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sexta-feira, 12 de junho de 2015

A partilha

Reprodução internet
Por André Fiori

A separação de um casal sempre vem acompanhada de muitos aborrecimentos. Um deles éa divisão dos discos. Aqueles CDs que vocês compraram juntos, ouviram juntos e que agora se tornam motivo de discórdia.

Na música “Trocando em miúdos”, Chico Buarque diz para a ex: - eu fico com o disco do Pixinguinha, o resto é seu. Na música “A Rita”, ele reclama que a mulher foi embora e além de seu coração, levou também o disco que mais gostava.

Não há uma receita infalível para uma partilha de CDs. Você com certeza terá que comprar vários deles novamente. Em compensação, dá para passar para frente os que ela (e) te deu e você não gostava, mas ficava sem jeito de falar.

A pessoa também pode sentir vontade de vender todos os discos que a fazem lembrar da (o) ex, mas aqui vai uma sugestão: espere um pouco. Depois que a raiva passar, você pode se arrepender. Terminou um namoro? Brigaram feio? E aqueles CDs que ficaram na casa dela (e)?
Namorados, namorados, negócios à parte. Esqueça os pudores e vá até lá buscar, mesmo que você tenha sido canalha. Afinal, buscar os discos na casa do (a) ex pode ser um ótimo motivo para quem quer reconciliação.

André Fiori é dono da maravilhosa loja Velvet CDs, na rua 24 de Maio, Centro de São Paulo. Há pouco mais de 10 anos, Fiori escrevia coluna que denominada "Atrás do Balcão", na revista Zero, uma das melhores a aparecer no mercado editorial nacional.


domingo, 22 de março de 2015

Histórias sobre dono de loja de disco e seus clientes

Arquivo Pessoal
Galero que acompanha o zine/blog Canibal Vegetariano, atenção. Em algumas publicações, vamos relembrar textos de André Fiori, dono da maravilhosa loja Velvet CDs, na 24 de Maio, em São Paulo. Há pouco mais de 10 anos, Fiori escrevia uma coluna que chamava-se "Atrás do Balcão", na revista Zero, uma das melhores a aparecer no mercado editorial nacional.
A ideia de publicar esses textos surgiu como uma homenagem a essas pessoas valentes que seguem com suas lojas. Para quem não sabe, a pessoa que escreve essas mal traçadas linhas já foi gerente de loja de discos e dono de uma, mas ambas faliram, vejam quanta competência deste cidadão. Mas a Velvet segue firme e vamos trazer a vocês ótimas histórias de pessoas que frequentam lojas de discos.

Comprando na surdina

Por André Fiori

O músico Jools Holland, que apresenta um dos programas mais legais da TV inglesa, disse uma frase curiosa: "pessoas em uma loja de discos são como 'junkies' atrás de uma picada". Exagerou, mas não esté de todo errado. Quantas vezes você já se deparou olhando para sua pilha (geralmente enorme) de CDs e LPs e disse para si mesmo: "putz, não tenho nada para ouvir".
Só que o assunto que trataremos aqui é outro: o drama das pessoas que precisam comprar CDs escondido. Sim, isso existe. Muitas vezes, na hora de fazer uma encomenda, quanto anoto o telefone, a pessoa avisa: "olha, quando você ligar, para avisar que chegou, não diga que é da loja de CDs, inventa qualquer outra coisa."
Os motivos são vários. A esposa que não pode saber que o sujeito está gastando. A mãe que não quer que o filho "gaste dinheiro com besteiras". A namorada que pensa que o cara economiza para casar. Gente insensível, que nem desconfia que música é gênero de primeira necessidade. As desculpas são muitas. Na maioria das vezes, na hora de ligar, digo que "sou amigo da faculdade", ou do colégio. Neste aspecto, o advento e-mail veio bem a calhar.
É mais comum do que você imagina o cliente que, após voltar da loja para casa, precisa criar os mais intrincados esquemas para não dar bandeira. O procedimento mais comum é o do "cd emprestado: "esses CDs aqui? Ah, são emprestados." Depois é só esperar um tempo, jogar na estante, que passa batido.
Em casos de exagero, periga não dar certo. A mãe de um conhecido nosso acabou percebendo: "mas filho, se você não compra mais discos, como é que essa pilha não para da crescer?" Houve o caso daquele que criou um zine e começou a enviar CDs para ele mesmo pelo correio. "é o pessoal mandando CDs para eu resenhar no zine". A criatividade não tem limites.
Tem aquele caso de um cara que chegava em casa sempre com um amigo, que levava a sacolinha. Ele entrava sozinho, sem nada em mãos, ia até o quarto e abria a janela. O amigo dava volta escondido pelo quintal, chegava embaixo do quarto e passava os preciosos disquinhos pela janela, que ginástica.
Outro cliente na hora de marcar o valor no canhoto do cheque, ficou pensativo: "humm, deixa eu ver o que vou marcar aqui. Minha mãe fiscaliza meu talão, não posso escrever cd, se não vou ouvir pra caramba. Já sei: 'calça, 30 reais'." Aí tive que intervir para ajudar: "não acho boa ideia, sua mãe vai perceber que você não comprou uma calça." A solução mais comumente usada nesses casos é riscar um X no canhoto e escrever "cheque preenchido errado."
O caso mais triste que temos notícia é de um cliente, em fase de marcação cerradíssima da esposa, que comprou o box de 4 CDs do Crosby, Stills e Nash. Como era ítem grande e chamativo, ele não teve dúvidas: jogou fora a caixa e ficou só com os CDs separados, que não ocupariam espaço e passariam desapercebidos. Nosso amigo preferiu essa opção a criar uma crise em seu casamento. Um verdadeiro mártir.
Bem, imagino que com esta coluna tenha estragado os principais esquemas de camuflagem das aquisições. Peço desculpas, juro que não foi minha intenção. Tenho certeza que vocês conseguem imaginar novas e criativas formas de não "dar bandeira."

André Fiori é dono da loja Velvet CDs. Texto originalmente publicado na edição 4 da Revista Zero  

quarta-feira, 4 de março de 2015

A quem interessa o impeachment?

O Brasil, assim como outros países, vive um momento que podemos chamar de crise. Com o descontentamento imediato da população, algumas pessoas pensam que a solução de todas nossas mazelas está em pedir a cabeça de alguém e rapidamente a presidente Dilma Rousseff foi eleita para ter seu cargo na alça de mira. A palavra mais ouvida nos últimos dias é que a presidente tem que passar pelo impeachment.
Dilma talvez não seja a presidente dos sonhos de muitos brasileiros, a eleição do ano passado deixou isso muito claro, mas o que será que motiva muitas pessoas a pedirem sua saída após dois meses de seu segundo mandato? Quais as reais intenções para ver a presidente fora? Claro que o governo erra, não há pessoa que não cometa erros, mas será que os erros dela são maiores do que outros que passaram pelo cargo? Isso também não justifica, sabemos que é tão criminoso aquele que rouba um milhão quanto aquele que rouba um real, mas porque diferenciamos tanto a maneira como lidamos com isso?
Outro ponto que é preciso destacar é que atualmente não vivemos em um regime ditatorial e sim democrático. Dilma não governa sozinha, temos ministros, existe o Senado, a Câmara dos Deputados, temos governadores, prefeitos e vereadores. E o atual momento de crise que vivemos, com tantos para mandar, a culpa é somente da presidente? Será que a população ao tirá-la de seu cargo, todos nossos problemas serão resolvidos da noite para o dia? E qual parcela de culpa de cada cidadão nesta atual crise que vivenciamos?
Apontar para alguém e afirmar que ela está errada é uma atitude simplista e fácil demais, mas será que enxergamos a situação por todos os ângulos possíveis para tentarmos realmente detectar o que ocorre? Quando temos tantos problemas é preciso analisar a situação por seus vários pontos de vista e também olharmos para o passado.


