Francisco, que estreou seu primeiro EP "Electronique Poema" há mais de um ano e já nos deu uma prévia do que está por vir de seu próximo álbum "Red Adolescente", produzido por Monte Vallier (A Lua Soft, Weekend, Lentidão). O som dela é um ópio viciante do sonho de indutores de guitarras, vocais sonhadores evasivas, e cama ritmo industrial que envolve em camadas subliminares de shoegaze, gótico, pós-punk e darkwave. Ela recentemente lançou um vinil colorido de 7 "com avant violoncelista Zoe Keating (conhecido por seu tra
balho com Rasputina e Palmer Amanda, ex-Dresden Dolls). Nós temos observado recentemente a atenção significativa em sua direção e é claro o porquê. Como a situação com Ummagma, isso é arte.

Assista vídeos próximos, incluindo um para remixar Jane de "Lama", em um futuro próximo. Enquanto isso, por favor, aproveite o vídeo mais recente Ummagma, mixado pelo cineasta e Uziel arte Dimitry designer com o apoio do blog que comemora Itself Records, que tem, aparentemente, desenvolveu uma relação mútua com Ummagma.



Keeping Pace with Ummagma


You have already heard about the band Ummagma previously on Canibal Vegetariano – an in-depth review of their music, an interview with band members Alexx and Shauna, and about their collaboration with Ukrainian band Nameless (UA, Ternopil). Having released 2 albums, several remixes, one joint single, and nearly a dozen music videos in the past half-year, it’s no wonder that this unlikely duo has been the focus of over 130 unique press articles issued in over 20 countries, including a recent full-page feature in Rolling Stone Russia.

Once again, the spotlight swings back towards Ummagma thanks to several intriguing developments for this Canadian-Ukrainian multi-genre (indie alt-rock dreampop ambient postrock shoegaze) duo. First up is the new remix of “Lama” by Jane Woodman, a DIY multi-instrumentalist and film-maker whose own musical contributions are noteworthy (we’ll get to that in a minute). In comparison to the original version of Lama, with its distinct airy dream-daze-gaze trippy feeling, Woodman's remix is noteworthy for its dark luscious underbelly, a tip-off to her previous (and forthcoming) work. The track retains the same dreampop shoegaze appeal of the original, while gaining something that is clearly closer to darkwave, goth and even slightly industrial.

Both Ummagma and Jane Woodman are both TOP-5 familiars of New York City’s Indie Darkroom Chart and The Scottish New Music Chart. I’d have to agree with Dingus on Music’s recent assessment of this duo: “I couldn’t think of a more perfect combination or a better pair to represent the DIY music scene”
  
Next we turn to Jane Woodman, a solo artist based in San Francisco, who debuted her first EP “Poem Electronique”  over a year ago and has already given us a sneak preview of what’s to come from her forthcoming album “Teenage Red”, produced by Monte Vallier (The Soft Moon, Weekend, Slowness).  Her sound is an addictive opiate of dream-inducing guitars, evasive dreamy vocals, and industrial rhythm bed that wraps you in subliminal layers of shoegaze, goth, post-punk, and darkwave. She recently released a colored vinyl 7” with avant cellist Zoë Keating (known for her work with Rasputina and Amanda Palmer, formerly of Dresden Dolls). We've recently noticed significant attention in her direction and it's clear why. Like the situation with Ummagma, this is ART.

Watch for forthcoming videos, including one for Jane’s remix of “Lama”, in the near future. In the meantime, please enjoy the latest Ummagma video,  mixed by filmmaker and art designer Dimitry Uziel with support from The Blog That Celebrates Itself Records, which has apparently developed a mutual relationship with Ummagma.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Oito Mãos apresenta novo disco em Itatiba


Christian Camilo
 A banda campineira Oito Mãos se apresentou na noite do dia 24 em Itatiba, no teatro Ralino Zambotto. Mesmo desfalcado de um de seus guitarristas e vocalista, o quarteto que se apresentou como trio mostrou canções de seu novo álbum, lançado em vinil duplo, intitulado Aliás.
Várias canções do novo disco foram executadas, assim como várias músicas do primeiro disco "Vejo Cores nas Coisas", entre elas "Café", uma música com letra fantástica e que mistura paradas com rock mais urgente, algumas partes, sempre que ouço essa canção, me lembra Teenage FanClub. Entre canções com guitarra, baixo e bateria, o trio, improvisado, fez sets acústicos e homenagearam os ingleses do Oasis, com versões até mais interessantes do que as originais.

Christian Camilo
Apesar da chuva que atingiu Itatiba no final da tarde e início da noite, um público considerável (de várias faixas estárias) esteve presente ao evento. Em pouco mais de uma hora, os presentes puderam conferir canções de boa qualidade e ver uma apresentação de pessoas honestas que estavam apenas interessadas em tocar. Parabéns a banda pelas canções e por um visual inusitado no palco, com várias luzes de Natal, às vésperas da Páscoa, muito bom!

sexta-feira, 15 de março de 2013

Os sons de Sputnik


Os Sons de Moscou com base de Sputnik desempenha um conjunto combinado de post-rock e shoegaze com um ligeiro recuo de noise rock. Enquanto este som é inspirado pelos sons de bandas como My Bloody Valentine, Jesus and Mary Chain, Ride, Sonic Youth, Happy Mondays, e Slowdive, a produção musical deste projeto especial de hoje, na verdade, parece estar mais próximo do estilo de Mogwai , Air Formação, Hammock, Airiel, Jesu, Highspire, e O Triste Crepúsculo.

