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domingo, 6 de abril de 2014

Kurt Cobain: a construção do mito

Charles R. Cross - 172 páginas - Editora Agir

No ano em que a morte de Kurt Cobain completa 20 anos, o jornalista Charles R. Cross, autor da biografia do vocalista e guitarrista do Nirvana, "Mais pesado que o céu", escreve "A construção de um mito", texto que aborda o que levou Cobain a ser o maior nome do rock'n'roll nos últimos 20 anos.
Sobre vários aspectos, o autor aborda os fatos que levaram Cobain, um rapaz do interior, ser líder de uma das bandas mais influentes de todos os tempos. No decorrer das páginas, Cross relata influências que o guitarrista e vocalista teve em sua carreira, a influência que ele exerceu não apenas na música, mas na moda, no comportamento e como foi apontado como o líder de uma geração, rótulo que Cobain sempre rejeitou.
Na segunda parte do livro, Cross escreve sobre o momento de Seattle, a "explosão" de bandas, ocorrida em curto espaço de tempo. Outro tema abordado é o vício em drogas e o que teria levado o Cobain ao consumo excessivo de heroína e cometido o suicídio. No encerramento, há alguns depoimentos de músicos sobre a música do Nirvana e a pessoa de Kurt Cobain. Leitura totalmente indicada aos fãs da banda.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Sérgio Pereira Couto fala sobre sua nova obra: 'Mentes Sombrias'

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Autor paulistano, apaixonado por hard rock, Sérgio Pereira Couto fala com exclusividade ao Canibal Vegetariano sobre sua nova obra, Mentes Sombrias. Um romance policial, com muita ação, suspense e rock'n'roll. Abaixo você confere como o autor chegou a uma trama que deixa o leitor sem ar, devido ao ritmo das investigações e das idas e vindas de sua estória, que com certeza, tem tudo para se tornar um clássico na literatura nacional.

Canibal Vegetariano: Mentes Sombrias é uma história de suspense até a última página. Como surgiu essa estória? Houve alguma influência?
Sérgio Pereira Couto: Diretamente, não. Mas sempre quis fazer algo que explorasse o universo gótico, que já era uma atração desde os bons tempos em que frequentava danceterias como o saudoso Madame Satã, que acabei usando na própria história com outro nome. Trata-se de um universo fascinante, apesar de suas esquisitices (principalmente a mania que alguns têm de confundir góticos com adoradores de vampiros, como já apareceu até em episódio da série de animação, como South Park). Acho que o rock, que é a trilha sonora da aventura, tem muito do mistério colocado no livro. E, claro, sem ele não há inspiração para se contar uma história que valha a pena.

CV: Este não é o primeiro livro com o CSA Tony Drashko. Como foi a elaboração desse personagem? Quanto tempo levou para você criá-lo?
SPC: Tony é resultado de uma verdadeira mistura de peritos verdadeiros, que atuam na Polícia Técnico-Científica de São Paulo, com alguma coisa de especialistas como Ilana Casoy e detetives clássicos de literatura como Sherlock Holmes e Hercule Poirot. Não foi fácil: os clássicos primam pela dedução, enquanto que os modernos se apoiam demais na tecnologia. Demorei pelo menos uns cinco anos para conseguir ajustar tudo. E o personagem ainda não está completo, pois precisa ainda chegar à maturidade com o advento de novas aventuras.

 Divulgação
CV: Você gosta de misturar romances, com investigações e citações pop, principalmente de bandas de rock. Como você escolhe as músicas?
SPC: Na verdade pesquiso muito história do rock. E acho que o rock, principalmente o classic rock, tem muito de trilha sonora, pois traz reflexões, pensamentos, ditados, impressões e outros detalhes que hoje em dia não se faz mais. Afinal, não é à toa que, para viajar, coloco sempre uma boa banda de progressivo, como o Yes, Emerson Lake and Palmer, Caravan, Camel, entre outros. E quando quero escrever cenas mais pesadas, vou de Black Sabbath, Deep Purple, Rainbow, Black Country Communion, Trapeze, Pilot, entre outros.