É inevitável as comparações com outros governantes e períodos, é através da análise da história que podemos evitar erros cometidos em outrora. Dilma inicia seu segundo mandato com muitos problemas e muitos reclamam que ela enganou a população durante sua propaganda eleitoral. Mas quem viveu em 1999 lembra-se que o início do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso (FHC) também foi muito conturbado. A crise pela qual passamos àquela época foi parecida com a atual ou até pior, mas ninguém falou em impeachment.
O argumento de que a corrupção nunca foi tão grande como o momento atual também é infundado. Talvez nunca tenha sido tão divulgado os casos ocorridos como neste período e também talvez nunca houve tanta apuração. Como vamos acreditar que os governos militares não foram tão corruptos quanto o atual se no auge da ditadura, jornais eram impressos com receita de bolo pois nada podia ser publicado?
Dizer que existe somente um culpado pode ser um grande erro que cometemos pois já paramos para pensar, caso a presidente deixe seu cargo, em quem irá substitui-la? Muitos dizem em uma nova eleição, mas quem seriam os candidatos? Será que não há pessoas interessadas em ‘golpismo’ por trás de tudo isso? A quem interessaria um novo pleito eleitoral? O que teríamos de novo?
Como poderemos deixar o país nas mãos de um congresso tão ruim quanto o atual? E por que não se discute as situações dos estados? A atual situação do Estado de São Paulo, considerado o mais desenvolvido da nação, também é muito ruim. Estamos a poucos meses de um colapso no abastecimento de água, denúncias de corrupção também são realizadas e escândalos tão ignóbeis quanto os casos da Petrobras e do BNDES. Por que ninguém mais comentou sobre o desvio na construção do metrô? E os envolvidos no caso Alstom? Havia até secretário do governador sendo investigado. E a situação do povo do Paraná, a greve dos professores, os cortes em benefícios aos trabalhadores e nos investimentos nas instituições públicas de ensino?
Será que somente a Dilma é culpada por tudo isso? Será que este momento de crise não servirá para o povo ir às ruas para cobrar melhorias e dar apoio a todas as investigações em casos de corrupção? Por que não cobrar a própria mídia, todos têm um lado, mas a maioria teme em assumir posição, ao invés de simplesmente pedir a cabeça de alguém? Por que não acompanharmos mais próximos os trabalhos dos deputados e senadores? Por que não sermos mais ativos em participações populares?
Em nossa vã filosofia, esquecemos que quando apontamos um dedo para alguém, há quatro apontados para nós. O atual governo errou, erra e ainda errará mais vezes, mas todos nós erramos. E que nosso erro que está prestes a vir não nos tire de nosso caminho e vale lembrar: se queremos mudanças e reformas, é preciso bagunçar tudo antes. O Brasil vive um momento em que podemos passá-lo a limpo. Chega de sermos “massa de manobra” vamos pensar por nós mesmos. Nenhuma construção inicia-se pelo telhado e sim por uma base sólida. Só teremos um país melhor quando nossas cidades forem melhores. E para que isso ocorra, cada um precisa fazer sua parte, chega de deixar as decisões somente nas mãos de políticos, pois há muitos “politiqueiros” que estão apenas preocupados com seu próprio benefício. Não há nada tão ruim hoje que não possa piorar, nem toda evolução é positiva, pense nisso. 

sábado, 5 de abril de 2014

‘Um disparo... um estouro’: 20 anos sem Kurt Cobain

Há 20 anos a voz de Kurt Cobain era calada por ele mesmo, há quem diga que não, que ele teria sido assassinado, mas duas décadas depois, ainda dizem que Kurt tirou a vida com um disparo. Mesmo tanto tempo passado, as dúvidas pairam no ar e o caso foi reaberto, devido ao avanço da tecnologia, a Polícia de Seattle crê que algo ainda exista para ser esclarecido.
Independente do que tenha ocorrido, dizem que há exatos 20 anos, 5 de abril de 1994, Kurt partiu deste mundo e deixou em poucos anos obras que muitos não conseguiram realizar em décadas. O legado deixado por Kurt e o Nirvana foram três álbuns de estúdio, Bleach (1989), Nevermind (1991) e In Utero (1993), sendo o segundo, considerado um dos melhores e mais vendidos discos da história da música e um dos que mais influenciou pessoas.
No final dos anos 80, do século passado, sentia-se que algo estaria por vir, Bleach trazia aos holofotes um som diferente, um respiro em meio a tanta música pré fabricada de qualidade duvidosa. Mas foi em 1991 que o Nirvana, com Dave Ghrol na batera, fez o disco que mudaria tudo de lugar. O sucesso que seria a salvação de um rapaz pobre e que morava em pequenas cidades, foi a janela para que ele, que usava drogas e tinha problemas de saúde, se afundasse ainda mais.


Mesmo com tantos problemas, Kurt mostrou sua capacidade de criar músicas, de escrever letras que falavam tanto dele e de seus fantasmas, mas que tantas pessoas se identificavam e se identificam, pois somos humanos, somos falhos e cheios de dúvidas. Mas Kurt teve a sensibilidade de expor suas angústias e revolta em seus riffs de guitarra, em seu vocal cheio de desespero e na urgência de seus shows.
Nós que gostamos de rock temos várias pessoas que admiramos, mas são poucos os “ídolos” que tem coragem de expor suas preferências, suas opiniões. Além de levar músicas que falavam direto a um grande grupo, Kurt ainda apresentou bandas desconhecidas de grande parte do público e hoje, junto com o Nirvana, tem seus discos nas prateleiras. Talvez, a diferença de Kurt não seja apenas sua capacidade de fazer música, mas sim de ouvi-la e senti-la. Ele era o cara que buscava sempre algo novo e quando encontrava fazia questão de mostrá-lo.


Kurt para muitos atualmente é tratado como se fosse um deus, mas para nós ele era o cara que fazia o que muitos ainda fazem, ouvia música, buscava novidades, tocava seu instrumento, não ficava preso a um passado que não volta e tinha paixões, basta ver e ouvir a maneira como Kurt encerra o álbum “Unplugged MTV”, cheio de dor, paixão, um ser humano entregue ao poder de uma canção. Talvez seja por isso que ele nos faz tanta falta!