Sons do Sputnik é o projeto solo de Roman Kalitkin, antes do Rostov infame (sul da Rússia) pós-punk banda shoegaze Sputnik-Vostok. Hoje em dia, Roman tem colaborado com vários músicos em canções individuais, que são, principalmente, os membros de seu grupo anterior Sputnik-Vostok, que fundou Roma - trabalhando principalmente com Sergei Cherevkov e Mazherovsky Oleg, que ele ficou com a formar Sputnik-Vostik durante a sua serviço militar obrigatório na Tchecoslováquia (durante a era soviética).

Enquanto primeiro influenciados a pegar um instrumento ao ouvir The Beatles, de volta em um momento em ofertas mais musicais foram controlados pelas autoridades estaduais, Roma entrou para uma banda, enquanto no ensino médio e tinha planejado para prosseguir esforços de orquestra até que ele foi convocado para o exército obrigatório serviço.

Música Sputnik-Vostok foi grandemente influenciado por The Cure, The Smiths e Joy Division ... Em suas próprias palavras: "no final dos anos 80, que estavam realizando em muitos festivais como Sputnik-Vostok e praticamente parecia" corvos brancos ", montado em uma mania nova onda contra o fundo de muito hard rock". No entanto, o grupo logo acumulou um grande número de fãs, eventualmente, que institui o "Clube Indie 100%" e ainda a criação de uma mistura shoegaze / dreampop de música mais parecida com My Bloody Valentine, Jesus and Mary Chain, Ride, Sonic Youth, Happy Mondays, . e Slowdive Eles gravaram vários álbuns em que o tempo - tanto em Inglês e Russo, conhecido principalmente a um estrato estreito dentro da cultura indie da Rússia da época.

Havia alguns "entre anos" em termos de empreendimentos musicais ciganos - quando o Sputnik-Vostok mudou-se para Moscovo em 1997, divididos em duas faixas separadas, sob gerente / escritor Ivan Trofimov: "Berlin-Bombay" (em que Roman participou) e "Zapreshennie Barabanshiki", uma banda que se tornou tão famoso na Rússia que é praticamente um nome familiar hoje.

Romano já trabalhou com o canadense-ucraniano indie rock dreampop duo Ummagma, primeiro com Shauna membro da banda nos anos pré-Ummagma e depois como co-autor da canção Ummagma "Live and Let Die" (de sua "antigravidade" álbum de estreia). Depois de aperfeiçoar sua forma de tocar e as habilidades de gravação e através de várias colaborações, Roman refinou seu som para um que não só é exclusivo para a Rússia, mas para o mundo. Ele já lançou sete vídeos em apoio da sua própria música e duas versões do vídeo para Ummagma "Live and Let Die". Este vídeo foi listado nos vídeos top-10 para 2012 por vinte e goto-Dez (agora Outersounds Underground). Sons do Sputnik "A Missão" é atualmente # 29 no Music Chart escocês Nova para fevereiro.

Sons do Sputnik está atualmente em estúdio gravando e colaborando com Ummagma em material para seu EP próxima conjunta, que deve ser liberada para o início do verão de 2013.



The sounds of Sputnik

The Moscow-based Sounds of Sputnik play a combined array of post-rock and shoegaze with a slight kickback to noise rock. While this sound is inspired by the sounds of such bands as My Bloody Valentine, Jesus and Mary Chain, Ride, Sonic Youth, Happy Mondays, and Slowdive, the musical output of this particular project today actually seems to be closer to the style of Mogwai, Air Formation, Hammock, Airiel, Jesu, Highspire, and The Twilight Sad.


Sounds of Sputnik is the solo project of Roman Kalitkin, previously of the infamous Rostov (southern Russia) post-punk shoegaze band Sputnik-Vostok. Nowadays, Roman has been collaborating with various musicians on individual songs; these are mainly members of his previous group Sputnik-Vostok, which Roma founded – working mainly with Sergei Cherevkov and Oleg Mazherovsky, who he hooked up with to form Sputnik-Vostik during their mandatory army service in Czechoslovakia (during Soviet times).

While first influenced to pick up an instrument upon hearing The Beatles, back at a time when most musical offerings were controlled by state authorities, Roma joined a band while in high school and had planned to pursue orchestral endeavors until he was summoned for his mandatory army service.

Sputnik-Vostok’s music was greatly influenced by The Cure, The Smiths and Joy Division... In his own words: “in the late 80s, we were performing at many festivals as Sputnik-Vostok and we virtually looked like "white crows", riding on a new wave craze against the background of overly hard rock music”. However, the group soon amassed a large number of fans, eventually establishing “Indie Club 100%" and further creating a shoegaze/dreampop blend of music more closely resembling My Bloody Valentine, Jesus and Mary Chain, Ride, Sonic Youth, Happy Mondays, and Slowdive. They recorded several albums in that time – in both English and Russian, known mainly to a narrow stratum within Russia’s indie culture of that era.