CV: A mistura de romance policial, rock'n'roll e suspense faz a obra atingir um público mais diverso? Você tem um perfil de seus leitores?
SPC: Com certeza sim. O perfil que tenho no momento (isso pode mudar conforme os trabalhos vão sendo publicados) é o de 30 a 50 anos, apreciador de rock, leitor de policiais clássicos e que é fã de séries de TV, de sucessos como CSI, Bones, Law and Order, entre outros. É claro que a música é universal: basta ler a obra e ouvir a música de referência que o efeito áudio-visual acontece. Mas você tem que gostar de ter sugestões musicais. Não adianta nada ser fã de Justin Bieber, por exemplo, e querer entrar no mundo do classic rock. São incompatíveis por natureza.

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CV: Por que a estória se passa em uma cidade estadunidense e não em alguma metrópole brasileira? Little Rock existe apenas na ficção?
SPC: Little Rock é mesmo a capital do estado norte-americano do Arkansas. E escolhi transpor a cena para lá porque é onde fica um dos maiores laboratórios forenses dos Estados Unidos. É mais verossímil ter um cenário assim do que achar que tal tecnologia estará no Brasil, um país que ainda possui peritos que atingem um trabalho muito bom com pouca tecnologia. É uma questão apenas de verossimilhança. E depois, se a tendência atual é se pensar em globalização, por que não jogar as pessoas daqui em outros cenários? Afinal, as capitais brasileiras ainda não possuem flexibilidade o bastante para serem usadas como cenário, embora ainda queira escrever um livro onde Tony volta ao Brasil, depois de formado perito (ou Crime Scene Analist, CSA) para desvendar o mistério da morte dos pais que, como visto em Mentes Sombrias, tem a ver com o pacto das famílias ricas de Little Rock.


CV: Como foi misturar várias tribos urbanas em uma única narrativa?
SPC: Cansativo e complicado. É muito difícil encontrar pontos em comum entre grupos tão díspares e de gostos tão complexos como headbangers, celtic metal, alternative, beat, post-punk, folk, progressivo, metal core, space rock, entre outros. Não necessariamente que tenham que ter características em comuns: cada um tem seu conjunto que deve ser considerado em separado. Porém é quase impossível não se pensar em rock e indicar coisas malucas como Abba, Madonna ou Michael Jackson para o Hall da Fama. Hoje sinto que é necessário que as pessoas entendam mais sobre as diferenças dos gêneros do que nunca. Afinal, o que realmente é rock? Baladas ou músicas rápidas? Vozes guturais ou lamentadas? Procurei colocar tudo num mesmo cenário porque lá fora é bem mais fácil imaginar um lugar assim do que aqui no nosso país.
Pelo fim da estória, a impressão é que ela não termina ali. Teremos mais aventuras com Tony Drashko?
Isso, se depender de mim, haverá no mínimo uma trilogia (se eu conseguir sobreviver a esse plano, pois tem editores que detestam até mesmo essa palavra). Mas nunca farei os livros tão interligados. Gosto de pensar que uma série bem legal apresenta um ponto de entrada em cada aventura que não precise necessariamente que você leia o livro anterior. E depois, a resposta dos leitores é essencial. Adianta pensarmos em uma “octologia” sem saber se é isso que os leitores querem?

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CV: No primeiro livro foi blues, o segundo no universo gótico. O próximo, qual seria a trilha sonora?
SPC: Quero muito explorar o universo metaleiro em particular. Não perco um programa do That Metal Show e escuto muito hard rock. Acho que os headbangers dariam uma gangue bem legal para se explorar, tanto do lado dos mocinhos quanto dos bandidos.

CV: Existe crime perfeito?
SPC: Não. Todo crime deixa evidências para trás. É a premissa para a existência dos peritos criminais.