 Fotos: Reprodução Internet

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Duas décadas de uma obra-prima

Onde você estava em setembro de 1993? Consegue lembrar-se de algo que tenha lhe marcado tanto? Como era o mundo há 20 anos? Perguntas difíceis de responder, mas há exatas duas décadas, o mundo recebia uma obra-prima composta por uma das bandas mais populares daquela época, o Nirvana. Naquele mês de setembro, entre o final do verão e início de outono no hemisfério norte, fim de inverno início de primavera no sul, onde está o Brasil, recebíamos em nossas lojas o novo disco, tão aguardado, "In Utero".
Claro que àquela época não tínhamos tanto dinheiro para sair comprando discos, eram tempos muito difíceis em nosso país, desemprego, recessão, inflação fora de controle, governo que tentava encontrar alguma saída para uma nação a beira da falência e com muitos jovens sem esperança no futuro que se tornava cada vez mais presente.
As dores de amor, da alma, as crises existenciais, tudo isso fazia parte do dia a dia de muitos adolescentes. A chegada do novo disco do Nirvana trazia algo que falava diretamente a grande parte dessas pessoas, pois era um disco 'sujo', agressivo, um grito de socorro com microfonia, guitarras distorcidas, vocais melancólicos e letras que falavam muito sobre sofrimento de várias espécies, entre espiritual e físico.
Foi com esse disco que muitos moleques da época passaram a entender o que era rock, que o Nirvana mostrou do que era capaz e de quanto a banda era boa. Brigas com gravadora, agentes, gravações feitas no melhor estilo de banda de garagem, álbum feito para "não vender". O título original seria um soco na cara de muitos "I hate myself i want to die" [eu me odeio e quero morrer], mostrava o quanto Kurt não estava nada satisfeito com sua fama e com o "zilhão" de cobranças que recebia. A gravadora barrou e depois de muitas reuniões chegaram ao título final "In Utero".
Não é necessário dizer que assim que chegou às lojas o álbum “tomou” de cara o primeiro posto nos mais vendidos e gerou muitos comentários entre críticos e fãs. As letras eram ainda mais ácidas do que as de "Nevermind" e "Bleach". Em uma delas, logo na primeira faixa, "Serve the Servants", ele cita: "a angústia adolescente deu bom lucro, agora fiquei chato e velho". O primeiro single do disco foi "Heart shaped box", onde ele afirma que "queria poder devorar seu câncer quando seu corpo ficasse roxo" e em outra parte grita "jogue para baixo seu cordão umbilical para que eu possa subir de volta".
A letra mais polêmica foi da quarta faixa, "Rape me" [Me estupre]. "Me estupre, me estupre meu amigo, me estupre, me estupre de novo, me odeie, faça e repita", cantava Kurt sobre melodia que tinha seu estilo de composição, guitarra limpa, suja, sussurros e gritos desesperados. Em outra faixa, "Francis Farmer will have her revenge on Seatle", o vocalista abre o refrão com "sinto falta do conforto de ficar triste".
Entre idas e vindas, entre o som brutal, nervoso, com vontade de destruir o mundo, há canções calmas, com pitadas de depressão e melancolia. Para resumir, em todo tom triste do álbum, dá para sentir que ele é tão bom quanto os outros, ou até melhor, depende de como você está no dia em que o coloca para ouvir. Neste mês, esta obra completa duas décadas, e ele soa tão atual como poucos, pois a angústia e a revolta fazem parte da natureza humana, goste você ou não.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

'Um imenso cemitério de esperanças frustradas'


Essa frase que abre o texto é do sociólogo, e um dos maiores pensadores da atualidade, o polonês, Zygmunt Bauman. Ela reflete muito bem o que tem ocorrido atualmente em nosso país e principalmente na cidade onde fica "a sede" do Canibal Vegetariano, Itatiba, um pequeno município do interior do Estado de São Paulo.
                Nós, população, vivemos a cada dia com novas esperanças de uma cidade, um estado, um país melhor, mas na realidade, um dia tem sido mais difícil do que o outro e isso gera estresse, preocupação, envelhecimento precoce, entre outros problemas de saúde enfrentados pela sociedade atual, como depressão e também síndrome do pânico. Mas quando paro para pensar, o que seria um país melhor? Talvez o que penso ser o melhor não seja o ideal, assim como o melhor para você não seja o ideal para mim.
                Além dos problemas psíquicos e físicos, estamos expostos a todo excesso de violência, seja por parte do que costumamos chamar de bandidos ou mesmo por autoridades que são pagas com nosso dinheiro para nos proteger, ou ao menos para nos passar uma pseudo-sensação de segurança. Mas violência maior é praticada por aqueles que estão no poder e não fazem nada para tentar amenizar os sofrimentos de seus semelhantes e ainda lucram sobre a desgraça alheia.
                Quando surge a palavra semelhante ocorre que alguém pode estar longe do senso de igualdade, assim como eu, que não acredito no "todos iguais", da Granja dos Bichos, do mestre George Orwell, em a "Revolução dos Bichos", outros também podem não acreditar. Penso que cada ser humano é único e por isso ele é semelhante ao outro e compartilha o mundo com outros semelhantes e animais de outras espécies, sem esquecer que também somos animais.
                Somos animais e compartilhamos um planeta considerado pequeno com cerca de outras 29.999.999 espécies. Mas pensamos que somos os maiorais e que tudo que existe foi criado para que eu possa mandar, desmandar e que tudo tem de ser da maneira como penso e quero que seja. Ledo engano. Você, assim como eu, é um quase nada, apenas um dente nessa grande engrenagem humana e mundana.
                Mas, de volta ao cemitério, poucos oportunistas fazem com que nossa existência seja um perambular por caminhos sem chances de melhorias. Enquanto o povo acorda todo dia para o trabalho, escola e outras atividades, sempre há alguém tramando algo para desviar ou apenas obscurecer seu caminhar nessa efêmera passagem mundana.
                Assim como nós, eles também passarão, mas se sentem deuses no poder e verdadeiros imortais, acima de tudo aquilo que nos torna mais humanos, os fracassos, os medos diários, além de toda angústia e revolta. Enquanto os dito poderosos apenas ficam ali, brincando em seus castelos de areia, prestes a ruir, nós estamos na batalha para construir um mundo, não melhor, talvez menos indigno, e quando o povo resolve sair às ruas para fazer suas cobranças para uma vida menos sufocante, ele é reprimido, seja moralmente ou fisicamente.
                Atos de violência como os registrados em Itatiba no último dia 2, na Câmara Municipal, a dita Casa do Povo, onde apenas os funcionários falam, pois os patrões, nós, temos que manter o que eles chamam de obediência e silêncio fúnebre. Fale e vá preso, assim funciona a democracia por eles ditada. Nós somos cobrados a todo momento por nossos superiores, em nossos locais de trabalho, mas eles não permitem isso. Até parece que eles mandam em algo.
O que ocorreu naquele espaço, dito público, foi algo que passou de todos os limites do tolerável. No local não havia "pessoas do mal", havia apenas estudantes, professores, pessoas que pensam e sonham com um mundo menos cruel, mas ali, eles se depararam com o máximo que a crueldade humana pode fazer: arrogância, desrespeito, falta de diálogo, de tolerância e incapacidade de ver as situações por outros pontos de vista.
                Ali, naquele momento, não foi a nossa pseudo-democracia ferida e sim nossos semelhantes, pessoas que tem capacidade de pensar e sonhar, independente do sonho, querem uma mudança, pois sentem que não dá mais para viver em um mundo no qual a injustiça, a mentira, a ganância e desrespeito prevalecem. Não foi nossa pseudo-democracia ferida, foi a esperança, a possibilidade de mudança.
                Tudo passa e tudo muda, a todo momento, mas os homens parecem temer essa metamorfose constante, muitos preferem engessar seus ideais e tentam frear a impulsividade em seus semelhantes, pois acreditam na eternidade do momento que é somente um sopro de tempo. Para deixarmos esse "cemitério", precisamos seguir as utopias, ou como dizia o mestre Paulo Freire, "o inédito viável". 
                                