There were some “in-between years” in terms of Roma’s musical endeavors – when Sputnik-Vostok relocated to Moscow in 1997 and then divided into two separate bands under manager/writer Ivan Trofimov: “Berlin-Bombay” (in which Roman participated) and “Zapreshennie Barabanshiki”, a band that became so famous within Russia that it is virtually a household name today.

Roman has worked with Canadian-Ukrainian indie rock dreampop duo Ummagma, first with band member Shauna in the pre-Ummagma years and later as co-author of Ummagma’s song “Live and Let Die” (from their debut album “Antigravity”). After honing his playing and recording skills and through various collaborations, Roman has refined his sound to one that is not only unique for Russia, but for the world. He has released seven videos in support of his own music and two versions of the video for Ummagma’s “Live and Let Die”. This video was listed in the top-10 videos for 2012 by Twenty-goto-Ten (now Outersounds Underground). Sounds of Sputnik’s "The Mission" is currently #29 in The Scottish New Music Chart for February.

Sounds of Sputnik is currently in the studio recording and collaborating with Ummagma on material for their forthcoming joint EP, which should be released towards early summer of 2013.

terça-feira, 12 de março de 2013

Nem a chuva para o rock'n'roll


Natália Pellicciaro – SMCT
Nem a chuva que caiu sobre Bragança Paulista entre o final da tarde de sábado (09/03) e a noite, foi capaz de parar o segundo dia de ‘Grito Rock Bragança 2013’. O início do evento estava previsto para 16h, mas a forte chuva que caiu em Itatiba dificultou, e muito, a saída da cidade para curtir rock'n'roll.
                Mas apesar dos pesares, a chuva diminuiu e “cair” na estrada foi inevitável. No meio do caminho quase houve desistência, pois a quantidade de água, raios e trovões chegou a preocupar, mas a vontade de curtir rock falou mais alto, o carro ficou na estrada e depois de muito tempo, estávamos no evento.

Natália Pellicciaro – SMCT
Quando a "equipe" do Canibal Vegetariano chegou, duas bandas havia se apresentado, Remascente e Desvio de Conduta. Devido à chuva, não foi possível acompanhar o som dessas bandas. Houve certa preocupação, pois nosso amigo Matias Picon, o Perro Locon, tocou em uma delas.
                Na chegada a Bragança, tudo tranquilo, chuva amena, perfeito para o rock. Mas bastou os paulistanos do Futuro subirem ao palco para que mais água descesse do céu. Muita chuva, mas havia guarda chuvas no local e muitas pessoas curtiram o bom hardcore feito pelo grupo que tem uma garota no vocal e ela faz a diferença, pois consegue agudos incríveis e deixa o timbre da guitarra semiacústica muito diferente.

Natália Pellicciaro – SMCT
A chuva não desanimou nem o público nem a banda que mandou em pouco mais de meia hora muitas canções e a queda de temperatura em nada prejudicou o pessoal que abria roda em frente ao palco. A diversão foi garantida.
                A quarta banda da noite foi a Prole de Americana, os caras tocarão juntos com Dead Kennedys no próximo mês, na cidade deles. O quarteto americano subiu ao palco e mandou ver uma "enxurrada" de riffs guitarrísticos e com muita cacetada na bateria. Uma apresentação simplesmente sensacional.
                Ao final do show da Prole, a chuva parou. Houve intervalo para troca de equipamentos e ansiedade da galera para apresentação dos estadunidenses do Los Crudos. Enquanto eles não subiam ao palco, deu para por o papo em dia, afinal, muita gente do underground estava presente ao evento. Nomes como: Serginho, batera do Leptospirose, Rogério Japa, baixista do Merda, Juninho, baixista do Ratos de Porão, o músico e artista plástico Matias Picon, o vereador da juventude e um dos organizadores do evento, mestre Quique Brown e uma galera da banda Attack Force de Atibaia.

Natália Pellicciaro – SMCT
                Após o papo, a chuva voltou com tudo assim que os Los Crudos soltaram os primeiros acordes no palco. Enquanto mais a chuva caía, crescia o número de pessoas para conferir uma banda muito foda para tocar hardcore. Em pouco mais de meia hora, apenas isso bastou, eles executaram vários clássicos e o vocalista ainda deixou o palco para se misturar à galera que abria roda em frente ao palco. Som honesto, forte, preciso, porrada. Começar o ano de 2013 vendo um show desses, dá para acreditar que o ano promete. No domingo, houve mais bandas, mas o show dos Crudos merecia ser bem digerido, pois não é todo dia que se assiste grátis, uma aula de rock, uma aula da hardcore. Muchas gracias Los Crudos.

Neither rain to rock'n'roll

Neither rain that fell on Bragança Paulista between late Saturday afternoon (09/03) night and was able to stop the second day of 'Scream 2013 Rock Bragança'. The start of the event was planned for 16h, but the heavy rain that fell in Itatiba difficult, and much, just outside the city to enjoy rock'n'roll.

