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segunda-feira, 27 de junho de 2016

Motor City Madness lança vinil com cinco ‘pedradas’

Das profundezas do universo ou de algum ponto de Porto Alegre/RS, eis que surge mais um lançamento da Motor City Madness. Desta vez é o compacto 7 polegadas em vinil "Gravediggers".

O novo petardo dos gaúchos foi gravado em meados de 2015 no 301 Studios, em Sydney, Austrália, durante o Converse Rubber Tracks Worldwide. A “bolachinha” mostra a banda mais uma vez detonando ouvidos e chacoalhando cérebros com cinco “pedradas” cheios de caveira podre, sangue e distorção. Ou como já disseram por aí, "garage-punk-n-roll-stoner motorizado", o famoso “rock de pau duro”, como diz Sérgio Caldas.

Este é o primeiro lançamento da banda em vinil e vem em grande estilo, numa bolacha verde-ranho cheia de classe. Juntamente com o play, estreia o novo videoclipe da banda também, da faixa que dá nome ao disco, "Gravediggers". Sempre bom lembrar, que a capa foi desenhada pelo mestre das caveiras Daniel ETE.

Para dar uma sacada nas músicas, o EP está disponível aqui: http://motorcitymadness.bandcamp.com
Aqui segue o link do vídeoclipe: https://www.youtube.com/watch?v=SoRmr1ApuGQ
Para maiores informações sobre a Motor City Madness:
Facebook: http://www.facebook.com/themotorcitymadness
Youtube: http://www.youtube.com/MCityMadness
Bandcamp: http://motorcitymadness.bandcamp.com
Site: www.motorcitymadness.com.br


terça-feira, 9 de abril de 2013

O eterno 'herói' do Brasil


Divulgação
Quase cinco anos após sua última apresentação em Itatiba, Kid Vinil volta à cidade para participar de uma jam session com vários músicos que marcaram época nos anos 80, como Kiko Zambianchi, George Israel, Ritchie entre outros. Antes de sua apresentação, ele falou com o Canibal Vegetariano sobre o show com seus amigos, novas bandas, volta da rádio rock entre outros assuntos da cultura pop. Abaixo você confere a entrevista na íntegra.

Canibal Vegetariano: Kid, como será o show ‘ícones dos anos 80’? Quais músicas você apresentará?
Kid Vinil: Nesse show, que funciona como uma jam session, a média de músicas para cada participante vai de 5 a 8 canções. No meu caso serão meus hits, "Sou Boy", "Tic Tic Nervoso", "Comeu" e mais alguns covers como "Até quando esperar" que eu canto com o Mingau, "Será" da Legião Urbana. No bis provavelmente faremos todos, alguma dos Ramones, "Bete Balanço" do Barão Vermelho.

CV: Já rolou algum show deste estilo? Qual sua opinião sobre este evento?
KV: Essas reuniões de galera dos anos 80 (século 20) ocorrem há um bom tempo. Tudo começou há cerca de 10 anos no Morro da Urca, no Rio de Janeiro. O Léo Jaime reuniu um time que tinha Ritchie, a BLitz, o Kiko Zambianchi e eu. Fizemos vários shows com essa formação. Depois fizemos aquele dvd Anos 80 - Multishow, que vendeu mais de cem mil cópias. Continuamos a fazer essas reuniões, mas nem sempre com o mesmo time. Tudo depende da disponibilidade e da agenda de cada um, daí vamos montando o cast. O Mingau atualmente é quem orquestra essas jam sessions. A banda de apoio sempre foi essa galera do Ultraje a Rigor. Já corremos várias cidades pelo Brasil. É um formato que deu certo e resgata muita coisa legal dos 80. Eu particularmente me divirto muito, no palco, fora do palco, trocamos ideias, relembramos acontecimentos. Um exercício muito saudável com músicos altamente competentes, puro prazer!

"Parece que a Internet reduziu um pouco esse interesse em garimpar coisas e obter a informação de fontes confiáveis como sites importantes lá de fora, revistas etc. Aquele trabalho de pesquisa que fazíamos em outras décadas, quando não havia internet, através de revistas, lojas de discos etc., acabou"

Divulgação
CV: Você esteve em Itatiba em 2008. O que o público verá de diferente em sua apresentação?
KD: Na verdade esse show, como eu disse, é uma jam session de vários intérpretes e músicos. Acho que a diferença está na festa que vamos proporcionar.