CV: Sérgio, agradeço pela entrevista e deixo espaço para suas considerações finais.
SPC: Pessoal, ao contrário do que foi publicado pelo jornal Folha de São Paulo em janeiro deste ano, a ficção nacional pode vender tanto quanto a importada. É uma questão dos leitores pararem com certos preconceitos com os autores nacionais e darem uma chance a eles. É certo que o quesito qualidade é uma preocupação constante, bem como o retorno financeiro que os editores esperam, mas há muita gente boa batalhando por um lugar ao sol no mercado editorial nacional. Então por favor, não sejam radicais e deem uma chance ao escritor nacional. Já vi muitos “não li e não gostei porque é nacional” para me preocupar com isso. Como pode ser ruim se nunca leram?


Mentes Sombrias
Sérgio Pereira Couto - Universo dos Livros - 239 páginas

                O título da obra faz juz a estória que Sérgio Pereira Couto relata em suas páginas. Um romance policial que te prende do início ao fim e fechar o livro é uma situação difícil, pois a cada página, o enredo aponta para um suspeito, aparece novidade na investigação e você não sabe quem são os vilões e os mocinhos.
                A estória se passa em Little Rock, capital do Arkansas, Estados Unidos, e o personagem principal é o CSA Tony Drascko, que se vê envolvido em um caso de morte de duas jovens. A partir da morte de duas garotas, o perito entra em uma trama que mistura várias tribos urbanas, entre góticos, metaleiros, punks e outras pessoas que gostam de rock "pesado" ou hard rock, heavy metal.
                A cada passagem, a cada capítulo, o autor traz citações de bandas clássicas do rock'n'roll e mostra um pouco do universo de cada tribo e também como funciona a cabeça de investigadores e peritos policiais. Como toda boa estória, Couto mostra cenas de diálogos filosóficos, frustrações amorosas, conquistas, ódio e paixão.
                Tudo isso, ao som do rock'n'roll, o leitor não conseguirá se desligar da trama e não se dará por satisfeito, para saber, quem é quem, e o que ocorre no final. Mentes Sombrias, é a mostra de que a literatura nacional em romances policiais tem tido um salto de qualidade e não deve nada para autores de outros países. Está a fim de ler uma boa estória, ou presentear alguém? Não perca seu tempo é corra para livraria mais próxima, será diversão e cultura garantidas.
                            

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Roadie: a minha vida na estrada com o Coldplay


Matt Mcginn - editora Lafonte - 207 páginas

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Roadie é uma história real, com pitadas de ficção? Ou uma estória de ficção com algumas passagens verídicas? Só quem conhece o que é o mundo do rock'n'roll pode afirmar o quanto as passagens do livro são reais.
O livro foi escrito pelo roadie Matt Macginn, que tentou ser músico em várias bandas, mas o destino o fez ser um "braço direito" de uma das principais bandas de pop rock da atualidade , o Coldplay.
E a história de Matt com a banda não tem início nos bons tempos, mas sim no início, quando eles ainda gravavam o primeiro álbum, Parachutes, e os caras percorriam a Inglaterra, junto com dois ou três técnicos, em uma van.
E a partir desse começo, uma banda que era vista como promissora, aos poucos foi crescendo e após mais de dez anos,  é uma das grandes do showbizz. E as aventuras, os erros, os acertos, os grandes e pequenos shows, o lado bom e ruim da vida na estrada, estão relatados neste livro. Muitos podem não gostar da banda, mas a história de seu roadie merece ser lida, pois um show de rock pode mudar o mundo, mas já pensou no trabalho que as pessoas precisam ter para isso acontecer?


Roadie: My Life on the road with Coldplay

Matt McGinn - publisher Lafonte - 207 pages

        Roadie is a real story, with bits of fiction? Or a story with some passages of fiction true? Those who know what the world of rock'n'roll can say how the passages in the book are real.
       The book was written by roadie Matt Macginn, who tried to be a musician in several bands, but destiny made ​​him to be a "right arm" of a major pop rock bands of today, Coldplay.
And the story of Matt with the banda has no beginning in the good times, but in the beginning when they still were recording the first album, Parachutes, and the guys toured England, along with two or three technicians in a van.
       And from that beginning, a band that was seen as promising, gradually grew and after more than ten years, is one of the great showbiz. And the adventures, mistakes, successes, large and small shows, the good and bad of life on the road, are reported in this book. Many may not like the band, but the story of his roadie worth reading, for a rock show can change the world, but I thought the work that people need to make it happen?