Natália Pellicciaro – SMCT
But in spite of everything, the rain subsided and "fall" down the road was inevitable. Halfway there was almost giving up, because the amount of water, thunder and lightning came to worry about, but the desire to enjoy rock spoke louder, the car was on the road and after a long time, we were at the event.
When the "team" of Cannibal Vegetarian arrived, two bands had presented Remascente and Misuse of Conduct. Due to rain, it was not possible to follow the sound of those bands. There was some concern because our friend Matias Picon, the Perro Locon, touched one.

Natália Pellicciaro – SMCT
On arrival at Bragança, all quiet, mild rain, perfect for rock. But it was enough Paulistanos Future take the stage for more water to come down from heaven. Lots of rain, but there were umbrellas on site and many people like the good done by the hardcore group that has a girl on vocals and it makes a difference, because it gets incredible highs and leaves the timbre of the guitar semiacústica very different.
The rain did not dampen neither the public nor the band that sent in just over half an hour many songs and temperature drop did not hurt the people who opened wheel in front of the stage. The fun was guaranteed.
The fourth band of the night was the Prole, of the Americana, the guys play along with Dead Kennedys next month in their city. The American quartet took the stage and told to see a "flood" of riffs and very  guitarrísticos cacetada on drums. A simply sensational presentation.

Natália Pellicciaro – SMCT
At the end of the show of Prole, the rain stopped. There was change interval of equipment and anxiety of the crowd for the presentation of the U.S. Los Crudos. As they ascended the stage, gave a talk on the day, after all, many of the underground was present at the event. Names like: Serginho, drummer of Leptospirosis, Rogério Japa, bassist Shit, Juninho, Bilge Rats bassist, musician and artist Matias Picon, Councilman youth and one of the event organizers, master Quique Brown and the gang banda Attack Force Atibaia.
After the chat, the rain returned with everything so the Los Crudos released the first chords on stage. As more rain fell, the growing number of people to give a banda very cool to play hardcore. In just over half an hour, only that was enough, they performed various classical vocalist and still left the stage to mingle with guys wheel that opened in front of the stage. Sound honest, strong, accurate punches. Starting the year 2013 seeing such a show, can you believe that the year promises. On Sunday, there were more bands, but the show of Crudos deserved to be well digested as it is not every day that you watch for free, a lesson in rock, a lesson of hardcore. Muchas gracias Los Crudos.                

quarta-feira, 6 de março de 2013

Divulgadores de arte


O Motim Cultural foi criado em Itatiba por algumas pessoas que buscam trazer opções de cultura, principalmente a galera underground, não apenas no rock’n’roll. O Canibal Vegetariano conversou com Aline Maioli, uma das responsáveis pela criação do grupo. Abaixo, você confere entrevista na íntegra.

Canibal Vegetariano: Qual a finalidade de criar o Motim Cultural?
Aline Maioli: Nossa finalidade é estimular o consumo a cultura regional, estabelecendo uma 'rotina cultural' na cidade. Muitas pessoas de Itatiba deixam de ficar na cidade aos finais de semana, porque a cidade não costuma proporcionar shows, eventos e roles que despertem interesse.

CV: Quais eventos vocês pretendem realizar?
AM: Shows, mostras de arte, exposições de trabalhos artísticos, teatro, saraus, recitais e demais que envolvam o meio cultural.

CV: O trabalho de divulgação artística será voltado apenas ao rock’n’roll ou a outros estilos   musicais?
AM: Divulgação artística: Voltamos aos estilos musicais que não são tão encaixados no 'padrão social' da cidade. Trabalhamos com bandas de rock, mas também pensamos em rodas de viola, música experimental, voz e violão, música popular brasileira, entre outros.

CV: Vocês trabalharão apenas com bandas e artistas independentes?
AM: Trabalharemos com artistas independentes, mas se houver oportunidade e espaço para um artista mais renomado, esse será chamado, mas o principal foco são artistas regionais conseguindo um espaço para mostrar seu trabalho.

CV: O primeiro evento no domingo, será apenas com bandas de material próprio? Como foi realizada a seleção?
AM: Nosso primeiro evento estaremos contando com bandas que tem material próprio, mas também fazem covers. Acreditamos que o som autoral é muito importante para a identidade de uma banda/artista, porém, tornar isso uma condição para a apresentação é privar uma pessoa de expor seu trabalho. Selecionamos bandas de derivados estilos de rock, que são da nossa cidade, para que possam mostrar seu trabalho.

CV: Agradeço e deixo espaço para considerações finais.
AM: O Motim é um movimento que preza pela consciência social e ambiental, onde todos nós somos iguais e dependentes do meio no qual vivemos. Fazemos nossos eventos pagando com o suor da cara, pois não temos patrocinadores fixos nem um caixa, mas temos vontade e iniciativa, que é o que falta em muita gente que reclama. Nosso movimento está aberto a todos.
  

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

O rock dará seu grito em Bragança Paulista



 Grito Rock Bragança Paulista 2013
Conectando 300 cidades de 30 países, o Festival Grito Rock se torna global

Produzido de forma colaborativa desde 2005, o Grito Rock foi criado como uma alternativa ao carnaval tradicional e este ano acontece entre o período de 01 de fevereiro a 03 de março. 