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

O ano em que o mundo não acabou


          
2012 foi embora, viramos mais uma página e toda vez, ao findar de um período, o ser humano tem curiosidade de olhar para trás e ver o que ocorreu, seja de bom ou ruim. E o ano que terminou há dois dias, foi marcado pelo possível fim dos tempos, mas que não passou nem perto disso. Assim como anos anteriores, houve muitos fins, mas também muitos inícios.
                Para muitos, 2012 será marcado pelos títulos do Corinthians, na Libertadores e no Mundial. E o futebol paulista dominou a cena no ano passado. O ano não foi 100% para os times de São Paulo, pois o Fluminense conseguiu vencer o Campeonato Brasileiro. O Santos venceu o campeonato regional e a Recopa Sul-Americana. O São Paulo ficou com o título da Copa Sul Americana e o Palmeiras, apensar do rebaixamento para Série B, levantou a taça de campeão da Copa do Brasil. Ainda na "praia" do futebol, um dos destaques foi à queda de Mano Menezes do comando da Seleção Brasileira e a volta ao passado, um retrocesso sem tamanho, ao trazer Luiz Felipe Scolari novamente como técnico.
                Para outros, o ano que há pouco se despediu, renova a esperança na política partidária, muito devido ao que ocorreu no pleito eleitoral realizado em outubro, em que muitos neófitos foram eleitos para os poderes Executivo e Legislativo das mais de 5 mil cidades do País. Outro destaque na política brasileira foi o julgamento do mensalão, muito comentado, extremamente divulgado, que resultou na condenação de muitas "raposas" da política partidária brasileira.

Reprodução Internet
                Como sempre, o ano foi marcado por desastres realizados pelo homem, guerras, conflitos, crises econômica, brigas, intolerância e pré conceito. E também desastres naturais, tão comuns no planeta e que ainda chama atenção de parte da mídia que gosta de bater no drama de pessoas que terminam como vítimas.
                Mas, apesar dos pesares, o mundo seguiu, e chegamos a 2013, e vamos falar um pouco sobre cultura. No cinema 2012, destaque para filmes muito aguardados. Batman, o Cavaleiro das Trevas Ressurge, levou muita gente aos cinemas e pos fim a uma trilogia que teve início com Batman Begins. No final do ano, o público voltou a se encantar com as histórias do mestre Tolkien, com o filme O Hobbit. Mas o cinema independente também produziu, assim como o cinema brasileiro e sul-americano, com filmes incríveis que precisam ser descobertos.
                Na música, o Brasil recebeu alguns festivais e muitos shows gringos. O Lolapalloza teve como grande destaque os estadunidenses do Foo Fighters, que tem à frente do palco Dave Ghrol, o eterno baterista do Nirvana. E o show deles foi um dos últimos da banda, que entrou em hibernação e não tem prazo para "acordar". Além deles, houve outras apresentações, mas o show do Kiss foi muito aguardado e recebeu grande público.

                Em nossa região, sem dúvida, o grande destaque foi o Grito Rock que trouxe para muitas cidades, bandas que batalham na cena independente e algumas conhecidas. Atibaia foi palco do show do Ratos de Porão, banda liderada por João Gordo há mais de 30 anos e agitou muitos "tiozinhos" e uma nova leva de jovens que estão em fase de conhecimento musical. No mesmo dia, houve apresentação das bandas Leptospirose, Crucifire e Sujeito a Lixo. A expectativa também é grande para saber o que rolará neste ano.
                Bragança Paulista também recebeu shows que foram divididos em dois dias e um dos destaques foi a apresentação da banda goiana, Black Drawning Chalcks. Além deles, houve shows de bandas locais e de outras regiões do Brasil que agitaram o público no final do verão. E no final do ano, Bragança foi palco da 9ª edição do Cardápio Underground, festival que em vários dias reúne várias manifestações artísticas, principalmente voltado aos independentes.

                Na parte de discos, duas das melhores bandas de hardcore da atualidade lançaram dois ótimos trabalhos. Os capixabas do Conjunto de Música Rock Merda foram responsáveis por Índio Cocalero, lançado em vinil e em CD, que mostra a música totalmente livre e sem seguir modismos do trio capitaneado por Fábio Mozine. Outro lançamento que deixou os fãs de "queixo caído" foi o "Pedras Portuguesas na Sua Cabeça", dos cariocas d'Os Estudantes, também lançado em vinil, que mostra o poder do som urgente e pesado feito por bandas brasileiras. Outra banda que soltou um CD muito interessante foram os sergipanos do The Renegades of Punk.
                Agora, é deixar 2012 no passado e olhar à frente. Que os shows, festivais e lançamentos de discos de bandas independentes se multipliquem, não apenas em nossa região, mas em todo Brasil, afinal, todos precisam de acesso à cultura e os artistas de palcos para apresentações. Quem sabe 2013 não marque o início de uma nova era no underground nacional?


  
                

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Dia do rock é todo dia

Canibal Vegetariano
Clemente, um dos pioneiros do punk brasileiro, completa 30 anos à frente dos Inocentes
Sou uma pessoa assumidamente contra todas as datas "especiais", Natal, Ano Novo, Carnaval, Dia do Rock, Dia das Mães, entre outras. Acredito que essas datas sejam algo totalmente voltadas para o consumo e onde o ser humano demonstra em larga escala sua falsidade.
                Comemorar o "Dia do Rock" é algo totalmente patético do meu ponto de vista. Para quem gosta deste estilo musical, que para mim é mais um estilo de vida, ele transcende a música. Rock é aquilo que você ouve, discute. É aquilo que você busca diariamente, as novidades, pois ao longo dos anos, o rock mostrou-se um grande iconoclasta. A tradição do rock, é não ter tradição, o rock é um paradoxo.

 Canibal Vegetariano
Daniel ETE é músico, agitador cultural e também dono de loja de discos


O rock representa algo agressivo e contra a mesmice que impera atualmente na sociedade na qual sobrevivemos. O rock nasceu em um período conturbado da história dos Estados Unidos, no início dos anos 50 do século passado, e desde então, nos momentos em que quase estagnou, alguns moleques chegavam e davam um chute em sua bunda e o estilo era reinventado.
                Dos anos 50 até o início da segunda década do século 21, onde vivemos, o rock continua vivo. Continua porque existem pessoas que não deixam o estilo se acomodar, ficar naquilo que todos gostavam. O rock passa por mutações sensacionais e busca no passado, um direcionamento para ter uma possibilidade de futuro e se manter atualizado, contestador e divertido, pois rock'n'roll é diversão, não é algo para ser levado a sério, quando levam a música a sério, tudo fica muito chato e vazio.