CV: O single 'Sou Boy' completa 30 anos em 2013. O que mudou nessas três décadas? Sua paixão pela música ainda é a mesma?
KV: A música tornou-se um clássico com o passar dos tempos. As pessoas me reconhecem por causa dessa música e do "Tic Tic Nervoso". Para mim é muito importante ter uma ou mesmo duas músicas que me identifiquem. Acho que a realização de todo artista é um dia ter uma música que seja sucesso em todo pais e que marque para sempre sua carreira. Comigo aconteceu isso e me prevaleço disso até hoje. Tenho o maior prazer sempre que a canto, pois se não fosse essa música eu seria um "zé ninguém".

CV: E a banda Magazine? Tem possibilidade de retorno para comemorar o aniversário do single?
KV: Talvez, conversamos a respeito no ano passado e eles ficaram animados em fazermos alguns shows dos nossos 30 anos. Vamos ver se rola, tudo depende de empresários. Às vezes é mais fácil eu mesmo me vender como Kid Vinil em certos eventos do que encaixar a banda, mas estamos tentando. Acho que merecemos uma comemoração.

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CV: Já pediram para você regravar o hit 'Sou Boy'?
KV: Não, acho que a gravação original é definitiva, jamais regravaria. Tem tudo a ver com uma época e um momento do rock brasileiro. Hoje mesmo regravada e atualizada para moto boy, não faria mais sentido.

CV: E seu programa na Brasil 2000, como você o avalia? Quem é o público que ouve?
KV: O programa é somente pela internet e hoje poucas pessoas têm saco de ouvir programas na Net, infelizmente. Não tenho muita resposta, mesmo pelo facebook e twitter. Me dá impressão de que as pessoas não estão muito interessadas no novo. Perderam um pouco o interesse por boa música, não estou generalizando, tem uma parcela, mesmo que pequena, que ainda gosta de se informar. Parece que a Internet reduziu um pouco esse interesse em garimpar coisas e obter a informação de fontes confiáveis como sites importantes lá de fora, revistas etc. Aquele trabalho de pesquisa que fazíamos em outras décadas, quando não havia internet, através de revistas, lojas de discos etc., acabou. Hoje a informação é pulverizada e confunde muito, se as pessoas não procurarem nos lugares certos.

CV: Mesmo com programa em outra rádio, qual sua opinião sobre o retorno da 89 FM?
KV: Eu adoraria estar por lá fazendo um programa, talvez daí eu conseguisse maior retorno, mas infelizmente não sei se a atual diretoria está a fim disso. De qualquer forma acho importante a volta da rádio rock, pois tínhamos ficado somente com a Kiss FM no ar e faltava outra rádio, uma vez que a Brasil 2000 foi arrendada pela Eldorado e ficaram transmitindo a programação rock apenas pelo site.

Divulgação
CV: Você é um dos pioneiros do punk no Brasil, como vê o estilo atualmente?
KV: Hoje existem boas bandas influenciadas pelo punk, principalmente na Califórnia. Gosto do OFF!, do Fidlar, no Texas tem o Dikes Of Holland em Nova Yorque tem The Men, no Canada Fucked Up (essa última mais para o hardcore, mas muito boa). A nova geração americana tem muito de punk no seu trabalho, acho isso importante. No Brasil não acompanho muito essa cena, pois fica muito no underground e quase não tenho acesso, mas sei que existem bandas influenciadas pelo punk por aqui.

CV: Qual banda que mais te chamou atenção nesse começo de ano? Por quê?
KV: O disco que mais ouvi nesse inicio de ano foi da banda californiana Fidlar, punk simples, poucos acordes, mas gostoso de ouvir.

"'Sou Boy' tornou-se um clássico com o passar dos tempos. As pessoas me reconhecem por causa dessa música e do 'Tic Tic Nervoso"'

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CV: O que podemos esperar do rock para os próximos anos?
KV: É difícil prever alguma coisa, mas se as coisas continuarem nesse ritmo de bandas novas com qualidade, principalmente na América, acho que teremos uma resposta ao Britpop e ao grunge, que todos esperam há muito tempo.