domingo, 18 de dezembro de 2011

Para ler e refletir: 'Não devemos nada a você'


Coletânea de entrevistas Punk Planet - Daniel Sinker - Editora Ideal Records - 304 páginas

Se você tem problemas com pessoas de religião, modo de vestir, opção sexual e educação diferente da sua, tome cuidado antes de ler "Não devemos nada a você: Coletânea de entrevistas da revista Punk Planet". O cuidado deve-se ao conteúdo de opiniões de diversas pessoas de várias áreas, seja do punk, hardcore, ativistas políticos e donos de selos musicais. Sem papas na língua, os entrevistados não fogem das perguntas e esclarecem detalhamente seus pontos de vista sobre diversos assuntos.
O livro aborda o punk rock de outros pontos de vista que vão além das jaquetas de couro e cabelos moicanos. Uma visão de mundo e de sociedade muito além de nosso tempo. Entre os entrevistados estão Ian MacKaye (Minor Threath, Dischord, Embrace, Fugazi), toda a galera da banda Black Flag, Thurston Moore (Sonic Youth), Jello Biafra (Dead Kennedys), Kathleen Hanna (Bikini Kill), entre outros.
E o interessante é que as entrevistas não são apenas aquelas chatices sempre com as mesmas perguntas. As entrevistas na verdade são bate papos que abordam bandas, músicas, política, religião, guerras, ativismo político. Para quem tem interesse em saber mais sobre o underground e sobre a música independente feita nos últimos 10 anos, "Não devemos nada a você" é uma leitura essencial, agora, se você pensa que é dono da verdade, talvez o livro cause alguma repulsa, pois opiniões fortes e polêmicas é o que mais se encontra entre as páginas e os entrevistados em alguns momentos, parecem que discutem com o entrevistador.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Hey Ho Let´s Go - A História dos Ramones


Everett True - Editora Madras - 480 páginas

O livro Hey Ho Let´s Go, a História dos Ramones, foi escrito pelo fã e jornalista inglês Everett True. Com depoimentos dos integrantes da banda e também de pessoas próximas, True passa a limpo a história de uma das bandas mais importantes de todos os tempos.
True não esconde nada, vai a fundo no relacionamento de Dee Dee com as drogas, as brigas entre Joey e Jhonny, as mudanças de bateristas entre ouros assuntos relativos a banda. Além das histórias, o livro tem fotos de várias fases da banda, desde os passos iniciais até  o final da carreira.
Certamente quem é fã de Ramones conhece a maior parte da história dos caras, mas sempre é bom observar algo, mesmo muito conhecido, de um outro ponto de vista. Conforme o leitor vira as páginas, terá um contato mais íntimo com a história de cada integrante e também os motivos que fizeram, mesmo com todos os problemas, essa banda ter uma carreira de 21 anos e ter se tornado um grande mito. Livro essencial na biblioteca não apenas de punks ou fã de ramones, mas sim de pessoas que gostam de boas histórias.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Leitura é fundamental... Por isso recomendamos...