A cidade de Bragança Paulista abriga o evento há 4 anos, e neste ano, integrando a programação do Festival, teremos as bandas Tigre Dente de Sabre e a lendária Los Crudos, diretamente de Chicago.

Junto a essas duas atrações, e com o intuito de incentivar os diversos coletivos culturais da cidade, a curadoria musical foi realizada colaborativamente por alguns pontos dessa rede cultural bragantina: Edith Cultura, Casa 30, Bragança Rock City, Cadillac Box e Som das 9.

Duas vagas também foram disponibilizadas na plataforma Toque no Brasil, completando a programação do Festival.

Além disso, haverá, ainda, uma mesa redonda especial com nomes importantes da cena underground, debatendo sobre a influência dos Ramones em seus trabalhos.

Toda a programação é gratuita e acontece no Ciles do Lavapés, que fica na Av. dos Imigrantes, 3237. 

Sexta, 08 de março - 19h
Exibição do documentário “End of the Century – The History of Ramones” + mesa redonda com Tatá Aeroplano, Daniel ET e Zé X sobre o tema “Como o Ramones mudou a minha vida”

Sábado, 09 de março - 16h
Shows com Los Crudos, Prole, Remanescente, Desvio de Conduta e Futuro

 Divulgação
Domingo, 10 de março – 16h
Shows com Tigre Dente de Sabre, Luno, Matéria Rã, Bacantes e Avoid This Trio

Apoio: Prefeitura Municipal de Bragança Paulista / Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Bragança Paulista / Secretaria Municipal de Esporte e Lazer de Bragança Paulista / TNB – Toque no Brasil

Realização: Edith Cultura / Casa 30 / Espacial / Som das 9 / Bragança Rock City / Coletivo Cadillac / Fora do Eixo

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

'Gibi, Ramones e Motörhead'


Essa entrevista é de responsabilidade de Roger Da Silva João. Nós do Canibal Vegetariano agradecemos por ceder um trabalho muito bacana.
"Essa entrevista na verdade foi feita em 2010 num período de um mês, mais ou menos, quando troquei e-mails com Nardwuar. O que me motivou a realizar a entrevista foi curiosidade de fã mesmo, eu já adorava as entrevistas que ele fazia tanto no programa de rádio dele quanto no canal de youtube. Nunca tive onde botar essa entrevista antes, e apesar de meio datada (o MoAM? foi entrevistado recentemente por ele, hehehe) ainda tenho um pequeno orgulho do resultado. É um prazer ceder esse texto ao Canibal Vegetariano, e espero que quem ler goste. Abraço, e aproveitem os links!"
No Banda Desenhada teve um dia que eu resolvi escrever sobre o Nardwuar. Na época mandei um e-mail pra ele, parabenizando pelo programa de rádio e pelas entrevistas. E aproveitei pra perguntar se eu poderia entrevistá-lo também, por que não? Ele aceitou, e durante os meses de Agosto e Setembro, troquei e-mails com ele que resultaram na entrevista que segue adiante. Espero que gostem, e espero que virem fãs do Nardwuar também.

Reprodução Internet

João: Por quê Nardwuar the Human Serviette?
Nardwuar: Um nome burro e estúpido. Como Sting ou Sebadoh ou Sinbad. "Human" em homenagem à música "Human Fly" do The Cramps. "Serviette" = eles não têm serviettes nos EUA, só guardanapos! (*serviette é como os canadenses chamam guardanapos)

J: Como você descreveria seu perfil musical? Você parece ser um sujeito bem eclético?
N: Fui presidente do meu Conselho Estudantil, então pude organizar um monte de shows punks pros garotos! É onde eu aprendi sobre música. Nossa escola era bem legal! Uma das bandas que tocou lá foi a The Enigmas com Paul Mckenzie que hoje em dia toca no Real Mckenzies.

J: E quanto ao seu programa de rádio. Os canadenses gostam do show do Nardwuar ou isso é mais um lance underground?
N: O programa de rádio Nardwuar the Human Serviette vem sendo exibido desde Outubro de 1987. No entento, poucas pessoas sabem a respeito. Mas agora com a internet pessoas de todos os lugares podem conferir meus shows antigos.

J: Sobre a popularidade do programa, eu meio que já esperava isso: não acho que a maioria das pessoas conseguiria "entender" o quanto o programa é incrível.
N: Meu programa de rádio está na CiTR em Vancouver. A CiTR Radio é a melhor! É a estação de rádio do campus da University of British Columbia e qualquer um pode se filiar -- $20 pra estudantes e $35 pra não estudantes. Na maior parte das estações de rádio você é só um DJ -- te dizem o que você deve tocar. Na CiTR você é um DJ/operador/produtor, e tem controle total podendo tocar qualquer coisa que você quiser. Se eu posso fazer um programa de rádio, qualquer um pode! Aqui vai um tour que eu fiz pela CiTR em 1987.