 Canibal Vegetariano
As mulheres montam suas bandas e frequentam cada vez mais os shows de rock
               


Por isso, hoje, amanhã e depois, sempre que houver uma banda em alguma garagem, estúdio, compondo material próprio, será dia do rock. Onde houver uma loja de discos, com muito material interessante, será dia do rock. Enquanto as pessoas estiverem contestando os padrões sociais, financeiros e políticos, será dia do rock. Todo dia é dia de rock. Ouça disco, hoje, amanhã e sempre, de preferência, no volume máximo!!!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Há luz no fim da garagem


Canibal Vegetariano
Hoje é uma data especial. Um dos picos mais legais para uma banda de rock se apresentar completa 5 anos. E os parabéns por mais um aniversário vai para o amigo e agitador Phábio Cookies, dono do Stúdios Phábiño, onde todo sábado rola a punkeragem. Às vezes ele também emenda a "sonzera" aos domingos.
Há exatos cinco anos esse cara começou agitando apresentações de algumas bandas e outras bandas apareceram e a cena não apenas no Guarujá, mas em todo litoral, ganhou um espaço tão raro e importante para que as bandas que se preocupam em fazer seu material, compor suas músicas, consigam se apresentar para pessoas com fome de rock e de novidades.
Para quem pensa que o rock morreu, que não há mais novidades, basta passar um sábado na punkeragem e conferir bandas não apenas locais, mas de várias regiões do estado. Estive duas vezes no estúdio com minha banda e nas duas fomos muito bem recebidos e as pessoas que estavam presentes estavam sedentas por música, diversão e tudo o que o rock pode oferecer.

Canibal Vegetariano

Nesse dia tão importante, pois somente quem vive no underground sabe o quanto é difícil manter banda, pagar estídio, gravar e descolar um espaço para fazer um som, sabe que um pico como o do Phábiño comemorar cinco anos é algo raro e heróico, por isso, divulgo a data no blog e faço votos de que esses cinco anos ganhe um zero á frente, pois o que é foi importante ontem, é hoje e será amanhã. Phábiño, espero que você continue com esta luta e nós estamos aqui para ajudá-lo, pois essa é uma luta de todos que gostam de boa música.
Para agendar ensaios, shows e conhecer mais sobre o Stúdio Phábiño, seguem os contatos: (13) 9738-2992, 8848-2992, 3341-7826; msn PHABIOLOPES@HOTMAIL.COM. O estúdio está situado na rua Silvio Fernandes Lopes, 165, Altos, sobre o antigo Bar do Botas.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Memória Punk: Pânico em SP


Documentário produzido no auge do punk no Brasil mostra como era o público e a ideologia de quem fazia parte deste movimento que foi um dos mais importantes na história da música mundial

 O documentário Pânico em SP mostra como era a cena punk no Brasil em seu auge, início dos anos 80, século XX. O Brasil vivia o final da ditadura militar e na periferia de São Paulo, jovens reclamavam sobre a repressão, falta de oportunidades, além de outros problemas vividos à época. O texto que vocês irão ler foi escrito por Claudio Morelli, free-lancer na área de comunicações, roteirista, diretor de fotografia e diretor de trabalhos institucionais.   
                Em 1982 eu cursava o 8º semestre do curso de Cinema na ECA (Escola de Comunicações e Artes da USP). Era o último semestre e o grupo tinha direito a dois curtametragens em 35 mm. Ao mesmo tempo, eu tomava contato com o movimento punk através do Marião (Mario Dalcêndio Jr., amigo velho de guerra) que já estava vagando por aquelas searas. A empatia foi imediata e comecei a frequentar os ambientes dos punks (o salão no Pari, a Galeria do Rock, o Largo São Bento, etc).
                Devido a tudo isso propus um projeto de documentário ao grupo e ele foi aceito. Optamos pela bitola de 16 mm. Por questões de maior mobilidade e facilidade no manuseio. A ideia era documentar os espaços, a música, as opiniões, o comportamento, a vestimenta, tudo enfim; no entanto eu queria documentar de uma forma que eles mesmos se expressassem, sem interferência da produção. Nada de narrador descrevendo nada, e muito menos uma montagem que pudesse direcionar o espectador a uma opinião, fosse de simpatia ou antipatia. O filme seria como uma colagem, com cenas curtas, um ritmo frenético como a música punk.

 Mas, por que eu simpatizei com os punks logo de cara? Para começar, imediatamente percebi que aquela ideia de punks como vândalos destrutivos não correspondia à realidade. Eles tinham uma ideologia e motivos para a rebeldia.         
Estávamos nos estertores da ditadura militar e esses jovens da periferia testemunhavam a repressão aos trabalhadores, que lutavam por salários e, associados aos universitários e à intelectualidade, exigiam liberdade de opinião, de expressão e de manifestação. Além disso, esses mesmos jovens não viam no horizonte nenhuma possibilidade de ascensão social ou desenvolvimento pessoal e material.
                Daí a revolta. O símbolo e a ideia de Anarquia tomou conta desses grupos e nada de autoridades, nada de poder, nada de governo (que, obviamente, era o títere da repressão). Agruparam-se então em torno dessas ideias. Óbvio que havia os mais exaltados, que acabavam saindo da linha e cometendo pequenos delitos de violência. Por causa deles, todo o movimento punk era mal visto pela sociedade em geral e, principalmente, pelos encastelados com seus cães-de-guarda.
                Mas essa não era a regra. Os punks eram pacíficos, quando muito armavam confusões entre eles mesmos, entre os diversos grupos que compunham o movimento (Carolina, ABC, etc.). Não saíam por aí depredando mansões ou queimando BMW.      

Quanto a drogas, poucos usavam e a mais consumida era cola de sapateiro. Bebiam pinga com groselha. A rebeldia estava nos trajes (pretos, quase sempre), jaqueta de couro paramentadas com adereços característicos de peças de montaria, calça de brim, e, principalmente o coturno. Acho que o coturno era uma forma de se opor à repressão, tomando delas um de seus símbolos. As meninas (que não eram muitas, é verdade) se vestiam praticamente da mesma maneira.
                O alemão era uma exceção; vestia-se sempre com roupas de cores berrantes, com adereços estranhos. Era comum o símbolo da Anarquia ser desenhado nas costas. Às vezes podia-se encontrar uma ou outra suástica, mas tenho certeza que era apenas para chocar as pessoas. É verdade que na época já existiam os skinheads, com suas idiotices repugnantes, que se trajavam como os punks. Também por isso os punks eram associados ao vandalismo, graças aos skins.

Mas, a coisa que mais me atraía mesmo era a música. A proposta era genial. Na época não havia nada de importante no rock. Tudo tinha virado balada, disco ou então egressos do heavy metal do início da década de 1970 com seus virtuosismos, trajes glamorosos e alienação ideológica. A solução punk para isso foi bem simples: faça você mesmo sua música, basta aprender três acordes, ninguém precisa mais que isso. Uma boa distorção na guitarra, bateria frenética e, principalmente, letras que expressem o que você vive, sua revolta, sua indignação, seu "no future".
Essa música levava à dança. Uma dança que exorcizava os desejos, uma dança que representava uma luta, com empurrões e chutes cadenciados. Resumindo, tudo isso me encantou, e eu, junto com o Marião, me juntei a eles, começamos a fazer parte deles. Nós frequentavamos o Largo São Bento nos fins-de-semana, ia aos salões e tudo mais.
           Foi essa identificação resultou no filme Pânico em SP, cujo nome vem de uma música dos Inocentes. E o filme tentou ser tão punk quanto eles e nós. Para saber mais, assista ao filme. De vez em quando ele roda por aí.