Juliet Nua e Crua - Nick Hornby
Editora Rocco 269 páginas


Quando nosso leitor lê o título acima e não conhece o escritor inglês Nick Honrby, pode pensar que o livro irá tratar de alguma mulher famosa ou o texto seja sobre algo sexual e tudo mais. Mas ele é um cara que por mais que tente fugir, não consegue deixar de lado a enorme paixão que tem pela música. E o novo livro trata novamente sobre personagens, ao menos um, fanático por música.
Desta vez a estória de Hornby sai de Londres e os personagens principais residem em uma pequena cidade litorânea da Inglaterra. O ponto principal é o casamento de Duncan e Annie que após 15 anos chega ao fim. Duncan é fanático por um cantor obscuro dos meados dos anos 80 e Annie trabalha em um museu. A partir deste fanatismo e fim de relacionamento, começam várias conversas para saber quem errou e onde e vários acontecimentos mudam a vida, não só do casal e paralelamente Hornby vai contando a estória do cantor, até o ponto em que os destinos se cruzam. E outro dado importante, citações musicais em várias partes da narrativa.
Se você conhece Hornby e suas histórias, com certeza irá curtir muito o novo romance do inglês torcedor fanático do Arsenal. Se você ainda não conhece, e está procurando uma leitura que vai do drama à comédia e é quase uma crônica da vida real, pode comprar seu exemplar tranquilamente, pois a estória criada pelo escritor é leitura das boas. Este livro pode se encontrado na Livraria "Toque de Letras" em Itatiba. (IG)



Una gira en Sudamerica (Com o conjunto de música rock Merda) Fábio Mozine
Laja Records 159 páginas


Imagine você que tem uma banda de rock, ou está pensando em montar uma, reunir seus amigos em um carro popular, encher de instrumentos, CD's, camisetas e vários materiais de promoção e sair por aí, atravessando estados e chegar em outros países?
É disso que se trata o livro "Una gira en Sudamerica", escrito por Fábio Mozine, guitarrista e vocalista da banda capixaba Merda. Ele e seus dois companheiros de banda fizeram o que escrevemos acima e saíram de Vila Velha, Espírito Santo, para tocar em outros seis estados do Brasil, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, e ainda não satisfeitos, foram para o Uruguai e Argentina.
O livro é leitura obrigatória para todo roqueiro e pessoas que se interessam por este tipo de cultura. Há momentos engraçados, tristes, histórias malucas e todo o relato da ousadia e atitude que esses caras tiveram, tocando praticamente todos os dias em cidades do interior ou em capitais. Os textos de Mozine mostram a paixão e a vontade de fazer música que alguns caras possuem e fazem qualquer coisa para apresentá-la. Leitura totalmente rock. Se fosse para dar nota ao livro...ela não poderia ser menor que 10!!! (IG)

terça-feira, 28 de julho de 2009

'Tudo que não foi feito sonoro vai ser barulho'

O que escrever sobre um livro de poesia/poema escrito por um poeta punk? É isso mesmo, as poesias de Marcelo Veronese (Beso) é um apanhado de ideias escritas entre 1993 e 2008 e que em muitas delas expressa bem o sentimento punk além da maneira como foi lançado.
Beso para quem não sabe, participa da Cooperativa Cultural da Periferia (Cooperifa) na zona sul de São Paulo e também ataca de guitarrista e vocalista em uma banda de rock de Campinas, Alcoois. E foi no show dw lançamento do CD demo de sua banda, que nós tivemos a oportunidade de conhecer o lado poeta do guitarrista.
O livro intitulado "Juventude Supersônica" tem 80 páginas que acabam sendo lidas de maneira muito rápida devido ao fato das poesias e poemas serem atraentes e "malucas", você sente que a única preocupação do autor é exclusivamente com sua arte, refletindo o que realmente sentia enquanto "vomitava" palavras no papel. Entre os poemas, é impossível destacar um ou outro, devido a qualidade de todos. Se ficou curioso, procure já o seu exemplar. Para deixar nossos leitores mais curiosos, vamos transcrever um trecho do livro. Lembrando, que um dos poemas Um "A", foi musicado pela banda de Beso e está no CD demo.
"Antes eu remexia nos bolsos
das minhas calças usadas
e encontrava dinheiro;
hoje encontro palavras..."

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Almanaque do Rock / Kid Vinil (Ediouro 241 Páginas)


O que dizer de um livro, que se chama Alamanaque do Rock e é escrito por Kid Vinil? Kid, ao lado de feras como Fábio Massari, o Reverendo, Roberto Maia, o Homem Enciclopédia, e Régis Tadeu, é sem dúvida um dos caras que mais entende do assunto em nosso país.

No livro, Kid conta toda a história do rock em seus mais de 50 anos, relatando desde seus primórdios, até os dias atuais, passando pelo rock internacional e nacional. Além de suas carreiras, as principais bandas da história têm seus discos mais importantes comentados.