J: Por que e quando você começou a fazer entrevistas? Você sempre as fez dessa forma? Se não, quando você criou essa persona? E por quê? A personalidade do Nardwuar ainda é um trabalho em andamento?
N: 1986. Meu programa de rádio na verdade é só um programa de variedades idiota. Eu entrevisto qualquer pessoa, pode ser desde o Black Flag, um ator pornô (como Ron Jeremy), bandas locais como o Smugglers ou o Black Mountain, pessoas de Hollywood em evidência como Hilary Duff ou Lady Gaga, velhas bandas punks de Vancouver como o Pointed Sticks e a Painted Ship ou bandas horríveis de metal que agora estão em selos indies como Danger Danger. Qualquer coisa! A primeira entrevista que eu fiz foi em 26 de Setembro de 1985 com Art Bergman, que cantava pra uma ótima banda de punk rock de Vancouver, o Young Canadians. Minha banda, The Evaporators foi formada em 1986, então eu comecei como "entrevistador", mas na verdade foi quase na mesma época. O Evaporators foi formado enquanto eu fazia flexões numa aula de educação física, quando Scott Livingstone, futuro baterista do Evaporators, me perguntou se eu queria formar uma banda com ele. Eu era o presidente do meu conselho de classe então eu conseguia organizar um monte de shows punks pros garotos no colégio, com bandas ótimas como o Enigmas e o Villains. O primeiro show que eu organizei sem relação com a escola foi o "Barbarella Psychadella", e foi em 23 de Agosto de 1987 no Arts Club Lounge na Seymour Street em Vancouver, com participações do Evaporators e de Grant Lawrence com sua primeira banda antes dos Smugglers, The One Eyed Jacks. Voltando às entrevistas, anos atrás eu tinha um objetivo: conseguir entrevistas com Kurt Cobain, Bill Clinton e Neil Young. Desde então eu pude conversar com Cobain, mas perdi a chance de fazer uma pergunta a Bill Clinton já que eu fui removido por agentes durante a cúpula Clinton-Yeltsin em Vancouver em 1993, que pensaram que eu causaria algum tipo de "grande perturbação no local", devido ao fato de que na semana anterior eu tinha dito "Keep on rawkin' in the free world" em russo pro Mikhael Gorbachev e também tinha perguntado pra ele "de todos os lideres mundiais, quem tem as maiores calças?". Então quem me resta é o Neil Young. Por exemplo, você sabia que Neil Young tocou com uma banda chamada Mynah Birds com Rick "Superfreak" James em Toronto durante os anos 60? Neil Young e Rick James juntos! É o tipo de coisa que eu gostaria de saber mais a respeito. Dá pra escutar alguns dos singles do Mynah Birds na caixa "The Complete Motown Singles, Vol. 6: 1966" lançada em 2006.

Reprodução Internet

J: Diga a sua entrevista favorita ou sua pessoa entrevistada favorita. Ou ambos. Eu adoro a com Wesley Willis, que figura ele era. Diga a pior entrevista ou pessoa entrevistada também.
N: Meu entrevistado favorito provavelmente é o Jello Biafra. Eu já o entrevistei 10 vezes desde 1989. Ele me odiou na primeira vez que eu falei com ele, mas com o passar dos anos ele me deu muito apoio e até colocou minha banda, o Evaporatos em seu selo, em 2004! A pior entrevista? Sebastian Bach da banda especialista em capilância (*valeu Renan), Skid Row! ele ameaçou me "bater só de brincadeira" e ainda por cima roubou meu chapéu favorito! Ele ainda por cima destruiu a fita que eu estava usando pra "capturar" a entrevista. O pior mesmo é que a fita ainda continha entrevistas com o ex-Primeiro Ministro Canadense Pierre Elliott Trudeau, Sandra Berhard e George Clinton.

J: Nossa, não sou fã do Sebastian Bach mas não imaginava que ele fosse tão escroto. Ele te fez perder o George Clinton cara! Isso é triste. Sobre o Jello, na segunda vez que você o entrevistou ele desenhou toda a sua cara com uma caneta, mas você conquistou o respeito dele só por ter tido coragem de aparecer provavelmente. Eu sei também que na sua entrevista com o Transplants você por pouco não apanhou. Você já foi socado pra valer?
N: Antes das entrevistas eu pesquiso na internet, vejo o que meus amigos sabem, leio livros, vou a lojas de discos, leio revistas e malho na academia caso o entrevistado queira me atacar e eu tenha que correr dele! Mas felizmente eu tive sorte e o "Incidente Sebastian Bach" é uma rara excessão onde algo de ruim tenha acontecido.