Todas as fotos são do Arquivo Pessoal de Cláudio Morelli

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Balanço Musical 2011: com as letras, mestre Quique Brown

Por Quique Brown


Publicado originalmente no Espaço Edith Cultura: http://espacoedithcultura.blogspot.com/

Canibal Vegetariano
Galera curte show no Cardápio
Como já vem acontecendo há uns bons anos, é hora de fazer o balanço final das atividades musicais de 2011. Diferente do que fiz nos anos anteriores, neste, vou trabalhar com três categorias aparentemente distintas (Edith Cultura, Escola Jardim Elétrico e Leptospirose) que, em menos de um minuto de conversa, juntam-se de forma extrema. Boa parte das bandas que vieram pra cá foram graças a contatos do Leptospirose que, por sua vez, trabalha dentro da escola de Música Jardim Elétrico – que, na maioria das vezes, emprestou seu som de graça pras bandas tocarem, bancou os pôsters e botou as bandas para dormir em uma de duas salas. Já o Edith fez toda a parte de divulgação, assessoria e cobertura dos eventos.

Canibal Vegetariano
Uma das atrações gringas: Guachass
Pelas mãos do Edith Cultura, em parceria com a Escola de Música Jardim Elétrico, Bragança Paulista recebeu em 2011: 29 eventos musicais, em 10 pontos (públicos e privados) da cidade, envolvendo 55 bandas diferentes, vindas de 23 cidades brasileiras, 10 estados e 3 países (sem contar o Brasil). O principal estilo musical envolvido nestes eventos foi o rock, em suas mais variadas vertentes, porém, também tivemos eventos com jazz, blues e MPB. Artistas de Bragança se apresentaram em quase todas as ocasiões tanto como banda de abertura quanto como atração principal. A cidade que mais mandou artistas pra cá em 2011 foi a capital pernambucana Recife - com cinco bandas - dos mais variados estilos. 

Os artistas internacionais que recebemos em nossa cidade este ano vieram do País Basco, dos Estados Unidos e do Uruguai, sendo que recebemos artistas dos EUA em três ocasiões diferentes. Toda a turnê brasileira da banda uruguaia Guachass -  com nove shows em 12 dias - foi organizada pelo Edith Cultura, em parceria com a Escola de Música Jardim Elétrico. Dos 29 eventos que aconteceram em Bragança este ano, 15 foram no Taberna Dharma Rock Bar, onde vemos o quão importante é este espaço para a cena de música autoral da cidade. Todos os eventos juntos receberam a presença de cerca de 3.500 pessoas, sendo que em algumas ocasiões as bandas tocaram para 10 pessoas e em outras para 400. 

Canibal Vegetariano
Alegria e rock: Cardápio Underground
No âmbito escolar, a Escola de Música Jardim Elétrico, participou da produção de sete eventos, em cinco lugares diferentes, com a presença de mais de 100 conjuntos escolares e produziu dois cds; coletânea de bandas da Viverde volume 1 e o 1° EP dos Irritantes. Dos 07 eventos produzidos pelo Jardim Elétrico, dois foram realizados com alunos da Escola Viverde, dois com alunos do Colégio Az Billingue e três com alunos da Escola Jardim Elétrico. 

Canibal Vegetariano
Quique refresca-se no Cardápio
O Leptospirose, banda da qual eu faço parte cantando e tocando guitarra, se apresentou 31 vezes em 16 cidades diferentes e sete estados. Seu 4° álbum - Aqua Mad Max - foi lançado em CD por oito gravadoras independentes de todo o Brasil e em LP pela Läjä Records. Durante o ano, o grupo lançou três vídeos, apareceu duas vezes (em ocasiões diferentes) na TV Cultura - em menos de um mês, gravou um ensaio de quase duas horas para a TV Trama e entrou numa parceria monstruosa com a marca de roupas do mal Weird Company.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Novos horizontes


É galera, depois de 2 anos e meio, nós do zine/blog Canibal Vegetariano estamos alçando novos vôos e desde o último dia 31 estamos em novo endereço: http://www.canibalvegetariano.com.br/
O site do Canibal está mais abrangente, afinal, temos cinco colunistas, Carlos Ferrari (ex-Lacrimosa, banda dos anos 80), André Fujiwara (ex-Authópsia, Raindrops e Les Fleurs du Mal), Kid Vinil (ex-Magazine e atual Kid Vinil Experience), Quique Brown (vocalista e guitarrista da Leptospirose) e o time é completado por uma mulher, pela jornalista Mari Carla (que está sempre de rolê pelos grandes shows).
Com esta galera sem contar a retaguarda, que é composta por Alan e Reginaldo Silva, caras que dominam toda a parafernália tecnológica, o Canibal Vegetariano entra contudo na era digital para levar cada vez mais informação de uma arte que é feita à margem do que a grande mídia divulga e recebe, em muitos casos, pela divulgação.
Através do site, o Canibal irá aprofundar ainda mais na cultura pop, apresentando fotógrafos, artistas plásticos, música rock, comportamento, grafite, quadrinhos e tudo que engloba arte. Afinal, para que possamos idealizar um país e um futuro melhor, se é que isso é possível, as pessoas precisam de mais educação e cultura. E quem está acostumado com o Canibal Vegetariano, pode ficar tranquilo, estaremos ainda mais ácido, mais incisivos em nossos ideais. O programa A HORA DO CANIBAL continua tocando as canções das bandas independentes junto com bandas consagradas, tudo no mesmo caldeirão, além das várias promoções que realizamos. Além d'A HORA DO CANIBAL, há também o Canibal Cast, programa sempre apresentará um bate papo sobre assuntos diversos e em breve, Canibalismo, programa em vídeo que terá vários assuntos insanos, principalmente envolvidos com rock. Então galera, acesse o site http://www.canibalvegetariano.com.br/ e confira as novidades, pois muitas ainda estão por vir.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A Hora do Canibal completa 2 anos

 Arquivo Pessoal
  Vinicius França, Ivan Gomes e Fabinho Boss, onde tudo começou, Nova Rádio Web

O programa A HORA DO CANIBAL completou dois anos em 10 de novembro de 2010. Nesse tempo foram 92 programas transmitidos, sendo a maioria ao vivo.

Arquivo Pessoal
Vinicius França e Ivan Gomes durante os primeiros programas d'A HORA DO CANIBAL

A ideia de fazer um programa no estilo do Canibal partiu do nosso operador de aúdio Boss, que em 2008 era proprietário da Nova Rádio Web, que até meados do referido ano era uma rádio voltada para o despertar da consciência. Com a mudança de estilo, Boss começou a rolar muito pop rock na programação da rádio e o primeiro programa a ser produzido para a rádio foi o Radiola, apresentado e dirigido por Rafael Piera.
  Arquivo Pessoal
Uma das primeiras entrevistas feitas fora de Itatiba. Esta foi realizada na casa de Claúdio, baterista da banda Lunettes, em Campinas

As mudanças da rádio começaram entre setembro e outubro, mesmo período em que os amigos Vinicius França e Ivan Gomes lançavam o zine Canibal Vegetariano. Boss que acompanhava o trabalho de Ivan Gomes desde a época do zine Atitude Underground, convidou os amigos a participarem de seu programa, Rádio Livre, para falarem um pouco sobre o Canibal. Como éramos convidados, Boss permitiu que fizessemos a seleção musical do programa.