Juntamente com os textos diretos e de fácil entendimento para quem é novo no assunto, o livro vem recheado de fotos dos ídolos do estilo. Uma curiosidade é que quase todas as imagens foram extraídas da discoteca do próprio autor. Não preciso dizer que o cara é um grande colecionador de discos. Então para quem gosta de um bom rock e uma boa leitura, não perca a oportunidade de adquirir o almanaque. (IG)

Guitarra e Ossos Quebrados / Quique Brown ( Laja Records 140 Páginas)



O Guitarra e Ossos Quebrados é um livro em que Quique Brown, guitarrista e vocalista da banda de Bragança Paulista Leptospirose, relata vários momentos da turnê que o "Leptos" e a banda Merda (capitaneada por Mozine, integrante do Mukeka di Rato) fizeram pela Europa no final do ano passado. Em seu início, a turnê “Spreading Brazilian Diseases in Europe Tour 2007” tinha como previsão cerca de 27 shows em diversos países. Mas um acidente automobilístico (as bandas iam de um país para outro em uma van) antecipou o fim da viagem.

Mesmo com o pouco tempo em que ficaram pelo velho continente, os caras colecionaram bons shows e boas histórias. Muitas delas estão relatadas de maneira honesta e divertida no livro, que traz fotos em preto e branco dos bastidores, dos shows, dos locais que a galera saiu de rolê e das amizades que fizeram pelo caminho. Se você ainda não tem este livro, não sabe o que está perdendo. (IG)



A Mulher Vestida de Sol / Matheus Machado (Editora Ibis Libris 158 páginas)


Esta é a primeira vez que vou escrever sobre um livro de poesia. Confesso que é um pouco complicado, pois acredito que para você escrever ou falar sobre algo, é bom ter conhecimento de causa. Os únicos livros de poesias que li até o momento foram Origami de Metal, também do Mateus, e alguns do Arnaldo Antunes.

Então a maneira mais honesta é apenas comentar minhas impressões. Primeiro, as poesias e poemas são de diferentes assuntos, todos muito bem escritos, dá para sentir que o cara expressa sua arte pura e simplesmente por amor à causa. Um dos lances mais legais, é que os versos fogem daquele esquema clássico que aprendemos no colégio.

A Mulher Vestida de Sol é um bom livro para quem já conhece poesia e para quem está se iniciando no assunto. Muitas vezes vamos tão longe para procurar novidades e não nos damos conta que temos grandes artistas bem do nosso lado. Mateus, que mora e trabalha em Itatiba, é um exemplo. Precisamos valorizar mais os nossos artistas. Pois o verdadeiro artista não é aquele que tem fama e fica toda hora aparecendo em revistas e programas de TV. O verdadeiro artista é aquele que se expressa livremente com um único compromisso: criar arte. Em Itatiba é possível encontrar o livro em bancas e livrarias. (IG)

Alta Fidelidade / Nick Hornby ( Editora Rocco - 260 Páginas)




Esse é um livro que mostra, com a maior sinceridade possível, como é a vida de pessoas que respiram música, não conseguem ficar muito tempo sem falar sobre ela e estão sempre em busca de aprimorar a coleção de discos.

“Alta Fidelidade” tem como personagem principal, Rob Flemming, um homem que é dono de uma loja de discos à beira da falência e que tem dois amigos e funcionários tão viciados quanto ele em cultura pop. Os caras têm a mania de fazer listas das cinco mais para tudo, inclusive de suas separações. E o livro começa contando a história da separação de Rob e sua namorada, que está de saída do apartamento que ela divide com Rob e seus milhares de discos.

Quem gosta de música e cultura pop e ainda não leu o livro ou não viu o filme, está perdendo uma leitura que trata das coisas mais simples como se fossem as mais importantes. A cada página explodem citações sobre músicas, bandas e cantores, famosos ou não. Com certeza muitas pessoas irão se identificar com Rob e sua obsessão por música e discos. (IG)