J: Vi uma entrevista sua com o Butthole Surfers onde você questionava seu valor na cena indie. Em uma outra entrevista com Beck, ele ficou bem perturbado com questões do tipo "por que as pessoas deveriam ligar pra você?" e também de como no Canadá ele apareceu na grande mídia primeiro. Você leva essa credibilidade underground tão a sério assim? Essa é uma pergunta idiota?
N: Eu sempre faço as entrevistas da mesma forma e sempre me divirto. Algumas pessoas entendem, outras não. É a vida. Não me incomoda. Eu adoro bandas underground, overground, qualquer coisa. Algumas pessoas levam tudo muito a sério. Mas eu não as culpo já que eu levo as entrevistas bem a sério também! Em entrevistas, se você não faz uma pesquisa, não há sentido em conduzí-la. Eu detesto ler entrevistas e ver perguntas que já foram feitas várias vezes antes. Então quando eu faço uma entrevista eu fico bem excitado. Desculpaí e tal. Como eu falei, algumas pessoas entendem - outras não! Algumas pessoas que eu posso lembrar aqui que ficaram irritadas são, como você mencionou, Beck, Dennis Miller, Alice Cooper, e Paul "irmão do Liam e do Noel do Oasis" Gallagher. Se você quiser escutar/ler essas entrevistas vá ao meu site no www.nardwuar.com.

Reprodução Internet

J: Sobre a sua banda, The Evaporators. Vocês se vêem como uma banda de punk chiclete inovadora? Vocês têm muitos fãs, ou os seus seguidores são em sua maioria fãs do Nardwuar? E quanto à outra banda, Thee Goblins?
N: Como eu falei antes, o Evaporators foi formado em 1986 e eu venho tanto entrevistando quanto tocando na banda por mais ou menos o mesmo tempo. O que eu noto é que as pessoas que vêem nos nossos shows são pessoas que apenas gostam de músicas divertidas! Agora sobre o Thee Goblins. O Evaporators faz as aberturas de seus próprios shows se apresentando como o Thee Goblins (apenas órgão e bateria). O Thee Goblins se veste com pequenas jaquetas de cheerleader da Universidade de Washington sobre lençois brancos. Depois de algumas músicas, a "Thee Goblins Troupe" magicamente se transforma no Thee Ska-blins, com a adição de um Goblin no trombone, e outro na guitarra. Você pode ver um pouco do Thee Goblins em ação aqui.

J: Agora Nardwuar, eu ia adorar ver você entrevistando algumas bandas e vou te deixar saber quais: Man or Astro-man, The Aquabats, Supergrass (que terminou, infelizmente), The Beastie Boys, The Dead Milkmen, Fear e... bem, eu acho que são essas. O que você acha dos meus pedidos e quais bandas você espera entrevistar no futuro? Não só bandas, qualquer tipo de pessoa. Viva ou morta. (mas eu prefiro VIVA)
N: Muito obrigado pelas sugestões Roger! Vou ficar atento! Pra sua informação, eu entrevistei o Dead Milkmen no meu programa de rádio na CiTR em Vancouver anos atrás, e eu meio que entrevistei um Aquabat, Travis Barker!

J: Cara, eu tenho que te perguntar isso, você conhece o punk rock brasileiro ou qualquer outro músico brasileiro? Por favor, não diga Mutantes.
N: Sim, minha banda brasileira favorita no momento é a Os Haxixins. Eles são demais! Eu também entrevistei o CSS antes, mas Lovefoxxx não participou da entrevista. Droga! E também, falando de amor (*Lovefoxxx, sacou? essa é uma entrevista traduzida), eu AMO o Ratos de Porão! Jello Biafra me falou a respeito deles!

J: Agora Nardwuar, eu sei que você tem um vídeo onde você aparece vestido como o Guardião da Tropa Alfa, tocando com o Evaporators. Você gosta, ou já gostou de histórias em quadrinhos? De que tipo?
N: O vídeo que você está falando é o Gassy Jack, pelo Evaporators. Um amigo meu me mandou a roupa mas eu não sei de onde veio ou o que é! Eu só a chamo de roupa de "Homem Canadá"! Meu quadrinho favorito é o Captain Canuck!

Entrevista de Nardwar com a banda Veronica Falls



J: Meu amigo Renan não conhece seu trabalho mas tem uma pergunta, baseada em sua aparência. Ele pergunta: cadê a limonada?
R: A venda na minha rua! Kimberly Conrad (que se casou com Hugh Hefner), Douglas Coupland (o cara do livro Geração X)(*não confundir com o quadrinho da Marvel), e Yvonne Decarlo (*a Lily dos Monstros) são todos da minha região. E também, foi em Vancouver que Errol Flynn morreu de uma grande overdose de cocaína!

J: Obrigado pelo seu tempo, eu adoro seu estilo. Continue sendo o Nardwuar e não tenha medo de socos ocasionais!
N: Obrigado Roger, "and Keep on rawkin in the free world! And Doot doola doot doo …"

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Krias de Kafka lançam novo álbum: 'O mundo não acaba nunca'

Adonis Guerra
Os andreenses da Krias de Kafka lançaram há poucas semanas seu novo álbum: 'o mundo não acaba nunca'. Neste novo trabalho, a banda está mais enxuta, pois o que antes era um quinteto, atualmente é um quarteto. A nova formação agradou bastante o vocalista Mateus Novaes que falou sobre o momento da banda e também do mais recente disco.