CV: Agradeço pela entrevista e deixo espaço para seus comentários finais.
KD: Um abraço a todos.
   

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Uma pedrada em seus ouvidos


       Isso é o que você sente quando põe para rolar na vitrola o novo disco da banda carioca "Os Estudantes”. Intitulado como "Pedras portuguesas na sua cabeça", o disco vem com 15 músicas que são verdadeiras pedradas.
                A abertura é com a rapidíssima e direta "boas vindas", que mostra claramente o que esperar ao longo das outras canções. Mesmo sendo muito agressivo e com músicas rápidas, desta vez os caras gravaram uma canção com uma levada muito punk rock e com mais de dois minutos de duração, chamada "espírito seco", com refrão que fica na cabeça muito tempo depois de ouvi-la.
                Com essa exceção, e diga-se uma ótima exceção, as outras faixas mostram aquilo em que Os Estudantes são mestres, rapidez. Destacar uma única música neste disco é ser injusto com as outras. O disco é ótimo do início ao fim.
                E o resultado que você ouve em seu toca discos é fruto de um trabalho realizado em três dias. O "pedras" foi gravado entre os dias 8, 9 e 10 de junho deste ano, no estúdio Superfuzz, no Rio de Janeiro. Sobre a gravação, espetacular. Todos os instrumentos são audíveis, os riffs de Manfrini são fortes e estão bem claros, assim como se ouve o baixo de Donny em "diálogo" espetacular com a bateria de Diogo. O vocal de Vitão, mesmo com toda a agressividade, está claro, pesado e fica fácil para o ouvinte que gosta de acompanhar o disco com o encarte em mãos.
                E por falar em encarte, preciso destacar toda a arte gráfica do disco que foi concebida pelo vocalista Vitão. A capa vem com o tradicional amarelo e vermelho, característico da banda, com um dos desenhos do artista. A contra capa também tem um capeta que deixa claro que o disco tem 15 músicas e apenas 300 cópias. Dentro do álbum, o encarte com as letras também mostra uma criança demoníaca com uma pedra na cabeça, criança essa que me fez lembrar a capa de Born Again, do Black Sabbath. Está em dúvida para se presentear no natal, ou presentear o chato de seu sobrinho? Fácil, compre esse disco d'Os Estudantes. Quem sabe ele possa vir a ser um cara legal?

Os Estudantes - Pedras Portuguesas na sua Cabeça - Lançamento Laja Rakords    

Aqui você confere uma das novas músicas desse ótimo disco de rock:


A pelt in his ears

This is what you feel when you put on the record player to roll the new album the band carioca "Students". Titled as "Portuguese stones in your head", the disc comes with 15 songs which are true stones.
The opening is very quick and straightforward with the "welcome", which clearly shows what to expect along the other songs. Even being very aggressive and fast songs, this time the guys recorded a song with a very punk rock and carried over two minutes long, called "dry spirit" with chorus that stays in the head long after you hear it .
With this exception, and tell a great exception, the other tracks show what they Students are teachers, rapidity. Highlight a single song on this record is to be unfair to the other. The album is great from start to finish.
And the result you hear on your turntable is the result of work done in three days. The "stones" was recorded between days 8, 9 and 10 June this year, the studio Superfuzz, in Rio de Janeiro. On recording, spectacular. All instruments are audible, the riffs are strong and Manfrini are clear, and the bass is heard Donny in "dialogue" with the spectacular battery Diogo. The vocal Vitão, even with all the aggressiveness, of course, is heavy and easy for the listener who likes to keep up with the hard liner notes in hand.
Speaking of artwork, I must highlight the entire disc artwork that was designed by vocalist Vitão. The cover comes with the traditional yellow and red, typical of banda, with one of the artist's drawings. The back cover also has a devil that makes it clear that the album has 15 songs and only 300 copies. Inside the album, with lyrics booklet also shows a demonic child in the head with a rock, this child that reminded me of the cover of Born Again by Black Sabbath. Is in doubt for gift-giving at Christmas, or give the flat of his nephew? Easy, buy this disc d'Students. Who knows it might be a nice guy?
Students - Portuguese Stones in his head - Release Laja Rakords