 Arquivo Pessoal
Fábio Maçola, guitarrista da Rock'n'Watts e da Barco Bêbado foi o primeiro convidado a fazer um som ao vivo no programa

Boss gostou do resultado final e fez a proposta para transformar o zine em um programa de rádio, ideia que Vinicius e Ivan acataram. Em 10 de novembro de 2008, uma segunda-feira, ia ao ar pela primeira vez o programa A HORA DO CANIBAL, que desde o início teve o objetivo de misturar todos os estilos de rock, dando preferência às bandas independentes.

 Arquivo Pessoal
Kid Vinil foi o primeiro entrevistado do programa em dezembro de 2008, um mês após a estreia

Nesses dois anos mudanças ocorreram. Vinicius devido a vários de seus compromissos profissionais precisou deixar a co-produção e apresentação do programa. No final de 2009, Boss encerrou as atividades da Nova Rádio Web. Mas devido ao reconhecimento de alguns ouvintes e amigos, principalmente do guitarrista e vocalista da banda Keps, Joey Keps, desde janeiro deste ano o programa é transmitido pela Central Rock FM 107,1 mhz de São Bernardo do Campo. Em maio, o proprietário da rádio Itatweb, Michel, passa a transmitir o programa, que faz entrevistas em externas, no estúdio, que leva bandas para fazer um som ao vivo e tudo mais e segue aí, rolando um som.

 Arquivo Pessoal
Monaural, banda paulistana, que veio em um sábado para Itatiba somente para participar do programa 

Aproveitando a oportunidade, agradeço ao Boss pelo apoio, Vinicius pela força e pelas ideias, que fez A HORA DO CANIBAL ser o que é atualmente, nossa amiga Andréia Rejane, que apresentou alguns programas, a nossa advogada Andréa Lima, que nos dá total apoio jurídico e ainda nos acompanha em várias baladas e madrugadas de trabalho. Agradecemos a advogada Cinthia Cunha. A jornalista Tatiana Rostaiser Petti, que gravou as vinhetas do programa, ao Daniel ETE, baixista da banda campineira Drákula que cedeu a música "zombie birdman" para ser a trilha do programa e a todas as bandas que foram entrevistadas e fizeram um som, são tantas que o espaço seria pequeno para citar o nome de todas. Ao Ayuso, da banda Mandíbula, ao Joey Keps, pessoal do Guarujá (Stúdio Phabiño), toda a galera da região Nordeste, muita audiência por lá, galera do Paraná, interior de Sampa, Miguel Facal de Buenos Aires e todos nossos ouvintes que estão espalhados por este planetinha que pedem músicas, opinam, críticam e tudo mais. A todos vocês nosso muito obrigado. Não podemos esquecer de agradecer ao diretor da Central Rock, Anderson e a Michel, diretor da Itatweb.

  Arquivo Pessoal
Brazilian Cajuns Southern Rebels, banda de Londrina/PR, fez som ao vivo no programa durante passagem da banda pelo estado de São Paulo. Junto com eles estava o baterista Márcio Fidelis da banda Sprint 77, de São Paulo

Para ouvir o programa A HORA DO CANIBAL é simples, basta acessar: http://www.radioitatweb.com.br/
http://www.centralrockfm.com.br
http://ahoradocanibal.podomatic.com//

 Arquivo Pessoal

Marcos, vocalista da banda uruguaia Motosierra, junto com Ivan. Primeira entrevista gringa gravada para o programa

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Brasil o país da impunidade?!

Peço desculpas a nossos leitores, mas hoje deixo um pouco de lado nossos temas musicais para fazer um desabafo.

Tem uma música de uma banda chamada Maria Bacana, que os punks paulistanos dos Inocentes regravaram há dez anos que chama-se "Repeat Please", e uma das frases mais legais da letra diz: "Têm dias que a vida parece coca-cola sem gás...", genial. Têm dias que são assim mesmo. Têm dias que você liga o rádio ou a TV ou abre algum jornal e não acredita no que vê, ouvê ou lê.
E o último dia 22 de setembro foi isso mesmo. De repente, o metrô de São Paulo enfrentou problemas que há muito tempo não se via. Pessoas ficaram horas presas nos vagões e algumas precisaram ser encaminhadas ao hospital. Algumas horas depois, Soninha Francine, ex-vj da MTV e apresentadora do RG, na TV Cultura, ex-petista e atualmente membro do PPS, "entra na net" e começa a questionar se o problema ocorreu realmente ou o fato foi premeditado, pois estamos a dias das eleições. Motivo para discussões, mas ninguém repercutiu.



Eduardo Alcantara de Oliveira

 Metrô paralisado em São Paulo. Soninha suspeita de sabotagem

Horas depois, uma forte chuva desaba sobre a várias cidades do Estado de São Paulo e Guarulhos, na Grande São Paulo, foi uma das mais prejudicadas devido a uma forte chuva de granizo que deixou muitas pessoas "ilhadas" e com parte de suas casas destruídas. Dois assuntos que renderiam muito para o fim da noite e para o início da quarta-feira.


Guilherme Kastner/Diário de Guarulhos/Futura Press

Chuva de granizo em Guarulhos. Nós, humanos, com certeza somos os responsáveis pelas mudanças ckimáticas a catastrofes que coorrem, ou não?

Mas, no final da noite, uma notícia sobre o esporte mais popular do planeta e do Brasil, o futebol, virou o motivo de discussões acolouradas nas padarias, pontos de ônibus e na chegada ao emprego. O motivo, a demissão do técnico Dorival Júnior, técnico do Santos Futebol Clube, time que conquistou dois títulos este ano e ainda aspira um terceiro. Ele teria sido mandado embora por punir o que muitos jornalistas esportivos e pessoas em geral consideram um dos melhores jogadores do país na atualidade, o atacante Neymar.
Para quem não sabe, há uma semana, Neymar teria xingado o técnico Dorival e o capitão do time, o zagueiro Edu Dracena, pois o técnico não permitiu que ele cobrasse um pênalti devido ao grande número de erros que ele cometeu nos últimos jogos. Os insultos e xingamentos foram filmados. O assunto repercutiu além da esfera esportiva e ganhou manchete nos principais jornais. Dois dias depois, o técnico ameaçou se demitir caso o atleta não fosse punido de maneira exemplar por não acatar uma ordem hierárquica.
O atleta foi suspenso por tempo indeterminado, não jogou no último domingo e na véspera (ontem) de um clássico regional, o técnico optou por não escalá-lo para que a punição prosseguisse. Poucas horas depois Dorival foi demitido. O atleta está envolvido em polêmicas desde o início do ano, e não foi punido nenhuma vez. O clube teve uma grande chance de ganhar muitos milhões de euros há um mês quando um clube inglês tentou levar Neymar. O presidente não aceitou, aumentou o valor da rescisão, aumentou o salário do atleta. O futebol dele continuou o mesmo, para mim, futebol de um jogador comum, como muitos outros por aí. Muitas pessoas o chamam de jóia, até hoje não sei porque. Mas, opiniões são para serem argumentadas e respeitadas.