Canibal Vegetariano: Em maio de 2010 a banda concedeu entrevista para o blog. O que mudou nesses quase três anos? Houve mudanças na formação da banda ou no estilo de tocar?
Mateus Novaes: No geral aprendemos a nos organizar melhor. Estamos ouvindo coisas que não ouviamos antes, e  estamos mais seguros no que fazemos. Em novembro um dos guitarristas saiu por motivos pessoais. Agora somos um quarteto. Já tocamos com a formação "nova" e soou bem. A cada ensaio a coisa está cada vez melhor.

CV: O que é "o mundo não acaba nunca"?
MN: Além de um verso da música "Neu" e o nome do disco, é um tédio de tudo, das repetições, rotinas...Isso fica mais claro no começo de ano: tragédias, mesmices, enchentes. Aí voce pensa: "porra, isso não acaba nunca". Outra leitura possível é a ideia babaca do "bom e velho rock in roll". Essa ideia saudosista, de que só o que passou é legal e tal, ainda é uma coisa recorrente no rock, principalmente entre jovens da nossa região, infelizmente. "O mundo não acaba nunca" também é um jeito da gente mostrar que as coisas continuam,  também por isso gravamos este disco.

CV: Como foi o processo de gravação? Como surgiram as letras?
MN: Foi cansativo, talvez por conta da nossa ansiedade e do tempo de cada um da banda. Mas também foi foda, porque descobrimos muita coisa técnica de estúdio, das possibilidades que ele nos dá. Diferente de como gravamos o ep "sessões desenganadas", que foi entrar gravar e pronto. Dessa vez fomos bem mais cuidadosos com o que realmente queriamos do som. E estamos felizes com o resultado.
As letras na maioria das vezes surgem em blocos de texto. Depois vou juntando aqui e ali, buscando mais som que significado nelas.Quando eu acho que está pronto começamos o processo de "encaixe" nas bases. Até hoje tem funcionado. Os temas não fogem muito do que venho fazendo em poesia: sentimentos gerais, cotidianos, com uma certa preocupação estética, mas nada que chegue a um virtuosismo ou qualquer outra babaquice que não nos interessa.

CV: Quando vocês disseram: "estamos criando um disco". E quando vocês definiram..."está pronto".
MN: Nós entramos no estúdio com as músicas definidas. Umas do comecinho das Krias e outras composições mais recentes. Então ele já entrou no estúdio  "pronto". Talvez o próximo seja diferente, já temos canções novas e quem sabe o disco apareça de outra forma.

CV: Como vocês tem trabalhado a divulgação deste novo álbum? Ele será lançado em formato físico? Vocês pretendem fazer mais shows para divulgação?
MN: Por enquanto nas mídias virtuais, correndo aqui, enchendo o saco de alguém ali... essas coisas que todo mundo que tem uma banda que faz tudo sabe bem. O CD está na fábrica e deve chegar na primeira semana de fevereiro. Depois, com ele nas mãos, é correr para fazermos uma caralhada de shows!!! Tocar é o mais legal do processo todo!

Adonis Guerra

CV: Como vocês sentiram a recepção do público em relação a este novo trabalho?
MN: Cara, foi bem legal para uma banda como a gente. Teve alguns blogs falando do disco, os amigos divulgando, gente que a gente não conhecia comentando. Ficamos felizes, mas queremos dominar o mundo!

CV: Quais os planos da banda para 2013?
MN: Tocar bastante, conseguir pagar as dívidas e alcançar o glamour! Pois o outro lado do rock a gente já conhece bem...haha.

CV: Agradeço pela entrevista e deixo espaço para os comentários finais.
MN: Agradeço em nome de toda a banda por mais uma vez dar uma força pra gente.  E como esta na última canção do disco: "...bestas!!!! uma nova era esta a alvorejar!!!...tem seis mil anos pesando em cima de mim!!!!! STRIPTEASE!!! Abraço e boa sorte pra nós todos!

No link abaixo você pode conferir a entrevista que eles concederam ao blog em 2010.
http://canibalvegetariano77.blogspot.com.br/2010/05/krias-de-kafka-rock-literario-e.html



'O mundo não acaba nunca'

Ouvir o novo trabalho da banda Krias de Kafka faz a pessoa que começa ouvi-lo deixar de lado qualquer rótulo sobre a banda. Eles fazem rock, e ponto!

O novo trabalho dos andreenses soa muito coeso. As guitarras estão no volume ideal, o que permite o ouvinte curtir as boas linhas de baixo e a bateria, com boa equalização, não encobre nem instrumentos nem a voz de Mateus Novaes. As letras também são típicas dos caras, em alguns pontos elas tratam do vazio existencial que há dentro de nós.

Com guitarras, ora limpas, ora mais pesadas e sujas, deixam o clima propicio para tensão, mas sem perder aquela pegada rock e um pontos irônicos, tanto nas melodias como nas próprias letras. O novo álbum da Krias mostra que o rock produzido atualmente vai bem, obrigado, o que falta mesmo é espaço para que as bandas apresentem seus trabalhos.

Se ficou a fim de conhecer o novo álbum, você pode acessar: http://kriasdekafka.bandcamp.com/album/o-mundo-n-o-acaba-nunca. Mas o melhor de tudo, é que está previsto para este mês, o lançamento do trabalho em CD. Segue também o vídeo single dos caras, veja acima, intitulado: "Leila".