Santosfc.com.br

Técnico Dorival Júnior fez um trabalho ético e pregando respeito. Foi demitido por punir atleta, que pensa que é craque, mas não passa de mau educado e indisciplinado

Agora você deve estar se perguntando, o que o país tem a ver com isso? Para mim tudo, aqui, infelizmente é o local em que pessoas mal educadas e sem preparo, e algumas sem caráter, são levadas a sério e tratadas com todo respeito. Enquantos os cidadãos que trabalham e pagam seus impostos em dia e respeitam hierárquias, leis e ordens, são cada vez mais mal tratadas, desrespeitadas. O que ocorreu mostra apenas que as crianças e jovens estão tendo péssimos exemplos e para eles, agir como Neymar será o correto. Dorival foi demitido por fazer um trabalho baseado em ética e honestidade e punindo pessoas que não respeitam a convivência em grupo. Dorival foi demitido porque ele não tem uma multa de milhões de euros. Seriedade e compromisso atualmente não são valores prezados pela sociedade, e sim o dinheiro o o dinheiro que uma pessoa possa render.
Aconteceu com Neymar o que aconteceu com muitos políticos no Brasil nos últimos anos, principalmente no período do governo Lula e como acontece com muitas pessoas ricas que se envolvem em crimes e não são punidas. Os caras que participaram do mensalão, que carregaram dinheiro na cueca ou meia estão presos? Claro que não! Ninguém neste país é punido, aqui é a terra do tudo é permitido quando convém a meia dúzia de pessoas. O Brasil ainda é o país em que ladrões de galinha e de pote de manteiga são presos. O governo, no caso Lula, faz questão de dizer que as pessoas com grande participação nos esquemas de fraude são seus "companheiros". E as recentes acusações de tráfico de influências na Casa Civil? Que punição terá as pessoas envolvidas? E por que o Lula fala tão mal da imprensa?
Com tantos maus exemplos e com tanta impunidade, como podemos pensar que este país um dia será sério e de primeiro mundo? Que motivo tem uma pessoa a ficar dizendo que tem orgulho de ser brasileiro? O título acima é "Brasil o país da impunidade?! Mas acredito que poderia ser "Uma nação de alienados" ou "Uma nação de idiotas". Afinal, o que estamos fazendo para mudar?

terça-feira, 13 de julho de 2010

Hoje é dia mundial do rock!!!

Uma singela homenagem do Fanzine Canibal Vegetariano a este estilo musical que acabou se tornando uma filosofia de vida para muitas pessoas.



Foto retirada do Google

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

E mais um ano chega ao fim!

O ano de 2009 sai de cena e deixa saudades em algumas partes, pois foi um ano, principalmente em Itatiba, onde aconteceu vários shows de rock e festivais e algumas festas em alguns bares e pub's que enfim, começam a contar com bandas de rock independente entre as atrações, deixando de lado um pouco as bandas que se dedicam somente aos cover's.

Arquivo Pessoal
Banda Mão de Vaca durante apresentação no 1º Festival Pró Rock realizado em maio

Entre os destaques fica os dois festivais organizados pela galera da Pró Rock, festas no Celso's Pub, Self Fest e o 2º Grito Urbano, estes dois últimos totalmente voltados para as bandas independentes. Na região de Itatiba, destaques para os festivais Auto Rock em Campinas e Cardápio Underground em Bragança Paulista. Um pouco mais afastado, mas tão importante quanto os festivais da região são as noites de rock que rolam quase todo sábado no Stúdio Phabiño, no Guarujá (abração especial para toda galera de lá) e o festival Insanidade Coletiva, capitaneado pelo nosso camarada Ayuso, em São Paulo.

Arquivo Pessoal
Banda Saint Ripper detonando em alguma tarde de agosto no festival realizado no Celso's Pub

Além das saudades dos momentos importantes, ficamos na expectativa de que neste novo ano que começa, a parada aconteça ainda com mais força, apoio de público e patrocinadores e que role com mais frequência, pois nosso povo e parte de nossa juventude anda carente de bons eventos de rock. Este ano também foi muito bom em relação a shows internacionais, várias bandas consagradas tocaram em terras tupiniquins, bandas como Faith no More, AC/DC, Sonic Youth, The Killers entre outras. E 2010 já começa com Metallica, dias 30 e 31 de janeiro em São Paulo, prometendo um novo ano de muito rock'n'roll.

Arquivo Pessoal
Galera reunida para eternizar o 1º Self Fest realizado em novembro

DINHEIRO

Mas nem tudo foi uma maravilha, pois como tudo na vida tem dois lados, precisamos lembrar de algumas merdas que aconteceram durante o ano. Uma das cenas mais vexatórias é a cena do governador de Brasília e seus "amiguinhos" escondendo dinheiro em meias e cuecas, mostrando que a politicagem e a picaretagem no Brasil continua como sempre. Quantos foram punidos até o momento?

Google
E os caras tem coragem de dizer que são inocentes. Brasil, País da impunidade

Algo que encheu muito o saco também foi a tal da crise financeira, que não foi nada daquilo que os "especialistas" previam no início de 2009. A gripe suína, que depois foi chamada de nova gripe, também torrou a paciência e como sempre a grande mídia fez um enorme alarde para algo que não foi nem um terço do que eles falavam. E a morte do Michael Jackson? Quase ninguém mais comentava sobre o cara, mas aí ele morreu e de uma hora para outra virou um cara que era meigo, doce, um amor de pessoa e "deus" do pop. Que saco!

NOVA RÁDIO WEB

E o ano encerra-se com um tom de melancolia, pois um dos canais mais legais para a divulgação do rock independente e de informação sem censura, deixou de operar nos primeiros minutos de 29 de dezembro. Após pouco mais de dois anos, a Nova Rádio Web, por decisão de seu diretor Fabio de Oliveira, Boss, deixou de transmitir sua programação. Os motivos que levaram o encerramento das atividades deve-se a falta de incentivo de empresários e comerciantes que ainda não abriram os olhos e não veem que a Internet e as rádios web, não são o futuro, são o presente.
Com isso, o público que acompanhava a programação perde um espaço muito importante para obter informação e cultura e artistas perdem um espaço para divulgação de seus trabalhos. Mas, o Boss não desanima e diz que a parada é somente para tomar um fôlego e retornar com tudo em 2011 ou ainda no fim deste novo ano. Que assim seja!
Voltando as expectativas para este 2010, nós do blog/zine Canibal Vegetariano continuaremos por aqui, entrevistando bandas, resenhando uns discos, falando sobre os shows das bandas independentes, além de algumas novidades que só o tempo dirá se vingarão ou não. O zine também deve ter uma edição impresa logo neste início de janeiro, no mais tardar no início da segunda quinzena.
O programa A HORA DO CANIBAL continuará tocando o bom e velho rock'n'roll dando prioridade para as novas bandas. Ao menos dois programas por mês serão disponibilizados em formato de podcast no site do programa www.ahoradocanibal.podomatic.com. Portanto, se você tem banda e precisa divulgá-la, é só entrar em contato conosco através do e-mail: nkrock@hotmail.com. Com a Nova Rádio Web desativada, quem acessar o site www.novaradioweb.com.br irá encontrar o conteúdo deste blog.

Arquivo Pessoal
Em agosto a banda Monaural esteve presente nos estúdios da Nova Rádio Web e fez o lançamento da música "Me drogar até morrer"

Então pessoal é isso. 2009 vai, vem 2010, e nada mudará enquanto você ficar sentando apenas reclamando que o mundo e as coisas ao seu redor estão sempre do mesmo jeito. Quer um ano diferente? Reclame menos e faça mais! Rock é atitude e não discurso panfletário. Um bom ano a todos.